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Marcelino Vieira

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Município de Marcelino Vieira
"A terra de Santo Antônio"
Rua Coronel Epifânio Fernandes

Rua Coronel Epifânio Fernandes
Bandeira de Marcelino Vieira
Brasão de Marcelino Vieira
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 24 de novembro de 1953 (61 anos)
Gentílico marcelinense ou vieirense[1]
Prefeito(a) José Ferrari de Oliveira (PR)
(2013–2016)
Localização
Localização de Marcelino Vieira
Localização de Marcelino Vieira no Rio Grande do Norte
Marcelino Vieira está localizado em: Brasil
Marcelino Vieira
Localização de Marcelino Vieira no Brasil
06° 17' 38" S 38° 10' 01" O06° 17' 38" S 38° 10' 01" O
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Mesorregião Oeste Potiguar IBGE/2008[2]
Microrregião Pau dos Ferros IBGE/2008[2]
Municípios limítrofes Norte: Pau dos Ferros e Rafael Fernandes
Sul: Tenente Ananias
Leste: Pilões, Antônio Martins e Alexandria
Oeste: José da Penha e Rafael Fernandes
Distância até a capital 400 km[3]
Características geográficas
Área 345,711 km² [4]
População 8 502 hab. (RN: 81º) –  IBGE/2014[5]
Densidade 24,59 hab./km²
Altitude 230 m [6]
Clima Semiárido Bsh
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,609 médio PNUD/2010[7]
PIB R$ 42 046 mil IBGE/2010[8]
PIB per capita R$ 5 087,21 IBGE/2010[8]
Página oficial
Prefeitura http://www.marcelinovieira.rn.gov.br

Marcelino Vieira é um município brasileiro no interior do estado do Rio Grande do Norte, Região Nordeste do país. Situa-se na microrregião de Pau dos Ferros e mesorregião do Oeste Potiguar localizando-se a uma distância de 400 quilômetros a oeste da capital do estado, Natal. Ocupa uma área de 345,711 km², e sua população foi no censo de 2010 era de 8 265 habitantes, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sendo então o 79º mais populoso do estado.

Marcelino Vieira foi emancipado dos municípios de Alexandria e de Pau dos Ferros na década de 1950. O nome do município é uma homenagem feita a um agricultor e criador paraibano, que veio para o Rio Grande do Norte onde destacou-se na política. Um dos eventos mais importantes do município é o Jegue Folia, uma das maiores do Alto Oeste Potiguar.

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros habitantes da região correspondente ao atual município de Marcelino Vieira foram os índios panatis. A povoação do território iniciou-se quando famílias paraibanas e pernambucanas migraram para a localidade (que mais tarde seria denominada Passagem de Feijó), dando início à criação de gado, que seria um importante fator para o povoamento daquelas terras.[1]

Em 1864, o senhor Raimundo Fernandes, proprietário de fazendas de criação de gado da localidade, doou parte de suas terras para a construção de uma capela dedicada a Santo Antônio. Na época, Padre Bernardino José de Queiroz, vigário da paróquia de Pau dos Ferros, fez as articulações para a construção da capela, recebendo, em 1868, uma imagem de Santo Antônio. Isso culminou no surgimento de um povoado, mas com poucas moradias e com lento crescimento populacional. Em 1870, do vigário de Pau dos Ferros, a pequena localidade recebeu o nome de Vitória.[1] [6]

Em 1884, foi construída a primeira escola primária na localidade, e oito anos depois, o governador do Rio Grande do Norte, Pedro Velho, elevou o povoado de Vitória à categoria de vila. Em 1902 a vila foi elevada à condição de distrito, (pertencente do município de Pau dos Ferros), com o nome de Vitória, sendo extinto em 1933. Cinco anos depois o distrito de Vitória foi recriado e, em 1943, a vila teve seu nome alterado de Vitória para Panatis, em homenagem aos primeiros habitantes do local, os índios Panatis.[1] [6]

Finalmente, em 24 de novembro de 1953, a lei estadual nº 909 desmembrou partes do município de Alexandria e de Pau dos Ferros (distrito de Panatis) para formar um novo município potiguar, com o nome de Marcelino Vieira, em homenagem a um agricultor e criador paraibano, que veio para o Rio Grande do Norte, onde foi deputado estadual e intendente várias vezes. A instalação oficial do município ocorreu em 24 de janeiro de 1954.[1]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Marcelino Vieira (em vermelho) e municípios limítrofes (em azul).
Serra do Panatis.

Marcelino Vieira está localizado na mesorregião do Oeste Potiguar e microrregião de Pau dos Ferros, estado do Rio Grande do Norte,[2] distante 400 km de Natal, capital estadual,[3] e 1 884 km de Brasília, capital federal.[9] Ocupa uma área territorial de 345,711 km²[4] e se limita com os municípios de Pau dos Ferros e Rafael Fernandes a norte; Tenente Ananias a sul; Pilões, Antônio Martins e Alexandria a leste; José da Penha e novamente Rafael Fernandes a oeste.[6]

O relevo do município, com altitudes variando entre 200 e 4000 metros, é formado pela Depressão Sertaneja-São Francisco, que compreende uma série de terrenos baixos situados de transição entre o Planalto da Borborema e a Chapada do Apodi, com as serras de Marcelino Vieira e Panatis, e os serrotes são do Pico e Rodeador. Marcelino Vieira está situado em área de abrangência de rochas metamórficas que formam o embasamento cristalino, formadas durante o período Pré-Cambriano médio (entre um bilhão e 2,5 bilhões de anos). Geomorfologicamente predominam formas de relevos tabulares, normalmente separados por vales de fundo plano.[6]

O tipo de solo existente é o podzolítico vermelho amarelo equivalente eutrófico, característico de áreas de relevo suave, altamente fértil, textura média e drenagem bastante acentuada.[6]

O município está incluído na bacia hidrográfica do rio Apodi/Mossoró, sendo cortados pelos rios Apodi/Mossoró e o Pilões. O principal reservatório é o Açude Caiçara ou Açude Marcelino Vieira, que está situado a 4,4 km da zona urbana e foi construído pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), sendo concluído em 1981; atualmente possui capacidade para 10,2 milhões de metros cúbicos de água (m³) e sua bacia hidrográfica possui 275 km² de área.[6] [10]

A cobertura vegetal é constituída pela caatinga hiperxerófila, com a abundância de cactáceas e plantas de pequeno porte, sem folhas na estação seca. Entre as espécies mais encontradas estão o facheiro (Pilosocereus pachycladus), o faveleiro (Cnidoscolus quercifolius), a jurema-preta (Mimosa hostilis), o marmeleiro (Cydonia oblonga), o mufumbo (Combretum leprosum) e o xique-xique (Pilosocereus polygonus).[6]

Clima[editar | editar código-fonte]

Maiores acumulados de precipitação em 24 horas
registrados em Marcelino Vieira por meses
Mês Acumulado Data Ref Mês Acumulado Data Ref
Janeiro 132 mm 16/01/1978 [11] Julho 88,1 mm 23/07/1985 [12]
Fevereiro 120 mm 16/02/2000 [13] Agosto 33,3 mm 27/08/1972 [14]
Março 110 mm 29/03/1937 [15] Setembro 42,2 mm 26/09/1966 [16]
Abril 156 mm 17/04/1994 [17] Outubro 68 mm 25/10/1939 [18]
Maio 122 mm 13/05/1934 [19] Novembro 130,2 mm 28/11/1954 [20]
Junho 56 mm 04/06/1994 [17] Dezembro 120,2 mm 14/12/1951 [21]
Fontes: Agência Nacional de Águas (ANA) e Empresa de Pesquisa Agropecuária
do Rio Grande do Norte
(EMPARN). Períodos: 1933-1986 e 1993-2011.[22] [23]

Marcelino Vieira possui clima semiárido quente (do tipo Bsh na classificação climática de Köppen-Geiger),[6] [24] com temperatura média anual de 26,5 °C e precipitação média de 843 milímetros (mm) anuais, concentrados entre os meses de fevereiro e maio, sendo março o mês de maior precipitação (221 mm).[25] A umidade relativa do ar é de 66% e o tempo de insolação chega a 2 700 horas anuais.[6]

Segundo dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), de 1933 a 1986 e de 1993 a 2011, o maior acumulado de precipitação (chuva) em 24 horas registrado em Marcelino Vieira foi de 156 mm em 17 de abril de 1994.[17] Outros grandes acumulados foram 132 mm em 16 de janeiro de 1978,[11] 130,2 mm em 28 de novembro de 1954,[20] 129 mm em 21 de abril de 1996,[26] 120 mm em 16 de fevereiro de 2000,[13] 122 mm em 13 de maio de 1934,[19] 120,2 mm em 14 de dezembro de 1951,[21] 110 mm em 29 de março de 1937,[15] 109,4 mm em 15 de janeiro de 2000,[13] 104,4 mm em 5 de dezembro de 1975,[27] 104,2 mm em 26 de março de 1993,[28] 103 mm em 11 de maio de 1978,[29] 102,5 mm em 23 de março de 1959,[30] 102,2 mm em 8 de abril de 1967,[31] 100,4 mm em 10 de maio de 1967[32] e 100,2 mm em 25 de março de 1967.[33] Em abril de 1985 foi observado o maior volume de precipitação em um mês, de 537,2 mm.[34]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Marcelino Vieira Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 32,7 31,8 30,8 30,4 30,1 30,1 30,5 31,6 32,7 33,3 33,4 33,3 31,7
Temperatura média (°C) 27,5 27 26,4 26,1 25,7 25,2 25,2 25,8 26,7 27,3 27,6 27,8 26,5
Temperatura mínima média (°C) 22,3 22,2 22,1 21,8 21,3 20,4 19,9 20,1 20,8 21,4 21,9 22,3 21,4
Precipitação (mm) 82 131 221 193 106 35 24 5 4 6 9 27 843
Fonte: Climate Data.[25]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
1970 7 267
1980 8 043 10,7%
1991 8 813 9,6%
2000 8 373 -5,0%
2010 8 265 -1,3%
Censos demográficos
do IBGE (1970-2010)[35]

A população de Marcelino Vieira, de acordo com o censo brasileiro de 2010 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é de 8 265 habitantes, sendo 79º maior em população no estado. Desse total, 4 894 são residentes na zona urbana (59,21%) e 3 371 na zona rural (40,79%). Ao mesmo tempo, 4 064 eram homens e 4 201 eram mulheres. A densidade demográfica era de 23,91 habitantes por quilômetro quadrado.[36] [37] Para 2014, a estimativa populacional é de 8 502 habitantes.[5]

Ainda segundo o censo de 2010, dos 8 265 habitantes, 4 115 eram brancos (49,79%), 3 558 eram pardos (43,05%), 488 eram pretos (5,91%) e 103 eram amarelos (1,25%).[38]

O índice de desenvolvimento humano do município é considerado médio de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Em 2010, seu valor era de 0,609, sendo 73º maior do estado e o 3 927 º do Brasil. Considerando-se apenas o índice de longevidade, seu valor é de 0,776, o índice de renda é 0,571 e o de educação de 0,510.[7] Em 2003, a incidência de pobreza era de 56,99% (o índice subjetivo era 64,56%)[39] e o índice de Gini em 2010 era 52,59.[40] Em 2000, os 20% mais ricos eram responsáveis pelo acúmulo de 63,8% de toda a renda vieirense, enquanto que os 20% mais pobres detinham 0%, sendo que em 1991 esse índice era de 3,7%, aumentando ainda mais os índices de desigualdades.[40]

Religião[editar | editar código-fonte]

Igreja Matriz de Santo Antônio, sede da paróquia de Marcelino Vieira.

Segundo a atual divisão feita pela Igreja Católica, Marcelino Vieira pertence à Diocese de Mossoró, com sede no município de mesmo nome, cuja paróquia, que possui Santo Antônio como padroeiro, foi criada em 1961, quando o bispo diocesano na época, Dom Gentil Diniz Barreto, trouxe uma imagem de Santo Antônio para a freguesia de Marcelino Vieira, cuja capela, na época, pertencia à paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Pau dos Ferros.[41] [42] A devoção a Santo Antônio em Marcelino Vieira começou no século XIX, em 1861, quando Antonio Fernandes de Oliveira construiu na localidade uma pequena capela dedicada a Santo Antônio.[43] No censo de 2010 o catolicismo romano era a religião da maioria da população, com 7 606 adeptos, ou 92,03% dos habitantes.[44]

Marcelino Vieira possui alguns dos mais diversos credos protestantes ou reformados. Em 2010, 533 habitantes se declararam evangélicos (6,45%), sendo 0,86% das igrejas de origem pentecostal, 4,5% são das de missão e 1,09% a outras igrejas não determinadas. Entre as evangélicas de origem pentecostal está apenas a Igreja Metodista (0,71%). Entre as evangélicas de missão, encontram-se a Assembleia de Deus (2,18%), a Igreja Deus é Amor (0,53%), a Igreja Congregação Cristã no Brasil (0,30%), a Igreja Universal do Reino de Deus (0,30%), entre outras (1,19%).[44]

Além do catolicismo romano e do protestantismo, existiam vinte eram testemunhas de Jeová (0,24%). Outros 87 não possuíam religião (1,14%), dentre os quais sete eram ateus (0,09%), e onze possuíam religião não determinada ou múltiplo pertencimento (0,14%).[44]

Política[editar | editar código-fonte]

Palácio João Medeiros, sede do poder executivo municipal.
Palácio João Medeiros, sede do poder executivo municipal.
Câmara de Vereadores de Marcelino Vieira, sede do poder legislativo.
Câmara de Vereadores de Marcelino Vieira, sede do poder legislativo.

O poder executivo do município de Marcelino Vieira é exercido pelo prefeito, auxiliado pelo seu gabinete de secretários e eleito pelo voto direto para um mandato de quatro anos, podendo ser reeleito para um segundo mandato consecutivo.[45] [46] O atual prefeito municipal é José Ferrari de Oliveira (PR), eleito em 2008[47] e reeleito em 2012,[48] tendo como vice Tamisa Tébita Nonato Paiva de Oliveira (PSD).[49]

O poder legislativo é constituído é exercido pela Câmara Municipal, formada por nove vereadores eleitos para mandatos de quatro anos.[46] Na atual legislatura, iniciada em 2013, é formada por quatro cadeiras do Partido da República (PR), uma do Partido dos Trabalhadores (PT), uma do Partido Progressista (PP), uma do Partido Social Cristão (PSC), uma do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e uma do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).[50] Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao executivo, especialmente o orçamento municipal (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias).[46]

Em complementação ao processo legislativo e ao trabalho das secretarias, existem também alguns conselhos municipais em atividade; são eles: Conselho de Alimentação Escolar, Conselho Antidroga, Conselho de Assistência Social, Conselho de Educação, Conselho do FUNDEB e Conselho do Meio Ambiente.[6] O município se rege por sua lei orgânica, promulgada em 1990, e abriga uma comarca do poder judiciário estadual, de primeira entrância, com sede no Fórum Municipal Desembargador José Vieira, possuindo como termo Tenente Ananias.[51] [52] De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, o município de Marcelino Vieira possuía, em abril de 2013, 6 372 eleitores, o que representa 0,270% do total do eleitorado do Rio Grande do Norte.[53]

Economia[editar | editar código-fonte]

Em 2010, o Produto Interno Bruto de Marcelino Vieira era de R$ 42 046 mil reais. Destes, R$ 3 211 milhões são de impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes. O PIB per capita é de R$ 5 087,21.[8]

O setor primário contribui com a segunda maior parcela da economia de Marcelino Vieira (R$ 5 974 mil).[8] O município possuía, em 2011, 9 465 bovinos; 8 645 galos, frangas, frangos e pintos; 4 110 ovinos; 3 620 galinhas; 1 245 suínos; 781 caprinos; 352 equinos; 234 asininos e 231 muares. No mesmo ano, foram produzidos 1 564 mil de litros de leite de 2 210 vacas, além de 26 mil dúzias de ovos de galinha e 13 520 quilos de mel-de-abelha.[54] Na lavoura de 2011 foram produzidos arroz (10 t), banana (64 t, em cacho), batata-doce (35 t), cana-de-açúcar (640 t), castanha-de-caju (1 t), coco-da-baía (vinte mil frutos), feijão (210 t), fumo (5 t), goiaba (20 t), mandioca (16 t), manga (18 t), milho (321 t) e tomate (140 t).[55] [56]

O setor secundário é o que menos contribui com a economia do município (R$ 3 198 mil em 2010).[8] Por sua vez, o comércio e a prestação de serviços renderam, em 2010, R$ 29 663 mil, pouco mais de 70% do Produto Interno Bruto total.[8] De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Marcelino Vieira possuía, no ano de 2011, 113 unidades locais (todas atuantes) e 962 trabalhadores (578 do tipo pessoal ocupado total e 384 do tipo ocupado assalariado), cujo salário médio mensal dos trabalhadores era de 1,7 salários mínimos. Salários juntamente com outras remunerações somavam 4 704 mil reais.[57] Em 2008, de acordo com dados da prefeitura municipal divulgados pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte, Marcelino Vieira contava com vinte supermercados, três restaurantes, um matadouro público, um mercado público e uma feira livre.[6]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Domicílios particulares na Rua Neo Pontes.

Marcelino Vieira possuía, em 2010, 2 393 domicílios particulares permanentes, sendo 1 436 na zona urbana (60,01%) e 957 na zona rural (39,99%). Quanto ao tipo de domicílio, 2 282 eram casas (99,54%) e apenas onze eram casas de vila ou em condomínio (0,11%). Quanto ao tipo de ocupação, 1 720 domicílios eram próprios (71,88%), sendo 1 697 próprios já quitados (70,92%) e 23 em processo de aquisição (0,88%); 237 eram alugados (9,9%); 423 eram cedidos (17,68%), sendo 103 por empregador (4,3%) e 320 de outra maneira (13,37%) e os treze restantes eram ocupados sob outras condições (0,54%).[58]

No quesito de abastecimento de água, 2 067 domicílios eram abastecidos pela rede geral (86,38%); 54 através de poços ou nascentes dentro da propriedade (2,26%); 38 por meio de poços ou nascentes fora da propriedade (1,59%); 160 por meio de rios, açudes, lagos e/ou igarapés (6,69%) e 74 de outras maneiras (3,09%). Em relação à energia elétrica, 2 379 domicílios eram abastecidos (99,41%) e, na questão de destino do lixo, 1 331 domicílios destinavam-o à coleta (55,62%), sendo 607 por meio de serviço de limpeza (25,37%) e 724 por meio de caçambas (30,25%).[59]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Em 2009, Marcelino Vieira possuía, em geral, apenas cinco estabelecimentos de saúde (todos vinculados ao Sistema Único de Saúde), sendo quatro deles públicos e apenas um privado. Neles havia treze leitos para internação, todos privados. O município também conta com atendimento ambulatorial, atendimento médico em especialidades básicas, atendimento odontológico com dentista.[60] No mesmo ano, existiam dez auxiliares de enfermagem, cinco cirurgiões-dentistas, cinco médicos (sendo três médicos de família, um radiologista e um clínico geral), quatro enfermeiros, três técnicos de enfermagem, dois assistentes sociais e um farmacêutico, totalizando trinta profissionais de saúde. O número de nascimentos registrados em 2007 foi de 115, sendo 2,6% prematuros, 58,3% de partos cesáreos, 23,5% das mães entre dez e dezenove anos (1,7% entre 10 e 14 anos) e 21,3% abaixo do peso (7% gerais, 6% de partos cesáreos e 8,3% de partos vaginais); a taxa bruta de natalidade naquele mesmo ano era de 13,4. Ainda no ano de 2007 foram registrados 68 mortes (apenas uma infantil), com uma taxa de 8,5 óbitos por mil habitantes, e uma taxa de mortalidade infantil de 8,7 por mil nascidos vivos.[61] Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 2001 e 2010, houve 171 casos de doença transmitidas por mosquitos no município, sendo 170 de dengue e apenas um de leishmaniose; no período de 1993 a 2012 não chegaram a ser registrados casos de AIDS em Marcelino Vieira.[40]

Educação[editar | editar código-fonte]

Polo Universitário da Universidade Aberta do Brasil de Marcelino Vieira, inaugurado em 2011.[62]

Segundo o censo demográfico de 2010, 2 719 habitantes do município frequentavam a escola naquele ano; 4 478 não frequentavam, mas já haviam frequentado a escola alguma vez; e 1 068 afirmaram nunca terem frequentado. Ao mesmo tempo, 165 pessoas frequentavam o ensino pré-escolar, 106 estavam na alfabetização, 1 522 cursavam o ensino fundamental, 269 estavam cursando o ensino médio, 258 frequentavam cursos superiores de graduação e dezenove cursavam especialização de ensino superior.[63]

No censo educacional de 2009, Marcelino Vieira possuía dezenove escolas de ensino pré-escolar, 21 de ensino fundamental e apenas uma de ensino médio. Nesses estabelecimentos havia um total de 105 professores (vinte de ensino pré-escolar, 73 de ensino fundamental e doze de ensino médio) e 2 187 matrículas (sendo 357, 1 501 e 329 dos ensinos pré-escolar, fundamental e médio, respectivamente).[64] Entre as instituições de ensino superior do município encontra-se um polo da Universidade Aberta do Brasil (UAB).[65]

Números do Índice de Desenvolvimento
Humano da Educação Básica
de Marcelino Vieira (2011)
Rede Anos iniciais Anos finais
Pública 3,9[66] 3,1[67]
Estadual 3,7[68] 3,6[69]
Municipal 4,1[70] 2,9[71]

Serviços, comunicações e transporte[editar | editar código-fonte]

Escritório da CAERN em Marcelino Vieira, responsável pelo abastecimento de água do município.

O serviço de abastecimento de água de Marcelino Vieira é operado pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN),[72] enquanto a distribuição de energia elétrica é realizada pela Companhia Energética do Rio Grande do Norte.[73] Segundo dados do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte, em 2007 foram consumidos 3 740 mwh de energia elétrica por 2 864 consumidores.[6] Ainda há serviços de internet discada e banda larga (ADSL) sendo oferecidos por diversos provedores de acesso gratuitos e pagos. O serviço telefônico móvel, por telefone celular, é oferecido por diversas operadoras. O código de área de Marcelino Vieira é 084[74] e o Código de Endereçamento Postal é 59970-000.[75] No dia 10 de novembro de 2008 o município passou a ser servido pela portabilidade, juntamente com outras cidades de DDDs 33 e 38, em Minas Gerais; 44, no Paraná; 49, em Santa Catarina; além de outros municípios com código 84, no Rio Grande do Norte.[76] Ainda em 2008, Marcelino Vieira possuía uma agência da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.[6]

A frota municipal em 2012 era de 1 239 veículos, sendo 757 motocicletas, 277 automóveis, 97 caminhonetes, sessenta motonetas, doze micro-ônibus, quinze caminhões, seis camionetas, dois ônibus, 105 micro-ônibus e apenas um veículo utilitário; outros tipos de veículos incluíam doze unidades.[77] Marcelino Vieira é cortada por apenas uma rodovia estadual em seu território, a RN-079, que começa em Rafael Fernandes, passa por Marcelino Vieira e termina em Alexandria. Existem várias rodovias municipais espalhadas pelo município.[78] [79]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Igreja Matriz de Marcelino Vieira durante os festejos de Santo Antônio em 2009.

O órgão responsável por difundir e organizar a área de cultura do município de Marcelino Vieira, vinculado ao gabinete do prefeito municipal, é a Secretaria Municipal de Cultura.[80]

Marcelino Vieira realiza uma diversa quantidade de eventos todos os anos, sendo os principais o Jegue Folia, realizado sempre no início do mês de janeiro; a festa do padroeiro Santo Antônio, padroeiro municipal, durante dez dias, entre 3 e 13 de junho; e a festa de emancipação política, que acontece no dia 24 de novembro.[6]

O município conta ainda com diversos pontos turísticos, entre eles o açude público municipal, a Capela no Alto da Serra, a Igreja de Santo Antônio, a Fazenda São João Batista e a Serra de São Sebastião.[6] As principais atividades artesanais são o barro e o bordado, além de materiais recicláveis.[81] Marcelino Vieira também possui bandas musicais e grupos artísticos de capoeira, manifestação tradicional popular e teatro.[82] [83]

Segundo a Associação do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (AMPERN), em Marcelino Vieira há três feriados municipais, que são o dia do padroeiro Santo Antônio, comemorado em 13 de junho; o dia 2 de outubro, Dia da Cultura e da Criação da Medalha de Honra do Mérito "Edilton Fernandes"; e o dia 24 de novembro, dia em que o município comemora sua emancipação política.[84] [85]

Referências

  1. a b c d e IBGE. Histórico. Visitado em 15 de maio de 2011. Cópia arquivada em 12 de maio de 2011.
  2. a b c Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  3. a b Distância entre Marcelino Vieira e Natal. Visitado em 29 de julho de 2014.
  4. a b Área territorial oficial Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (23 de janeiro de 2013). Visitado em 24 de maio de 2012.
  5. a b ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NO BRASIL E UNIDADES DA FEDERAÇÃO COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1º DE JULHO DE 2014 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (1º de julho de 2014). Visitado em 8 de março de 2015.
  6. a b c d e f g h i j k l m n o p MARCELINO VIEIRA Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte. Visitado em 24 de maio de 2013. Cópia arquivada em 24 de maio de 2013.
  7. a b Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 04 de setembro de 2013.
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  15. a b Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (1937). Chuvas - médias diárias - 3/1937 Agência Nacional de Águas. Visitado em 13 de abril de 2014. Cópia arquivada em 13 de abril de 2014.
  16. Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (1966). Chuvas - médias diárias - 9/1966 Agência Nacional de Águas. Visitado em 13 de abril de 2014. Cópia arquivada em 8 de março de 2015.
  17. a b c Posto: MARCELINO VIEIRA(EMATER) Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (1994). Visitado em 26 de janeiro de 2014. Cópia arquivada em 13 de abril de 2014.
  18. Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (1939). Chuvas - médias diárias - 10/1939 Agência Nacional de Águas. Visitado em 13 de abril de 2014. Cópia arquivada em 8 de março de 2015.
  19. a b Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (1934). Chuvas - médias diárias - 5/1934 Agência Nacional de Águas. Visitado em 13 de abril de 2014. Cópia arquivada em 13 de abril de 2014.
  20. a b Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (1978). Chuvas - médias diárias - 11/1954 Agência Nacional de Águas. Visitado em 13 de abril de 2014. Cópia arquivada em 13 de abril de 2014.
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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