Brett Kavanaugh

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Brett Kavanaugh
Nascimento 12 de fevereiro de 1965 (55 anos)
Washington, D.C.
Cidadania Estados Unidos
Alma mater Yale Law School, Yale College, Georgetown Preparatory School
Ocupação juiz, político, advogado
Empregador Centro de Direito da Universidade de Georgetown, Yale Law School

Brett Michael Kavanaugh (Washington, D.C.,12 de fevereiro de 1965) é um advogado e jurista estadunidense que serve como juiz associado da Suprema Corte dos Estados Unidos.[1] Antes de sua indicação para a mais alta corte estadunidense, Kavanaugh serviu como juiz federal da Corte de Apelações para o Circuito do Distrito de Colúmbia.

Kavanaugh fez sua graduação no Yale College cum laude, com um diploma em história estadunidense. Depois de se formar na Yale Law School, ele começou sua carreira como assistente do juiz Ken Starr, que posteriormente supervisionou sua pós-graduação. Depois que Starr deixou o Circuito do Distrito de Colúmbia para ocupar o cargo de chefe da investigação independente sobre o Presidente Bill Clinton, Kavanaugh o acompanhou e o auxiliou em várias investigações sobre o presidente, incluindo a elaboração do Relatório Starr, que instava pelo impeachment de Clinton. Após a eleição presidencial estadunidense de 2000 (na qual ele trabalhou para a campanha de George W. Bush na recontagem de votos na Flórida), ele se juntou à administração como Secretário da Casa Branca e foi uma figura central nos esforços para escolher e confirmar os candidatos a vagas no judiciário.[2]

Para preencher a vaga criada pela aposentadoria do juiz Anthony Kennedy, o presidente Donald Trump indicou Kavanaugh em 9 de julho de 2018 para atuar como juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos. Quando se tornou aparente que Kavanaugh era cogitado para o cargo, mas antes de seu nome ser anunciado publicamente, Christine Blasey Ford contatou o Washington Post alegando que Kavanaugh abusara sexualmente dela no início dos anos 1980.[3] Nos dias seguintes, duas outras mulheres o acusaram de má conduta sexual.[4] Ele negou as alegações.[5] [1]

Após uma audiência suplementar da Comissão do Judiciário do Senado, controlada pelo Partido Republicano, o Comitê declarou que todas as alegações eram infundadas. Depois de uma investigação adicional do FBI, que os democratas descreveram como limitada no escopo e criticada como uma "farsa", o Senado confirmou a indicação de Kavanaugh por votação de 50-48 em 6 de outubro. Ele foi empossado mais tarde naquele dia.[1]

Novas acusações e testemunhos foram apresentados em setembro de 2019, fazendo políticos democratas a pedirem abertura de processo de impeachment contra Kavanaugh.[1]

Referências

  1. a b c Stolberg, Sheryl Gay (6 de outubro de 2018). «Kavanaugh Is Sworn In After Close Confirmation Vote in Senate». The New York Times (em inglês). Consultado em 7 de outubro de 2018 
  2. Lewis, Neil A. (28 de abril de 2004). «Bush Aide on Court Nominees Faces Fire as Nominee Himself». The New York Times (em inglês). Consultado em 6 de outubro de 2018 
  3. Brown, Emma (16 de setembro de 2018). «California professor, writer of confidential Brett Kavanaugh letter, speaks out about her allegation of sexual assault» (em inglês). The Washington Post. Consultado em 5 de outubro de 2018 
  4. Estepa, Jessica (26 de setembro de 2018). «Third woman makes sexual misconduct allegations about Supreme Court nominee Brett Kavanaugh». USA Today (em inglês). Consultado em 5 de outubro de 2018 
  5. Farrow, Ronan; Mayer, Jane (23 de setembro de 2018). «Senate Democrats Investigate a New Allegation of Sexual Misconduct, from the Supreme Court Nominee Brett Kavanaugh's College Years». The New Yorker (em inglês). Consultado em 5 de outubro de 2018