Capitalismo clientelista

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O capitalismo clientelista, ou capitalismo de compadrio, é um termo que descreve uma economia em que o sucesso nos negócios depende das estreitas relações entre os empresários e funcionários do governo. Isto pode ser demonstrado pelo favoritismo na distribuição de autorizações legais, nos subsídios do governo, nos incentivos fiscais especiais, ou outras formas de dirigismo.[1] Acredita-se que capitalismo clientelista surja quando o fisiologismo político transborda para o mundo empresarial; as amizades interesseiras e os laços familiares entre os empresários e o governo influenciam a economia e a sociedade na medida em que corrompe os ideais de bem público econômico e político.

O termo "capitalismo clientelista" teve um impacto significativo na esfera pública como uma explicação da crise financeira asiática de 1997.[2] Também é usado em todo o mundo para descrever praticamente quaisquer decisões governamentais que favoreçam os "companheiros" das autoridades do governo. Em muitos casos, o termo é utilizado alternadamente com bem-estar corporativo; na medida em que existe uma diferença, este último pode ser restrito apenas aos subsídios diretos do governo às grandes corporações, excluindo brechas fiscais e todo o tipo de decisões regulamentares e comerciais, o que, prática pode ser muito maior do que quaisquer subsídios diretos.

Deve-se notar que, embora possa ser considerado uma forma de capitalismo, o "capitalismo" clientelista e seu fisiologismo são opostos ao capitalismo de livre mercado pregado pelos liberais da Escola Austríaca de Economia.[3][4]

Apesar do problema ser aceito de todos os lados do espectro político, a ideologia obscura um entendimento das causas do problema e, por consequência, das suas soluções. As visões políticas situam-se em dois campos, que podem ser chamados da crítica socialista e da crítica capitalista. O posicionamento socialista é de que governos democráticos devem regular interesses econômicos, sobretudo dos mais ricos, de modo a retundir o surgimento de monopólios. O posicionamento capitalista é de que os "monopólios naturais" são raros, de maneira que regulações governamentais assistem os interesses financeiros estabelecidos por restringir a competição.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Helen Hughes (primavera de 1999). «Crony Capitalism and the East Asian Currency and Financial 'Crises'». Policy (em inglês). Japan’s dismal performance in the 1990s and the East Asian collapses of 1997 indicate that dirigisme can only boost economies in the short run and at high cost. It breaks down in the long run (Lindsey and Lukas 1998). 
  2. Kang, David C. (2002). Crony Capitalism: Corruption and Development in South Korea and the Philippines (PDF). Cambridge: Cambridge University Press. ISBN 978-0-521-00408-4. Focused only on explaining successful outcomes, the conventional model provided no analytic way to explain the 1997 crisis. Countries previously regarded as miracles now were nothing more than havens for crony capitalists (p.3) 
  3. Nicholas D. Kristof (26 de outubro de 2011). «Crony Capitalism Comes Home». The New York Times. Consultado em 6 de dezembro de 2015. 
  4. John Stossel (2010). «Let's Take the "Crony" Out of "Crony Capitalism"». Consultado em 6 de dezembro de 2015. 
  • Vernon, Raymond (1989), «Technological Development», ISBN 978-0821311622, EDI Seminar Paper, 39 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]