Cheiro de Amor

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Cheiro de Amor
A ex-vocalista Alinne Rosa em cima do trio elétrico durante o Carnaval de Salvador de 2012.
Informação geral
Origem Salvador, na Bahia
País  Brasil
Gênero(s) Axé, Samba-reggae, Pop
Período em atividade 1985–presente
Gravadora(s) Universal (1988–02; 2003–14)
Indie Records (2002–03)Sony Music (2014 presente)
Página oficial www.bandacheirodeamor.com.br
Integrantes Vina Calmon
Cacau Alves
Danilo Farias
Raoni Maciel
Junior Petecão
Serginho Trindade
Paulo Adachi
Memeu Ramos
Cláudia Gladess
Juliano Valle
Ex-integrantes Márcia Freire
Carla Visi
Alinne Rosa

Cheiro de Amor, comumente reduzido para Cheiro, é uma banda brasileira de axé. Foi fundada em 1985 em Salvador pelos empresários Totó, Marcos Santana e Windson Silva. Inicialmente, tinha Márcia Freire como vocalista. Com a cantora, a banda foi uma das primeiras bandas baianas de axé a fazer sucesso fora da região nordeste do Brasil. Márcia saiu da banda em Fevereiro de 1996, logo após o carnaval , para seguir carreira solo. A partir desse ano, passou a ter, como vocalista, Carla Visi, que ocupou o cargo até 2000, quando deixou-o também para seguir carreira solo. Com isso, Márcia Freire retornou temporariamente à banda como vocalista entre 2001 e 2003. Em 2003, foi realizado um concurso pela produtora Cheiro Produções visando a escolher uma nova vocalista. Foi escolhida Alinne Rosa. Em 2014, Alinne deixou a banda para seguir carreira solo, sendo substituída por Vina Calmon.

Biografia[editar | editar código-fonte]

1985–96: Márcia Freire e primeiros sucessos[editar | editar código-fonte]

Em 1985, a banda foi formada pelos empresários Marcos Santana, Totó e Windson. Márcia Freire e alguns instrumentistas formaram a banda, então intitulada Pimenta de Cheiro, e lançaram seu primeiro álbum. O trabalho logo foi reconhecido em toda a Bahia, porém o nome do grupo não agradou ao público, fato este que fez com que os integrantes mudassem-no para "Cheiro de Amor" em 1988. No mesmo ano, lançaram seu segundo disco, Salassiê, com os sucessos "Salassiê" e "Roda Baiana". Em 1989, foi a vez de o disco Festa chegar às lojas, tornando, a banda, conhecida em todo o Brasil e quebrando o paradigma de as bandas de axé music fazerem sucesso apenas na Bahia. A canção "Auê" ficou conhecida em todo o território nacional, fazendo o disco vender em torno de 100 mil cópias.[1] A consolidação do Cheiro de Amor como uma das maiores bandas do axé music veio com os álbuns Suingue, em 1990, que colocou a canção "Rebentão" no primeiro lugar absoluto nas rádios de todo país, e em 1991 com o disco É o Ouro, que trouxe um dos maiores sucessos de sua carreira: a faixa "Canto ao Pescador".

Em 1992, a banda atinge as rádios com os sucessos "Doce Obsessão" e "Mente e Corpo", singles retirados do disco Bahia. Isso abriu espaço para outros artistas do gênero no resto do país. Em 1993, a banda lançou seu primeiro disco ao vivo, Cheiro de Amor - Ao Vivo, e atingiu, novamente, o primeiro lugar nas rádios com a canção "Lero Lero". No mesmo ano, com a proliferação de outros artistas da axé music como Asa de Águia e Banda Eva, o grupo lançou o disco Adrenalina, comparecendo a diversos programas de televisão e de rádio. O trabalho colocou as canções "Pureza da Paixão" e "Adrenalina" entre as dez mais tocadas do país. Em 1994, porém, o disco Fantasia é lançado em meio a alguns conflitos de opiniões dentro da banda e apenas a canção "Macarena" ganham destaque nacional. Em 1995, a banda lança seu décimo disco Agitando Todas, que teve o sucesso "Pega no Balanço" . Depois do seu lançamento Márcia Freire anuncia a sua saída , devido algumas divergências e pela vontade de seguir carreira solo.

1996–00: Carla Visi, álbuns ao vivo e ápice[editar | editar código-fonte]

No meio do ano de 1995, os produtores do Cheiro de Amor entraram em contato com Carla Visi, até então vocalista da Companhia Clic, onde havia entrado como substituta de Daniela Mercury, e a convidam para se tornar a nova vocalista do grupo. A orientação, na época, foi para que Carla não divulgasse seu nome em programas de televisão, mas que apenas fosse divulgado o nome da banda. A proposta foi uma forma de evitar que seu nome se tornasse mais conhecido, em alguma altura da carreira, que o do grupo, como acontecera com Márcia Freire, e que Carla também deixasse o grupo para ser solista.[2] Em 1996, apostando no sucesso das gravações com público presente, o grupo lança o décimo álbum de estúdio, É demais Meu Rei, o primeiro na nova formação. Os primeiros singles dele retirados ("É demais meu rei", "Vai sacudir vai abalar" e "Abre coração") "Vai Sacudir Vai Abalar" tornou - se o maior sucesso de toda a carreira da banda , sendo uma das faixas mais executadas em 1996 e 1997 no Brasil. A faixa "Abre Coração", foi tema da novela da rede Globo "O Amor Está no Ar"


Em 1997, para ganhar tempo no período de transição para o primeiro trabalho inédito com Carla Visi, é lançado o disco Cheiro de Amor - Ao Vivo, que continha os sucessos "Olha eu aí" e "Quixabeira". O disco vendeu 1,5 milhões de cópias[3] e deu ao grupo o primeiro disco de platina pela ABPD.[4] Em 1998, chega, às lojas, o nono álbum de estúdio da banda, Me Chama, que colocou a canção "A Dança da Sensual" em primeiro lugar nas rádios no verão de 1998. As faixas "A Dança da Sensual" e "Aviãozinho" consolidaram-se como sucessos, estabelecendo o segundo disco de platina da banda, com vendas em torno de 250 mil cópias.[4] Em 1999, foi lançado o terceiro álbum ao vivo de Carla Visi com a banda, Cheiro de Festa Ao Vivo. As canções "Ficar com Você" e "Simpatia", alcançaram a primeira colocação nas rádios, igualando os sucessos "Vai sacudir vai abalar", "A Dança da Sensual" e "Aviãozinho". No final daquele ano, Carla Visi anunciou sua saída do grupo após receber a proposta do presidente da Universal Music para se lançar como artista solo. Carla assinou contrato com a gravadora, a mesma do Cheiro de Amor, e deixou a banda em Dezembro de 2000.[2] Algum tempo depois, porém, a cantora confessou ter se arrependido da decisão.

2001–03: Retorno de Márcia Freire e instabilidade[editar | editar código-fonte]

Em 2001, Márcia Freire é convidada a retornar para o Cheiro de Amor como vocalista com a saída de Carla Visi. Na ocasião, Márcia aceitou o convite por sua carreira solo estar parada, sem uma gravadora.[5] No mesmo ano, o grupo lança o disco Tô Na Multidão, que se mostra um grande fracasso nas vendas. O disco não embalou nenhuma canção de sucesso nas rádios. Na ocasião, Márcia Freire confessou que dispensou a faixa "Beleza Rara", que havia se tornado um grande sucesso na voz de Ivete Sangalo com a Banda Eva.[5] Em 2002, a banda é demitida da Universal Music pelos baixos resultados obtidos e assina com a gravadora independente Indie Records. No mesmo ano, é lançado o disco Ballet de Rua, que mistura elementos de música pop, MPB, samba-reggae e forró. O disco, porém, teve um desempenho inferior ao anterior.[6] Em setembro de 2003 Márcia deixa o grupo.[7] [8] A cantora declarou que a culpa da falta de sucesso da fase do grupo era dos empresários, que retiraram o repertório antigo do grupo e adicionaram canções de outros artistas.

2003–14: Alinne Rosa e retomada do sucesso[editar | editar código-fonte]

Em 2003, a Cheiro Produções realiza uma série de seletivas para escolher uma nova cantora para o grupo. Depois de fazer diversos testes com garotas de toda a Bahia, os empresários da banda conhecem Alinne Rosa, até então conhecida Alyne Rosa nos shows que realizava em Salvador. Apesar do cabelo rosa e dos piercings, a cantora chamou atenção dos empresários pela voz e foi convidada a realizar uma audição, que acabou tornando-a a nova vocalista da banda.[9] Na ocasião, Alinne fez diversas apresentações em cima do trio elétrico em Salvador comandando o Bloco Cheiro de Amor antes de ser anunciada como vocalista oficial, para ganhar a aceitação do público.[9] Ainda em 2003, o grupo lançou o primeiro disco com a nova vocalista no final do ano, Adrenalyne Pura - Ao Vivo. A canções "Amassadinho", e "Caras e Bocas" atingiram o primeiro lugar nas rádios de todo país, marcando a retomada do sucesso do grupo e fazendo com que o disco vendesse em torno de 120 mil cópias.[10] No carnaval de 2004, Alinne Rosa conquistou o Troféu Dodô e Osmar e o Troféu Band Folia como "cantora revelação".[10] No começo do ano de 2005, é lançado o disco De Bem com a Vida que foi lançado pela a EMI , traz o single "O Seu Adeus" como grande sucesso, atingindo o primeiro lugar nas rádios. O álbum vendeu mais de 100 mil cópias.[4]

No final do mesmo ano, o disco Cheiro de Amor - Ao Vivo marca os 25 anos de criação do Bloco Cheiro de Amor (20 anos dos quais correspondem ao período da banda propriamente dita). O trabalho foi lançado em DVD, sendo o primeiro registro em vídeo do grupo em toda carreira e trazendo a participação das antigas vocalistas Márcia Freire e Carla Visi. O álbum vendeu em torno de 250 mil cópias e trouxe o disco de ouro para o grupo.[4] Na época, o disco recebeu boas críticas e foi considerado a grande retomada do sucesso pela banda, dando, também, o título de Furacão Baiano à vocalista.[11] No verão de 2006 o disco Tudo Mudou de Cor marca o segundo álbum de estúdio com a nova formação, e a sua volta a Universal Music , trazendo, o single "Esperando na Janela", que se tornam grande sucesso radiofônico. O álbum trouxe boa recepção da crítica, que declarou que a nova fase do Cheiro "vem mostrando cada vez mais que 'chegou pra ficar', e que a aposta em Alinne deu bons resultados".[12] Em 2008 chega, às lojas, o disco Cheiro de Amor Acústico, que traz antigos sucessos e canções inéditas em versões acústicas, reavivando o repertório do grupo. Com o disco, foi realizado, também, o segundo DVD. Ambos ganharam disco de ouro.[10] O disco vendeu em torno de 30 mil cópias, colocando as canções "Dias de Sol" e "Pense em mim" em primeiro lugar nas rádios brasileiras,[13] fazendo, também, a faixa "Chama da Paixão " um dos grandes sucessos do carnaval de 2010. Na gravação do trabalho, porém, uma grande polêmica gerou-se quando Daniela Mercury, uma das convidadas, trocou um beijo com Alinne Rosa.[14]

No início de 2010, é lançado o disco Axé Mineirão, gravado no Estádio Governador Magalhães Pinto, conhecido como Mineirão, em Belo Horizonte. Nos shows realizados em três dias no local, que contaram com um público de 120 mil pessoas, ocorreram as gravações do DVD e do álbum ao vivo.[15] O álbum trouxe, como maiores sucessos, as canções "Lua de São Jorge", "Dias de Sol" e "Xequerê": este último, um dos maiores sucessos no carnaval de 2011. No início de 2012, a banda lança "Me Agarra", tema do verão e canção utilizada para divulgar o carnaval de 2012, atingindo a posição de número nove nas rádios. Em julho de 2012, a banda lança as canções "Ê Naná" e "Na Lata" durante o "réveillon fora de época" de Salvador.[16] Em 2013, a banda é demitida da Universal Music, que alegou que não estava satisfeita com a atuação do grupo , em Setembro é lançado o novo disco da banda, intitulado Flores. Em 2014, Alinne deixa a banda após o carnaval para seguir carreira solo.

2014–presente: Vina Calmon[editar | editar código-fonte]

Após o carnaval de 2014, a cantora pernambucana Vina Calmon assume os vocais da banda, é contratada pela a Sony Music. No dia 29 de março, a nova formação grava o oitavo álbum ao vivo do grupo, com direito a palco flutuante montado sobre o Dique do Tororó. Foi gravado em Salvador no dia da comemoração dos seus 465 anos de fundação e contou com participações de Levi Lima, Felipe Pezzoni, Mariene de Castro, Tomate e Olodum.[17] Em 14 de maio, é lançado o single "Jasmim". Em outubro de 2014, é lançado o DVD Cheiro de Amor Nas Águas. Foram também lançados os singles "Swing de Manhã " e "Oyá", retirados do CD/DVD. Em 2015, é gravada à música "Proposta Indecente", com participação especial do cantor Lucas Lucco, tendo mais de 6.000.000 de visualizações pelo canal Youtube. Logo depois, a banda grava à canção "Dodói", sendo, em menos de um mês à música mais acessada pela Internet.

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Durante o carnaval de 1996, o trio elétrico da banda veio a se encontrar com o da ex-vocalista Márcia Freire, que acabou ignorando a líder do Cheiro de Amor, Carla Visi, enquanto ela tentava cumprimentá-la. Na época, Carla Visi declarou ter ficado extremamente chateada coma situação.[18] Já em 2005, em entrevista para o Carnasite, Márcia Freire fez declarações ácidas sobre Carla Visi e Alinne Rosa, dizendo que, enquanto vocalistas do Cheiro de Amor, Carla tinha uma boa voz, porém não tinha animação em cima do trio elétrico. Já Alinne, segundo Márcia, teria animação, porém ainda era inexperiente vocalmente.[19]

No entanto, ainda em 2005, a cantora aceitou o convite da banda para participar de seu primeiro DVD, Cheiro de Amor - Ao Vivo, deixando de lado os boatos de inimizades com a banda, especialmente com os empresários desta.[11] Em 2009, Márcia rebateu as críticas de que teria qualquer diferença com as posteriores vocalistas do grupo, dizendo que era amiga de ambas. Na ocasião, disse que Alinne Rosa tinha evoluído muito e fazia um excelente trabalho: "Adoro a Alinne, pois ela é linda e faz um trabalho belíssimo de palco. Ela amadureceu.". A cantora ainda explicou o fato ocorrido em 1996, dizendo que não havia falado com Carla Visi por estar brigada com os músicos do Cheiro de Amor na época.[18]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Discografia de Cheiro de Amor

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Ex-integrantes[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Cheiro de Amor - Book Google». Google Books. Consultado em 5 de maio de 2012. 
  2. a b c «Carla Visi como você nunca viu». Salvador Com H. Consultado em 5 de maio de 2012. 
  3. «Carla Visi retorna ao circuito musical com uma Axé Music genuína». Agencia Produtora. Consultado em 5 de maio de 2012. 
  4. a b c d «Cheiro - Certificação». ABPD. Consultado em 5 de maio de 2012. 
  5. a b c «Exclusivo: sem papas na língua, Márcia Freire revela porque sua segunda passagem pelo Cheiro de Amor não deu certo». Carnasite. Consultado em 5 de maio de 2012. 
  6. «A volta de Márcia Freire ao Cheiro de Amor ainda é um grande fiasco». Carnasite. Consultado em 5 de maio de 2012. 
  7. «Agora é oficial: Márcia Freire sai do Cheiro de Amor». Carnasite. Consultado em 5 de maio de 2012. 
  8. «Bomba: Márcia Freire deixa o Cheiro de Amor». Carnasite. Consultado em 5 de maio de 2012. 
  9. a b «Tragetória de Alinne Rosa no Cheiro de Amor». Carnaxé. Consultado em 5 de maio de 2012. 
  10. a b c «Carnaval 2009 consagra Alinne Rosa como nova musa do axé». Cheiro de Amor Minas Gerais. Consultado em 5 de maio de 2012.  Erro de citação: Invalid <ref> tag; name "mg" defined multiple times with different content
  11. a b «A coerência do Cheiro». Carnasite. Consultado em 5 de maio de 2012. 
  12. «A aposta em Alinne Rosa deu certo e começa a trazer bons resultados». Carnasite. Consultado em 5 de maio de 2012. 
  13. «‘Pensa em Mim’ alça Alinne Rosa a furacão baiano» (html). Terra. 15 de Junho de 2010.  Parâmetro desconhecido |acessoano= ignorado (|acessodata=) (Ajuda); Parâmetro desconhecido |acessomesdia= ignorado (|acessodata=) (Ajuda)
  14. «Daniela Mercury beija Alinne Rosa em gravação de DVD». Terra. Consultado em 5 de maio de 2012. 
  15. «O Mineirão bombou». Contigo. Consultado em 5 de maio de 2012. 
  16. . Carnasite http://blogs.ne10.uol.com.br/social1/2012/07/15/cheiro-de-amor-comanda-o-primeiro-reveillon-fora-de-epoca-do-brasil/. Consultado em 5 de maio de 2012.  Falta o |titulo= (Ajuda)
  17. «Liderada pela estreante Vina Calmon, Cheiro de Amor grava DVD e celebra aniversário de Salvador». iBahia. Consultado em 18 de fevereiro de 2015. 
  18. a b «Márcia Freire comenta rivalidade com Carla Visi e Alinne Rosa». Bahia Noticias. Consultado em 5 de maio de 2012. 
  19. «Sem papas na língua, Márcia Freire revela porque sua segunda passagem pelo Cheiro de Amor não deu certo». Carnasite. Consultado em 5 de maio de 2012. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]