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Diferenças entre edições de "Luís IX de França"

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Palavra errada, não controlo, é controle. Palavra fora de ordem na frase.
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A compra das relíquias deve ser entendida no contexto de extremo fervor religioso que existia na [[Europa]] do século XIII. A posse destas contribuiu muito para reforçar a posição central do rei da França na cristandade ocidental, bem como para aumentar a fama de Paris, na época a maior cidade da [[Europa Ocidental]]. Na época em que as cidades e os governantes competiam pela posse de relíquias sagradas, Luís IX conseguiu colocar algumas das mais ambicionadas na sua capital. É possível ver este acto não só como devoção, mas também uma declaração política: a [[Lista de monarcas da França|monarquia francesa]] a tentar estabelecer o seu reino como a "nova Jerusalém" dos textos bíblicos.
 
O monarca francês era zeloso da sua missão de "lugar-tenente de Deus na Terra", da qual fora investido na sua coroação em [[Reims]]. De forma a cumprir este dever organizaria duas cruzadas e, apesar de ambas terem fracassado, contribuíram para o seu prestígio. Os seus contemporâneos não teriam compreendido secomo um rei tão poderoso e piedoso não fossedevesse libertar a [[Terra Santa]].
 
Para financiar a sua primeira cruzada, perseguiria judeus. No século XIII era generalizada a aversão pelos judeus por serem culpados pela morte de [[Jesus]]. Tal como os seus antecessores, Luís tomou medidas discriminatórias e persecutórias contra esta minoria, também com a intenção de a converter ao cristianismo:<ref name="saints" />
[[Ficheiro:Etoile-Jaune-IMG 0942.jpg|thumb|upright=1.0|''Rouelle'' ou [[estrela amarela]], o emblema obrigatório dos judeus implementado por Luís IX na [[França]] e empregue pela última vez pelo [[governo de Vichy]]]]
 
* Ordenou a expulsão de todos os judeus envolvidos no pecado da usura e assim pôde confiscar as riquezas destes para financiar os seus projectosprojetos. No entanto não eliminou as dívidas dos cristãos: foi perdoado um terço da dívida, mas os outros dois terços deveriam ser enviados para o tesouro real.
* Em [[1242]], supostamente sob solicitação de judeus convertidos ao cristianismo, e que afirmavam que o [[Talmud]] continha invectivas contra [[Cristo]] e a [[Virgem Maria]], ordenou a queima dos exemplares deste livro blasfemo livro em [[Paris]].<ref>{{link|en|http://www.newadvent.org/cathen/08399a.htm|''Judaism'', Francis E. Gigot, ''The Catholic Encyclopedia'', vol. VIII, New York: Robert Appleton Company, 1910}}</ref>
* Em [[1254]], ordenou a expulsão dos judeus não convertidos da França, apropriando-se dos seus bens. No entanto, não terá sido feito um controlocontrole muito eficaz para fazer cumprir esta medida, pelo que muitos permaneceram nos locais em que viviam. Alguns anos depois o rei anularia este decreto em troca de um pagamento, em prata, da comunidade judaica ao tesouro real.
* Em [[1269]], em aplicação de uma recomendação do [[Quarto Concílio de Latrão]] de 1215, impôs a obrigatoriedade de usarem sinais vestimentares distintivos. Para os homens a ''rouelle'' ou [[estrela amarela]] ao peito, e para as mulheres um chapéu especial. Estes sinais permitiam diferenciá-los do resto da população e ajudar a impedir os casamentos mistos.
 
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