Arquitetura gótica

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Arquitectura gótica)
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa


A página está num processo de expansão ou reestruturação.
Esta página está em processo de expansão ou reestruturação durante um curto período.
Isso significa que o conteúdo está instável e pode conter erros que estão a ser corrigidos. Por isso, não convém editar desnecessariamente ou nomear para eliminação durante esse processo, para evitar conflito de edições; ao invés, exponha questionamentos na página de discussão. Caso a última edição tenha ocorrido há vários dias, retire esta marcação.


Translation Latin Alphabet.svg
Este artigo ou seção está a ser traduzido de «Gothic architecture» na Wikipédia em inglês (desde setembro de 2018). Ajude e colabore com a tradução.
Koelner dom blick nach osten.jpg
Contrafortes da Catedral de Colônia
Série de artigos sobre
História da arquitetura

Arquitetura da Pré-História

Neolítica | Rupestre

Arquitetura antiga

Egípcia | Clássica | Grega | Romana

Arquitetura da Idade Média

Bizantina | Carolíngia | Otoniana | Românica | Gótica

Arquitetura do Renascimento
Maneirismo
Arquitetura barroca

Rococó | Neoclássica

Arquitetura do século XIX

Neogótico | Arts & crafts | Revivalista | Protomoderna | Eclética

Arquitetura moderna

Bauhaus | International style | Orgânica | Brutalista | Construtivista

Arquitetura pós-moderna

High-tech | Desconstrutivista | Regionalista crítica | Neomoderna


Por geografia

Portugal | Brasil | Américas | África | Europa | Islão | Oriental | Oceania

Por tipologia

Civil | Militar | Religiosa

Arquitetura gótica é um estilo arquitetónico que segundo pesquisas, é evolução da arquitetura românica e que precede a arquitetura renascentista. Foi desenvolvida no norte da França durante a Alta Idade Média (900–1300) entre os anos 1050 e 1100, originalmente chamando-se "Obra Francesa" (Opus Francigenum), embora a Catedral de Dublin na Irlanda fundada no ano 1030 já possa ser classificado como pre-gótico. O termo "gótico" só apareceu na época do Iluminismo nos séculos XVII e XVIII como um insulto estilístico, já que para os iluministas a arte gótica era bárbara, sendo tipicamente Medieval. A palavra gótico é em referência aos godos, povo bárbaro-germano.[1]

Suas características mais proeminentes incluíam o uso da abóbada em cruzaria e do arcobotante, que permitia que o peso do teto fosse contrabalançado por contrafortes do lado de fora do edifício, dando maior altura e mais espaço para janelas.[2] Outra característica importante foi o uso extensivo de vitrais, e a rosácea, para trazer luz e cor para o interior. Outra característica era o uso de estatuária realista no exterior, particularmente sobre os portais, para ilustrar histórias bíblicas para os paroquianos em grande parte analfabetos. Todas essas tecnologias existiam na arquitetura românica, mas eles foram usados ​​de formas mais inovadoras e mais extensivamente na arquitetura gótica para tornar os edifícios mais altos, mais leves e mais fortes.

O primeiro exemplo notável geralmente considerado é a Abadia de Saint-Denis, perto de Paris, cujo coro e fachada foram reconstruídos com traços góticos. O coro foi concluído em 1144. O estilo também apareceu em algumas arquiteturas cívicas do norte da Europa, notadamente em prefeituras e edifícios universitários. Um revivalismo gótico começou em meados do século XVIII na Inglaterra, espalhou-se pela Europa do século XIX e continuou, em grande parte por estruturas eclesiásticas e universitárias, até o século XX.

O estilo gótico ficou marcado em muitas catedrais europeias, entre elas a de Notre-Dame, Chartres, Colônia, Amiens e Santa Maria del Fiore, a maioria classificada como Patrimônio Mundial da UNESCO, todas construídas entre os séculos XII e XIV. Muitas catedrais góticas caracterizam-se pelo verticalismo e majestade denominando-se, durante a Idade Média, como supremacia e influência para a população. O surgimento do estilo gótico está ligado com a substituição do trabalho servil para o trabalho livre nesse setor da sociedade medieval, que deve ter estimulado a criatividade dos construtores da época.

Nome[editar | editar código-fonte]

A arquitetura gótica era conhecida durante o período como opus francigenum ("obra franco-francesa");[3] o termo "arquitetura gótica" originou-se no século XVI e era originalmente muito negativo, sugerindo algo bárbaro. Giorgio Vasari usou o termo "estilo bárbaro alemão" em sua obra de 1550 Vidas dos Artistas para descrever o que era agora considerado o Estilo Gótico.[4] Na introdução do livro, ele atribuiu várias características arquitetônicas aos "Godos" que foram responsáveis pela destruição de edifícios antigos depois que conquistaram Roma, e erigindo novos neste estilo.

História[editar | editar código-fonte]

Por volta do século X o continente europeu estava em crise e o poder real estava enfraquecido, consequentemente sucedido pelo feudalismo. A França estava ameaçada de invasão e o povo buscou refúgio nas poucas e precárias fortalezas que no país se encontravam.

Durante este período foram criadas esculturas, pinturas e outros meios artísticos, exibindo o pânico pressentido pela população. Séculos depois, como a profecia católica não se realizou, ocorreram uma série de fatos históricos, tais como a construção das primeiras universidades (na década de 1080), as Cruzadas e o enfraquecimento do feudalismo. Neste período surge um novo estilo artístico, arquitetônico e cultural, baseado nos estilos romanos, mas que se mistura com as novas tendências e necessidades: o Opus Francigenum ("Estilo francês").[5][6]

Origens - Gótico Primitivo (1130-1200)[editar | editar código-fonte]

O estilo gótico originou-se na região de Ile-de-France (Ilha de França, em francês), no norte da França, na primeira metade do século XII. Uma nova dinastia de reis franceses, os Capetianos, subjugaram os senhores feudais e se tornaram os governantes mais poderosos da França, com sua capital em Paris. Eles se aliaram aos bispos das principais cidades do norte da França e reduziram o poder dos abades e mosteiros feudais. Sua ascensão coincidiu com um enorme crescimento da população e da prosperidade das cidades do norte da França. Os Reis Capetianos e seus bispos queriam construir novas catedrais como monumentos de poder, riqueza e fé religiosa.[7]

A igreja que serviu de modelo principal para o estilo foi a Abadia de Saint-Denis, que foi reconstruída pelo abade Suger, primeiro no coro e depois na fachada (1140-44); Suger era um aliado próximo e biógrafo do Rei Francês Luís VII, que foi um fervoroso Católico e construtor, e o fundador da Universidade de Paris. Suger remodelou o deambulatório da Abadia, retirou os recintos que separavam as capelas e substituiu a estrutura existente por imponentes pilares e abóbadas em cruzaria. Isto criou baías mais altas e mais largas, nas quais ele instalou janelas maiores, que enchiam o fim da igreja com luz. Logo depois, ele reconstruiu a fachada, acrescentando três portais profundos, cada um com um tímpano, um arco cheio de esculturas ilustrando histórias bíblicas. A nova fachada era ladeada por duas torres. Ele também instalou uma pequena rosácea circular sobre o portal central. Este projeto tornou-se o protótipo de uma série de novas catedrais francesas.[8]

A Catedral de Sens (iniciada entre 1135 e 1140) foi a primeira catedral a ser construída no novo estilo (Saint-Denis era uma abadia, não uma catedral). Outras versões do novo estilo logo apareceram na Catedral de Noyon (iniciada em 1150), na Catedral de Laon (iniciada em 1165) e na mais famosa de todas, a Catedral de Notre-Dame de Paris, onde a construção havia começado em 1160.[9]

O estilo gótico também foi adaptado por algumas ordens monásticas francesas, notavelmente a Ordem Cisterciense de São Bernardo de Claraval. Foi usada em uma forma austera sem ornamento na nova Abadia Cisterciense de Fontenay (1139-1147) e na igreja da Abadia de Claraval, cujo local agora é ocupado por uma prisão francesa.[10]

O novo estilo também foi copiado fora do Reino da França no Ducado da Normandia. Os primeiros exemplos do gótico normando incluíam a Catedral de Coutances (1210-1274), a Catedral de Bayeux (reconstruída a partir do estilo românico no século XII), a Catedral de Le Mans (reconstruída a partir do românico do século XII) e a Catedral de Rouen. Através do domínio da dinastia Angevina, o novo estilo foi introduzido na Inglaterra e se espalhou para os Países Baixos, à Alemanha, à Espanha, ao norte da Itália e à Sicília.[2][11] O estilo Gótico não substituiu imediatamente o românico em toda a Europa.[7] O românico tardio continuou a florescer no Sacro Império Romano sob o comando dos von Hohenstaufen e a Renânia.

Alto Gótico (1200-1270)[editar | editar código-fonte]

Do final do século XII até meados do século XIII, o estilo Gótico se espalhou da Île-de-France para aparecer em outras cidades do norte da França. Novas estruturas no estilo incluíram a Catedral de Chartres (iniciada em 1200),a Catedral de Bourges (1195 a 1230), a Catedral de Reims (1211-1275) e a Catedral de Amiens (iniciada em 1250).[12] Em Chartres, o uso dos arcobotantes permitiu a eliminação do nível da tribuna, o que permitiu arcadas e naves muito mais altas, e janelas maiores. O tipo inicial de abóbada em cruzaria usado em Saint-Denis e Notre-Dame, com seis partes, foi modificado para quatro partes, tornando-se mais simples e mais forte. Amiens e Chartres estavam entre os primeiros a usar o arcobotante; os contrafortes foram reforçados por um arco adicional e com uma arcada de apoio, permitindo ainda maior altura e paredes e mais janelas. Em Reims, os contrafortes receberam maior peso e força pela adição de pesadas pinças de pedra no topo. Estes eram frequentemente decorados com estátuas de anjos, e tornaram-se um elemento decorativo importante do Alto Gótico. Outro elemento prático e decorativo, a gárgula, apareceu; era uma bica ornamental que canalizava a água do telhado para longe do edifício. Em Amiens, as janelas da nave foram ampliadas, e uma fileira adicional de janelas de vidro transparente (a claire-voie) inundou o interior com luz. As novas tecnologias estruturais permitiram a ampliação dos transeptos e dos coros no extremo leste das catedrais, criando o espaço para um anel de capelas bem iluminadas.[12]

Gótico Rayonnant (1250-1370)[editar | editar código-fonte]

O próximo período foi denominado Rayonnant ("Radiante"), descrevendo a tendência para o uso de mais e mais vitrais e menos alvenaria no desenho da estrutura, até que as paredes parecessem inteiramente feitas de vidro. O exemplo mais célebre foi a capela de Sainte-Chapelle, a capela anexada à residência real no Palais de la Cité. Um elaborado sistema de colunas exteriores e arcos reduziu as paredes da capela superior a uma estrutura fina para as enormes janelas. O peso de cada uma das empenas de alvenaria acima da arquivolta das janelas também ajudava as paredes a resistir ao impulso e a distribuir o peso.[13]

Outro marco do Gótico Rayonnant são as duas rosáceas no norte e no sul do transepto da Catedral de Notre Dame. Enquanto as rosáceas anteriores, como as da Catedral de Amiens, eram emolduradas por pedra e ocupavam apenas uma parte da parede, essas duas janelas, com um delicado quadro de renda, ocupavam todo o espaço entre os pilares.[13]

Gótico Flamboyant (1350-1450)[editar | editar código-fonte]

O estilo Gótico Flamboyant (também chamado de "Flamejante") apareceu na segunda metade do século XIV. Seus traços característicos incluíam uma decoração mais exuberante, já que os nobres e os cidadãos ricos de cidades predominantemente do norte da França competiam para construir igrejas e catedrais cada vez mais elaboradas. Ele tomou o nome dos desenhos sinuosos e flamejantes que ornamentavam as janelas. Outras novidades incluem o arc en accolade (arco de cinta), uma janela decorada com um arco, pináculos de pedra e escultura floral. Ele também contou com um aumento no número de nervuras, ou abóbadas em cruzaria, que suportou e decorou cada abóbada do teto, tanto para maior apoio e efeito decorativo. Exemplos notáveis ​​de Gótico Flamboyant incluem as fachada ocidentais da Catedral de Rouen e de Sainte-Chapelle de Vincennes, em Paris, ambas construídas na década de 1370; e o Coro da Abadia do Mont Saint Michel (cerca de 1448).[14]

Elementos do Estilo Gótico[editar | editar código-fonte]

Até a atualidade, a arquitetura gótica ficou conhecida por ser encontrada com mais frequência nas grandes catedrais e em outros estabelecimentos eclesiásticos construídos ainda no início do período medieval, período em que exerciam grande influência em toda Europa. Durante o período gótico — séculos XII a XV — o poder religioso buscava converter sua importância para as estruturas de igrejas, catedrais e abadias através da grandiosidade dimensional presente na arquitetura gótica.[15][16][17][18]

Como a arquitetura gótica foi uma evolução da arquitetura românica, foram desenvolvidos elementos que ajudaram nas construções góticas, como o arco de ogiva (ou quebrado) e a abóbada de cruzaria, que tornaram-se as principais características do estilo arquitetônico. Geralmente, a fachada das estruturas góticas busca seguir a verticalidade e a leveza e no interior, busca um ambiente iluminado.[19][20]

Planta[editar | editar código-fonte]

A planta da catedral gótica baseava-se no modelo da antiga basílica romana, que era um mercado público combinado e um tribunal; que também foi a base da planta da catedral românica. A catedral tem a forma de uma cruz latina. A entrada é tradicionalmente no extremo oeste, tem três portais decorados com escultura, geralmente com uma rosácea, e é ladeado por duas torres. A nave longa, onde a congregação adorava, ocupa o extremo oeste. Este é geralmente dividido a partir da nave por fileiras de pilares, que suportam o telhado, ladeado por um ou dois corredores, chamados collaérals (colaterais). Normalmente há pequenas capelas nos dois lados, colocadas entre os contrafortes, que fornecem apoio adicional às paredes.

A catedral geralmente tem um transepto, um cruzamento, aproximadamente no meio, que às vezes se projeta para fora a alguma distância, e em outros casos, como Notre-Dame, é mínimo. O croisée ou cruzamento do transepto, é o centro da igreja, e é cercado por pilares particularmente maciços, que às vezes apoiam uma torre de lanterna, que traz a luz no centro da catedral. As fachadas norte e sul do transepto apresentam frequentemente rosáceas, como na Notre-Dame de Paris.

A leste do transepto está o coro (onde está localizado o altar) onde acontecem as cerimônias e onde somente o clero era permitido. Esse espaço cresceu muito no século 12, quando as cerimônias se tornaram mais elaboradas. Atrás do coro está uma única ou dupla passagem chamada de deambulatório. No extremo leste da igreja está a abside, geralmente na forma de um semicírculo e a cabeceira. Geralmente há uma capela ali dedicada à Virgem Maria, que pode ser muito grande. Ao redor da cabeceira geralmente há várias outras capelas menores.[21]

As primeiras catedrais góticas tinham quatro níveis, do chão ao teto. No térreo havia duas fileiras de grandes arcadas com grandes pilares, que recebiam o peso das abóbadas do teto. Acima deles estavam os tribunos, uma seção de aberturas em arco, dando mais apoio. Acima deles estava o triforium (trifório), uma seção de pequenos arcos. No nível superior, um pouco abaixo das abóbadas, estavam as janelas superiores, a principal fonte de luz para as Catedrais. As paredes inferiores foram apoiadas por maciços contreforts (ou contrafortes) colocados diretamente contra eles, com cumes na parte superior, o que proporciona peso adicional.

Mais tarde, com o desenvolvimento do arcobotante, os suportes afastaram-se das paredes e as paredes foram construídas muito mais altas. Aos poucos, as tribunas e o trifório desapareceram, e as paredes acima das arcadas foram ocupadas quase inteiramente por vitrais.[22]

O braço oriental mostra uma diversidade considerável. Na Inglaterra, geralmente é longo e pode ter duas seções distintas, tanto o coro quanto o presbitério. Muitas vezes é quadrado ou tem uma proeminente Lady Chapel, uma capela dedicada à Virgem Maria. Na França, o extremo leste é muitas vezes poligonal e cercado por uma passarela chamada deambulatório e, às vezes, um anel de capelas chamado de "chevet". Embora as igrejas alemãs sejam frequentemente semelhantes às da França, na Itália, a projeção oriental além do transepto é geralmente apenas uma capela absidal com o santuário, como na Catedral de Florença.[23][24]

Outra característica do estilo gótico, doméstico e eclesiástico, é a divisão do espaço interior em células individuais de acordo com as nervuras e abóbadas do edifício, independentemente de a estrutura ter ou não um teto abobadado. Esse sistema de células de tamanho e forma variados, justapostos em vários padrões, foi novamente totalmente único na antiguidade e no início da Idade Média e os estudiosos, inclusive Frankl, enfatizaram a natureza matemática e geométrica desse design. Frankl, em particular, pensou neste layout como "criação por divisão" em vez de "criação por adição" do românico. Outros, nomeadamente Viollet-le-Duc, Wilhelm Pinder e August Schmarsow em vez disso, propuseram o termo "arquitetura articulada".[25] A teoria oposta, sugerida por Henri Focillon e Jean Bony, é de "unificação espacial", ou da criação de um interior que é feito para causar sobrecarga sensorial através da interação de muitos elementos e perspectivas.[26] Partições interiores e exteriores, muitas vezes extensivamente estudadas, foram encontrados, às vezes, com certas características, tais como vias de acesso à altura da janela, que fazem a ilusão de espessura. Além disso, os pilares que separam as ilhas acabaram deixando de fazer parte das paredes, se tornando objetos independentes que se sobressaem da própria parede do corredor.[27][28]

O arco ogival e a abóbada em cruzaria[editar | editar código-fonte]

Ver artigos principais: Arco ogival e Abóbada em cruzaria

Tanto o arco ogival (também chamado de arco cruzado ou arco quebrado) quanto a abóbada em cruzaria tinham sido usados ​​na arquitetura românica, mas os construtores góticos os refinaram e os usaram com efeito muito maior. Eles fizeram as estruturas mais leves e mais fortes, e assim permitiram as grandes alturas e extensões de vitrais encontrados em catedrais góticas.[2]

Na arquitetura românica, os arcos arredondados das abóbadas de barril que sustentavam o telhado pressionavam diretamente as paredes com peso esmagador. Isso exigia colunas maciças, paredes grossas e pequenas janelas, e limitava naturalmente a altura do prédio.[29] O arco ogival ou quebrado, introduzido durante o período românico, era mais forte, mais leve e levava o impulso para fora, em vez de diretamente para baixo.[2]

A abóbada de cruzaria aproveitou a força do arco ogival. A abóbada era sustentada por nervuras finas ou arcos de pedra, que se estendiam para baixo e para fora, para se agruparem em torno de pilares de sustentação ao longo do interior das paredes. As antigas abóbadas em cruzaria, usadas em Notre-Dame, Noyon e Laon, foram divididas pelas nervuras em seis compartimentos e só conseguiram atravessar um espaço limitado. Na construção posterior da catedral, o desenho foi melhorado, e as abóbadas de cruzaria tinham apenas quatro compartimentos e podiam cobrir uma extensão maior; uma única abóbada podia atravessar a nave, e menos pilares eram necessários. A abóbada de quatro partes foi usada em Amiens, Reims e as outras catedrais posteriores e, eventualmente, nas catedrais da Europa.[2]

No período posterior do estilo gótico, as abóbadas em cruzaria perderam sua simplicidade elegante, e foram carregadas com reforços adicionais, desenhos esculturais e, às vezes, pingentes e outros elementos puramente decorativos.[2][30]

Arcobotantes[editar | editar código-fonte]

Ver também: Arcobotante e Contraforte

Outra característica importante da arquitetura gótica foi o arcobotante, projetado para suportar as paredes por meio de arcos conectados a contra-suportes fora das paredes. Os arcobotantes existiam em formas simples desde os tempos romanos, mas os construtores góticos elevaram seu uso a uma arte refinada, equilibrando o impulso do teto interno contra o contra-impulso dos contrafortes. As primeiras catedrais góticas, incluindo Saint-Denis e Notre-Dame em seus estágios iniciais, não possuíam arcobotantes. Suas paredes eram apoiadas por pesados ​​pilares de pedra colocados diretamente contra as paredes. O telhado era sustentado pelas nervuras das abóbadas, que eram empacotadas com as colunas abaixo.

No final do século XII e início do século XIII, os contrafortes ficaram mais sofisticados. Novos arcos levavam o impulso do peso inteiramente para fora das paredes, onde era recebido pelo contra-impulso das colunas de pedra, com os pináculos colocados no topo para decoração e peso adicional. Graças a este sistema de contrafortes externos, as paredes poderiam ser mais altas e mais finas, e poderiam suportar grandes vitrais. Os próprios contrafortes passaram a fazer parte da decoração; os pináculos tornaram-se cada vez mais ornamentados, tornando-se cada vez mais elaborados, como na Catedral de Beauvais e na Catedral de Reims. Os arcos tinham um propósito prático adicional: eles continham canais de chumbo que transportavam a água da chuva para o telhado; isso era expulso pela boca das gárgulas de pedra colocadas em fileiras nos contrafortes.[31]

Nos últimos períodos góticos, os arcobotantes tornaram-se extremamente ornamentados, com uma grande quantidade de decoração não funcional na forma de pináculos, arcos curvos, contra-curvas, estátuas e pingentes ornamentais.

Altura e verticalidade[editar | editar código-fonte]

Uma característica importante da arquitetura da igreja gótica é sua altura, tanto absoluta quanto proporcional à sua largura, a verticalidade sugerindo uma aspiração ao céu. A altura crescente das catedrais no período gótico era acompanhada por uma proporção crescente do muro dedicado às janelas, até que, no final do gótico, os interiores se tornaram como gaiolas de vidro. Isto foi possível graças ao desenvolvimento do arcobotante, que transferiu o impulso do peso do telhado para os suportes fora das paredes. Como resultado, as paredes gradualmente se tornaram mais finas e mais altas, e a alvenaria foi substituída por vidro. A elevação de quatro partes das naves das primeiras catedrais, como Notre-Dame (arcada, tribuna, trifório e claire-voie) foi transformada como no coro da Catedral de Beauvais: as arcadas muito altas, um trifório fino e janelas altas até o teto.[32]

A Catedral de Beauvais chegou ao limite do que era possível com a tecnologia gótica. Uma parte do coro desmoronou em 1284, causando alarme em todas as cidades com catedrais muito altas. Painéis de especialistas foram criados em Siena e Chartres para estudar a estabilidade dessas estruturas.[33] Apenas o transepto e coro de Beauvais foram concluídos, e no século XXI as paredes do transepto foram reforçadas com vigas cruzadas. Nenhuma catedral construída desde então excedeu a altura do coro de Beauvais.[32]

Uma seção do corpo principal de uma igreja gótica geralmente mostra a nave como consideravelmente mais alta do que larga. Na Inglaterra, a proporção às vezes é maior que 2:1, enquanto a maior diferença proporcional alcançada é na Catedral de Colônia, com uma proporção de 3,6:1. A mais alta abóbada interna fica na Catedral de Beauvais a 48 metros (157 pés).[23]

Vitrais e Iluminação[editar | editar código-fonte]

Uma das características mais proeminentes da arquitetura gótica era o uso de vitrais, que cresciam em altura e tamanho, enchendo as catedrais de luz e cor. Historiadores como Viollet-le-Duc, Focillon, Aubert e Max Dvořák afirmaram que esta é uma das características mais universais do estilo gótico.[34]

Ensinamentos religiosos na Idade Média, particularmente os escritos do religioso Pseudo-Dionísio, um místico do século VI cujo livro, A Hierarquia Celestial, era popular entre os monges na França, pois ensinava que toda a luz era divina. Quando o Abade Suger ordenou a reconstrução da Basílica de Saint-Denis, ele instruiu que as janelas do coro admitissem o máximo de luz possível.

Muitas igrejas românicas anteriores tinham vitrais, e muitas tinham janelas redondas, chamadas oculi, mas essas janelas eram necessariamente pequenas, devido à espessura das paredes. As decorações interiores primárias das catedrais românicas foram pintadas com murais. No período gótico, as melhorias nas arcadas e arcobotantes permitiram que as muralhas da Catedral fossem mais altas, mais finas e mais fortes, e as janelas eram consequentemente consideravelmente maiores. As janelas das igrejas no final do período gótico, como a Sainte Chapelle em Paris, enchiam a parede inteira entre as nervuras de pedra. Janelas enormes também eram um elemento importante da York Minster e da Catedral de Gloucester.[24]

A principal ameaça às janelas da catedral era o vento; as molduras precisavam ser extremamente fortes. As primeiras janelas estavam encaixadas em aberturas cortadas na pedra. Os pequenos pedaços de vidro colorido foram unidos com pedaços de chumbo, e suas superfícies foram pintadas com rostos e outros detalhes; então as janelas foram montadas nos caixilhos de pedra. Finas barras verticais e horizontais de ferro, chamadas de vergettes ou barlotierres, foram colocadas dentro da janela para reforçar o vidro. Para obter-se um vitral na época, era necessário que um artesão realizasse um processo de coloração da peça de vidro. Durante este processo, o vidro cru era misturado a outros componentes químicos que determinavam a respectiva tonalidade, durante a fase de derretimento. Este processo mantinha o vidro com um tom de cor sem que bloqueasse os raios solares. Após este procedimento o vidro era aquecido e moldado.[35]

As histórias contadas no vidro eram geralmente episódios da Bíblia, mas às vezes também ilustravam as profissões das guildas que financiavam as janelas, como os vendedores, os pedreiros ou os fabricantes de barris.[36]

Grande parte dos vitrais nas catedrais góticas de hoje datam de restaurações posteriores, mas algumas catedrais, como a Catedral de Chartres e a Catedral de Bourges, ainda têm muitas de suas janelas originais.[36]

Assim como os vitrais, as rosáceas visam estabelecer um ambiente iluminado no interior das estruturas góticas, porém possuem algumas características diferentes. Estão localizadas, geralmente, em um local alto nos estabelecimentos eclesiásticos, geralmente em regiões próximas ao portal da fachada principal a Oeste ou mesmo no transepto, em pelo menos um de seus extremos. As rosáceas fazem alusão à personagens cristãos como Jesus Cristo (que é representado pelo sol) e Maria (representada pela rosa).[37]

Portais e Tímpano[editar | editar código-fonte]

As antigas catedrais góticas tradicionalmente têm sua entrada principal no extremo oeste da igreja, em frente ao coro. Baseado no modelo da Basílica de Saint-Denis e da Notre-Dame de Paris, há geralmente três portas com arcos pontiagudos, ricamente preenchidos com esculturas. O tímpano, ou arco, sobre cada porta é preenchido com estátuas realísticas que ilustram histórias bíblicas, e as colunas entre as portas são muitas vezes também cheias de estátuas. Seguindo o exemplo de Amiens, o tímpano sobre o portal central representava tradicionalmente o Juízo Final, o portal da direita mostrava a coroação da Virgem Maria e o portal da esquerda mostrava as vidas dos santos que eram importantes na diocese.[38]

A iconografia da decoração escultural na fachada não foi deixada para os artistas. Um decreto do Segundo Concílio de Niceia, em 787, estabeleceu as regras: "A composição das imagens religiosas não deve ser deixada à inspiração dos artistas; é derivada dos princípios estabelecidos pela Igreja Católica e pela tradição religiosa. Somente a arte pertence ao artista, a composição pertence aos Padres".[39]

Os portais e interiores eram muito mais coloridos do que são hoje. Cada escultura no tímpano e no interior era pintada pelo peintre imagier, ou pintor de imagens, seguindo um sistema de cores codificado no século XII: amarelo, chamado gold, simbolizava inteligência, grandeza e virtude; branco, chamado argent, simbolizava pureza, sabedoria e correção; preto, ou sable, significava tristeza, mas também vontade; verde, ou sinopole, representava esperança, liberdade e alegria; vermelho ou guelues significava caridade ou vitória; azul ou azure simbolizava o céu, fidelidade e perseverança; e violeta, ou pourpre era a cor da realeza e soberania.[40]

Torres e pináculos[editar | editar código-fonte]

O projeto para a Basílica de Saint-Denis pedia duas torres de igual altura na fachada oeste, e esse plano geral foi copiado em Notre-Dame e na maioria das primeiras catedrais. As torres de Notre-Dame de Paris, de 69 metros de altura (226 pés), deveriam ser vistas em toda a cidade; elas eram as torres mais altas de Paris até a conclusão da Torre Eiffel em 1889. Uma competição informal mas vigorosa começou no norte da França para as torres mais altas de catedrais.[41]

Para tornar as igrejas mais altas e proeminentes, e visíveis à distância, os construtores "herdeiros" frequentemente acrescentavam uma flèche (uma "agulha" de estilo único, usualmente feito de madeira e coberto com chumbo), ao topo de cada torre, ou, como em Notre-Dame de Paris, no centro do transepto. Mais tarde, ainda no período gótico, torres mais massivas foram construídas sobre o transepto, rivalizando ou ultrapassando em altura as torres da fachada.

As torres eram geralmente a última parte da catedral a ser construída. Elas foram construídas, em muitas vezes, anos ou décadas após o resto do edifício. Às vezes, quando as torres eram construídas, os planos mudavam ou o dinheiro acabava. Como resultado, algumas catedrais góticas tinham apenas uma torre, ou duas torres de diferentes alturas ou estilos. Por outro lado, a Catedral de Laon, iniciada pouco antes de Notre-Dame, ostentava cinco torres; dois na fachada, dois no transepto e uma na lanterna central. Outros dois foram planejados, mas não construídos. A Abadia de Saint-Étienne, em Caen, originalmente construída em estilo românico, foi reconstruída com nove torres góticas no século XIII.

A competição informal pela igreja mais alta da Europa continuou por todo o período gótico, às vezes com resultados desastrosos. A Catedral de Beauvais tinha a torre mais alta (153 metros ou 512 pés), concluída em 1569, por um breve período, até que sua torre desabou num vendaval em 1573. A Catedral de Lincoln (159,7 metros ou 524 pés) também teve o recorde de 1311 até 1549 até que sua torre também desmoronou. Hoje, a torre de catedral mais alta da França é a da Catedral de Rouen, e a Catedral de Colônia (151 metros ou 495 pés) é a catedral mais alta da Europa.

A Antiga Catedral gótica de São Paulo (1087–1314) foi a catedral mais alta da Inglaterra até ser destruída pelo Grande Incêndio de Londres em 1666. Hoje, a torre gótica e pináculo mais altas combinadas do Reino Unido pertence à Catedral de Salisbury (123 metros ou 404 pés), construído entre 1220 e 1258.

Na Itália, a torre, se presente, é quase sempre separada do edifício, como na Catedral de Florença, e é frequentemente vindo de uma estrutura anterior. Na França e na Espanha, duas torres na frente são a norma. Na Inglaterra, na Alemanha e na Escandinávia, este é frequentemente o arranjo, mas uma catedral inglesa também pode ser encimada por uma enorme torre no cruzamento. Igrejas menores geralmente têm apenas uma torre, mas isso também pode ser o caso em edifícios maiores, como a Catedral de Salisbury ou a Catedral de Ulm em Ulm, Alemanha, concluída em 1890 e possuindo a torre mais alta do mundo,[42] ligeiramente superior à da Catedral de Lincoln, a mais alta torre que foi realmente concluída durante o período medieval, a 160 metros (520 pés).[43]

Escultura e decoração[editar | editar código-fonte]

Os exteriores e interiores das catedrais góticas, particularmente na França, eram profusamente ornamentados com escultura e decoração sobre temas religiosos, destinados à grande maioria dos paroquianos que não sabiam ler. Eles foram descritos como "Livros para os pobres". Para adicionar ao efeito, todas as esculturas nas fachadas foram originalmente pintadas e douradas.[44]

Cada característica da catedral tinha um significado simbólico. Os principais portais da Notre-Dame de Paris, por exemplo, representavam a entrada para o paraíso, com o juízo final representado no tímpano sobre as portas, mostrando Cristo rodeado pelos apóstolos, e pelos signos do zodíaco, representando os movimentos dos céus. As colunas abaixo do tímpano estão na forma de estátuas de santos, literalmente colocando-as como "os pilares da igreja".[45]

Cada santo tinha seu próprio símbolo: um leão alado representava São Marcos; uma águia de quatro asas significava São João, o Apóstolo; e um touro alado simbolizava São Lucas. Anjos esculpidos tinham funções específicas: às vezes como arautos, soprando trompete; segurando colunas, como anjos da guarda; segurando coroas de espinhos ou cruzes, como símbolos da crucificação de Cristo; ou oscilando um recipiente com incenso, para ilustrar sua função no trono de Deus. A decoração floral e vegetal também era muito comum, representando o Jardim do Éden; as uvas representavam os vinhos da Eucaristia.[45]

O tímpano sobre o portal central na fachada oeste da Notre-Dame de Paris ilustra vividamente o Juízo Final, com figuras de pecadores sendo levados para o inferno e bons cristãos levados para o céu. A escultura do portal da direita mostra a coroação da Virgem Maria, e o portal da esquerda mostra a vida dos santos que eram importantes para os parisienses, particularmente Santa Ana, a mãe da Virgem Maria.[46][47]

Os exteriores das catedrais e outras igrejas góticas também foram decoradas com esculturas de uma variedade de fabulosos e assustadores Grotescos ou monstros. Estes incluíam a quimera (uma criatura híbrida mítica que geralmente tinha o corpo de um leão e a cabeça de uma cabra), e a Estirge ou Estrige, uma criatura parecida com uma coruja ou um morcego, que se dizia que comia carne humana. A estirge apareceu na literatura romana clássica, sendo descrita pelo poeta romano Ovídio (que era amplamente lido na Idade Média) como um pássaro de cabeça grande com olhos paralelepípedos, bico voraz e asas brancas acinzentadas.[48] Eles faziam parte da mensagem visual para os adoradores analfabetos, símbolos do mal e do perigo que ameaçavam aqueles que não seguiam os ensinamentos da igreja.[49]

As gárgulas, que foram acrescentadas à Notre-Dame por volta de 1240, tinham um propósito mais prático. Eram as calhas da chuva da catedral, projetadas para dividir a torrente de água que escorria do telhado depois da chuva, projetando-a o mais longe possível dos contrafortes e das paredes e janelas, de modo a não desgastar a argamassa que liga a pedra. Para produzir muitos riachos finos em vez de uma torrente de água, um grande número de gárgulas foi usado, o que fez com que eles também fossem projetados para serem um elemento decorativo da arquitetura. A água da chuva corria do telhado para calhas de chumbo, depois para os canais nos contrafortes, depois para um canal cortado na parte de trás da gárgula e para fora da boca, longe da catedral.[44]

Uma opinião bastante controversa é de que as gárgulas serviam para proteger os templos e durante o período da noite criavam vida. Este obscuro boato colaborou para que as pessoas passassem a acreditar que as gárgulas serviam também para afastar os maus espíritos, imagem que se consagrou e é recitada pelos guias de turismo em toda a Europa.[50]

Muitas das estátuas, particularmente os grotescos, foram removidos da fachada nos séculos XVII e XVIII, ou foram destruídos durante a Revolução Francesa. Eles foram substituídos por figuras em estilo gótico, projetadas por Eugène Viollet-le-Duc, durante a restauração do século XIX. Figuras semelhantes aparecem nas outras catedrais góticas da França.

Outra característica comum das catedrais góticas na França eram os labirintos no chão da nave perto do coro, que simbolizava a difícil e muitas vezes complicada jornada de uma vida cristã antes de alcançar o paraíso. A maioria dos labirintos foram removidos no século XVIII, mas alguns, como o da Catedral de Amiens, foram reconstruídos, e o labirinto da Catedral de Chartres ainda existe essencialmente em sua forma original.[51]

Outros elementos arquitetônicos[editar | editar código-fonte]

Postscript-viewer-blue.svgVer também a categoria: Elementos da arquitetura gótica

A arquitetura gótica possui outros elementos arquitetônicos, onde alguns possuem uma função em seu posicionamento mas outros servem como decoração. A Arcada, por exemplo, não possui uma função específica, servindo apenas como elemento arquitetônico decorativo. As arcadas, como o próprio nome revela, são arcos ogivais (na arquitetura gótica) posicionados em sequência, geralmente próximo aos claustros. Não possuem vitrais, rosáceas e nem qualquer outro tipo de elemento à base de vidro, o que possibilita a penetração dos raios solares como em qualquer outro local aberto.

O Florão está situado em uma extremidade exterior e elevada dos edifícios góticos e, como o próprio nome revela, o elemento representa uma flor e possui apenas utilidades decorativas. O Capitel é a extremidade superior de uma coluna, pilar ou pilastra e possui utilidades decorativas e técnicas, como o sustento e a transmissão de força para o fuste. O Tramo é formado por uma abóbada e seus elementos de descarga de peso; no sentido transversal é formado por dois arcos torais ou dobrados, longitudinalmente por dois arcos formeiros que separam a nave principal das laterais e por arcos cruzeiros que formam as arestas ou nervuras da abóbada. Já o Cogulho é representado por uma pedra que faz alusão à folhas estilizadas.[52]

Gótico Francês[editar | editar código-fonte]

Por país[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. HISTÓRIA DA ARQUITETURA I e II, documento. Dados e informações sobre os géneros arquitetónicos [1]
  2. a b c d e f Ducher 1988, p. 46.
  3. Jones, Colin (28 de maio de 1999). The Cambridge Illustrated History of France (em inglês). [S.l.]: Cambridge University Press. p. 90. ISBN 9780521669924 
  4. Vasari 1991, p. 117, 527.
  5. «..:: R. Sandrini - Arquitetura ::..». www.geocities.ws. Consultado em 11 de setembro de 2018. 
  6. «Arte Gótica. Arte Gótica no fim do período medieval - Brasil Escola». Brasil Escola. Consultado em 11 de setembro de 2018. 
  7. a b Raeburn 1980, p. 102.
  8. Martindale 1993, pp. 17-18.
  9. Martindale 1993, pp. 20-22.
  10. Martindale 1993, pp. 24-26.
  11. Grodecki 1977, p. 36.
  12. a b Ducher 1988, p. 48.
  13. a b Ducher 1988, p. 58.
  14. Renault et al. 2006, p. 37.
  15. HISTÓRIANET, site. Estilo gótico encontrado frequentemente nas catedrais [2]
  16. SUAPESQUISA, site. Influência da Igreja Católica na vida da população da Europa [3]
  17. EDUCATERRA, site. Documento textual informativo sobre a Arte Gótica
  18. LMC, site. Sistema Estrutural das Catedrais Góticas
  19. SPECTRUM, site. A Arquitetura gótica: abóbada, suporte, contraforte
  20. SCRIBD, site. Arquitetura Românica e Gótica
  21. Wenzler 2018, pp. 18-19.
  22. Renault & Lazé 2006, p. 33.
  23. a b FLATCHER, Banister. A History of Architecture on the Comparative Method. [S.l.: s.n.] 
  24. a b SWAAN, Wim. The Gothic Cathedral. [S.l.: s.n.] 
  25. Grodecki 1977, p. 14.
  26. Grodecki 1977, pp. 14-17.
  27. «Construção de uma Catedral Gótica». www.lmc.ep.usp.br. Consultado em 17 de setembro de 2018. 
  28. Grodecki 1977, p. 17.
  29. «A arte medieval: o românico e o gótico». educaterra.terra.com.br. Consultado em 19 de setembro de 2018. 
  30. BARISON, Maria Bernadete (2005). «Arcos» (PDF). Consultado em 19 de Setembro de 2018. 
  31. Ducher 1988, pp. 50-51.
  32. a b Wenzler 2018, p. 108.
  33. Martindale 1993, p. 86.
  34. Grodecki 1977, p. 20.
  35. «Os vitrais góticos - Brasil Escola». Brasil Escola. Consultado em 13 de outubro de 2018. 
  36. a b Wenzler 2018, p. 28.
  37. WILLIANS, site. Documento textual sobre características da Arte Gótica
  38. Renault & Lazé 2006, p. 35.
  39. Wenzler 2018, p. 79.
  40. Wenzler 2018, p. 54.
  41. Wenzler 2018, pp. 95-98.
  42. Oggins, Robin S. (1996). Cathedrals (em inglês). [S.l.]: Sterling Publishing Company, Inc. ISBN 9781567993462 
  43. «A Brief History of the World's Tallest Buildings - Photo Essays». TIME.com (em inglês). Consultado em 18 de outubro de 2018. 
  44. a b VIOLLET-LE-DUC, Eugéne. Dictionnaire Raisonné de l'architecture Française du XIe au XVI siecle. Col: Project Gutenburg. 6. [S.l.: s.n.] 
  45. a b McNamara 2017, pp. 158-159.
  46. Renault et al. 2006, p. 35.
  47. Araújo, Paul Williamson, Luiz Antônio (1998). Escultura Gotica 1140-1300 - Pelican. [S.l.]: COSAC NAIFY. ISBN 9788586374081 
  48. FRAZER, James George (1933). Ovid, Fasti VI. VI. [S.l.: s.n.] p. 136 
  49. Wenzler 2018, pp. 97-99.
  50. «O que são as gárgulas?». Superinteressante 
  51. Wenzler 2018, pp. 99-100.
  52. «Arte – Gótica – Arquitetura | Página da Beatrix». www.beatrix.pro.br. Consultado em 2 de novembro de 2018. 
  53. HISTÓRIA DA ARQUITETURA I e II, documento. Dados e informações sobre os géneros arquitetónicos Tipos de arquitetura
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Arquitetura gótica