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O General Dynamics (agora Lockheed Martin) F-16 Fighting Falcon é um caça multipropósito de quarta geração, monomotor, produzido pelos Estados Unidos das América e desenvolvido pela General Dynamics e produzido pela própria até 1993 e pela Lockheed Martin até 2017.[3] Projetado para ser um caça de superioridade aérea diurna, evoluiu para uma aeronave de combate multipropósito, apta a operar em todas as condições meteorológicas e de luminosidade, com 4.600 unidades produzidas desde 1976.[4][5] Apesar das versões originais não estarem mais em produção, a Lockheed Martin ainda produz outras versões aprimoradas, como o F-16V Viper.[6][7] Em 2026, é a aeronave de asa fixa mais comum em serviço militar no mundo, com 2.102 unidades em operação, compreendendo 15% de todas as aeronaves de combate ativas em todo o mundo.[8]
A aeronave foi desenvolvida inicialmente pela General Dynamics em 1974, sendo produzida pela mesma até 1993, quando vendeu sua divisão de produção para a Lockheed, que se tornou parte da Lockheed Martin em 1995, após fusão com a Martin Marietta.[9]
Entre os principais recursos do F-16, destaca-se o canopi bolha, que proporciona maior visibilidade da cabine, side-stick para facilitar o controle durante as manobras, um assento ejetor reclinado em 30º da vertical, para reduzir o efeito das forças g sobre o piloto e a primeira utilização de um sistema de controle de voo fly-by-wire com estabilidade estática relaxada, que contribui para tornar o F-16 uma aeronave ágil. O F-16 conta com um motor turbofan, um canhão M61 Vulcan e 11 hardpoints nas asas e fuselagem. Apesar de ter sido oficialmente batizado em 1980 como Fighting Falcon (Falcão Lutador, em inglês)[nota 1], entre os seus pilotos independentemente da nacionalidade, foi e continua sendo conhecido e apelidado Viper.[10]
Desde sua introdução em serviço, em 1978, o F-16 se tornou a espinha dorsal da força aerotática da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), substituindo o F-105 Thunderchief, A-7 Corsair II e o F-4 Phantom II. O F-16 desempenhou principalmente missões de ataque e supressão de defesas aéreas inimigas (SEAD), e nesta última função, substituiu o F-4G Wild Weasel em 1996. Além de seu serviço ativo na USAF, em unidades do Comando de Reserva da Força Aérea (AFRC) e da Guarda Nacional Aérea (ANG), a aeronave é utilizada pela esquadrilha de demonstração aérea Thunderbirds e na F-16 Viper Demonstration Team, do Comando de Combate Aéreo (ACC) da USAF, além de servir como aeronave agressora para a Marinha dos Estados Unidos (USN).[11]
O F-16 ainda é operado por mais 25 forças aérea de outros países, sendo voado em missões de combate na Guerra do Golfo, Bósnia, Iugoslávia, Afeganistão, Líbia, Iraque e Síria. O F-16 também foi operado em combate em Israel, Paquistão e Ucrânia. Desde 1982, o F-16 é uma plataforma de lançamento de armas nucleares para o armamento nuclear americano na Europa. Vários países está substituindo o F-16 pelo F-35 Lightning II e pelo próprio F-16V Viper, apesar de variantes originais do F-16 ainda estarem em serviço por todo o mundo.[12]
Um YF-16 (no primeiro plano) e um YF-17 (no segundo plano). Ambos os protótipos foram resultado do programa Lightweight Fighter (LWF)
A Guerra do Vietnã, entre outras evidências, demonstrou a necessidade de caças de superioridade aérea e melhor treinamento de combate ar-ar para pilotos de caça.[13] Baseado nas experiências da Guerra da Coréia e como instrutor de combate nos anos 60, o Coronel John Boyd, junto do matemático Thomas P. Christie, desenvolveram a teoria energia-manobrabilidade para modelar o desempenho de uma aeronave de combate em ação.[14] O trabalho de Boyd exigia uma aeronave pequena e leve que pudesse manobrar com a mínima perda de energia possível e que também incorporasse uma taxa empuxo-peso aumentada.[15][16] Em 1969, Boyd e um grupo de engenheiros e militares chamado de Fighter Mafia (Máfia dos Caças), conseguiu financiamento do Departamento de Defesa para o desenvolvimento de tal aeronave pela General Dynamics e Northrop.[17][18][19]
Os defensores do programa FX da Força Aéreados Estados Unidos (USAF) se opuseram ao conceito porque o viam como uma ameaça ao programa F-15, mas a liderança da USAF entendeu que seu orçamento não permitiria a compra de caças F-15 suficientes para atender a todas as suas missões.[20] O conceito Advanced Day Fighter (Caça Diurno Avançado), redesignado como F-XX, obteve apoio político civil sob a liderança do Secretário Adjunto de Defesa, David Packard, de espírito reformista, que era favorável à ideia de uma competição de protótipos. Como resultado, em maio de 1971, O Grupo de Estudos de Protótipos foi estabelecido, com Boyd como membro-chave e dois de suas seis propostas sendo aceitas, uma sendo o Lightweight Fighter (LWF). O pedido de propostas (RFP) foi emitido em 6 de janeiro de 1972, solicitava um caça diurno, pesando 9.100 kg (20.000 lb) com boa taxa de curva, aceleração e alcance, otimizado para combate a velocidades de Mach 0,6 a 1,6 e altitudes de 9.100 a 12.000 m (30.000 a 40.000 lb), onde a USAF considerava que os combates aéreos aconteceriam no futuro. O custo médio previsto para a versão de produção era de US$ 3 milhões. Este plano de produção era hipotético, pois a USAF não tinha planos concretos para adquirir o vencedor.[18][21]
Em 1972, nove empresas foram convidadas a apresentar propostas, com cinco delas respondendo. Grumman, Fairchild, McDonnell Douglas e Rockwell declinaram a competição. A Northrop apresentou um projeto baseado no seu P-530 Cobra, com o qual pretendia conseguir suceder ao F-5[22]; a Lockheed usou o CL-200 Lancer, considerado uma actualização do F-104 Starfighter[23]; as restantes três companhias LTV, General Dynamics e a Boeing apresentaram propostas inteiramente novas.[24] No final da competição, ainda em 1972, Northrop (com o P-600) [25] e a General Dynamics (com o Model 401) [26] foram consideradas vencedoras ganhando os contratos de US$ 39.8 milhões e US$ 37.9 milhões, respectivamente, para a construção dos protótipos demonstradores de tecnologia na competição do programa LWF até 1974, sendo renomeados como YF-17 e YF-16, também respectivamente.[27] Para superar a resistência na hierarquia da Força Aérea, defensores do programa (como a Fighter Mafia) defenderam com sucesso a ideia de caças complementares em uma combinação de forças hi-low (alto e baixo custo/capacidade).[28] A força hi-low permitiria à USAF adquirir caças suficientes para atender às suas necessidades gerais de estrutura de força. A idéia obteve ampla aceitação na época do voo de teste de ambos os protótipos, definindo a relação entre o LWF e o F-15.[18][21]
O YF-16 foi desenvolvido por uma equipe da General Dynamics, liderada por Robert H. Widmer.[29] O primeiro YF-16 foi apresentado em 13 de dezembro de 1973.[30][31] Seu primeiro voo foi acidental, ocorrendo durante testes de corrida na pista em 20 de janeiro de 1974, com a aeronave apresentou oscilações, causadas pela aleta de um dos mísseis montados na ponta da asa e havia o risco iminente de raspar a ponta da asa no solo (com um os profundores, de fato, chegando a tocar o solo), obrigando o piloto de provas Phil Oestricher a decolar, pousando seis minutos depois.[30] Os pequenos danos de incidental primeiro voo foram rapidamente reparados e o primeiro voo oficial ocorreu no horário previsto.[18][32][33][34][35] O primeiro voo, de fato, ocorreu em 2 de fevereiro de 1974, no Centro de Ensaios em Voo da USAF, na Base Aérea de Edwards.[31] O primeiro voo supersônico do YF-16 aconteceu em 5 de fevereiro de 1974, com o segundo protótipo fazendo o primeiro voo em 9 de maio de 1974. Estes voos foram seguidos dos primeiros voos do YF-17, em 9 de junho e 21 de agosto de 1974, respectivamente.[25] Durante o flyoff, o YF-16 completou 330 surtidas, com um total de 417 horas/voo [18]; com o YF-17 completando 288 sortidas, com um total de 345 horas/voo.[36]
O aumento do interesse transformou a LWF em um programa de aquisições sério. Os parceiros europeus na NATO, como Bélgica, Dinamarca, Noruega e Países Baixos, buscavam a substituição dos caças-bombardeirosF-104G Starfighter. No início de 1974, se chegou a um acordo com os Estados Unidos de que, se a USAF encomendasse o vencedor do LWF, eles também considerariam encomendá-lo. A USAF necessitava substituir os caças-bombardeiros F-105 Thunderchief e o F-4 Phantom II. O congresso americano buscava maior padronização nas aquisições de caças pela USAF e pela USN, redirecionando financiamento da última, em agosto de 1974, para um novo programa de caças leves navais, que seria uma versão naval do LWF. Os quatro países da NATO que se interessavam no projeto, formaram o Grupo do Programa de Caças Multinacionais (MFPG) e pressionavam os Estados Unidos por uma decisão até dezembro de 1974, levando a aceleração dos testes.[18][21][36]
Para refletir a seriedade do programa, em abril de 1974, o secretário da defesa americano, James R. Schlesinger, declarou o fim do programa LWF e a sua substituição pelo Air Combat Fighter (ACF). O ACF não seria um caça puro, se não um caça multipropósito, com Schlesinger deixando claro que qualquer encomenda do ACF viria em adição ao F-15, o que extinguiu a oposição ao LWF.[18][21][31] O programa ACF também aumentou a pressão sobre a General Dynamics e a Northrop, pois trouxe concorrentes determinados a garantir o que foi anunciado na época como "o acordo de armas do século".[37] A Dassault-Breguet propôs o Mirage F.1M-53[38][39], o consórcio anglo-francês SEPECAT ofereceu o Jaguar e a Saab oferecia o 37E Eurofighter.[40] A Northrop ofereceu o P530 Cobra, similar ao YF-17. O Jaguar e o Cobra foram logo dispensados pelo MFPG, deixando os dois candidatos europeus e dois americanos. Em 11 de setembro de 1974, a USAF confirmou os planos de encomendar o projeto vencedor do ACF para equipar cinco esquadrões de caça. Embora a modelagem computacional previsse uma disputa acirrada, o YF-16 provou ser significativamente mais rápido na transição entre manobras e foi a escolha unânime dos pilotos que voaram em todas as aeronaves.[19]
Em 13 de janeiro de 1975, o secretário da força aérea, John L. McLucas, anunciou que o YF-16 seria o campeão da competição.[21][30] Os principais motivos apresentados pelo secretário foram os custos operacionais mais baixos do YF-16, seu maior alcance e seu desempenho de manobra "significativamente melhor" do que o do YF-17, especialmente em velocidades supersônicas. Outra vantagem era que o YF-16 - ao contrário do YF-17 - utilizava o motor turbofanPratt & Whitney F100, que também era empregado no F-15, diminuindo os custos de ambos os programas.[18] McLucas anunciou a compra por parte da USAF de, pelo menos, 650 unidades, com a possibilidade do número atingir os 1.400 unidades do F-16 na fase de produção.[41] No Navy Air Combat Fighter, em 2 de maio de 1975, a USN selecionou o YF-17 em detrimento do YF-16 (no caso, sua variante naval, o Vought Model 1600), dando base ao que se tornaria o F/A-18 Hornet.[21][42][43]
Um F-16C Block 30 da USAF, sobrevoando as montanhas do Alasca, 2011
A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), inicialmente, encomendou 15 aeronaves de desenvolvimento em escala real (FSD), sendo 11 monoplace (único assento) e quatro biplace (assento duplo), para seu programa de provas, sendo reduzido para oito unidades (seis monoplace e dois biplace).[44] O desenho original do YF-16 foi alterado para sua variante de produção, com a fuselagem foi alongada em 26 cm (10.6 in), um radome de nariz maior foi instalado para o radarde controle de tiro Westinghouse AN/APG-66, a área alar foi aumentada de 26 para 28 m2 (280 to 300 sq/ft), a altura da empenagem diminuiu, barbatanas ventrais foram adicionadas, dois hardpoints a mais foram instalados e uma única porta substituiu as portas duplas originais do trem de pouso dianteiro. O peso do F-16 foi aumentado em 25% em relação ao YF-16 devido a essas modificações.[13][21]
Os F-16 de FSD foram produzidos pela General Dynamics em Forth Worth, no Texas, ao final de 1975. O primeiro F-16A saiu da linha de produção em 20 de outubro de 1976, fazendo seu primeiro voo em 8 de dezembro do mesmo ano. O primeiro modelo biplace fez seu primeiro voo em 8 de agosto de 1977. O primeiro F-16A de produção em série voou pela primeira vez em 7 de agosto de 1978 e sua entrega foi aceita pela USAF em 6 de janeiro de 1979. A aeronave entrou no serviço operacional da USAF pelo 34º Esquadrão de Caça Tático (34 TFS), parte da 388º Ala de Caças Táticos (388 TFW), na Base Aérea de Hill, no Utah, em 1º de outubro de 1980.[21]
O F-16 foi oficialmente batizado em 21 de junho de 1980 como Fighting Falcon (Falcão Lutador, em inglês). Seus pilotos e tripulação utilizam o apelido de Viper (víbora, em inglês), devido a uma semelhança percebida com o réptil, bem como ao caça estelar fictício Colonial Viper, da série televisivaBattlestar Galactica, que era exibido na época em que o F-16 entrou em serviço.[21][45]
Em 7 de Junho de 1975, durante o Salão Aeronáutico de Paris, os quatro países do consórcio MFPG anunciaram a escolha do F-16 e a compra de 348 unidades, com 116 para a Bélgica, 58 para a Dinamarca, 72 para a Noruega e 102 para os Países Baixos.[30] A produção seria dividida entre as linhas de montagem da SABCA, em Gosselies na Belgica e Fokker, em Schiphol-Oost nos Países Baixos, produzindo 184 e 164 unidades respectivamente.[46] Peças e subsistemas também seriam produzidos nas plantas da Kongsberg Vaapenfabrikk, na Noruega, e na Terma A/S, na Dinamarca. A co-produção na agora renomeada Forças Aéreas de Participação Europeia (EPAF), foi lançada oficialmente em 1º de julho de 1977, nas instalações da Fokker. A partir de novembro de 1977, os componentes produzidos pela Fokker foram enviados para a General Dynamics, em Fort Worth, para a montagem da fuselagem e, em seguida, reenviados para a Europa para a montagem final das aeronaves da EPAF na SABCA em 15 de fevereiro de 1978; as entregas para a Força Aérea Belga (FAé/Luchtmacht) começaram em janeiro de 1979. A primeira unidade da Real Força Aérea Neerlandesa (KLu) foi entregue em junho de 1979. Em 1980, a Defesa Aérea Norueguesa (Luftforsvaret) recebeu as primeiras unidades, produzidas na Fokker, e a Força Aérea Real Dinamarquesa (Flyvevåbnet) também as recebeu da SABCA.[18][21]
Durante o final dos anos 80 e anos 90, a Turkish Aerospace Industries (TUSAŞ) produziu, sob licença, mais 232 unidades do F-16 Block 30/40/50, em uma linha de produção em Ancara, para a Força Aérea Turca (THK). A TUSAŞ ainda produziu mais 46 unidades do F-16 Block 40 para o Egito nos anos 90 e mais 30 unidades Block 50 nos anos 2000.[47][48] A Korea Aerospace Industries (KAI) abriu uma linha de produção para o programa KF-16, produzindo 120 unidades do Block 52, de meados dos anos 90 até meados dos anos 2000.[49]
Para abrir espaço para a produção do F-35 Lightning II, a Lockheed Martin moveu a produção do F-16, de Forth Worth, no Texas, para Greenville, na Carolina do Sul.[50] A Lockheed entregou o último F-16 produzido em Forth Worth para a Força Aérea Iraquiana (IqAF) em 14 de novembro de 2017, encerrando 40 anos de produção do F-16 naquela planta.[51] A companhia iniciou a produção seriada do F-16V Viper em 2019, baseada em Greenville, embora os trabalhos de engenharia e modernização continuem em Fort Worth.[52] Uma lacuna nas encomendas possibilitou a paralisação da produção durante a mudança;[53] após concluir os pedidos da última encomenda iraquiana, a empresa negociava a venda do F-16 para o Bahrein, que seria produzido em Greenville. Este contrato foi assinado em junho de 2018,[54] com as primeiras unidades saindo da linha de produção de Greenville em 2023.[55]
Um F-16C Block 50 da USAF, durante o exercício Red Flag-Nellis 23-2, em 2023
Uma das alterações feitas durante a produção foi o aumento do controle de arfagem para evitar condições de estol profundo em ângulos de ataque elevados. A questão do estol havia sido levantada durante o desenvolvimento, mas inicialmente foi descartada. Testes de escala do YF-16 conduzidos pelo Centro de Pesquisa Langley (LaRC) revelaram o problema em potencial, porém, nenhum outro laboratório conseguiu replicar tal problema. A campanha de provas de YF-16 também não foi suficiente para expor a questão, com os ensaios em voo posteriores na aeronave FSD demonstrando uma preocupação real com este problema. Como resposta, a área de cada estabilizador horizontal foi aumentada em 25% nas aeronaves do Block 15 em 1981, sendo essa atualização posteriormente adaptada (retrofit) a aeronaves mais antigas.[56] Além disso, um interruptor de acionamento manual para desativar o limitador de voo do estabilizador horizontal foi posicionado de forma proeminente na cabine, permitindo que o piloto, em caso de emergência, retomasse o controle dos estabilizadores horizontais (que, de outra forma, seriam travados pelos limitadores de voo) e recuperasse o controle da aeronave. Além de reduzir o risco de um estol profundo, os profundores maiores ajudaram na estabilidade e diminuiu a distância de decolagem.[44][57]
Nos anos 80, o Programa Multinacional de Melhoria Gradual (MSIP) foi criado para dar evolução as capacidades do F-16, mitigar riscos durante o desenvolvimento de novas tecnologias e assegurar o valor da aeronave. O programa modernizou o F-16 em três estágios. O processo do MSIP permitiu a rápida introdução de novas capacidades, a custos relativamente baixos e riscos reduzidos, se comparado a programas de modernização tradicionais.[58] Em 2012, a USAF alocou US$ 2.8 bilhões para modernizar 350 unidades do F-16, enquanto o F-35 não estava pronto para serviço ativo.[59][60] Uma das principais melhorias foi o auto-GCAS, para reduzir os casos de voo controlado contra o terreno (CFIT).[61] A capacidade de alimentação e refrigeração a bordo limita as atualizações instaladas, que geralmente envolvem a adição de aviônicos que consomem mais energia.[62]
A Lockheed Martin venceu várias licitações para a modernização do F-16 em vários países operadores. A BAE Systems também oferece diversas modernizações para o F-16, recebendo encomendas da Coreia do Sul, Omã, Turquia e da Guarda Aérea Nacional dos Estados Unidos.[63][64] A BAE perdeu o contrato com a Coreia do Sul devido a uma violação do acordo de preços em novembro de 2014.[65] Em 2012, a USAF atribuiu o contrato de modernização total à Lockheed Martin.[66] Atualizações de aviônica incluem o Mostrador Central (CDU) da Raytheon, na qual substituiu vários dos instrumentos analógicos em um único mostrador digital.[67]
Em 2013, os cortes orçamentários decorrentes do sequestro de verbas no governo americano lançaram dúvidas sobre a capacidade da USAF de concluir o Pacote de Extensão Programada de Aviônica de Combate (CAPES) e parte de programas secundários, como a modernização dos F-16 de Taiwan.[68] O comandante do Comando de Combate Aéreo (ACC), General Mike Hostage afirmou que, se tivesse dinheiro apenas para um programa de extensão da vida útil (SLEP) ou para o CAPES, financiaria o SLEP para manter o F-16 em operação.[69] A Lockheed Martin respondeu ao possível cancelamento do programa CAPES com um pacote de atualização com preço fixo para usuários estrangeiros do F-16.[70] O programa CAPES não foi incluído no orçamento do Departamento de Defesa em 2015.[71] A USAF afirmou que o pacote de modernização ainda será oferecido à Força Aéreade Taiwan (ROCAF), e a Lockheed disse que alguns elementos em comum com o F-35 manterão os custos unitários do radar baixos.[68] Em 2014, a USAF fez o pedido de informação para o SLEP de 300 unidades do F-16C/D.[72]
O F-16 é um avião de caça multipropósito tático, monomotor, supersônico e altamente manobrável. O F-16 é bem menor que seus predecessores, utilizando aerodinâmica avançada e aviônica sofisticada, incluindo o primeiro uso de estabilidade estática relaxada e o primeiro uso seriado do sistema de controle de voo computadorizado fly-by-wire (FBW), ambos, visando alcançar um desempenho de manobra aprimorado. Altamente ágil, o F-16 foi o primeiro caça projetado especificamente para realizar manobras até 9 g, podendo chegar a velocidade máxima de 2.450 km/h (Mach 2). Inovações incluem o canopi em forma de bolha, proporcionando uma visão melhorada, o manchemontado na lateral esquerda da cabine, o assento ejetável reclinado em 30º, para reduzir os efeitos das forças g sobre o piloto. O caça é armado com um canhão General Electric M61A1 Vulcan, de 20mm, montado sobre a raiz da asa esquerda, ainda tendo múltiplos hardpoints para a montagem de bombas, casulos, mísseis e tanques destacáveis. O F-16 possui uma taxa empuxo-peso superior a um, fornecendo potência suficiente para subida e aceleração na vertical.[73]
O F-16 foi projetado para ser relativamente barato de produzir e simples de manter, comparado a aeronaves de gerações anteriores. A célula é construída 80% de ligas de alumínio aeronáutico, 8% em aço, 3% em materiais compósitos e 1,5% em titânio. Os flaps de bordo de ataque, os estabilizadores e as aletas ventrais utilizam estruturas de favo em alumínio coladas e revestimento laminado de epóxi-grafite. O número de pontos de lubrificação, conexões de linhas de combustível e unidades substituíveis em linha (LRU) são bem menores do que em caças de eras anteriores, com 80% dos painéis de acesso podendo serem acessados pelas equipes de terra sem necessidade de andaimes ou escadas.[74] A tomada de ar do motor situa-se numa posição inferior e recuada e beneficia da ligeira curvatura descendente do nariz do avião, mas suficientemente à frente para minimizar as perdas de fluxo de ar e reduzir o arrasto aerodinâmico.[75]
Apesar do programa LWF ter previsto uma vida útil de 4.000 horas/voo e capacidade de fazer manobras até 7,33 g com 80% de combustível interno, os engenheiros da General Dynamics decidiram projetar e construir o F-16 com uma vida útil de célula na casa das 8.000 horas/voo e capacidade de manobrar até 9 g com os tanques internos cheios. Isso provou ser vantajoso quando a missão da aeronave mudou de combate ar-ar exclusivo para operações multifuncionais. As mudanças no perfil operacional do F-16 e instalação de novos sistemas aumentaram o peso da aeronave, exigindo múltiplos programas de reforço estrutural.[18]
O F-16 conta com asas em delta cortadas, de geometria fixa, incorporando uma fuselagem integrada aerodinamicamente as asas, geradores de vórtice frontais, tomada de ar montada na ventral da fuselagem (com um splitter plate), alimentando um único motor turbofan, empenagem convencional, com profundores totalmente moveis, um par de aletas ventrais sob a fuselagem, atrás da bordo de fuga da asa, um trem de pouso triciclo, sendo o trem de nariz direcionável e retrátil para trás, ficando a uma curta distância atrás da borda da tomada de ar. A tomada de ar de geometria fixa é mais leve e simples que seus contrapartes de geometria variável, à custa do desempenho de recuperação de pressão em númerosde Mach mais elevados; os projetistas do F-16 consideraram tal troca rentável, uma vez que a aeronave, primariamente, manobraria em velocidades subsônica e transsônica.[76] O F-16 conta com um receptáculo de reabastecimento em voo, localizando logo atrás do canopi. Um par de freios aerodinâmicos são localizados ao final da fuselagem, junto da empenagem, também possuindo na base do estabilizador vertical, um paraquedas de frenagem, além de um gancho de parada (igual aos usados nos aviões que operam em porta-aviões) no meio das aletas ventrais traseiras. A carenagem na base do estabilizador vertical geralmente abriga equipamentos de contramedidas eletrônicas (CME) ou o paraquedas de frenagem. Modelos mais modernos do F-16 contam com uma carenagem dorsal longa, onde eletrônica ou tanques de combustível, são instalados.[21][74]
Estudos aerodinâmicos nos anos 60 demonstraram que o fenômeno de sustentação por vórtices pode ser aproveitado por aeronaves de asas altamente enflechadas para atingir ângulos de ataque mais elevados, utilizando o fluxo de vórtice na borda de ataque de uma superfície de sustentação mais esguia. Com o F-16 sendo otimizado para alta manobrabilidade em combate, os projetistas da General Dynamics optaram por asas em delta cortadas, com enflechamento dos bordos de ataque em 40º e bordos de fuga retos. Para melhorar a manobrabilidade, uma asa de arqueamento variável com um aerofólio NACA 64A-204 foi escolhida. O arqueamento é ajustado pelos flaperons dos bordos de ataque e fuga, ligados a um sistema de controle de voo digital, regulando o envelope de voo da aeronave.[18][74] O F-16 tem uma carga alar moderada, reduzida devido a sustentação provida pela fuselagem.[77] O fenômeno de sustentação por vórtices é amplificado pela extensões de ponta de asa, conhecidos como strakes. Os strakes agem como um par de asas em delta, curtas, originando da raiz da asa (onde a estrutura se encontra com a fuselagem) até um ponto mais a diante da fuselagem. Integrada à fuselagem e ao longo da raiz da asa, a estrutura aerodinâmica gera um vórtice de alta velocidade, que permanece aderido à parte superior da asa, à medida que o ângulo de ataque aumenta, gerando sustentação adicional e permitindo maiores ângulos de ataque sem riscos de estol. Os strakes também permitem uma asa menor e com menos alongamento, o que aumenta as taxas de giro e a estabilidade direcional, ao mesmo tempo que diminui o peso. Raízes de asa mais profundas também aumentam a resistência estrutural da célula, além de aumentar o volume de combustível carregado.[18][78]
O F-16 foi o primeiro caça de produção a ser projetado para ser ligeiramente instável aerodinamicamente, também conhecido como estabilidade estática relaxada, para reduzir o arrasto e melhorar a manobrabilidade.[79] Normalmente, aeronaves são projetadas para ter estabilidade estática positiva, o que faz com que a aeronave retorne à atitude de voo reto e nivelado se o piloto soltar os controles. Esta escolha reduz a manobrabilidade, pois a estabilidade inerente precisa ser superada, e aumenta um tipo de arrasto conhecido como arrasto de compensação. Aeronaves com estabilidade relaxada são projetadas para para serem capazes de aumentar suas características de estabilidade durante manobras, a fim de aumentar a sustentação e reduzir o arrasto, aumentando assim consideravelmente sua manobrabilidade. A velocidades acima de Mach 1, o F-16 ganha estabilidade positiva, devido a mudanças aerodinâmicas.[78][80][81]
Para contrapor a tendência a tendência de se desviar do voo controlado e evitar a necessidade de ajustes constantes de compensação por parte do piloto, o F-16 é equipado com um sistema de controle de voofly-by-wire quadruplo (FLCS). O computador de controle de voo (FLCC) recebe os comandos do piloto, feitos via manche e pedais, e manipula as superfícies de controle, de modo em que elas produzam o resultado desejado sem induzir uma perda de controle. O FLCC conduz milhares de medições por segundo da altitude da aeronave para compensar automaticamente os desvios da trajetória de voo definidos pelo piloto. O FLCC também incorpora limitadores de movimento em seus três eixos, baseado em parâmetros de altitude, velocidade e ângulo de ataque, prevenindo que as superfícies de controle induzam instabilidades, como gilssadas e derrapagens, ou, um altos ângulos de ataque, induzindo um estol. Estes limitadores previnem de manobras que excedam cargas de 9g.[78][80]
Os voos de prova revelaram que "atacar" vários limitadores em um ângulo de ataque elevado e baixa velocidade pode resultar em um ângulo de ataque muito superior ao limite de 25°, coloquialmente chamado de "saída" (departing, em inglês); isso causa um estol profunda; uma queda quase livre com um ângulo de ataque de 50° a 60°, seja na posição normal ou invertida. Nestes ângulos de ataque, a aeronave tem atitude estável, mas os controles de voo são inefetivos. O limitador de arfagem trava os estabilizadores em inclinações extremas, cabrado ou picado, ao tentar recuperação. Este controle pode ser sobreposto, com o piloto "balançando" o nariz da aeronaves, através do controle de arfagem, para recuperar o controle.[82]
Ao contrário do YF-17, que contava com controles hidromecânicos como uma espécie de redundância ao fly-by-wire, a General Dynamics tomou uma iniciativa inovadora em eliminar as conexões mecânicas desde o manche e pedais até as superfícies de controle de voo.[78] O F-16 é totalmente dependente de sistemas elétricos para repassar comandos de voo, ao invés de sistemas mecânicos de controle, o que levou ao apelido inicial de "jato elétrico" e a aforismos entre os pilotos, como "Você não pilota um F-16; ele pilota você."[83] O FLCS quadruplo permite uma "degradação graciosa" (graceful degradation, em inglês) na resposta do sistema de controle de voo, de modo que a perda de um canal transforma o FLCS em um sistema somente triplo.[18][78] O FLCC inicia como um sistema analógico nas variantes A/B do F-16, sendo suplantado por um computador de voo digital do F-16C/D Block 40 para diante.[84][85] Os controles do F-16 sofreram uma sensitividade à eletroestática, descarga electrostática (ESD) e raios.[78] De 70% a 80% da eletrônica utilizada nos modelos C/D são vulneráveis à ESD.[86]
O F-16 conta com um canopi em bolha, provendo um grande campo de visão ao piloto
Uma característica chave do F-16 é seu campo de visão. O canopi em bolha, construído em uma única peça resistente de policarbonato, provém uma visão de 360º na horizontal, com um ângulo de visão inferior de 40º para a lateral da aeronave e 15º abaixo do nariz (comparado com 12º a 13º em aeronaves anteriores); o assento do piloto era elevado para para esse fim. Adicionalmente, o canopi do F-16 omitiu a estrutura frontal em forma de arco encontrada em muitos caças, na qual obstruía a visão frontal do piloto.[21][74] O F-16 conta com um assento ejetor zero-zeroCollins Aerospace ACES II, sendo ele reclinado para trás em 30º (maioria dos caças tem essas reclinações em 13º a 15), acomodando melhor pilotos mais altos e aumentando a resistência à forças G, porém, tem sido associado a relatos de dores no pescoço, possivelmente causadas pelo uso incorreto do encosto de cabeça.[87] Caças americanos subsequentes adotaram um ângulo de reclinação menor em seus assentos, ficando em 20º.[21][74] Devido ao ângulo do assento e a espessura do canopi, o assento ejetor não contava com os "chifres" de quebra de canopi, com a estrutura sendo ejetada antes da catapultagem do piloto.[88]
Cabine do F-16C
O piloto voa a aeronave, primariamente, pelo manche side-stick, instalado no lado direito do piloto (ao contrário do manche tradicional, instalado no centro da cabine), pelas manetes de controle do motor, na direita, e pelos pedais de leme. Para aumentar o grau de controle do piloto sobre a aeronave durante manobras de combate com altas forças G, vários controles e interruptores foram centralizados no manche e manete, no conceito de mãos no manche e manete (HOTAS). A pressão da mão no manche é transmitida por sinais elétricos via fly-by-wire para ajustar as várias superfícies de controle para manobrar a aeronave. Originalmente, o manche era imóvel, mas isso se provou ser desconfortável e de difícil ajuste para os pilotos, as vezes, tendendo a cabrar demais durante a decolagem (over-rotate, em inglês). Devido a isso, o manche se tornou móvel. Desde a introdução do F-16 em serviço, o sistema HOTAS se tornou padrão em caças modernos.
O F-16 contra com um visor eletro-óptico (HUD), na qual projeta informações visuais e de combate a frente do piloto sem obstruir sua visão, sendo capaz de manter a cabeça "fora da cabine", melhorando a consciência situacional do piloto.[89] Outras informações sobre o voo e sistemas são mostradas nos displays multifuncionais (MFD) da cabine. O MFD da esquerda serve como display principal de voo (PFD), mostrando informações do radar e mapas móveis, com o MFD da direita servindo de display do sistema (SD), apresentando informações sobre o motor, trem de pouso, configurações de flapes e slats, e situações de armamento e combustível. Inicialmente, o F-16A/B contava com MFD monocromáticos, com tubos de raios catódicos (CRT), sendo substituídos por telas de LCD coloridas na versão Block 50/52 do F-16C/D.[13][74] A modernização MLU (Mid-Life Update, em inglês) proveu compatibilidade com óculos de visão noturna (NVG). O F-16 recebeu capacidade de uso de miras montadas no capacete (HMD) desde a versão Block 40, com o advento do sistema JHCMS, produzido pela Boeing, dando a capacidade de visualizar as informações do HUD em qualquer direção que a cabeça do piloto ir, dando também a capacidade de disparar mísseis ar-ar off-boresight (fora do eixo central da aeronave), como o AIM-9X Sidewinder.[90][91] O novo HMD Scorpion, produzido pela Thales, também é disponível, podendo vir a substituir o JHCMS no serviço norte-americano.[92]
Em novembro de 2024, foi anunciado que a USAF havia concedido um contrato de US$ 9 milhões à empresa de defesa dinamarquesa Terma A/S, para a instalação de sistemas de audio 3D em aeronaves F-16, em um programa de modernização que foi executado nos dois anos seguintes. O sistema provém áudio digital de alta fidelidade separando os sinais de rádio, alinhando o áudio com as direções de ameaças e integrando um sistema de controle ativo de ruído.[93][94][95]
O F-16A/B recebeu o radar de controle de tiro AN/APG-66
O F-16A/B era originalmente equipado com um radar de controle de tiro (RCT) Westinghouse AN/APG-66. O radar conta com uma antena de arranjo planar com fendas, projetada para ser compacta o suficiente para entrar no pequeno radome do bico do F-16. Em modo de visão superior, o radar aplica uma baixa frequência de repetição de pulso (PRF), para detecção de alvos em média e alta altitude em ambientes de baixo ruído de radar. Em modo look-down/shoot-down (olhar abaixo/atirar abaixo), se emprega um PRF médio, para trabalhar em ambientes com alto ruído. O radar conta com quatro frequências operacionais em banda X, provendo quatro modos operacionais ar-ar e sete modos ar-superfície, incluindo para ações noturnas e em clima adverso. O AN/APG-66(V)2, do F-16A/B Block 15, contou com um processamento de sinais mais avançado, maior potência de saída, melhoras na confiabilidade, aumento no alcance em ambientes com ruido ou interferência eletrônica.[96] O programa de modernização MLU adicionou o AN/APG-66(V)2A, contando com mais memória e velocidade.[97]
Um AN/APG-68, instalado no nariz do F-16C
O AN/APG-68, uma evolução do AN/APG-66, foi introduzido no F-16C/D Block 25.[98][99] O AN/APG-68 conta com maior alcance e resolução, bem como 25 modos operacionais, incluindo mapeamento de superfície, afiamento de feixe doppler, indicação de alvo móvel em superfície (GMTI), alvo naval e rastreio em busca (TWS) de até 10 alvos. O AN/APG-68(V)1 do F-16C Block 40/42 foi adotado um modo de compatibilidade com os casulos de designação de alvo e reconhecimento LANTIRN, além de um modo de rastreio em pulso doppler com alto PRF, provendo guiagem para mísseis ar-ar com localização por radar semi-ativo (SARH), como o AIM-7 Sparrow. O F-16 Block 50/52, inicialmente, utilizou o radar AN/APG-68(V)5, considerado mais confiável, contando com um processador de sinais programável, empregando a tecnologia VHSIC. O F-16 Block 50+/52+ é equipado com o radar AN/APG-68(V)9, com 30% mais distância de detecção ar-ar e modo SAR, para mapeamento de alta resolução e detecção/reconhecimento de alvo. Em agosto de 2004, a Northrop Grumman foi contratada para a modernização dos radares APG-68 para o padrão (V)10, sendo empregado nos F-16 Block 40/42/50/52, provendo detecção autônoma em qualquer condição climática, modos de designação de alvos para armas de precisão, mapeamento de alta resolução e seguimento de terreno, bem como todos os outros modos empregados em versões anteriores do radar APG-68.[74]
O F-16E/F é equipado com o radar AESA AN/APG-80, produzido pela Northrop Grumman.[100][101] A Northrop Grumman também desenvolveu o novo radar AESA para a modernização do F-16, o AN/APG-83 SABR.[102][103] Em julho de 2007, a Raytheon anunciou o desenvolvimento do projeto Radar de Nova Geração (RANGR), baseado no radar AESA AN/APG-79 (adotado pelo F/A-18 Super Hornet), como um competidor aos radares da Northrop Grumman para o F-16.[74][104] Em 28 de fevereiro de 2020, a Northrop Grumman recebeu uma encomenda da USAF para estender o serviço ativo do F-16 até 2048, com o AN/APG-83 como parte do programa de extensão de vida útil (SLEP).[105][106]
Um F-16C da Guarda Aérea Nacional da Carolina do Sul em voo, equipado com mísseis ar-ar, cabide de bombas e casulos de guerra eletrônica, navegação e designação de alvos
Os primeiros F-16 poderiam ser armados com seis mísseis ar-arAIM-9 Sidewinder, de curto alcance, sendo montados em trilhos nas pontas das asas, bem como o míssil ar-ar de médio alcance AIM-7 Sparrow.[13] Variantes mais recentes são equipadas com o míssil ar-ar de médio alcance AIM-120 AMRAAM, montados nos trilhos das pontas das asas, como métodos para diminuir o flutter nas asas.[107] O F-16 também conta com um canhão rotativo M61 Vulcan, de 20mm, montado internamente, logo atrás da cabine, com seus seis canos apontados na lateral esquerda da cabine.[13]
A aeronave pode carregar outros modelos de mísseis ar-ar, além de armamento ar-superfície (como mísseis, bombas e foguetes), além de casulos de guerra eletrônica, navegação e designação de alvos, além de tanques destacáveis, em seus nove hardpoints (seis nas asas, dois nas pontas de asa e um na fuselagem). Dois outros pontos são localizados na fuselagem, perto da tomada de ar do motor, para a montagem de casulos de sensores.[13]
Um F-16C Block 30 decolando com pós-combustão plena, 2010
A primeira planta propulsora selecionada para o F-16 foi o motor turbofanPratt & WhitneyF100-PW-200, uma versão modificada do F100-PW-100, que equipava o F-15 Eagle, com 23.830 lbf (106,0 kN) de empuxo. Durante provas, o motor mostrou ser propenso a estol do compressor e "retrocessos", nos quais o empuxo do motor se reduzia espontaneamente à marcha lenta. Até ter seus problemas sanados, a USAF ordenou que os F-16 operassem a uma distância de "pouso morto" (sem motor) de suas bases.[108] Este foi o motor padrão do F-16 até o Block 25, exceto o Block 15 com a Modernização de Capacidades Operacionais (OCU). A modernização OCU introduziu o motor F100-PW-220 de 23.770 lbf (105,7 kN) de empuxo, posteriormente instalado no Block 32 e 42. Uma das principais modificações foi a instalação da unidade de Controle Eletrônico Digital do Motor (DEEC), que melhorou a confiabilidade e reduziu a ocorrência de estol de compressor. Iniciada a produção em 1988, a versão -"220" também substituiu a "-100" no F-15, visando à padronização entre as plataformas. Muitos dos motores "-220" do Block 25 e posteriores foram atualizados a partir de 1997 para o padrão "-220E", o que aumentou a confiabilidade e a facilidade de manutenção, diminuindo as remoções não programadas de motores em 35%.[21]
O F100-PW-220/220E foram resultados do programa de motores alternativos (AFE) da USAF (jocosamente chamado de "Grande Guerra dos Motores"), na qual a General Electric também entrou como uma das fornecedoras de motores para a aeronave.[109] O turbofan F110-GE-100 foi o motor adotado.[110] Inicialmente, o motor teve seu empuxo limitado a 25 735lbf (114,47kN), devido a tomada de ar (que era projetada para o F100), porém, com o advento do um tomada de ar comum, o F110 pode atingir seu empuxo máximo de 28.984 lbf (128,93 kN).[111] Para diferenciar as versões de motores diferentes, os Blocks equipados com motores General Electric terminaram em 0, com os com motor Pratt & Whitney terminando com o sufixo 2.[21]
O programa de motores de desempenho aprimorado (IPE) levou a instalação do F110-GE-129, com 29 588lbf (131,61kN) de empuxo, no F-16 Block 50, e do F100-PW-229, de 29 160lbf (129,7kN) de empuxo, no Block 52. O F-16 começou a voar com os motores IPE no início dos anos 90. Ao todo, dos 1.446 F-16C/D encomendados pela USAF, 556 foram equipados com motores General Electric F100 e 890 com motores Pratt & Whitney F110.[74] O F-16 Block 60 operados pelos Emirados Árabes Unidos (EAU) são equipados com o motor turbofan General Electric F110-GE-132, com um empuxo máximo de 32.500 lbf (145 kN), sendo o motor de maior empuxo desenvolvido para o F-16.[21]
O F-16 é operado no serviço ativo da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), na Reserva da Força Aérea (AFR), na Guarda Aérea Nacional (ANG), no esquadrão de demonstração aérea da USAF, os Thunderbirds, e como aeronave agressora pela Marinha dos Estados Unidos (USN) no Centro de Ataque Naval e Guerra Aérea (NSAWC).[112][113] Apesar de ser inicialmente projetado para ser um caça de alta manobrabilidade para combate aéreo, o F-16 seria pilotado principalmente por esquadrões da aviação de ataque, que anteriormente operavam aeronaves como o F-105 Thunderchief ou o A-7 Corsair II.[114][115]
Em 11 de setembro de 2001, dois F-16 desarmados foram ativados para interceptar e tentar abater (por meio de abalroamento aéreo) o Voo United Airlines 93, antes do mesmo chegar a Washington D.C, porém, o Voo 93 foi abatido prematuramente pelos sequestradores depois que os passageiros atacaram a cabine de comando. Os F-16 foram enviados para patrulhar o espaço aéreo local e, posteriormente, escoltaram o Força Aérea Um de volta a Washington.[118][119]
O F-16 estava programado para permanecer em serviço na USAF até 2025.[120] Seu substituto é o Lockheed Martin F-35A Lightning II, que deverá começar a substituir gradualmente diversas aeronaves multifuncionais entre os países membros do programa, porém, devido a atrasos no programa, os F-16 da USAF receberam programas de extensão de vida útil, sendo anunciado em 2022 que o tipo será operado por mais duas décadas.[121]
A primeira vitória ar-ar do F-16 foi conquistada pela Força Aérea Israelense (IDF/AF) no Vale do Beca, em 28 de abril de 1981, após abater um Mi-8 sírio com seu canhão.[122] Em 7 de junho de 1981, oito F-16 isralenses, escoltados por seis F-15 Eagle, executaram a Operação Ópera, seu primeiro emprego em uma ação ar-superfície significante. A incursão danificou seriamente Osirak, o reator nuclear iraquiano sendo construído por franceses nas proximidades de Bagdá. O ataque teve a intenção de impedir que o regime de Saddam Hussein utilizasse o reator para a criação de armas nucleares.[123]
No ano seguinte, durante a Guerra do Líbano, F-16 israelenses engajaram caças sírios em um dos maiores combates aéreos envolvendo aeronaves a jato, iniciando no dia 9 de junho e terminando somente dois dias depois. Os F-16 da IDF/AF marcaram 44 vitórias no conflito.[122]
Em janeiro de 2000, Israel adquiriu 102 unidades do F-16I, com o valor de US$ 4.5 bilhões.[124] Os F-16 também foram utilizados em missões de ataque contra alvos no Líbano. F-16 da IDF/AF estiveram participaram de missões na Guerra do Líbano de 2006 e na Operação Chumbo Fundido.[125] Durante e após a Guerra do Líbano de 2006, os F-16 da IDF/AF abateram VANTs de produção iraniana, operados pelo Hezbollah, usando mísseis ar-ar Python V.[126][127]
Em 10 de fevereiro de 2018, um F-16I da IDF/AF foi abatido no norte de Israel após ser atingido por um míssil ar-superfície S-200 da defesa aérea síria.[128] O piloto e o navegador ejetaram em segurança sob território israelense. O F-16I foi parte de uma missão de ataque contra alvos iranianos e sírios na região de Damasco, após um VANT iraniano invadir o espaço aérea israelense e ser abatido.[129] Uma investigação da IDF/AF determinou em 27 de fevereiro de 2018 que a perda do F-16 se deu por erro humano, uma vez que a força aérea concluiu que a tripulação não se defendeu adequadamente.[130]
Em 16 de julho de 2024, o último F-16C Barak-1 (raio, em hebraico) foi retirado do serviço ativo na IDF/AF, restando em uso o F-16D Brakeet e o F-16I Sufa, ambas variantes biplace (duplo assento).[132] Em outubro de 2024, durante a Operação Dias de Arrependimento, os F-16I participaram de operações significativas contra a infraestrutura militar iraniana, enquanto as forças israelenses lançavam ataques coordenados contra os sistemas de defesa aérea e instalações de produção de mísseis do Irã, com o objetivo de degradar as capacidades militares do país e impedir novas agressões.[133][134]
F-16 israelenses também viram ação contra alvos dos Houthis, no Iémen, aproveitando o amplo alcance operacional e o alcance estratégico do F-16, voando uma distância de aproximadamente 1.700 km. Notavelmente, em 26 de dezembro de 2024, como parte da Operação Sons do Vinhedo, a IDF/AF conduziu ataques contra o Aeroporto Internacional El Rahaba, em Saná, além de outras localizações estratégicas, respondente a ataques Houthis em território israelense.[135]
Em 28 de fevereiro de 2026, F-16 israelenses participaram da Operação Rugido do Leão, uma operação militar conjunta de grande escala entre os EUA e Israel contra o Irã. Aproximadamente 200 aeronaves de combate da IDF/AF, incluindo F-16, atacaram simultaneamente cerca de 500 alvos em pelo menos 14 cidades iranianas, incluindo Teerã, Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. Alvos incluíam sistemas de defesa aérea iranianos, lançadores de mísseis balísticos, instalações de comando e controle e aeródromos militares. Os militares israelenses descreveram a ação como uma "campanha muito mais abrangente" do que os ataques anteriores entre EUA e Israel contra o Irã durante a Guerra dos Doze Dias, em junho de 2025.[136]
Em março de 2026, durante a guerra com o Irã, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) alega ter abatido um F-16 israelense, no entanto, a IDF negou qualquer dano às suas aeronaves.[137]
Um F-16D Block 52 da PAF durante o exercício Red Flag, 2016
Durante a Guerrado Afeganistão, os F-16A da Força Aérea do Paquistão (PAF) abateram entre 20 e 30 aviões de guerra soviéticos e afegãos; contudo, a conjuntura política fez com que a PAF reconhecesse oficialmente apenas 9 dessas vitórias, que ocorreram dentro do espaço aéreo paquistanês.[138] De maio de 1986 a janeiro de 1989, os F-16 da Força Aérea do Paquistão (PAF) dos esquadrões Tail Choppers e Griffin, usando principalmente mísseisar-arAIM-9 Sidewinder, abateram quatro Su-22 afegãos, dois MiG-23, um Su-25 e um An-26.[139] A maioria dessas vitórias foi causada por mísseis, mas pelo menos uma, um Su-22, foi destruída por fogo de canhão. Um F-16 foi perdido nesses combates, provavelmente abatido por fogo amigo de outro F-16.[140]
A PAF utilizou seus F-16 em diversos exercícios militares, tanto nacionais quanto internacionais, como o exercício "Indus Vipers" realizado em 2008 em conjunto com a Turquia.[141]
Em 27 de fevereiro de 2019, após seis ataques aéreos da PAF em Jammu e Caxemira, na Índia, autoridades paquistanesas afirmaram que dois de seus caças abateram um MiG-21 e um Su-30MKI pertencentes à Força Aérea Indiana (IAF).[143][144] Autoridades indianas confirmaram apenas a perda de um MiG-21, mas negaram a perda de qualquer Su-30MKI no confronto, classificando as alegações paquistanesas como duvidosas.[145] Além disso, autoridades indianas também afirmaram ter abatido um F-16 pertencente à PAF.[146] Isso foi negado pelo lado paquistanês [147], considerado duvidoso por fontes neutras [148], e posteriormente corroborado por uma reportagem da revista Foreign Policy, que informou que os EUA haviam concluído uma contagem física dos F-16 do Paquistão e não encontraram nenhum desaparecido.[149] Uma reportagem do The Washington Post observou que o Pentágono e o Departamento de Estado se recusaram a comentar publicamente o assunto, mas não negaram a reportagem anterior.[150]
Em outubro de 2025, o Chefe do Estado-Maior da IAF, Amar Preet Singh, afirmou que cinco "caças de alta tecnologia", entre os F-16 e JF-17, foram abatidos pelos sistemas de defesa aérea indianos.[151] Embora tenha se recusado a apresentar provas, ele reiterou sua alegação de agosto de 2025 de que 4 a 5 caças F-16 nos hangares da Base Aérea de Shahbaz, no Paquistão, foram atingidos em ataques indianos durante o Conflito Índia-Paquistão de 2025. No entanto, autoridades de defesa dos EUA haviam refutado anteriormente as alegações indianas, declarando à Reuters que não tinham conhecimento de nenhum F-16 ter sido atingido em território paquistanês.[152]
Após o cessar-fogo na guerra com o Irã em abril de 2026, fontes da mídia indiana relataram que a PAF mobilizou seus caças JF-17 e F-16, bem como aviões-tanque Il-78 e aeronaves de carga C-130. Espera-se que os caças realizem uma missão de escolta para os representantes iranianos, e a Força Aérea do Paquistão (PAF) estabelecerá um escudo protetor sobre o Irã e o Golfo Pérsico para que a delegação iraniana possa viajar a Islamabade para novas negociações com os Estados Unidos.[153] Cinco caças F-16 da PAF também escoltaram o C-32 do vice-presidente dos EUA, JD Vance, até a base aérea de Nur Khan, em Islamabade, para negociações.[154]
A Força Aérea Turca (THK) adquiriu seus primeiros F-16 em 1987. Posteriormente, os F-16 foram produzidos na Turquia em quatro fases do programa Peace Onyx. Em 2015, foram modernizados para o padrão Block 50/52+ com o programa CCIP da Turkish Aerospace Industries (TAI).[155] Os F-16 turcos estão sendo equipados com radares AESA de fabricação nacional e um sistema de guerra eletrônica chamado SPEWS-II.[156][157]
Em 18 de junho de 1992, um Mirage F1 grego caiu durante um combate aéreo com um F-16 turco.[158][159] Em 8 de fevereiro de 1995, um F-16 turco caiu no Mar Egeu após ser interceptado por caças Mirage F1 gregos.[160][161]
Os caças F-16 turcos participam de operações na Bósnia-Herzegovina e no Kosovo desde 1993, em apoio às resoluções das Nações Unidas.[155]
Em 8 de outubro de 1996, sete meses após a escalada do conflito, um Mirage 2000 grego teria disparado um míssil ar-ar R.550 Magic II e abatido um F-16D turco sobre o Mar Egeu.[159] O piloto turco morreu, enquanto o copiloto ejetou-se e foi resgatado pelas forças gregas.[162][163] Em agosto de 2012, após o abate de um RF-4E na costa síria, o Ministro da Defesa turco, İsmet Yılmaz, confirmou que o F-16D turco havia sido abatido por um Mirage 2000 grego com um míssil R.550 Magic II em 1996, perto da ilha de Quios.[164] A Grécia nega que o F-16 turco tenha sido abatido, com ambos os pilotos do Mirage 2000 relataram que o F-16 pegou fogo e que viram somente um paraquedas.[165]
Em 23 de maio de 2006, dois F-16 gregos interceptaram uma aeronave de reconhecimento RF-4 turca e dois F-16 de escolta ao largo da costa da ilha grega de Cárpatos, dentro da FIR de Atenas. Seguiu-se um combate aéreo simulado entre os dois lados, resultando em uma colisão no ar entre um F-16 turco e um F-16 grego. O piloto turco ejetou-se em segurança, mas o piloto grego morreu devido aos ferimentos causados pela colisão.[166]
A Turquia utilizou amplamente seus F-16 no conflito com os insurgentes curdos no sudeste da Turquia e do Iraque. A Turquia lançou seu primeiro ataque transfronteiriço em 16 de dezembro de 2007, um prelúdio para a incursão turca de 2008 no norte do Iraque, que envolveu 50 combatentes antes da Operação Sol. Esta foi a primeira vez que a Turquia realizou uma operação de bombardeio noturno em grande escala, e também a maior operação conduzida pela THK.[167]
Durante a Guerra Civil Síria, os F-16 turcos foram encarregados da proteção do espaço aéreo na fronteira com a Síria. Após a queda do RF-4 em junho de 2012, a Turquia alterou suas regras de engajamento contra aeronaves sírias, resultando em interceptações e abates de aeronaves de combate sírias.[168] Em 16 de setembro de 2013, um caça F-16 da THK abateu um helicóptero Mil Mi-17 da Força Aérea Árabe Síria perto da fronteira com a Turquia.[169] Em 23 de março de 2014, um F-16 da THK abateu um MiG-23 sírio quando este supostamente entrou no espaço aéreo turco durante uma missão de ataque terrestre contra insurgentes ligados à Al-Qaeda.[170] Em 16 de maio de 2015, dois caças F-16 da THK abateram um VANT sírio Mohajer 4 utilizando dois mísseis AIM-9Sidewinder, após este ter invadido o espaço aéreo turco por 5 minutos.[171][172] Um caça F-16 da THK abateu um Sukhoi Su-24 da Força Aérea Russa (VVS) na fronteira entre a Turquia e a Síria em 24 de novembro de 2015.[173]
Em 1º de março de 2020, dois Su-24 sírios foram abatidos por caças F-16 da THK, utilizando mísseis ar-ar, sobre a província de Idlibe, na Síria. Todos os quatro tripulantes dos Su-24 ejetaram em segurança.[174] Em 3 de março de 2020, um avião de treinamento L-39 sírio foi abatido por um F-16 turco sobre a província de Idlibe, na Síria, com seu único tripulante morrendo.[175][176]
Como parte do programa de modernização dos F-16 turcos, novos mísseis ar-ar estão sendo desenvolvidos e testados para a aeronave. O programa GÖKTUĞ, liderado pela TUBITAK SAGE, apresentou dois tipos de mísseis ar-ar denominados Bozdogan (Esmerilhão) e Gokdogan (Peregrino). Enquanto o Bozdogan é classificado como um míssil ar-ar de alcance visual (WVR), o Gokdogan é um míssil ar-ar de alcance além do visual (BVR). Em 14 de abril de 2021, o primeiro exercício de teste real do míssil Bozdogan foi concluído com sucesso e o primeiro lote de mísseis deverá ser entregue à THK ainda no mesmo ano.[177][178]
Em janeiro de 2024, os Estados Unidos aprovaram a venda de 40 novas unidades do F-16 Block 70/72.[179][180] Até 1º de junho de 2026, o Departamento deDefesa dos EUA não havia anunciado publicamente um contrato de produção firme com a Lockheed Martin para a aquisição, pela Turquia, de 40 caças F-16 Block 70/72, embora autoridades turcas tenham declarado que a Carta de Oferta e Aceitação (LOA) havia entrado em vigor após um pagamento inicial.[181]
A Turquia também iniciou o programa de modernização Özgür, desenvolvido internamente, para sua frota de F-16, liderado pela TAI e pela ASELSAN. O programa substitui computadores e aviônicos de missões estrangeiras por sistemas desenvolvidos internamente.[182][183] A fase inicial do projeto Özgür-I focou-se principalmente nas aeronaves do Block 30 e introduziu um computador de missão nacional, software operacional de voo desenvolvido internamente, novos displays de cabine, sistemas de IFF e a integração de armamentos de fabricação turca, como os mísseis ar-ar Bozdoğan e Gökdoğan.[183][184] Já a configuração do Özgür-II destina-se às aeronaves Block 40 e Block 50 e inclui atualizações mais abrangentes, como a integração de radar AESA, sistemas avançados de guerra eletrônica, conjuntos de comunicação aprimorados e compatibilidade com munições guiadas de precisão adicionais de fabricação nacional.[185]
Em 16 de fevereiro de 2015, F-16 egípcios atacaram depósitos de armas e campos de treinamento do Estado Islâmico (ISIS) na Líbia, em retaliação ao assassinato de 21 trabalhadores da construção civil, cristãos coptas egípcios, por militantes mascarados afiliados ao ISIS. Os ataques aéreos mataram 64 combatentes do ISIS, incluindo três líderes, em Derna e Sirte, no litoral.[186]
A Real Força Aérea e Espacial dos Países Baixos (KLu), a Força Aérea Belga, a Força Aérea Real Dinamarquesa (RDAF) e a Força Aérea Real Norueguesa (RNoAF) operaram o F-16.[189] Na maioria das forças aéreas europeias, os F-16 são equipados com paraquedas de frenagem, especificamente para permitir que operem a partir de rodovias.[190]
Um MiG-29 iugoslavo foi abatido por um F-16AM holandês durante a Guerra do Kosovo em 1999. F-16 belgas e dinamarqueses também participaram de operações conjuntas sobre o Kosovo durante a guerra.[13] Caças F-16 holandeses, belgas, dinamarqueses e noruegueses foram mobilizados durante a intervenção de 2011 na Líbia e no Afeganistão.[191][192] Na Líbia, os F-16 noruegueses lançaram quase 550 bombas e realizaram 596 missões, cerca de 17% do total de missões de ataque, incluindo o bombardeio do quartel-general de Muammar Gaddafi.[193][194]
No final de março de 2018, a Croácia anunciou sua intenção de comprar um misto de caças F-16A/B Netz e F-16C/D Barak, usados de Israel, sujeita à aprovação dos EUA.[195] A aquisição desses F-16 permitiria à Croácia aposentar seus MiG-21.[196] Em janeiro de 2019, o acordo foi cancelado porque os EUA só permitiriam a revenda se Israel removesse todos os equipamentos eletrônicos modernizados das aeronaves, enquanto a Croácia insistia no acordo original com todas as atualizações instaladas.[197] No final de novembro de 2021, a Croácia assinou um contrato com a França para a aquisição de 12 unidades usadas do Rafale.[198][199]
Em 19 de maio de 2026, um F-16 da Força Aéreada Romênia (FAR), operando no âmbito da missão de policiamento aéreo do Báltico da OTAN, abateu um VANT ucraniano que estava sob interferência eletrônica russa sobre o território estoniano.[200][201] Em 24 de julho de 2026, outro F-16 da FAR abateu um VANT Shahed (Geran-2) em território romeno.[202][203] Em 26 de julho de 2026, um F-16 romeno abateu um terceiro VANT sobre as águas territoriais da Romênia, em mais um incidente de violação do espaço aéreo.[204][205] Um F-16 romeno destruiu um veículo de superfície não tripulado russo próximo à plataforma marítima Neptun Deep com seu canhão de 20 mm em 20 de agosto, marcando a primeira vez que um F-16 romeno destruiu um drone marítimo.[206][207][208]
Em maio de 2023, uma coalizão internacional composta pelo Reino Unido, Holanda, Bélgica e Dinamarca anunciou sua intenção de treinar pilotos da Força Aérea Ucraniana (PS ZSU) no F-16, visando possíveis entregas futuras para aumentar as capacidades da PS ZSU na Guerra Russo-Ucrâniana. Os EUA confirmaram que aprovariam a reexportação desses países para a Ucrânia.[209] A Dinamarca concordou em ajudar no treinamento de ucranianos no uso do caça. O ministro interino da Defesa dinamarquês, Troels Lund Poulsen, afirmou que a Dinamarca "agora poderá avançar com uma contribuição coletiva para treinar pilotos ucranianos no voo do F-16".[210] Em 6 de julho de 2023, a Romênia anunciou que sediará o futuro centro de treinamento após reunião do Conselho Supremo de Defesa Nacional.[211] Durante a cúpula de Vilnius de 2023, formou-se uma coalizão composta por Dinamarca, Países Baixos, Bélgica, Canadá, Luxemburgo, Noruega, Polônia, Portugal, Romênia, Suécia, Reino Unido e Ucrânia.[212] Vários pilotos ucranianos começaram a treinar na Dinamarca e nos EUA.[213][214] O Centro Europeu de Treinamento F-16, organizado pela Romênia, Holanda e Lockheed Martin por meio de vários subcontratados, foi oficialmente inaugurado em 13 de novembro de 2023.[215] Ele está localizado na 86ª Base Aérea da Força Aérea Romena e pilotos ucranianos começaram a treinar lá em setembro de 2024.[216] Em 17 de agosto de 2023, os EUA aprovaram a transferência de caças F-16 da Holanda e da Dinamarca para a Ucrânia, após os pilotos ucranianos concluírem seu treinamento.[217] A Holanda e a Dinamarca anunciaram que, juntas, doarão até 61 caças F-16AM/BM Block 20 MLU à Ucrânia, assim que o treinamento de pilotos for concluído.[218][219]
Em abril de 2026, surgiram relatos de que pilotos ucranianos de F-16 em treinamento com a Força Aérea Real (RAF) estavam sendo instruídos a operar em ambientes sem GPS devido à extensa guerra eletrônica e interferência de sinal russas encontradas durante a Guerra Russo-Ucraniana. Segundo instrutores da RAF envolvidos no programa, os pilotos foram treinados em navegação visual em baixa altitude e métodos de orientação baseados no terreno, com o objetivo de compensar a degradação dos sistemas de navegação por satélite.[220]
Em 13 de maio de 2024, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que "F-16 da Dinamarca estarão sobrevoando a Ucrânia dentro de alguns meses". A Dinamarca enviará um total de 19 F-16.[221] Até o final de julho de 2024, os primeiros caças F-16 foram entregues à Ucrânia.[222] Em 4 de agosto de 2024, o presidente Volodymyr Zelensky anunciou publicamente que o F-16 já estava em serviço operacional na Ucrânia. Zelenskyy declarou na cerimônia de inauguração: "Os F-16 estão na Ucrânia. Nós conseguimos. Estou orgulhoso dos nossos militares que estão dominando essas aeronaves e já começaram a usá-las em nosso país." [223]
Em 26 de agosto de 2024, F-16 ucranianos foram supostamente usados para interceptar mísseis de cruzeiro russos pela primeira vez.[224] Também no dia 26 de agosto, um F-16 ucraniano caiu e seu piloto, Oleksii Mes, morreu enquanto interceptava alvos aéreos russos durante os ataques com mísseis de cruzeiro. A causa está sendo investigada.[225]
Em 13 de dezembro de 2024, a PS ZSU declarou que um F-16 abateu seis mísseis de cruzeiro russos. Dois foram abatidos por mísseis de médio alcance, outros dois por mísseis de curto alcance e os outros dois teriam sido abatidos por um canhão de 20 mm.[226]
Em 12 de abril de 2025, um F-16 ucraniano foi abatido na região de Sume, muito provavelmente pelo sistema de mísseis S-400.[227] A equipe do sistema S-400 recebeu uma recompensa de 15 milhões de rublos de uma empresa privada russa de extração de petróleo.[227] Em outubro de 2025, quatro caças F-16 haviam sido perdidos pela PS ZSU, com três pilotos mortos.[228]
Em julho de 2026, um F-16 abateu um Su-35 russo, marcando o primeiro combate aéreo em que um F-16 ucraniano abateu um caça russo.[229]
Um F-16A da FAV decolando durante o exercício CRUZEX 2006
A Força Aérea da Venezuela (FAV) foi a primeira operadora latino-americana do F-16 e os utilizou em missões de combate.[189] A Venezuela recebeu permissão para adquirir 24 F-16 no início da década de 1980, encomendando 24 unidades do modelo A/B construídas segundo o padrão Block 15, embora inicialmente tivessem solicitado 72. A compra foi justificada ao governo americano como uma defesa contra o comunismo, especificamente contra os caças MiG-23 e MiG-21 cubanos, e foi utilizada para equipar o Esquadrão 161 "Caribes" e o Esquadrão 162 "Gavilanes" do Grupo Aéreo de Caza No. 16 "Dragones".[230] Durante a tentativa de golpe de Estado na Venezuela em novembro de 1992, dois caças F-16A pertencentes a forças leais ao governo conseguiram abater dois aviões OV-10 Bronco e um AT-27 Tucano pilotados pelos rebeldes, estabelecendo superioridade aérea para as forças governamentais.[230]
Em janeiro de 2021, a empresa canadense de defesa Top Aces anunciou que havia recebido os primeiros F-16 de propriedade civil em sua sede nos EUA, em Mesa, Arizona.[238] Em um processo de aprovação que levou anos, eles compraram um lote de 29 caças F-16A/B Netz da Força Aérea Israelense (IDF/AF), incluindo vários que participaram da Operação Ópera. Um ano depois, a primeira dessas aeronaves concluiu as extensas atualizações do sistema de missão AAMS, incluindo radar AESA, HMCS, ECM e enlace de dados tático. No final de 2022, elas iniciaram operações regulares, voando como aeronaves de treinamento de combate aéreo contratadas para esquadrões de F-22 e F-35 da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) nas bases aéreas de Luke e Eglin, além de apoiar exercícios em outras bases da USAF e do USMC.[239]
Os modelos do F-16 são identificados por números de lotes (conhecidos por Blocks) crescentes que indicam as atualizações.[240] Os Blocks abrangem as versões monoposto (A,C e E) e biposto (B,D e F). Diversas melhorias de software, hardware, sistemas, compatibilidade de armamentos e estruturais foram implementadas ao longo dos anos para atualizar gradualmente os modelos de produção e modernizar as aeronaves já entregues.[41]
Embora muitos F-16 tenham sido produzidos de acordo com esses projetos básicos, houve muitas outras variantes com mudanças significativas, geralmente devido a programas de modificação. Outras mudanças resultaram em especialização de funções, como as variantes de apoio aéreo aproximado e reconhecimento. Vários modelos também foram desenvolvidos para testar novas tecnologias.
F-16A Block 5 da USAF, 1981F-16A/B: Variante inicial de produção;[241]
Block 1: Versão de produção inicial, distinguia-se visualmente pela redoma do radar de controle de tiro AN/APG-66 pintada de preto, profundores menores e a antena UHF perto da tomada de ar. 94 unidades produzidas, maioria atualizadas para o Block 10 em 1982 através do programa Pacer Loft I.[241][242]
Block 5: Versão de produção pós Block 1. Radome do radar pintada em cinzento devido aos pilotos afirmarem, que a anterior pintada a preto era demasiado visível. O radome cinza se tornaria padrão nos F-16 após este padrão. 197 unidades produzidas, atualizadas para o padrão Block 10 em 1983 através do programa Pacer Loft II.[241]
Block 10: Variante de produção pós Block 5, contando com atualização dos aviônicos, sem modificações externas. 312 unidades produzidas ou convertidas de Blocks anteriores, via programa Pacer Loft.[241][243]
Block 15: Variante modernizada do F-16A/B, com maiores profundores, reforços estruturais na célula, provisões para disparo do míssil BVRAIM-7 Sparrow, novos hardpoints (abaixo da tomada de ar), melhoras no radar de controle de tiro, novos rádios UHF criptografados (Have Quick I) e melhorias no sistema de ar condicionado da cabine. 983 unidades produzidas;[241]
Block 15OCU (Atualização de Capacidades Operacionais, em inglês): Variante modernizada do Block 15, contando com reforços estruturais, melhoria dos aviónicos e sistema de controle de tiro, novo motor turbofanPratt & Whitney F100-PW-220E, capacidade para transportar e disparar o míssil ar-superfícieAGM-65 Maverick, o míssil ar-ar BVR AIM-120 AMRAAM e o míssil antinavioAGM-119 Penguin. Todos os Block 15 produzidos após janeiro de 1988 foram-no segundo o padrão OCU, além de 214 unidades do Block 15 anteriormente produzidas que foram atualizadas;[241]
Block 15ADF (Caça de Defesa Aérea, em inglês): Variante modernizada do Block 15OCU para a Guarda Aérea Nacional (ANG). Equipada com o radar de controle de tiro AN/APG-66A (variante modificada para defesa aérea do AN/APG-66), novos rádios HF, novo sistema IFF, um holofote instalado na lateral do nariz e maior capacidade de carga de mísseis AIM-7 Sparrow (e posteriormente AIM-120 AMRAAM). 271 unidades convertidas;[244]
Block 20: Variante do Block 15OCU produzida para Taiwan com novos sistemas instalados na modernização MLU (Atualização de Meia Vida, em inglês), similar aos utilizados no Block 50/52. 150 unidades produzidas;[241]
Block 15 MLU (Atualização de Meia Vida, em inglês): Modernização aplicada nos F-16 Block 1/5/10/15 noruegueses, dinamarqueses, holandeses, belgas e portugueses. A modernização encompassa nova aviônica (incluindo radar de controle de tiro, computador de missão, IFF, HUD, MFD, sistemas de navegação, comunicação e guerra eletrônica), provisões para novos armamentos e casulos eletro-ópticos. A modernização deu capacidades similares aos Block 50/52, sendo designados como F-16AM/BM. 384 unidades convertidas.[245]
F-16C Block 42 da USAF, 2000F-16C/D: Variante com novos motores, radar de controle de tiro e aviônica;
Block 25: Primeira variante do modelo C/D, equipado com o novo sistema de controle de tiro (principalmente o novo radar de controle de tiro, o AN/APG-68, com maior alcance, melhor resolução e mais modos de operação), novo HUD, glass cockpit, novos sistemas de comunicação, navegação e guerra eletrônica, capacidade de disparo do míssil ar-superfícieAGM-65 Maverick, o míssil ar-ar BVR AIM-120 AMRAAM. 234 unidades produzidas;[246]
Block 30/32: Segunda variante do modelo C/D, tendo como principal modificação, a adoção do programa AFE (Motor de Caça Alternativo, em inglês), contando com o novo motor General Electric F110 (com blocks terminados em 0), além do Pratt & Whitney F100 (com blocks terminados em 2), utilizado desde o início do F-16. Devido a isso, o Block 30 conta com uma baia de motor e uma tomada de ar padronizada ára ambos os motores. Além disso, houveram modificações leves na aviônica e capacidade de disparo de mísseis antirradiaçãoAGM-45 Shrike e AGM-88 HARM. 733 unidades produzidas;[247]
Block 40/42: Terceira variante do modelo C/D, com maiores capacidades de operação all-weather (todo tempo) e noturna. A variante contra com melhor aviônica, como uma nova variante do radar de controle de tiro AN/APG-68, a (V)5, novos sistemas de controle de voo digitais, novo HUD, receptor de GPS e provisão para sistemas internos de guerra eletrônica e o novo sistema de navegação e designação de alvos Martin-Marietta LANTIRN. Além disso foi integrado a capacidade de disparo bombas guiadas a laserGBU-10, GBU-12 e GBU-24 Paveway, além de bombas planadorasGBU-15. 615 unidades produzidas;[248]
Block 50/52: Quarta variante do modelo C/D, com novos motores turbofan, actualizações ao nível do software, adequação da cabine para ambiente noturno. O Block 50/52 carrega novos aviônicos (variantes do radar de controle de tiro AN/APG-68, novo RWR e IFF e sistema de navegação). 813 unidades produzidas;[249]
Block 50D/52D: Variante Wild Weasel do F-16 Block 50/52, voltada a missões de SEAD (supressão de defesas aéreas inimigas, em em inglês). A variante conta integração com casulos de designação de alvos, tanto a laser (Lockheed Martin Pave Penny) quanto por detecção antirradiação (AN/ASQ-213 HTS). A nova variante do míssil antirradiação AGM-88 HARM II foi integrado;[249]
Block 50/52 Plus: Variante melhorada do Block 50/52. O Block conta com novo radar de controle de tiro AN/APG-68(V)9, novo IFF, novo sistema de guerra eletrônica, provisões para uso do HMCS (visor montado no capacete), OBOGS (sistema de geração de oxigênio a bordo), sistema de aviso de aproximação de míssil passivo, provisões especiais para o lançamento em condições meteorológicas adversas da munição Joint Direct Attack Munition (JDAM) e capacidade para usar tanques de combustível de maior capacidade e conformais (CFT).[249]
Block 70/72: Variante modernizada do modelo C/D, com novos motores e aviônica, também conhecido como F-16V. O Block conta com novo radar de controle de tiro AESA AN/APG-83 SABR, novo MFD central, IRST, sistema automático de prevenção de colisões com o solo e novo assento ejetorMartin-Baker. Estas variante pode ser tanto produzida quanto convertida de unidades antigas;[250]
Um F-16E Block 60 da UAEAF durante o Red Flag 09-5, em 2009F-16E/F Block 60: Variante modernizada baseada no F-16C/D Block 50, produzido para os Emirados Árabes Unidos. O Block era equipada com novo radar de controle de tiro AESA AN/APG-80, novo IFF, HUD, novo sistema de contramedidas (chaff/flare) e autodefesa (RWR/MAWS), capacidade de operação do casulo de designação de alvos/navegação AN/ASQ-28 IFTS. Novos tanques de combustível conformais (CFT), similares aos do F-16 Block 50/52 Plus. Capacidade de disparo de novas armas, como o míssil ar-ar AIM-132 ASRAAM, míssil ar-superfície AGM-84E Standoff Land Attack Missile (SLAM) e bombas planadorasAGM-154 JSOW. 80 unidades produzidas;[251]
Hardpoints: Seis sob as asas, três sob a fuselagem (dois deles para sensores) e dois trilhos de lançamento de mísseis ar-ar nas pontas das asas. Todos contam com capacidade para até 7.700 kg (17,000lb) de carga.
↑Somente três anos após a General Dynamics ter proposto o nome Falcon, inviabilizado por já ser usado pela Dassault, e passando por Viper, Eaglet, Persuader, Condor e Mustang.
↑Quando armado com mísseis Sparrow, a capacidade de carga de mísseis Sidewinder cai para quatro;
↑JDAM é um kit de guiamento de bombas de emprego geral (burras), podendo ser instaladas em bombas da série Mk, de 227 a 907 kg;
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