Ir para o conteúdo

Samba-reggae

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Samba reggae)
Samba-reggae
Origens estilísticassamba duro, reggae, funk, soul, merengue, salsa e ritmos do Candomblé, tais como vassi, agueré, alujá e avamunha
Contexto culturalDécada de 1980 e 1990
Instrumentos típicosAgogô, percussão, atabaque, tambor, pandeiro
PopularidadeBastante popular na Bahia
Outros tópicos
Axé music, pagode baiano

Na música, o samba-reggae é um sub-gênero musical nascido no estado da Bahia criado e difundido pelo maestro Neguinho do Samba,[1] pela fusão entre o samba brasileiro - mais especificamente o samba duro - e o reggae jamaicano.[1]

História

[editar | editar código]

"Era o ano de 1986 e o mestre Neguinho do Samba regia a bateria do Olodum, no Pelourinho, centro histórico de Salvador. A música era Faraó, de Luciano Gomes, ainda hoje uma das mais tocadas no carnaval de Salvador e que é considerada a “célula máter” do samba- reggae."[2]

Os precursores do ritmo que se espalhou pelo Brasil e pelo mundo são os blocos afro Olodum e Muzenza. O samba-reggae é, ainda, um ritmo central nas obras de artistas e grupos como Margareth Menezes, Jau, Banda Didá, Malê Debalê, Carlinhos Brown, Timbalada, Banda Reflexus, entre outros, e também no universo da Axé music em geral.[3]

Tributo da Banda Didá ao fundador do gênero, Neguinho do Samba, em 2010

O samba-reggae, nasceu da fusão do samba duro[4] com o reggae, com influências do merengue, da salsa, do soul, do funk e de ritmos do Candomblé, tais como vassi, agueré, alujá e avamunha.[5][6]

Ver também

[editar | editar código]

Referências

  1. a b Margareth Menezes (3 de abril de 2014). «A história do samba-reggae». Revista Raça Brasil. Consultado em 30 de abril de 2016 
  2. Pinto, Tania Regina (11 de abril de 2022). «Samba-reggae, sagrado e profano». Primeiros Negros. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  3. Pinto, Tania Regina (11 de abril de 2022). «Samba-reggae, sagrado e profano». Primeiros Negros. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  4. Almerinda Guerreiro (2000). A trama dos tambores: a música afro-pop de Salvador. [S.l.]: Editora 34. 21 páginas. 8573261757, 9788573261752 
  5. Adonay Ariza (2006). Eletronic samba: a música brasileira no contexto das tendências internacionais. [S.l.]: Annablume. pp. 306 a 309. 8574196037, 9788574196039 
  6. IZQUIERDO, J. F. ; SILVA, G. S. ; BITTENCOURT, J. M. C. D. . AFROBOOK MAPEAMENTO DOS RITMOS AFRO BAIANOS. 1. ed. Salvador/Bahia: Associação Pracatum Ação Social - APAS, 2017.

Ligações externas

[editar | editar código]