Vitória Futebol Clube (Setúbal)

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Vitória de Setúbal
Logo VFC.png
Nome Vitória Futebol Clube
Alcunhas Sadinos
Vitorianos
"Os Originais"
Setubalenses
Mascote "Sadino" Roaz Corvineiro (golfinho do Rio Sado)
Fundação 20 de novembro de 1910 (107 anos)
Estádio Estádio do Bonfim
Capacidade 18,642

Público recorde: 40 000

Localização Setúbal
Presidente Portugal Fernando Oliveira
Treinador Portugal José Couceiro
Patrocinador Coreia do Sul KIA
Material (d)esportivo Dinamarca Hummel
Competição Primeira Liga
2016/17 10º
2015/16 15º
2014/15 14º
Website [1]
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Temporada atual
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O Vitória Futebol Clube, também conhecido como Vitória de Setúbal, ou pelo acrónimo VFC, MHIHOBMHIP, é um clube desportivo português sediado na cidade de Setúbal.

A modalidade principal é o futebol, sendo que os principais feitos conquistados são 3 Taças de Portugal, 1 Taça da Liga, 1 Mini Copa do Mundo, 2 Taças Ibéricas, 1 Supertaça Ibérica, 3 Taças Ribeiro dos Reis (ex-competição oficial) e 1 Taça Teresa Herrera. Tem como lema: "O Vitória não é grande, é ENORME". Além do futebol, este clube distingue-se também em outras modalidades, tendo sido Campeão Nacional de Futebol de Praia em 2007/2008 e 2009/2010. Tem cerca de 2000 atletas em todas as modalidades.

Utiliza como cores principais o verde e branco e a sua mascote é o ''Sadino'' um roaz corvineiro (espécie de Golfinho que habita o Rio Sado).

O Vitória Futebol Clube tem 8.900 sócios (devido à remuneração ocorrida em Março de 2017) e cerca de 300 000 adeptos, espalhados pelo distrito de Setúbal, pelo país e por todo o mundo, sendo um dos clubes com maior massa associativa do país.

O ano de 2005 ficará na memória de todos os vitorianos pela reconquista da Taça de Portugal, 32 anos depois, ganhando ao Benfica por 2-1 com golos de Manuel e Meyong pelo Vitória, bem como pela conquista da Supertaça Ibérica frente ao Bétis de Sevilha em Ayamonte, com golos de Nandinho e Ricardo Chaves pelo Vitória.

No ano de 2008 fez história ao conquistar a 1ª edição da Taça da Liga, batendo o Sporting Clube de Portugal por 3-2 após as grandes penalidades (0-0 no tempo regulamentar) defendendo o guarda-redes Eduardo 3 dessas penalidades.

A 24 de Junho de 1932 foi feito Oficial da Ordem de Benemerência, a 31 de Janeiro de 1986 foi feito Membro-Honorário da Ordem do Infante D. Henrique e a 10 de Maio de 1999 foi feito Membro-Honorário da Ordem da Instrução Pública.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Origens e Primeiro Período de Ouro[editar | editar código-fonte]

No dia 10 de Novembro de 1910 após um desentendimento com os seus companheiros do Bomfim Foot-ball Club, Joaquim Venâncio, Henrique e Manuel Gregório, resolveram fundar um novo clube. Joaquim Venâncio incentivava os colegas dissidentes com a frase: “a vitória será nossa”, e o clube Sport Vitória se chamou.

 A 20 de Novembro o clube estava formado, mas só a 5 de Maio do ano seguinte, na primeira Assembleia Geral da sua história, e por sugestão de Joaquim Correia da Costa o clube passa a chamar-se oficialmente Victória Foot-ball Club.

Em 1913 o Vitória adquiriu o seu primeiro recinto, o saudoso Campo dos Arcos (demolido em 1971), a casa do Vitória de 1913 a 1962, e onde o Vitória viveu momentos espectaculares na sua história.

O Vitória inicia a participação em campeonatos inscrevendo-se na Associação de Lisboa, porque o Campeonato de Lisboa era o único disputado no país. Após alguns sucessos nas segundas categorias do Campeonato Regional de Lisboa (em 1917-18, 1921-22 e 1925-26) o Vitória participa nas primeiras categorias na época 1918/19.

Em 1923-24, após a conquista do Campeonato de Lisboa em segundas categorias, o clube sadino é convidado a disputar a final do Campeonato de Lisboa com o Casa Pia. O Vitória com um golo de João dos Santos (antiga glória do clube nos anos 20 e 30 e titular da selecção nacional) vence por 1-0 os 'gansos' e conquista assim o primeiro Campeonato de Lisboa na sua rica história.

Em 1926/27, o Vitória conquista o seu segundo Campeonato de Lisboa, após terminar em primeiro lugar num Campeonato recheado de grandes equipas, como o Benfica, Sporting, Belenenses, Carcavelinhos, Casa Pia, Império. Nessa mesma época, o Vitória alcançou a final do Campeonato de Portugal, sucumbindo na final por 3-0 contra o Belenenses.

Mais tarde, juntamente com outros clubes do Distrito, o Vitória funda a Associação de Futebol de Setúbal e abandona a de Lisboa.

Durante o resto dos anos 20 o Vitória mostra que é mesmo um dos maiores clubes do país, com várias vitórias no Campeonato de Setúbal (a partir de 1927-28), duas vitórias no Campeonato de Lisboa, 3 vitórias no Campeonato de Lisboa em segundas categorias, uma vez finalista do Campeonato de Portugal, vencedor de vários troféus internacionais (no Brasil, por exemplo, onde venceu em 1929 a Taça Estado de São Paulo vencendo por 3-1 o São Paulo) e tendo nas suas equipas vários jogadores internacionais portugueses, como é o caso de João dos Santos, Armando Martins, Camolas, Octávio Cambalacho, Francisco Silva ''Caramelo'', Francisco Nazaré, Raul Alexandre, Joaquim Ferreira, Matias Carlos, entre outros.

Primeiros insucessos e estabilidade na Primeira Divisão[editar | editar código-fonte]

Em 1934-35, o Vitória é um dos oito clubes fundadores do Campeonato Nacional da Primeira Divisão, tendo-se classificado logo na primeira temporada em 5º lugar. Em 1935-36, mais uma boa classificação, outra vez com um óptimo 5º lugar. Infelizmente, na época seguinte, a equipa não praticou um futebol bonito, e acabou por descer de divisão.

Voltou em 1939-40, mas não se aguentou e voltou a descer em último lugar com apenas 1 vitória em todo o Campeonato e apenas 7 golos marcados!!!

Em 1942-43, graças a uma excelente época, o Vitória consegue a tão ansiada subida de divisão e chega pela primeira vez na sua história à final da Taça de Portugal, graças a uma meia-final espectacular onde vence o categorizado Porto por 7-0. Na final, a experiência do Benfica contou mais e o Vitória acabou derrotado por 5-1, com o golo solitário marcado por Amador. Nem mesmo com tamanha derrota o clube se atemorizou, e para a história fica a invasão de mais de 10.000 vitorianos às Salésias e a criação do que foi para a posterioridade uma das maiores legiões de adeptos da história do futebol nacional, o temido VIII Exército.

Na temporada 1943-44, começa o começo da afirmação do Vitória na Primeira Divisão portuguesa, que dura até aos dias de hoje. Nesses anos da década de 40 o Vitória chega a uma final da Taça de Portugal, vence o Campeonato de Setúbal por 4 vezes (em 1943-44, 1944-45, 1945-46 e 1946-47) e consegue as seguintes classificações na Primeira Divisão:

  • 1943/44- 7º lugar; 18 jogos; 7 vitórias, 3 empates e 8 derrotas; 52 golos marcados, 50 golos sofridos; 17 pontos;
  • 1944/45- 5º lugar; 18 jogos; 9 vitórias, 1 empate e 8 derrotas; 44 golos marcados e 49 golos sofridos; 19 pontos;
  • 1945/46- 7º lugar; 22 jogos; 8 vitórias, 2 empates e 12 derrotas; 47 golos marcados e 59 golos sofridos; 18 pontos;
  • 1946/47- 9º lugar; 26 jogos; 8 vitórias, 4 empates e 14 derrotas; 45 golos marcados e 50 golos sofridos; 20 pontos;
  • 1947/48- 10º lugar; 26 jogos; 8 vitórias, 3 empates e 15 derrotas; 38 golos marcados e 64 golos sofridos; 19 pontos;
  • 1948/49- 11º lugar; 26 jogos; 8 vitórias, 4 empates e 14 derrotas; 39 golos marcados e 61 golos sofridos; 20 pontos;
  • 1949/50- 10º lugar; 26 jogos; 10 vitórias, 3 empates e 13 derrotas; 50 golos marcados e 70 golos sofridos; 23 pontos;

Neste período, o Vitória estabiliza-se na Primeira Divisão e tem vários bons jogadores, como é o caso de Francisco Rodrigues, que foi o melhor marcador do Campeonato em 1943-44 e 1944-45, (com 28 e 21 golos respectivamente) Aníbal Rendas, António Figueiredo, Baptista, Pina, Nunes, Francisco Primo, Jacinto Forreta, Vasco, Campos, Montês, Passos, Cardoso Pereira, Armindo, entre outros.

No começo da década seguinte, o Vitória acaba o campeonato de 1950-51 em posição confortável, mas no último jogo do campeonato (vitória sadina por 2-1 frente ao Oriental) supostamente houve subornos de dirigentes do Vitória a jogadores do Oriental e o Vitória acabou relegado para a Segunda Divisão. Finda uma época no escalão secundário, em 1952-53 o Vitória volta à principal competição do futebol nacional com uma nova geração de jogadores (a antecessora da geração de ouro do clube). As enchentes nos Arcos contra qualquer clube eram uma constante e o Vitória entra logo em 1952-53 com um espectacular 6º lugar no Campeonato.

Na época seguinte, o Vitória não se classifica assim tão bem no campeonato mas é na Taça que o clube deixa as suas melhores impressões, chegando pela segunda vez na sua história à final da ''prova rainha'' em 1953-54. O Vitória enfrenta na final o Sporting, após ter eliminado o Boavista nas 1/2 finais com uma espectacular reviravolta de 6-0 nos Arcos (contra a derrota no Porto por 6-2) que colocou o Vitória no Estádio Nacional. Na final, que foi muito polémica, o Vitória acabou derrotado por 3-2, mas diz quem esteve lá e viveu esses momentos, que o Vitória foi completamente ''assaltado'' pelo árbitro, que no terceiro golo do Sporting não viu (ou não quis ver) o nítido fora de jogo. Os golos sadinos foram marcados por Soares. Após tanto escândalo, a equipa do Vitória foi recebida em Setúbal em festa e os sócios e adeptos do Vitória entregaram a Taça Recompensa aos jogadores, em honra daqueles que teriam sido os verdadeiros vencedores do troféu.

Também na época 1956-57, a presença na final do Jamor foi quase uma certeza, mas o Vitória não aguentou a vitória conquistada uma semana antes por 1-0 frente ao Covilhã, e na cidade dos 'leões da serra' o clube sadino perdeu por 3-0. Durante toda a década de 50 o Vitória alcançou razoáveis posições na liga, estabilizando-se nos lugares a metade da tabela:

  • 1950/51- 12º lugar; 26 jogos; 8 vitórias, 4 empates e 14 derrotas; 31 golos marcados e 58 golos sofridos; 20 pontos;
  • 1952/53- 6º lugar; 26 jogos; 11 vitórias, 5 empates e 10 derrotas; 40 golos marcados e 33 golos sofridos; 27 pontos;
  • 1953/54- 12º lugar; 26 jogos; 7 vitórias, 4 empates e 15 derrotas; 51 golos marcados e 66 golos sofridos; 18 pontos;
  • 1954/55- 8º lugar; 26 jogos; 8 vitórias, 6 empates e 12 derrotas; 37 golos marcados e 52 golos sofridos; 22 pontos;
  • 1955/56- 9º lugar; 26 jogos; 7 vitórias, 6 empates e 13 derrotas; 57 golos marcados e 64 golos sofridos; 20 pontos;
  • 1956/57- 10º lugar; 26 jogos; 8 vitórias, 4 empates e 14 derrotas; 40 golos marcados e 59 golos sofridos; 20 pontos;
  • 1957/58- 11º lugar; 26 jogos; 9 vitórias, 4 empates e 13 derrotas; 37 golos marcados e 59 golos sofridos; 22 pontos;
  • 1958/59- 6º lugar; 26 jogos; 11 vitórias, 5 empates e 10 derrotas; 53 golos marcados e 64 golos sofridos; 27 pontos;
  • 1959/60- 13º lugar; 26 jogos; 5 vitórias, 8 empates e 13 derrotas; 26 golos marcados e 52 golos sofridos; 18 pontos;

Neste período, o Vitória teve alguns dos seus melhores jogadores de sempre do clube, como é o caso de Emídio Graça, Artur Vaz, Soares, Pinto de Almeida, Inácio, António Fernandes, Casaca, Orlando Barros, João Mendonça, Manuel Joaquim, Miguel Diogo, Polido, Bira, Baptista, Francisco Primo e Jacinto Forreta (estes últimos também jogadores na década anterior), entre outros. É esta geração de jogadores que segundo os adeptos setubalenses, foram os grandes impulsionadores para a geração seguinte, a de 60 e 70, que quase foi campeã nacional.

É também nesta década de 50 que foi começada a construção do Estádio do Bonfim, muito por causa da obra do presidente Mário Ledo, que comprou os terrenos do Bonfim e mandou à construção dum estádio que fosse mais digno do clube que era o Vitória, pois o Campo dos Arcos já era minúsculo para as ambições do ENORME.

Em 1959-60, e muito por causa dessa 'geração de 50' já estar veterana, o Vitória acabou por descer de divisão. Curiosamente, foi a partir daqui que o clube sadino montou as alicerces para o que viria a ser uns anos depois.

Em 1960-61, o Vitória não consegue a subida de divisão (ficou em 3º na Zona Sul) e fica-se pelos 1/4 de final da Taça de Portugal (apesar de ter derrotado por 4-1 o campeão europeu Benfica e 1-0 o Sporting). Tudo viria a ser feito na época seguinte, com a subida de divisão alcançada no último jogo de sempre realizado nos Arcos (vitória por 3-1 contra o Braga) e a tão esperada final da Taça de Portugal. Mais uma vez, não foi à terceira que o Vitória a venceu, tendo perdido desta feita por 3-0 contra o Benfica, mas o 'Super-Vitória' estaria quase a chegar.

A era dourada[editar | editar código-fonte]

Em 16 de Setembro de 1962, foi inaugurado o tão esperado Estádio do Bonfim com capacidade para 35.000 lugares, tendo sido na altura um dos mais modernos e mais bonitos estádios portugueses a ser construídos. Com a construção do Estádio do Bonfim, o Vitória passou a ter um futuro muito risonho, e estreou-se logo nas competições europeias no ano de estreia do Bonfim, em 1962-63.

A nível interno, o Vitória cada vez mais ganhava 'peso'. Em 1962-63, além de se ter estreado nas competições europeias (mais precisamente na Taça das Taças) o clube alcançou ainda o digno 9º lugar na Primeira Divisão e a conquista do Troféu Ribeiro dos Reis (que conquistaria também em 1968-69 e 1969-70).

Em 1963-64, o Vitória ficou em 7º no campeonato e chegou aos 1/4 de final da Taça de Portugal.

Em 1964-65, o Vitória ficou em 5º no campeonato e após anos e anos, conquistou a sua primeira Taça de Portugal, vingando-se da derrota 3 anos antes, vencendo o Benfica por 3-1 (com golos de José Maria, Jaime Graça e Armando), um resultado justo e que carimbou o Vitória para os grandes êxitos.

Em 1965-66, o clube voltou a classificar-se em 5º no campeonato e voltou a ir à final da Taça de Portugal, desta vez defrontando o Braga (a quem tinha ganho duas semanas antes por 8-1) mas a sorte sorriu aos bracarenses, que venceram por 1-0 o detentor do troféu.

O Vitória não desistiu e em 1966-67, após mais uma vez tendo-se classificado em 5º no campeonato, conquistou a sua segunda Taça de Portugal, batendo a Académica (vice-campeã nacional nessa época) por 3-2 (com golos de José Maria, Guerreiro e Jacinto João), num jogo que durou 144 minutos, fruto de dois prolongamentos. Esta final de 1967, aliás, é considerada por muitos como a melhor final de sempre da Taça de Portugal, muito por causa do futebol das duas equipas e da rivalidade simpática que existia entre os adeptos das duas.

Em 1967-68, o Vitória alcançou um feito histórico, tendo mais uma vez classificado-se em 5º no campeonato e chegado mais uma vez à final da Taça de Portugal, a 4ª consecutiva. Desta vez, enfrentou o Porto, mas os dragões levaram a melhor e venceram por 2-1, com golo sadino a ter sido marcado por Pedras, numa final que não teve favoritos (já se pode ver bem a grandeza do Vitória nesses tempos).

Em 1968-69, o Vitória alcança a sua melhor classificação no campeonato até então, um magnífico 4º lugar. Mas as surpresas não acabariam aqui, porque apesar da saída do mestre Fernando Vaz no final dessa temporada, veio para o seu lugar o mestre José Maria Pedroto.

E com José Maria Pedroto, viu-se o melhor Vitória FC de todos os tempos, que de 1969 a 1974 imiscui-se entre Sporting e Benfica na luta pelo título, alcançando três vezes o 3º lugar (em 1969-70, 1972-73 e 1973-74), uma vez o 4º (em 1970-71, igualando o 4º lugar de 1968-69) e uma vez o 2º lugar (em 1971-72), a melhor classificação do clube na Primeira Divisão, além de ter alcançado mais uma vez a final da Taça de Portugal em 1972-73, perdida contra o Sporting outra vez por 3-2 (com golos vitorianos marcados por Duda e Vicente).

A nível internacional, também o Vitória forjou o seu nome como um dos maiores clubes da Europa, vencendo a Mini-Copa do Mundo em 1970, a Taça Teresa Herrera em 1968, 2 Troféus Ibéricos em 1968 e 1974, o Troféu Palma de Maiorca em 1970, o Troféu Primaz de Badajoz em 1973, entre muitos outros. Ainda no ano de 1970, foi inaugurada a iluminação do Estádio do Bonfim, passando assim a poder receber jogos à noite. A juntar a isso, também os adeptos do Vitória se destacavam, tendo sido considerada a mais apaixonada massa associativa do país, enchendo o Bonfim com qualquer outro clube (como fazia nos Arcos, anos antes) e invadindo qualquer campo ou estádio fora.

Neste período de ouro do Super-Vitória europeu, destacaram-se jogadores como Jacinto João, o melhor jogador de sempre do Vitória, José Maria, Conceição, Tomé, Arcanjo, José Torres, Carlos Cardoso, Herculano, Duda, José Mendes, Carriço, Rebelo, Octávio Machado, Matine, Câmpora, Vital, Wágner, Guerreiro, Vítor Baptista, Figueiredo, Alfredo Moreira, Jaime Graça, Mourinho Félix, Quim, Carlos Manuel, Pedras, Vaz, Torpes, Augusto, Petita e Caíca, entre outros.

O Vitória nas competições europeias[editar | editar código-fonte]

Em 1962-63, o Vitória estreou-se nas competições europeias, mais precisamente na Taça das Taças, graças a uma temporada 1961-62 inesquecível onde chegou à final da Taça de Portugal. O Vitória, apesar de ter perdido por 3-0 essa final, foi o representante português como vencedor da Taça de Portugal na competição, pois o Benfica já se tinha qualificado para a Taça dos Campeões Europeus. No sorteio, calhou ao Vitória o Saint-Étienne, o melhor clube francês da época. O Vitória acabou eliminado da competição logo à 1ª Eliminatória, porque mesmo apesar de ter empatado 1-1 em França (até esteve a ganhar 0-1 com um golo de Mateus) os franceses venceram o clube português no Bonfim por 0-3, valendo a sua experiência europeia, contra a quase nenhuma do Vitória.

Em 1965-66, o Vitória voltou outra vez à Taça das Taças, como representante português por ter ganho em 1964-65 a Taça de Portugal ao Benfica. Desta vez, calhou ao Vitória o Aarhus, clube da Dinamarca. O clube setubalense voltou a ser eliminado pelos dinamarqueses, por estes terem ganho na Dinamarca por 2-1 (golo vitoriano de Quim) e de terem vencido no Bonfim também por 1-2 (golo vitoriano de Jaime Graça).

Em 1966-67, o Vitória estreou-se na Taça das Cidades com Feira (depois Taça UEFA, actual Liga Europa) devido ao 5º lugar alcançado na Primeira Divisão de 1965-66. Após o Vitória ter passado automaticamente logo a Primeira Eliminatória, nos 1/8 de final, coube ao clube sadino a poderosa Juventus. A 'vecchia signora' fez pelo nome e eliminou tranquilamente o Vitória (3-1 em Itália e 0-2 em Lisboa).

Em 1967-68, o Vitória carimbou a sua última participação na Taça das Taças, eliminando o Fredikstad da Noruega e acabando eliminado pelo Bayern de Munique (que na altura tinha Gerd Muller, Sepp Maier e Beckenbauer no plantel).

Com já alguma experiência nestas competições, o Vitória alcançou pela primeira vez os 1/4 de final da Taça das Cidades com Feira em 1968-69. O seu percurso na competição foi espectacular, eliminando primeiro o Linfield Belfast (o campeão da Irlanda do Norte), depois o Lyon (com um espectacular 5-0 em casa diante de um Bonfim cheio) e depois a Fiorentina (com um 3-0 em casa). Nos 1/4 de final, calhou ao Vitória o Newcastle United de Inglaterra. O Vitória, que estava empolgado para passar desta vez às 1/2 finais, acabou surpreendido pelas más condições climatéricas em Inglaterra e acabou por perder por 5-1. Na segunda mão, a pedido do então presidente Fernando Pedrosa que os adeptos enchessem o estádio e não deixassem de apoiar a equipa, os setubalenses não desistiram e venceram mesmo por 3-1 os ingleses, mas não foi suficiente, e o Vitória caiu em pleno Bonfim. Em 1969-70, o Vitória chega aos 1/8 de final da Taça das Cidades com Feira, eliminando primeiro o Rapid Bucareste e depois o Liverpool (em pleno Anfield Road) e acabando eliminado pelo Hertha de Berlim (com uma derrota totalmente injusta por 1-0 na Alemanha).

Em 1970-71, o Vitória alcançou mais uma vez os 1/4 de final da Taça das Cidades com Feira, eliminando desta vez o Lausanne, o Hadjuk Split (campeão jugoslavo), o Anderlecht e acabando eliminado pelo Leeds United.

Em 1971-72, o Vitória alcança pela terceira vez os 1/8 de final da Taça UEFA (antiga Taça das Cidades com Feira) eliminando o Nîmes, o Spartak de Moscovo (foi a primeira vez que uma equipa russa veio a Portugal) com um espectacular 4-0 em casa (maior enchente de sempre do Estádio do Bonfim, com 40.000 pessoas) e acabando por ser eliminado surpreendentemente pelo UT Arad.

Em 1972-73, talvez a melhor prestação do Senhor Vitória (como era conhecido e temido naquele tempo) em provas europeias, chegando à mesma aos 1/4 de final da Taça UEFA, mas eliminando o Zaglebie (campeão polaco) com uns escandalosos 6-1 em casa, a Fiorentina e o Inter de Milão. Nos 1/4 de final, a passagem às 1/2 finais foi quase uma certeza, pois o Vitória estava a vencer o Tottenham por 2-0 em casa e no último minuto de jogo, o Tottenham fez o 2-1, num dos momentos mais tristes da história do Vitória, em que os vitorianos já preparavam a inédita ida às 1/2 finais da competição.

Na época seguinte, o Vitória chegou mais uma vez (como era hábito) aos 1/4 de final da Taça UEFA, eliminando o Beerschot, o Molenbeek e o Leeds United, e acabando por ser eliminado pelo Estugarda.

Em 1974-75 (já após o 25 de Abril) o Vitória acabou por sucumbir logo na primeira eliminatória frente ao Saragoça (perdendo por 4-0 em Espanha).

Em 1975-76, o Vitória desta vez participou na Taça Intertoto, ficando em 2º lugar no Grupo 10. Após esta última presença na Taça Intertoto, o Vitória teve que esperar mais de 20 anos para poder voltar a participar numa competição europeia, e essa vez chegou em 1999-2000, com o Vitória a ser eliminado pela Roma logo na 1ª Eliminatória, graças a um autêntico atropelamento em Itália (vitória da Roma por 7-0), não valendo de nada a vitória em casa por 1-0. Em 2005-06, graças à vitória na Taça, o clube teve a chance de participar novamente na Taça UEFA, tendo sido eliminado muito injustamente pela Sampdoria.

Em 2006-07 e em 2008-09, o Vitória alcançou as suas últimas presenças na Taça UEFA, tendo sido eliminado em ambas pelo Heerenveen da Holanda.

Percurso do Vitória nas competições europeias:

  • 1962/63- Taça das Taças; 2 jogos; 1ª Eliminatória; Saint-Étienne (França) 1-1; 0-3
  • 1965/66- Taça das Taças; 2 jogos; 1ª Eliminatória; Aarhus (Dinamarca) 1-2; 1-2
  • 1966/67- Taça das Cidades com Feira; 2 jogos; 1/8 de final; Juventus (Itália) 1-3; 0-2
  • 1967/68- Taça das Taças; 4 jogos; 1/8 de final; Fredikstad (Noruega) 5-1; 2-1
  • Bayern de Munique (Alemanha) 2-6; 1-1
  • 1968/69- Taça das Cidades com Feira; 8 jogos; 1/4 de final; Linfield Belfast (Irlanda do Norte) 3-0; 3-1
  • Lyon (França) 5-0; 2-1
  • Fiorentina (Itália) 3-0; 1-2
  • Newcastle (Inglaterra) 1-5; 3-1
  • 1969/70- Taça das Cidades com Feira; 6 jogos; 1/8 de final; Rapid Bucareste (Roménia) 3-1; 4-1
  • Liverpool (Inglaterra) 1-0; 2-3
  • Hertha de Berlim (Alemanha) 1-1; 0-1
  • 1970/71- Taça das Cidades com Feira; 8 jogos; 1/4 de final; Lausanne (Suíça) 2-0; 2-1
  • Hadjuk Split (Croácia) 2-0; 1-2
  • Anderlecht (Bélgica) 1-2; 3-1
  • Leeds United (Inglaterra) 1-2; 1-1
  • 1971/72- Taça UEFA; 6 jogos; 1/8 de final; Nîmes (França) 1-0; 1-2
  • Spartak de Moscovo (Rússia) 0-0; 4-0
  • UT Arad (Roménia) 0-3; 1-0
  • 1972/73- Taça UEFA; 8 jogos; 1/4 de final; Zaglebie Sosnowiec (Polónia) 6-1; 0-1
  • Fiorentina (Itália) 1-0; 1-2
  • Inter de Milão (Itália) 2-0; 0-1
  • Tottenham (Inglaterra) 0-1; 2-1
  • 1973/74- Taça UEFA; 8 jogos; 1/4 de final; Beerschot (Bélgica) 2-0; 2-0
  • Molenbeek (Bélgica) 1-0; 1-2
  • Leeds United (Inglaterra) 0-1; 3-1
  • Estugarda (Alemanha) 0-1; 2-2
  • 1974/75- Taça UEFA; 2 jogos; 1ª Eliminatória; Saragoça (Espanha) 1-1; 0-4
  • 1975/76- Taça Intertoto; 6 jogos; 2º Lugar no Grupo 10; Celik Zenica (Bósnia e Herzegovina) 1-2; 1-1
  • Banik Ostrava (República Checa) 2-1; 0-1
  • Elfsburgo (Suécia) 2-0; 1-1
  • 1999/00- Taça UEFA; 2 jogos; 1ª Eliminatória; AS Roma (Itália) 0-7; 1-0
  • 2005/06- Taça UEFA; 2 jogos; 1ª Eliminatória; Sampdória (Itália) 1-1; 0-1
  • 2006/07- Taça UEFA; 2 jogos; 1ª Eliminatória; Heerenveen (Holanda) 0-3; 0-0
  • 2008/09- Taça UEFA; 2 jogos; 1ª Eliminatória; Heerenveen (Holanda) 1-1; 2-5
Competição Jogos Vitórias Empates Derrotas Golos marcados Golos sofridos Maior alcance
Taça das Taças 8 2 2 4 13 17 1/8 de final (1967-68)
Taça das Cidades com Feira 24 13 2 9 46 31 1/4 de final (1968-69 e 1970-71)
Taça UEFA 32 12 6 14 36 42 1/4 de final (1972-73 e 1973-74)
Taça Intertoto 6 2 2 2 7 6 2º lugar no Grupo 10 (1975-76)
Total 70 29 12 29 102 96

Momentos de crise e mais glórias[editar | editar código-fonte]

Depois do 25 de Abril o Vitória perdeu alguma pujança no futebol português, deixando de lutar pelo título nacional, muito devido à ''lei da rolha'' que dizia que os jogadores eram livres de irem para que clube quisessem, e da quebra das fábricas conserveiras (o grande ganha-pão do Vitória) depois do golpe de estado em 1974. Ainda assim, durante todo o resto da década de 70, o Vitória continuou a ter sempre boas classificações no campeonato nacional, além de continuar a vencer torneios internacionais, como é o caso do prestigiado Torneio Cidade de Zamora em 1981, e de continuar a dar alguns jogadores à selecção A, mas já sem a força da primeira metade da década.

Nos anos 80, o clube continuou a fazer resultados razoáveis no campeonato, mas a crise estava à vista de todos e o Vitória FC desceu de divisão em 1985-86, após mais de 2 décadas seguidas com os 'grandes'. O clube, no entanto, muito com a força dos seus associados, subiu de divisão logo no ano seguinte e em 1987-88 estava de volta à Primeira Divisão, agora muito melhor financeiramente e com uma equipa de estrelas, com Mészáros, Jorge Martins, Crisanto, Quim, Edmundo, Jorge Ferreira, Flávio, Dito, Jaime Pacheco, Mladenov, Jordão, Manuel Fernandes, Aparício, Vítor Madeira e Roçadas, entre outros. No final da década de 80, esperava-se que o clube voltasse aos 'velhos tempos', mas em 1990-91 a surpresa abalou tudo e todos e o Vitória caiu novamente na Segunda Divisão.

Só em 1993-94 o Vitória voltou à competição maior, e mesmo assim começou o campeonato horrivelmente. No entanto, o clube ergueu-se e após a vitória por 5-2 frente ao Benfica os 'sadinos' acabaram o campeonato em 6º lugar, a apenas 4 pontos da Taça UEFA. Yekini, com 21 golos, foi o melhor marcador do campeonato, como aliás, já tinha sido na Segunda Liga em 1992-93, com 34 golos. No entanto, o Vitória estava mergulhado numa crise que não tardava em passar, e em 1994-95 desceu novamente de divisão, em último lugar no campeonato nacional.

Sobe novamente em 1996-97 e em 1998-99, o Vitória conseguiu o 5º lugar na liga, e chegou mesmo à Taça UEFA, depois de 23 anos. No entanto, em 1999-00, o Vitória desceu mais uma vez, não aguentando o ritmo das competições europeias com a Taça de Portugal e o Campeonato. Até 2004-05 o Vitória caiu mais 1 vez, mas é precisamente no ano de novo regresso à Primeira Liga que o Vitória volta aos seus grandes momentos, vencendo o Benfica por 2-1 na final da Taça de Portugal. Também em 2005, o Vitória venceu a Supertaça Ibérica, vencendo por 2-1 o Bétis.

Em 2005-06 como que revivendo a sua época dourada, o Vitória voltava à final da Taça de Portugal, desta vez para perder com o FC Porto por 1-0. Pelo meio o Vitória perdeu as duas finais da Supertaça com Benfica (1-0) e FC Porto (3-0), mas em 2007/08 numa época memorável e comandados por Carlos Carvalhal, os sadinos chegam novamente à Europa com um 6º lugar, chegam à meia-final da Taça de Portugal e conquistam a Taça da Liga batendo na final o Sporting após desempate por grandes penalidades. (3-2 nas grandes penalidades).

Últimos anos[editar | editar código-fonte]

Nos últimos anos, o Vitória tem vivido tempos difíceis, lutando na maior parte das vezes pela manutenção na Primeira Liga Portuguesa. O clube tem actualmente 8.400 sócios e a melhor classificação que teve nos últimos tempos foi um 7º lugar na Liga portuguesa em 2013-14. O Vitória chegou também por duas vezes às 1/2 finais da Taça da Liga em 2014-15 e 2016-17, e atingiu também os 1/8 de final da Taça de Portugal em 2013-14 e 2016-17.

Símbolo[editar | editar código-fonte]

O símbolo actual do Vitória Futebol Clube e o utilizado desde a década de 1920 do século XX.

O símbolo do Vitória Futebol Clube inclui um castelo com três torres (representando os três castelos da região: Castelo de S. Filipe, Castelo de Palmela e Forte de Sesimbra), uma roda de bicicleta (uma das modalidades principais na génese do clube), um pergaminho com o local e data de fundação, um ramo de Oliveira (representando a vitória e os valores de honra a ela associados de acordo com a mesma simbologia na Grécia Antiga), uma bola de futebol e um escudo verde e branco. Sabe-se ainda que o Vitória teve antes dois símbolos, muito mais simples, do qual sobressai à mesma o escudo verde-e-branco com os dizeres ''V.F.C.'' Não se sabe, no entanto, com exactidão, a origem e os motivos que justificaram a evolução do emblema.

Modalidades[editar | editar código-fonte]

O Vitória Futebol Clube sempre foi um um clube eclético, tendo sido sempre um dos clubes nacionais com mais modalidades no país, e com isso, um dos que tem mais títulos.

O Vitória FC (sem ser o futebol sénior) teve as seguintes modalidades na sua rica e longa história:

  • Aikido
  • Andebol
  • Atletismo
  • Basquetebol
  • Chinquilho
  • Ciclismo
  • Futebol de Formação
  • Futebol de Salão
  • Futsal
  • Ginástica
  • Halterofilismo
  • Hóquei em Campo
  • Jogo de Pau
  • Judo
  • Karaté
  • Motorismo
  • Natação
  • Pesca Desportiva
  • Pólo Aquático
  • Râguebi
  • Taekwondo
  • Ténis
  • Ténis de Mesa
  • Tiro
  • Voleibol
  • Xadrez

Aikido[editar | editar código-fonte]

A secção de aikido do Vitória FC surgiu em 1977, por iniciativa do Engenheiro Carmo Ferreira. Em 1982 foi aberta a classe de crianças. Em meados dos anos 80 do século XX, a direcção do Vitória propôs à secção de aikido a construção de um ginásio sob as bancadas do Estádio do Bonfim. Esta tratou de contactos e apoios para erguer esse espaço, que foi inaugurado em 1988 com a designação de ''Ginásio 5''. Em todos estes anos, passaram cerca de 1.000 praticantes pelas classes de Aikido do Vitória e nela foram formados 15 cintos pretos, não havendo nenhum outro clube em Portugal que tenha igualado esse número. Foram eles: Manuel Galrinho (5º dan), António Galrinho (4º dan), Carmo Ferreira (3º dan), Eunice Palhano, Heitor Manuel Matos, José Miguel Sanches, Pinto Marques, Rodrigo Gouveia (2º dan), Carlos Salsinha, Conceição Mascarenhas, Heitor Miguel Matos, José Gomes da Silva, Luís Eiras, Manuel Simões e Mário Chaínho (1º dan). A secção de aikido já recebeu comitivas de outros países e esteve presente em vários encontros no estrangeiro: Espanha, França, Suíça, Bélgica, Inglaterra, Marrocos, Brasil e Japão, sendo por isso e por mais razões uma das mais históricas modalidades do Vitória Futebol Clube.

Andebol[editar | editar código-fonte]

O andebol foi introduzido no Vitória de Setúbal em 1957, após a realização de um Torneio Popular de Andebol de ''7'' organizado pelo jornal ''O Setubalense'', e em que participaram várias equipas constituídas, principalmente, por praticantes da modalidade nos principais estabelecimentos de ensino de Setúbal que competiam nos Campeonatos da Mocidade Portuguesa. Devido ao sucesso do Torneio e à popularidade da modalidade, a direcção do Vitória, presidida por Mário Ledo, resolveu criar a secção de andebol, convidando para director Olindo Anacleto Preto e para treinador Raul Gamito Gomes. Pouco tempo depois, realizaram-se eleições no Vitória e novamente sob o comando de Mário Ledo, foi nomeado director do andebol o dirigente Júlio da Silva Tavares, que foi indiscutivelmente o grande impulsionador e obreiro da modalidade no Vitória de Setúbal. Logo na década de 60, começaram a despontar os primeiros grandes valores do andebol do clube, entre os quais Joaquim Tavira (o primeiro internacional do andebol vitoriano), Octávio Albino, José Luís Cunha da Silva, Manuel Manita (mais tarde treinador do Vitória e seleccionador nacional), Carlos Custódio e Vítor Dias. Nos finais da década seguinte, surgiu o mais talentoso dos jogadores setubalenses, António Morais, o mais internacional jogador sadino, que havia de capitanear a equipa numa fase de novo fulgor entre os anos de 1981 e 1989. Foram as épocas de ouro do andebol vitoriano, com o Pavilhão Antoine Velge sistematicamente lotado. No campeonato nacional, a equipa sénior conseguiu um 2º e vários 3ºs lugares, chegando a lutar várias vezes pelo título. Como títulos oficiais, o Vitória FC conta com 1 Campeonato Nacional da Segunda Divisão, em 1980-81, 1 Campeonato Nacional da Terceira Divisão, em 2008-09, 1 Campeonato Nacional de Júniores, em 1974-75, 1 Campeonato Nacional de Júniores da Segunda Divisão, em 1990-91, além de vários campeonatos regionais. Actualmente, e após ter passado algumas dificuldades, a equipa sénior milita na Segunda Divisão Nacional, e desde a época 2015-16 que tem lutado pela subida à Primeira Divisão, com o Pavilhão Antoine Velge a ter recebido grandes enchentes desde aí e a ter-se tornado novamente um inferno.

Atletismo[editar | editar código-fonte]

A modalidade começou a ser praticada no Vitória nos anos de 1920, quando encontrou em César Neto um dos seus maiores propagandistas. O mesmo estreou-se em Lisboa numa prova de 9 quilómetros, com as cores do Vitória, alcançando o 1º lugar e vencendo nomes consagrados na época. Depois desta primeira fase de sucessos, o Vitória só voltou a encontrar um novo período áureo nos anos 60, quando pela mão do treinador e antigo atleta Fernando Marques, se destacaram alguns nomes de entre os muitos que brilharam nessa fase: Adelaide Marques, especialista em barreiras e salto em comprimento; Adelaide Pereira, Amélia Carriço, Célia Ezequiel e Fernando Ferreira, velocistas; Irene Gomes, destacada corredora de 800 e 1.500 metros e Maximiano Pinheiro, campeão nacional de 10.000 metros e de corta-mato. O segundo período de sucesso, aconteceu nos anos 70, quando o Vitória viu, pela primeira vez, atletas suas (Cristina Abreu e Zaida Camalhão), embora ainda que júniores, integrarem a selecção nacional sénior que alcançou a meia-final da Taça da Europa. Durante esta década de 1970, o atletismo vitoriano viveu os seus melhores anos, com Cecília Ganilho a deter a segunda melhor marca absoluta do lançamento do disco; Rui Silva sagrou-se campeão nacional de júniores em salto em altura em 1978; Jorge Grave, lançador do martelo e do disco, foi um dos maiores valores nacionais de sempre; Fernando Marques foi uma enorme esperança no lançamento do dardo e outros nomes como os de Fernando Neutel, José Santos, António Caravela, Luís Serrano e Artur Nogueira fizeram grandes classificações nos mais variados ramos do atletismo. Nos anos 80, Maria José Travessa, saltadora em altura, chegou a ser recordista nacional absoluta e arrecadou vários títulos nacionais com as cores da camisola do Vitória de Setúbal. Também Ana Freire, Fernando Tavares, Ricardo Pires e Sérgio Brito na velocidade; André Couto no salto em altura; Cláudia Ferreira e Liberata Borralho no lançamento do disco; Daniel Pó e Luís Neves no salto em comprimento; e João Sebastião e Orlando Alves nos 400 metros barreiras asseguraram as boas campanhas de atletismo do Vitória Futebol Clube. O atletismo, é aliás, a modalidade do Vitória que conta com maior número de títulos conquistados, quer a nível regional, quer a nível nacional e que mais atletas levou à selecção nacional.

Basquetebol[editar | editar código-fonte]

O basquetebol masculino surgiu no Vitória Futebol Clube no ano de 1933, pela mão de Manuel Ferro, tendo em 1948 apresentado, pela primeira vez, uma equipa de júniores, treinada por Manuel Rui Fernandes. Esta secção foi extinta em 1955, devido aos seus elevados custos, mas veio a ser reactivada em 1963. Nesta década a equipa conheceu enorme dinamismo, chegando a movimentar mais de 100 atletas de competição. O sector masculino estava dividido em 4 categorias, estando o grupo de seniores a participar na Primeira Divisão Nacional, com excelentes resultados. Na intenção de formar os seus próprios jogadores, o Vitória criou as secções de infantis, de juvenis e de juniores cujos técnicos eram, em 1963, Fernando Vasco, Aurélio Faria e Rui Farinha, respectivamente. Em 1963 foi criada a secção feminina, embora só tenha oficializado no ano seguinte, com a participação na Taça Annegret Costa. A equipa feminina foi mesmo campeã regional em 1964 e no campeonato nacional classificou-se em 4º em 1964-65 e em 3º em 1965-66. Na época de 1970-71, a equipa sadina mantinha as três equipas masculinas e uma feminina, e iniciou um grupo de mini-basquetebol. Em 1973-74 começaram as primeiras competições no novo escalão de iniciados. Foi 2º classificado do Distrito e participou na fase final do 1º Campeonato Nacional em Viseu, com o Barreirense, Porto e Beira-Mar. Então, a modalidade voltou a paralisar e só veio a ser retomada em 1989. Em 1993-94, o Vitória subiu à Primeira Divisão Nacional (com uma equipa recheada de grandes talentos, como Mike Yoest, Jay Lee ou Carlos Freira), esteve na final da Taça da Liga dos Clubes, ganhando a série na qual participaram as equipas do Sporting, Estrela da Avenida, Imortal e Barreirense, e jogou com o Benfica, no Crato (tendo sido este jogo televisionado). A modalidade foi extinta em 1995.

Chinquilho[editar | editar código-fonte]

A secção foi fundada nos anos de 1930, e a modalidade cotou-se como uma das melhores formações nacionais, tendo nas suas fileiras o tri-campeão nacional João Carvalho Formiga.

Ciclismo[editar | editar código-fonte]

O ciclismo é uma modalidade de sempre do Vitória de Setúbal. Fez-se representar por várias vezes, sempre com brilho, na volta a Portugal e, apesar de ter terminado em 1952, por lá pedalaram nomes como Álvaro Amaro, Salvador Vilas, Albuquerque, Vasco, Carlos Ferraria, Horizonte Rosa, Joaquim Amaro, João Santos, Libertino de Matos, Pinto Ribeiro, Duarte Ferreira, João de Oliveira, António Vieira e Carvalheira Nunes (estes últimos 6 participaram na volta a Portugal de 1951 em representação do Vitória), entre outros. Saliente-se, nos anos 20, a ciclista Oceana Zarco, uma das melhores ciclistas nacionais, vencedora da 3ª volta a Lisboa em 1926, da 1ª volta ao Porto em 1926 e da 1ª volta a Setúbal em 1929, um autêntico símbolo da história do Vitória FC e das mulheres, que na altura, tinham muitos poucos direitos. Em 1999, pela mão de Silvino Corvo, o Vitória de Setúbal decidiu regressar às lides velocipédicas voltando a ter uma equipa de ciclismo. Apesar da sua curta duração, a mesma participou na volta a Portugal de 2000, Taça de Portugal, volta ao Alentejo, volta ao Algarve e alcançou os títulos de campeão nacional/ contra-relógio individual (Sérgio Paulinho) e campeão nacional/ contra-relógio por equipas através dos seus atletas Sérgio Paulinho, Hermano Vieira, Bruno Nunes, Ivo Amendoeira e Luís Gouveia.

Futebol de Salão[editar | editar código-fonte]

A modalidade, fundada por Fernando Coelho em 1989, existiu durante 9 anos. O sucesso do futebol de salão no Vitória de Setúbal foi praticamente imediato, já que, ao entrar directamente na Segunda Divisão Nacional, foi campeão nacional. Posteriormente, e durante a sua existência, desenvolveu um excelente trabalho grangeando prestígio a nível nacional e internacional. O Vitória de Setúbal foi escolhido para organizar o segundo grupo da Taça dos Campeões Europeus de Futebol de Salão em 1992, a final da Taça de Portugal e o estágio da selecção nacional.

Futsal[editar | editar código-fonte]

A 8 de Junho de 2000, sob proposta de João Vila-Lobos, foi criada a secção de futsal feminino do Vitória Futebol Clube. Em 4 de Setembro de 2002, foi criada a secção de futsal masculino.

Ginástica[editar | editar código-fonte]

Em 1963, foi criada uma comissão denominada Secção para as Instalações Desportivas, a qual era constituída por José Páscoa, José Sousa, Manuel Machado, Manuel Manita, Rui Quintas e Silvério Jones. Todos se comprometeram a realizar festivais, excursões e outras actividades até se concluirem as obras para a criação da Secção de Ginástica, aproveitando as infra-estruturas existentes nos baixos das bancadas do Estádio do Bonfim, nomeadamente no lado Norte. Após alguns anos e várias adversidades, a secção de ginástica do Vitória abriu as suas portas em Outubro de 1973, iniciando a actividade com classes que abrangiam uma faixa etária entre os 3 e os 10 anos de idade. Com o decorrer do tempo e a franca expansão da modalidade, os ginásios do Vitória FC tornaram-se locais de culto da prática desportiva na cidade de Setúbal, chegando a ter 1.700 alunos inscritos actualmente. Decidiram então os responsáveis da modalidade participar em eventos competitivos nas modalidades de ginástica desportiva, tumbling e trampolins, onde de imediato, uma atleta, Ana Cristina dos Santos se evidenciou, ao sagrar-se campeã nacional de duplo-mini-trampolim, numa prova realizada nas instalações do Lisboa Ginásio Clube, em Dezembro de 1980. Todos os anos o Pavilhão Antoine Velge enche para ver os incríveis saraus de ginástica do Vitória FC, realizados há mais de 30 anos, e a secção tem vindo a mostrar cada vez mais e melhor trabalho feito.

Halterofilismo[editar | editar código-fonte]

Foi nos anos 1960 à mesa do Café Esperança, que os professores Domingos do Rosário e Luís Paquete estabeleceram conversações no sentido de este representar o Vitória de Setúbal em halterofilismo. A proposta, apresentada a Fernando Pedrosa, então presidente da direcção, foi aceite, tendo levado ao incremento da modalidade com dezenas de praticantes. Na época de 1967-68 e numa prova que o Vitória organizou na FNAT, actual INATEL, o atleta Luís Paquete alcançou os mínimos para os Jogos Olímpicos do México, em 1968. Tendo já anteriormente participado nos Jogos Olímpicos de Roma em 1960, o consagrado halterofilista fez ainda parte, desta vez como treinador nacional, da equipa olímpica de Los Angeles de 1984. Luís Paquete (sempre apoiado pelo médico dr. Gaston de Sousa e pelo massagista Fernando Lima) e a respectiva secção, levaram o nome do Vitória de Setúbal a vários campeonatos do Mundo e da Europa, tanto como atleta, como árbitro internacional de primeira categoria.

Hóquei em Campo[editar | editar código-fonte]

No hóquei em campo o Vitória também teve uma equipa de notável relevo. Já em 1930, a equipa colaborou na inauguração oficial da secção da mesma modalidade do União Futebol Avenida, que ocorreu no dia 26 de Outubro. De salientar a predominância do público feminino que enchia grande parte dos camarotes nos jogos.

Jogo de Pau[editar | editar código-fonte]

Entre as inúmeras modalidades desportivas praticadas por adeptos do Vitória Futebol Clube a modalidade do jogo de pau foi sem dúvida uma das primeiras a ser realizadas. A equipa do Ginásio Clube Português cooperou com o Vitória para o desenvolvimento desta modalidade e em 18 de Junho de 1922, pode-se confirmar que a modalidade existiu no Vitória por acção do combate dos irmãos Francisco e Frederico Hopffer.

Filiais e delegações[editar | editar código-fonte]

O Vitória Futebol Clube, sob a forma de representação, delegação ou até mesmo filial, está representado com maior ou menor preponderância, em várias regiões de Portugal e do globo.

As filiais do Vitória são as seguintes:

  • Vitória Futebol Clube da Praia (Cabo-Verde)
  • Futebol Clube Vitória de Setúbal de Dili (Timor-Leste)
  • Vitória de Setúbal Of Toronto (Canadá)
  • Grupo Desportivo Vitória da Bela Vista (São Tomé e Príncipe)
  • Vitória Futebol Clube Ermidense (Ermidas do Sado)
  • Vitória Clube do Pico da Pedra (Açores)
  • Vitória Futebol Clube do Riboque (São Tomé e Princípe)
  • Vitória Futebol Clube Mindense (Minde)
  • Estrela Futebol Clube de Vendas Novas (Vendas Novas)

Como se pode ver, o Vitória é sem dúvida um dos clubes portugueses com mais filiais em todo o mundo, que abrange países como Cabo Verde (aliás, o presidente deste país é vitoriano e sócio do clube), Timor-Leste ou Canadá, por exemplo.

Condecorações[editar | editar código-fonte]

  • Oficial da Ordem de Benemerência em 30 de Maio de 1932 (pela mão do presidente da república Óscar Carmona)
  • Medalha de Bons Serviços Desportivos em 16 de Setembro de 1962 (pela mão do presidente da república Américo Tomás)
  • Pessoa Colectiva de Utilidade Pública
  • Medalha de Honra da Cidade de Setúbal
  • Membro Honorário da Ordem do Infante Dom Henrique em 9 de Dezembro de 1985 (pela mão do presidente da república Ramalho Eanes)
  • Medalha de Honra ao Mérito Desportivo
  • Membro Honorário da Ordem de Instrução Pública
  • Sócio Honorário da Associação de Futebol de Setúbal

Equipamentos[editar | editar código-fonte]

  • 2017–18
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1º Equipamento
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2º Equipamento
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
3º Equipamento


  • 2016–17
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1º Equipamento
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2º Equipamento
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
3º Equipamento

Plantel para a Época 2017-18[editar | editar código-fonte]

Guarda-redes
Jogador
88 Pedro Trigueira
1   Cristiano
12   Miguel Lázaro
Defesas
Jogador Pos.
13  Vasco Fernandes Z
14  Pedro Pinto Z
29  José Semedo Z
5  César Z
44  Bernardo Morgado Z
7  Arnold LD
91 Patrick Vieira LD
2 Diogo Sousa LD
42  Luís Filipe LD
21 Nuno Pinto LE
Médios
Jogador Pos.
6  Tomás Podstawski V
27  André Pedrosa V
86  Jacob Adebanjo V
8  Nenê Bonilha M
10  João Teixeira M
16  André Sousa M
11 Costinha M
17 Rafinha M
Avançados
Jogador Pos.
24  João Amaral ED
20 Yannick Djaló ED
9  Gonçalo Paciência PL
36  Edinho PL
23  Vasco Costa PL
33  Allef PL
28 Willyan EE
Equipa técnica
Nome Pos.
 José Couceiro Treinador principal
Meyong Treinador adjunto
Tiago Maia Treinador adjunto
Paulo Oliveira Treinador adjunto
José Herculano Preparador físico
Carlos Ribeiro Treinador de guarda-redes

Presenças em Campeonatos[editar | editar código-fonte]

Nº Presenças Títulos
Temporadas na 1ª 70 0
Temporadas na Liga de Honra 5 0
Temporadas na 2ª 8 0
Temporadas na 3ª 0 0
Taça de Portugal 75 3
Taça da Liga 8 1
Supertaça de Portugal 2 0
Campeonato AF Lisboa 9 2
Campeonato AF Setúbal 19 13

Os presidentes[editar | editar código-fonte]

Em toda a sua história, o Vitória Futebol Clube teve 39 presidentes, entre os quais se pode referir os mais históricos, como é o caso de Fernando Pedrosa, Fernando Oliveira, Chumbita Nunes, Mário Ledo, Mariano Augusto Coelho, entre outros.

Os presidentes do Vitória FC foram os seguintes:

  • Primeiro - Manuel dos Santos Barreira (1911-1914)
  • Segundo - Jorge de Sousa (1914-1917)
  • Terceiro - Henrique Augusto Rosa (1917-1920)
  • Quarto - João Maria da Silva (1920-1923)
  • Quinto - Mariano Augusto Coelho (1923-1927; 1930-1932; 1936-1938; 1951-52)
  • Sexto - Cap. José de Almeida Cassar (1927-1929)
  • Sétimo - Guilherme da Silva Faria (1929-30)
  • Oitavo - Dr. Manuel de Assunção Antunes (1932-33; 1946-1948)
  • Nono - Dr. Luís Portugal da Fonseca e Melo (1933-34)
  • Décimo - Carlos Trigo (1934-35)
  • Décimo primeiro - Manuel Machado Prompto (1935-36)
  • Décimo segundo - Dr. Álvaro Gomes (1938-39)
  • Décimo terceiro - José Guilherme dos Santos (1939-1941)
  • Décimo quarto - Evaristo Pimentel (1941-1944)
  • Décimo quinto - Dr. António Carmona (1944-45)
  • Décimo sexto - Dr. Artur Gago da Silva (1945-46)
  • Décimo sétimo - Eugénio Moreira Rodrigues (1948-1950)
  • Décimo oitavo - Francisco Ahrens Novais (1950-51)
  • Décimo nono - Mário Ledo (1952-1954; 1955-1960)
  • Vigésimo - Cor. Jacinto António Frade Júnior (1954-55)
  • Vigésimo primeiro - Virgílio Saraiva Fernandes (1960-1962)
  • Vigésimo segundo - Dr. Manuel José Constantino de Goês (1962-63)
  • Vigésimo terceiro - Dr. António Cândido Gaston de Sousa (1963-64)
  • Vigésimo quarto - Fernando Pedrosa (1964-1969; 1970-1973; 1982-1984; 1991-1994)
  • Vigésimo quinto - Dr. Aníbal Pescadinha (1969-70)
  • Vigésimo sexto - António Xavier de Lima (1973-1975)
  • Vigésimo sétimo - Silvério Pereira Jones (1975-1978; 1984-1986)
  • Vigésimo oitavo - Sérgio Pina Martins Pintado (1978-79)
  • Vigésimo nono - Dr. Henrique Paulo Neves Soudo (1979-1981)
  • Trigésimo - Luís Neves Sousa Nunes (1981-82)
  • Trigésimo primeiro - Fernando Oliveira (1986-1991; 2009-actualmente)
  • Trigésimo segundo - Manuel Aurélio Cruz (1994-95)
  • Trigésimo terceiro - Eng. António Justo Tomás (1995-1999)
  • Trigésimo quarto - Cte. José Sousa e Silva (1999-2001)
  • Trigésimo quinto - Dr. Manuel Jorge Forte de Goês (2001-2003)
  • Trigésimo sexto - Dr. Rui Chumbita Nunes (2003-2006)
  • Trigésimo sétimo - Arq. Jorge Santana da Silva (2006-07)
  • Trigésimo oitavo - Carlos Costa (2007-08)
  • Trigésimo nono - Luís Lourenço (2008-09)

Títulos no futebol[editar | editar código-fonte]

Internacionais
Competição Títulos Anos
Troféu Ibérico 2 1968 e 1974
Mini-Copa do Mundo 1 1970
Troféu Teresa Herrera 1 1968
Supertaça Ibérica 1 2005
Taça do Torneio do Palo Alto 1 1969
Torneio Cidade de Zamora 1 1981
Troféu San Juan de Sabagun 1 1974
Torneio de Melilla 1 1982
Torneio Costa Verde 1 1966
Torneio Colombino 1 1967
Torneio Cidade de Pamplona 1 1967
Torneio Palma de Maiorca 1 1970
Torneio Cidade de Múrcia 1 1971
Torneio Primaz de Badajoz 1 1973
Torneio Cidade de Córdoba 1 1975
Torneio Cidade de Tarrasa 1 1975
Torneio Villa de Madrid 1 1975
Torneio Naranja 1 1977
Torneio Cidade de Almería 1 1978
Torneio Mar de Castilla 1 1979
Torneio Internacional Athletic Club 1 1982
Troféu Saint-Étienne 1 1962
Troféu Estado de São Paulo 1 1929
Troféu Portuguesa de Desportos 1 1970
Troféu Avé Cézarte Victor Salvet 1 1929
Nacionais
Competição Títulos Temporadas
Taça de Portugal 3 1964-65, 1966-67 e 2004-05
Taça da Liga 1 2007-08
Troféu Ribeiro dos Reis 3 1962-63, 1968-69 e 1969-70
Zona Sul do Campeonato Nacional da Segunda Divisão 3 1942-43, 1951-52 e 1986-87
Taça Recompensa 1 1953-54
Troféu Disciplina 4 1958-59, 1963-64, 1970-71 e 1971-72
Regionais
Competição Títulos Temporadas
Campeonato de Lisboa 2 1923-24 e 1926-27
Campeonato de Lisboa em Segundas Categorias 3 1916-17, 1921-22 e 1925-26
Campeonato de Setúbal 13 1927-28, 1928-29, 1929-30, 1931-32, 1932-33, 1933-34, 1934-35, 1935-36, 1936-37, 1943-44, 1944-45, 1945-46 e 1946-47

Futebol de formação - Campeão Nacional da Segunda Divisão em 2015-16 - Júniores

Palmarés e historial[editar | editar código-fonte]

Nacionais[editar | editar código-fonte]

  •  Taça de Portugal: (3) 1964/65, 1966/67, 2004/05.
  • Taça da Liga: (1) 2007/08.
  • Campeonato de Portugal - 13 presenças– melhor: 1 Vez Vice Campeão do Campeonato de Portugal (1926/1927)
  • Campeonato Nacional da I Liga - 3 presenças– melhor: 5º lugar (1934/1935; 1935/1936)
  • Campeonato Nacional da I Divisão - 63 presenças
  • 1 vez Vice Campeão Nacional na 1ª Divisão - (1971/72)
  • 3 vezes 3º Classificado - (1969/70); (1972/73); (1973/74)
  • Campeonato Nacional da II Liga - 1 presença – melhor: Vencedor da Zona D e do Grupo 9 (1937/38)
  • Campeonato Nacional da II Divisão de Honra - 8 presenças - melhor: 1 Vez Vencedor da Zona Sul (1986/87)
  • Campeonato Nacional da II Divisão - 5 presenças – melhor: 2 Vezes Vice Campeão (1995/1996; 2003/2004)
  • 3 Taças de Portugal - 64 presenças – Melhor: Vencedor (1964/1965; 1966/1967; 2004/2005)
  • 7 Vezes Finalista Vencido da Taça de Portugal- (1942/1943; 1953/1954; 1961/1962; 1965/1966; 1967/1968; 1972/1973; 2005/2006)
  • 19 vezes semifinalista da Taça de Portugal
  • Supertaça Cândido Oliveira - 2 presenças - melhor: finalista (2005/06, 2006/07)
  • Taça das Taças - 3 presenças – melhor: 1/8 Final (1967/68)
  • Taça das Cidades com Feira / Taça Uefa - 12 presenças – melhor: 1/4 Final (1968/1969; 1970/1971; 1972/73; 1973/1974)
  • 1 Taça da Liga - 4 presenças - melhor: Vencedor (2007/2008)
  • Campeonato de Setúbal - 19 presenças – melhor: Campeão (1927/1928; 1928/1929; 1931/1932; 1932/1933; 1933/1934; 1934/1935; 1935/1936; 1936/1937; 1943/1944; 1944/1945; 1945/1946; 1946/1947)
  • Campeonato de Lisboa em 1ªs categorias - 6 presenças– melhor: Campeão (1923/1924; 1926/1927) #
  • Campeonato de Lisboa em 2ªs categorias - 12 presenças – melhor: Campeão (1916/1917; 1921/1922; 1925/1926)
  • Campeonato de Lisboa em 3ªs categorias - 8 presenças - melhor: 2º lugar (1926/27)
  • Campeonato de Lisboa em 4ªs categorias - 2 presenças - melhor: 2º lugar (1926/27)

Outros feitos significativos:[editar | editar código-fonte]

Treinadores[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Vitória Futebol Clube (Setúbal)". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 20 de fevereiro de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]