Bessie Coleman

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Elizabeth "Bessie" Coleman
Nascimento 26 de janeiro de 1893
Atlanta, Texas
Morte 30 de abril de 1926 (33 anos)
Jacksonville, Flórida.
Nacionalidade Povo dos Estados Unidos norte-americana
Ocupação Aviadora

Elizabeth "Bessie" Coleman (26 de janeiro de 189330 de abril de 1926) foi uma aviadora civil estadunidense e primeira mulher afroamericana a tornar-se piloto nos Estados Unidos. Foi também a primeira mulher de ascendência africana a conseguir licença como piloto internacional[1] [2] .

Biografia[editar | editar código-fonte]

Coleman nasceu em 26 de janeiro de 1893, em Atlanta, Texas, filha de George e Susan Coleman, ambos lavradores. Ela era a décima terceira criança do casal. Seu pai era membro de uma tribo Cherokee e sua mãe, uma descendente de africanos, era uma mulher que nunca aprendeu a ler ou escrever. Contudo, esta sempre encorajou seus filhos a estudar, normalmente emprestando livros de uma biblioteca itinerante, montada sobre um vagão, que passava por sua cidade duas vezes por ano. Coleman ingressou em uma escola para negros, aos seis anos de idade, tendo de caminhar vários quilômetros por dia para assistir às aulas. Sua escola dispunha de uma única sala e havia falta de materiais básicos, como giz e lápis. Contudo, Coleman tornou-se uma excelente estudante, destacando-se em matemática. Apesar de seus esforços, todo ano seus estudos eram interrompidos, quando havia necessidade dela trabalhar na colheita de algodão.

Em 1901 seu pai, George, deixou a família, retornando para o território indígena de Oklahoma, onde nascera. Ele estava farto das barreiras raciais cada vez mais severas existentes no Texas.

Aos doze anos de idade, Coleman foi aceita em uma Igreja Missionária Batista, onde concluiu seu estudo secundário. Ela então conseguiu guardar alguma dinheiro e ingressou na Oklahoma Colored Agricultural and Normal University (atualmente Langston University), em Langston, Oklahoma. Ela conseguiu completar apenas um período de estudos, antes que seu dinheiro acabasse. Coleman encontrou grandes dificuldades, em parte pelo fato de ser negra, mulher e descendente de indígenas.

Em 1915, aos vinte e três anos de idade, Coleman mudou-se para Chicago, passando a trabalhar como manicure. Ali, ouvia histórias de pilotos americanos que retornavam de combates na Primeira Guerra Mundial. A partir de então ela interessou-se pela aviação, desejando tornar-se piloto. Contudo, sabia muito bem que em seu país natal jamais conseguiria realizar este sonho, devido ao racismo e ao fato de ser mulher. Contudo, ela conseguiu o apoio de pessoas influentes, como Robert Abbott, fundador do jornal Chicago Defender, e do banqueiro Jesse Binga, que lhe deu ajuda financeira[3] .

Após aprnder francês em uma escola em Chicago, Bessie Coleman mudou-se para a França, onde finalmente realizou seu sonho de tornar-se piloto, conseguindo sua licença pela Federação Aeronáutica Internacional. Um ano depois, ela já estava de volta aos Estados Unidos, morando em Chicago, mas voando por todo o país, apresentando em shows aéreos e tornando-se conhecida por ser uma das únicas mulheres a pilotar aviões na época, bem como a primeira negra. Também era conhecida por incentivar jovens de ambos os sexos, fossem brancos ou negros, a perseguir seus sonhos. Surgiu então o sonho de construir uma escola de aviação para jovens negros. Contudo, jamais realizaria este sonho[1] [4] [5] [6] .

Morte[editar | editar código-fonte]

Em 30 de abril de 1926, com a idade de trinta e três anos, Coleman estava em Jacksonville, na Flórida. Ali, ela preparava-se para uma demonstração aérea que aconteceria no dia seguinte, a bordo de um avião Curtiss JN-4, que ela havia adquirido em Dallas. Alguns amigos e parentes não consideraram o avião seguro o bastante e chegaram a pedir que ela não voasse. Ainda assim, ela decolou, juntamente com seu mecânico e agente publicitário William Wills, que estava no outro assento. Curiosamente, Coleman decolou sem utilizar o cinto de segurança, pois no dia seguinte ela realizaria um salto de paraquedas e gostaria de olhar sobre a fuselagem do avião para reconhecer o terreno abaixo. Aos dez minutos de voo, contudo, o avião não conseguiu potência suficiente para sair de uma manobra em que girava no ar. Enquanto o avião estava em voo invertido, Coleman simplesmente não conseguiu se segurar e foi lançada para fora da aeronave, caindo de uma altura de cerca de 150 metros. Ao atingir o chão, ela morreu instantaneamente. O avião manteve-se em voo, com Wills a bordo, mas este não sabia pilotar e não conseguiu controlar a aeronave. O avião então caiu ao chão e explodiu em seguida, matando Wills. Quando os destroços do avião foram inspecionados, descobriu-se uma chave que fora esquecida na maquinaria, provavelmente interferindo em seu funcionamento e levando ao avião a não conseguir força suficiente para efetuar a manobra de giro em voo[1] [7] [8] .

Referências

  1. a b c SHAYLER, David J.; MOULE, Ian. Women in Space: Following Valentina. Chichester, UK: Springer/Praxis, 2005.
  2. Bessie Coleman (1893 – 1926).
  3. Biografia de Bessie Coleman.
  4. Website de Bessie Coleman.
  5. LAUWICK, Hervé. Heroines of the Sky. Frederick Muller, 1960
  6. HALLION, Richard P. Test Pilots: the frontiersmen of flight. Doubleday, 1981.
  7. RICH, Doris. Queen Bess: Daredevil Aviator. Washington: Smithsonian Institution Press, 1993.
  8. STOTT, Carole. Into The Unknown: women history makers. McDonald, 1988
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