Etiene e Joseph Montgolfier

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Joseph Michel Montgolfier
Joseph Michel Montgolfier
Jacques Étienne Montgolfier
Jacques Étienne Montgolfier

Os irmãos Joseph Michel Montgolfier (26 de Agosto de 1740 – 26 de Junho de 1810) e Jaques Étienme Montgolfier (6 de Janeiro de 1745 – 2 de Agosto de 1799) foram inventores que construíram o segundo balão tripulado, do mundo, no ano de 1783.

Os irmãos eram filhos de um fabricante de papel (a fábrica é a Canson, que até hoje é uma das companhias mais tradicionais e modernas do mundo) de Annonay, sul de Lyon, França. Segundo consta, quando os irmãos brincavam com um saco de papel aberto invertido sobre o fogo, eles repararam que o saco flutuava. Com isso, descobriram que poderiam finalmente realizar o grande sonho da humanidade, o de voar. Passaram então a fazer diversos experimentos com diversos materiais até construírem um balão prático.

No dia 5 de junho de 1783, exibiram publicamente um balão que possuía 32 m de circunferência e era feito de linho que foi enchido com fumaça de uma fogueira de palha seca, elevou-se do chão cerca de 300 m, durante cerca de 10 minutos voando uma distância de aproximadamente 3 quilômetros.

No dia 19 de setembro de 1783, perante o Rei Luis XVI e a Rainha Maria Antonieta, Joseph Montgolfier repetiu sua experiência, o balão voou por 25 minutos com dois ocupantes (Pilatre de Rozier e François Laurent) percorrendo mais ou menos 9 quilômetros.

Controvérsia[editar | editar código-fonte]

Balão dos Montgolfier

Há quem considere Etiene e Joseph Montgolfier como os inventores do balão de ar quente esquecendo-se que, quase oitenta anos antes, em 1709, o Padre Jesuíta português Bartolomeu Lourenço de Gusmão, nascido na colónia do Brasil, teria conseguido a ascensão de um balão cheio de ar quente a que chamou de passarola.

Alguns dos seus desenhos da aeronave foram impressos no periódico Wienerische Diarium, nesse mesmo ano do principio do século XVIII, e que inclusive houve uma demonstração pública da experiência frente à corte portuguesa na presença do futuro papa.

O invento de Montgolfier, ao que tudo indica, foi mera cópia do aeróstato de Gusmão, uma vez que após sua fuga para a Espanha deixou seus planos inventivos com seu irmão e notável cientista Alexandre de Gusmão. Sabe-se que quando Alexandre esteve em Paris manteve estreitas relações de amizade com o cientista José de Barros, o qual por sua vez era amigo pessoal de Montgolfier e lhe terá passado essa informação. Tudo isso foi provado segundo as revistas francesas Nouvelle Europe e L'Aeron do início do século XX, nomeadamente, referindo-se da descoberta da petição que Bartolomeu de Gusmão fez a D. João V de Portugal, para a sua construção e demonstração pública, que tinha sido encontrada no Vaticano[1] .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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