Itanhomi
| Município de Itanhomi | |||||
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| Hino | |||||
| Fundação | 1 de janeiro de 1949 | ||||
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| Gentílico | itanhomiense | ||||
| Prefeito(a) | Raimundo Francisco Penaforte (2009–2012) |
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| Localização | |||||
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Localização de Itanhomi em Minas Gerais
Localização de Itanhomi no Brasil |
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| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Vale do Rio Doce IBGE/20081 | ||||
| Microrregião | Governador Valadares IBGE/20081 | ||||
| Municípios limítrofes | Capitão Andrade, Engenheiro Caldas, Tarumirim, Conselheiro Pena, Tumiritinga | ||||
| Distância até a capital | 317 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 488,229 km² 2 | ||||
| População | 11 850 hab. Censo IBGE/20103 | ||||
| Densidade | 24,27 hab./km² | ||||
| Clima | Não disponível | ||||
| Fuso horário | UTC−3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,7 médio PNUD/20004 | ||||
| PIB | R$ 57 857,961 mil IBGE/20085 | ||||
| PIB per capita | R$ 4 706,19 IBGE/20085 | ||||
| Página oficial | |||||
Itanhomi é um município brasileiro do estado de Minas Gerais fundado em 1948.
Índice |
História [editar]
Apesar de tantas lendas e estórias sobre o município, existe um grande fundo de verdade. Como exemplo falava-se na existência de um chefe indígena chamado Queiroga. Queiroga na verdade é uma planta nativa que existia às margens do Ribeirão Criciúma, atual Ribeirão Queiroga, do qual o nome é oriundo. Nunca se tem certeza desse Chefe Indígena Queiroga. Na verdade existiram índios nesta região, os Botocudos, uma subdivisão, da Tribo dos Aimorés que, como eram nômades, viveram determinado período nesta região, talvez devido à procura de novos campos de caça, e não em represália ao massacre de Pe. Ângelo, fato não comprovado.
Jerônimo, único índio conhecido, é um fato. Mas suas façanhas, puras lendas, a não ser a de que tenha falecido no povoado de Santa Rita do Caratinga para onde se mudou com toda a família quando Queiroga começou a crescer. Tudo o mais, se não é verídico e constatado, não deixa de ser uma manifestação sincera e dar a Itanhomi uma história, com a qual possam sobreviver os principais fatos de sua existência.São Francisco do Jatai é o melhor distrito de Itanhomi, sendo este o mais desenvolvido.
Origem [editar]
O primeiro documento de venda de parte das terras do Município foi feita em 24 de maio de 1835, no distrito d Conceição do Cuieté, Município de Caratinga, por Emídio Pereira de Miranda e Dona Luiza Alves do Nascimento pela quantia d 175$798 réis, cuja siza foi paga na coletoria de Barra do Bacalhau (Vermelho Novo) em 13 de julho de 1839, pela quantia de 17$579 réis.
E 24 de Agosto de 1860, D. Luiza alves do Nascimento vendeu suas terras para Arthur Batista do Nascimento pela importância de 190$000 réis. Esse, em 12 de Agosto de 1864, vendeu-as a Passífico Gomes do Amaral, em Barra do Manhuaçu, pela importância de 200$000 réis.
Por volta de 1890 começaram as terras a serem povoadas pelos brancos. Pelo que se sabe, a Primeira família foi a dos Bittencourt, proveniente de Floresta; a segunda foi a dos Goulart.
Em 23 de outubro de 1896, Passífico Gomes do Amaral vendeu-as a Timóteo Albino da Fonseca peo preço de 200$000 réis, escritura lavrada em Cuieté. Finalmente, Timóteo vendeu-as a José da Costas Ferraz, vulgo Coronel Pico, em 26 de maio de 1897, pela importância de 600$000 réis, escritura passada e Caratinga.
Na primeira década do século XX chegaram as famílias dos senhores: Eliziário Coelho Nicácio, José Fernandes da Silva, José Pinto Corrêa Júnior, Sebastião de Lima, a família Alves, Sr. Laudelino Braz, Elias Bragança, Messias Nogueira, Matias Nogueira e Serafim Motta.
No dia 10 de novembro de 1912, o Coronel Pico, por solicitação dos Senhores Eliziário Coelho Nicácio e José Fenandes da Silva, doou as terras para fundação do Patrimônio da cidade, juntamente com um alqueire para a fundação de Santa Luzia do Carneiro.
Pelo que podemos compreendr, já existia naquela época, no pequeno povoado sutuado às magens do córrego do Moinho batizadas pelas famílias já reconhecidas.
Religioso [editar]
No campo religioso, o Município conta com vários templos Católicos, Protestantes e Espíritas.
A religião católica é a que tem o maior número de adeptos, com igrejas distribuídas m todas as partes do Município.
Em 1906, através da interferência do Pe. Modesto Vieira, foi em Queiroga, construída uma Capela, ficando assim instalado o patronato da povoação.
O primeiro Padre do Patrimônio foi o Padre Manoel do Nascimento, transferido para cá em 1918, e em 1922 substituiu-o Pe. Abílio, já como vigário.
Desenvolvimento cultural [editar]
O ensino em Itanhomi foi iniciado, porrivelmente, em 1909, através do Pe. Modesto Viera. Na mesma década foi instalada uma escola Municipal, cujas primeiras professoras foram: D. Catura, D. Ilda de Araújo, D. Carlota de Andrade, etc.
Em 1925 foi criada a primeira escola rural, sendo professoras: D. Maria Assunção do Nascimento, D. Otávia Xavier e, tendo como Diretora Dona Maria de Lourdes Xavier. Cabe ressaltar também a chegada, em 1934, de D. Ana Patrícia Gonçalves e em 1935 de D. Catarina Magalhães.
Em 1958, instalou-se o Ginásio Artur Benardes, fundado pelo Sr. Estevão Cornélio Barbosa; em 1964, foi criado o colégio Estadual de Itanhomi, sendo criado no mesmo o curso de Magistério em 1965; e em 1970, foi criado o Colégio Comercial “Machado de Assis” sendo seu fundador e diretor o Professor Wanderley Dias de Araújo, que funcionou até o ano de 1985, tendo dado uma grande contribuição na formação de profissionais da área de contabilidade.
Administração [editar]
Este período tem início com a nomeação do Sr. Serafim Morra como Juiz de Paz, em 1920. No mesmo ano o Coronel Silva Araújo, de Caatinga, nomeou o S. Sebastião Cunha Sub-Delegado do povoado do Queiroga.
Pela Lei Estadual 843 de 7 de setembro de 1923, o povoado foi elevado à categoria de Vila, tendo como presidente da Câmara Municipal o Sr. Manoel Vieira de Andrade, cargo este equiparado ao atual prefeito.
Em 6 de novembro de 1936, a Vila foi elevada à categoria de Termo Judiciário.
Em 1º de janeiro de 1939, pelo decreto lei de 18 de dezembro de 1938, fez-se a transferência da sede municipal para a cidade de Tarumirim, sendo prefeito sob regime de ditadura, o Sr. Raimundo Albergaria Filho.
Em decorrência da Lei Estadual 336 de 7 de dezembro de 1948, houve novamente a emancipação do Distrito de Itanhomi, cuja instalação da cidade se deu em 1º de janeiro de 1949, tendo como 1º prefeito o Sr. Laudelino Braz.
Pela Lei Estadual 1039 de 12 de dezembro de 1953, foi criada a Comarca de Itanhomi, cuja instalação se deu em 15 de maio de 1955, sendo que somente em 17 de junho de 1957, foi empossado o primeiro juiz de Direito, Dr. Geraldo Romaneli Fernandes.
Fonte: acervo Biblioteca Municipal de Itanhomi.
Geografia [editar]
Sua população estimada em 2004 era de 11.113 habitantes.
Itanhomi é uma cidade do interior de Minas Gerais, Localiza-se perto de Governador Valadares, sua coodenada geográfica central é: Latitude: 19º11'15"S e Longitude: 41º48'45"W
Filhos ilustres [editar]
Nascido em 1918, e falecido em Belo Horizonte, 1999. Pintor e desenhista. Participou do Movimento Modernista de Fortaleza, junto com Antônio Bandeira, Mário Barete e Aldemir Martins, na década de 40.
- José Batista Pereira
Um dos maiores políticos da história de Itanhomi, onde foi vereador por vários anos consecutivos. Principal responsável pela construção da rodoviária, que carrega seu nome, e da Praça da Matriz, a maior e mais famosa da cidade, onde tem seu nome emplacado. Faleceu em 5 de outubro de 1988 deixando 14 filhos, sendo três filhos do primeiro casamento com Maria da Concessão e Silva (Marília, Eunice e Itamar) e onze do segundo casamento com Terezinha Nunes Batista (Araquem, Luci, Paulo, Carlos, Fábio, Aloísio, Márcia, Túlio, José Batista, Nívia e Érica).
- Levindo Dias Filho (Fizico Dias)
Nascido em 1925, político renomado na região que ajudou o desenvolvimento desta. Esteve à frente de várias obras públicas e obras fora da política, sempre em prol do município. Foi Prefeito Municipal por três mandatos. Foi casado com Milva Rocha Dias e deixou dez filhos (Carlos, Conceição, Cleider, Ronaldo, Rolando, Zulei, Marta, Antônio, Levindo e Marcelo). Faleceu em 18 de janeiro de 2009.
Referências
- ↑ a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
- ↑ Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
- ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.