Barbie

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Barbie
Barbie
Criador(a) Ruth Handler
País de origem  Estados Unidos
Data de lançamento 9 de março de 1959 (57 anos)
Fabricante(s) Mattel
Distribuidora(s) Mattel
Público Infantil
Tipo Boneca
Anos de produção 1959–presente
Website www.barbie.com

Barbara Millicent Roberts,[1] popularmente conhecida como a boneca Barbie, é um brinquedo infantil, cuja criação data de 9 de março de 1959 e é produzido pela Mattel. [2]

A História da Barbie[editar | editar código-fonte]

A Barbie é uma boneca e foi criada por Ruth Handler e o seu marido Elliot Handler em 1959, que tinham uma filha de nome Bárbara. Observavam Barbara que brincava apenas com bonecas bebês quando criança. A menina era apaixonada por bonecas. Quando cresceu, já pré-adolescente, seu pai viu que Barbara ainda brincava com as suas bonecas. Então sua mãe criou uma boneca adolescente.

Lançamento[editar | editar código-fonte]

Encomendada ao designer Jack Ryan, em 1958, a boneca foi lançada oficialmente na Feira Anual de Brinquedos de Nova York, a 9 de Março de 1959.

Ruth e Elliot Handler eram donos da empresa de brinquedos Mattel, onde a Barbie foi fabricada. A boneca foi vendida a 3 dólares, nos primeiros exemplares, que teve 340.000 bonecas. A princípio Barbie tinha os cabelos pretos, mas depois foram mudados para loiros. Sua maior inspiração foi na boneca alemã Bild Lilli que circulou entre 1955 e 1964.

Logo após o seu sucesso de vendas foram criadas outros modelos de Barbies (como a Barbie dançarina). A Barbie também foi a primeira boneca a ser maquiada e a receber acessórios. Continuou a sua trajetória nos anos 60, lançou novos modelos agora ainda mais inspirados na moda contemporânea.

Muito em breve também deu início ao desenvolvimento de sua família, em 1961 com a chegada seu namorado Ken. Ken também sempre acompanhou a moda da época, e variava o corte do cabelo de acordo com o último estilo. E vivia no mundo da moda junto da Barbie. Em 1963 ela recebeu sua primeira amiga, a Midge (Viky, na versão brasileira) e em 1964 Barbie recebeu sua primeira irmã caçula, a Skipper. Ambas criadas atendendo a pedidos, para evitar uma polêmica de que dizia que a boneca era um símbolo sexual.

No decorrer dos anos Barbie recebeu novas amigas além de Midge, as mais conhecidas Teresa (1988), Summer (2004), Nikki (2006), Raquelle (2007) e Grace (2009). Barbie também recebeu outras irmãs caçulas como os gêmeos Tutti e Todd (1966), Stacie (1990), Kelly (1995) e Krissy (1999). No entanto depois de vários anos as irmãs foram reduzidas para apenas 3: Skipper, Stacie e Chelsea, esta última como substituta da Kelly em 2009.[3] .

Desde o ínicio dos anos 2000 a boneca tornou-se protagonista de uma longa série de filmes em animação vendidos por meio de DVDs, mas também transmitido em canais de televisão. Nos Estados Unidos tiveram diversas ocasiões que alguns filmes foram transmitidos em canais como Nickelodeon e Boomerang. No Brasil os filmes já passaram por canais como Rede Globo, SBT e Cartoon Network (estes dois últimos ainda permanecem a transmitir os filmes com bastante frequência).

Influências[editar | editar código-fonte]

A influência da Barbie nos dias de hoje é visível e sem dúvida marcante. Existem sempre comparações e citações da boneca mais vendida do mundo: costuma-se chamar alguém de Barbie por estar vestida de rosa, ou por ser loira e bonita. Isso prova que a Barbie valorizou uma linha de preocupação com a estética, beleza e ajudou a criar um padrão de beleza. A moda da boneca influencia a sociedade, pois ela procura sempre simbolizar uma mulher ou moça bonita, inteligente, amiga, companheira e meiga.

A Barbie marcou gerações inteiras e continua até hoje, devido a personalidade que lhe foi associada.

Barbies Especiais[editar | editar código-fonte]

Desde os anos 80, começaram a aparecer alguns modelos limitados da Barbie, verdadeiras relíquias para coleccionadores. São Barbies de várias épocas, reproduzidas com riqueza de detalhes. São modelos que, de alguma forma, fazem uma homenagem, lembrando alguém ou alguma época, como a Barbie patriota, de roupa militar da revolução americana do século XVIII. Fazem parte desse universo também as Barbies de fantasia, vestidas de fada, pássaro ou anjo, assim como as carreiras, de bailarina (que teve várias versões, em 1961, 73, 76, 91 e 98), cantora, pianista, médica, professora, policia, piloto e astronauta, etc.

Em 1980, teve início a coleção étnica, com modelos vestidas de roupas típicas de vários países, como México, Chile, Jamaica, Brasil, Inglaterra, Holanda, França, Itália, Japão e Nigéria.

A partir dos anos 90, foi criada uma coleção de alta-costura pelos designers da Mattel, inspirados em grandes costureiros, como Givenchy. Aliás, muitos estilistas famosos vestiram a boneca em várias ocasiões, como Christian Dior, Coco Chanel, Donna Karan, Giorgio Armani, John Galliano, entre muitos outros, e também marcas como a Gucci ou a Levi's.

Também tiveram versões de filmes da Barbie como A Barbie Katniss Everdeen, do filme Jogos Vorazes, Bella e Edward de Crepusculo, e também versões do recente filme Divergente e sua continuação Insurgente.

Versões românticas e clássicos do cinema, teatro e televisão também vestiram Barbie e Ken, como Romeu e Julieta, O Feiticeiro de Oz, Star Trek e Toy Story, tal como algumas divas, Marilyn Monroe, Audrey Hepburn, Elizabeth Taylor e Vivien Leigh, que tiveram Barbies vestidas à imagem das suas personagens mais famosas. Também foram criadas barbies inspiradas em series de TV como I Love Lucy e Jeannie é um Génio. Ou filmes como Grease, High School Musical, E o Vento Levou, entre outros. Também no filme High School Musical a personagem Sharpay (Ashley Tisdale) é uma versão má da Barbie incluindo roupas, armário da escola, carro e tudo mais cor-de-rosa e o típico cabelo louro.

As atrizes e cantoras Anahí, Dulce María e Maite Perroni também ganharam suas versões da Barbie quando participaram da novela mexicana Rebelde, as bonecas vestiam o mesmo uniforme do colégio da trama.

Em 2015, a Barbie aliou-se à marca de roupa íntima Tezenis para criar uma coleção de t-shirts, camisolas, pijamas e lingerie destinada a mulheres e jovens, com slogans e estampados divertidos e cativantes inspirados no universo Barbie. Para celebrar esta parceria, a Mattel criou a ''One Of A Kind Doll'', uma boneca que veste as peças desta coleção[4] .

Outras mídias[editar | editar código-fonte]

Filmes[editar | editar código-fonte]

Séries animadas[editar | editar código-fonte]

Aparentemente houve planos para uma série de animação no final dos anos 80, mas nada confirmado. Em 2002 a Mattel tinha planos para uma série animada protagonizada pela irmã mais nova da Barbie, a Kelly intitulada Kelly's Dream Club, no entanto apenas 2 episódios foram lançados por meio de um DVD que passou por despercebida pelo público.

Em 2012 com o sucesso de animações para web tais como Polly Pocket e Monster High a Mattel decidiu dar início a uma série animada própria da Barbie intitulada Barbie: Life in the Dreamhouse, uma série de comédia nonsense mostrando a vida de Barbie e suas amigas numa cidade habitada por bonecas em episódios curtos de 3 minutos. A animação já teve algumas rápidas transmissões em canais norte-americanos como Boomerang e Nickelodeon, no Brasil a série já foi transmitida pelos canais Cartoon Network, Boomerang e principalmente no SBT.

Desde 2015 a Mattel deu início a uma nova série intitulada Barbie Vlog disponível apenas no Youtube. Ao contrário das demais animações esta é apenas composta por videoblogs fictícios da personagem.

Revista em quadrinhos[editar | editar código-fonte]

Em 1991 a Mattel criou uma parceria com a Marvel Comics para a venda de uma série de gibis infantis da boneca Barbie. O gibi durou de janeiro de 1991 até março de 1996 rendendo 63 edições. No Brasil a série foi vendida pela editora Abril Jovem nos anos 90 ao lado dos quadrinhos da Disney e dos super-heróis.

Vídeo-games[editar | editar código-fonte]

Desde os anos 80 Barbie já estrelou vários jogos para consoles e computador. Ela tem jogos para Famicom, Game Boy, Mega Drive, Super Nintendo, Playstation 1, Game Boy Advance, Playstation 2, Nintendo Wii, Nintendo DS e para Windows e Commodore 64.

Referências

  1. Lawrence, Cynthia; Bette Lou Maybee (1962). Here's Barbie Random House [S.l.] OCLC 15038159. 
  2. «Happy 50th birthday, Barbara Millicent Roberts ...». The Independent. Consultado em 01/06/2011. 
  3. http://www.barbie.com/activities/friends/sisters-and-pets/#/Sisters/
  4. «Barbie alia-se a marca de roupa íntima... e veste lingerie». Activa. 11-08-2015. 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Lord, M.G., Forever Barbie: The Unauthorized Biography of a Real Doll. Paperback ISBN 0-8027-7694-9.
  • Rogers, Mary F., "Barbie Culture". Paperback ISBN 0-7619-5888-6.
  • Knaak, Silke, "German Fashion Dolls of the 50&60". Paperback www.barbies.de.
  • Beckham, Victoria (Foreword), John, Elton (Foreword), The Art of Barbie. Paperback ISBN 0-9537479-2-1
  • Essays, Guys'n'dolls: Art, Science, Fashion & Relationships. Paperback ISBN 0-948723-57-2
  • Prado, Kerollaen: Colecionadora de bonecas Barbie desde 1999.

Sites[editar | editar código-fonte]

Recentemente Barbie(ou Barbara fica como preferir)teve um de seus sites de games cancelado o motivo foi por falta de acesso ao seu site o nome era Barbie Girls.A rede Barbie Girls – barbiegirls.com – ganhava cerca de 45 mil novas usuárias (imagina-se que sejam meninas) a cada dia, e em seus primeiros três meses de lançamento já tinha acumulado cerca de 4 milhões de cadastros. Só para lembrar, o Second Life levou três anos para alcançar a marca de 1 milhão de usuários (hoje são 9 milhões de residentes),Quando pessoas vão no site aparece algo sobre porque o jogo parou e agradecendo por muitos terem participado e aconselha um jogo chamado Stardoll com direito as roupas da Barbie e diz que esse jogo e similar ao Barbie Girls

Ligações externasade[editar | editar código-fonte]

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