Educação em São Paulo

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A Educação na cidade de São Paulo tem um sistema bem desenvolvido de ensino primário e secundário, público e privado, e uma variedade de profissionais de escolas técnicas. Mais de nove décimos da população é alfabetizada, e aproximadamente a mesma proporção dos 7 anos aos 14 anos de idade estão matriculadas na escola. Entre as muitas instituições de ensino superior, podem-se destacar a Universidade Federal de São Paulo, a Universidade Estadual Paulista, a Faculdade de Tecnologia de São Paulo, o Instituto Federal de São Paulo e a Universidade de São Paulo (USP), criada em 1934 tem o maior número de vagas de graduação e de pós-graduação no Brasil,

Brasil foi responsável por cerca de 2% da produção mundial de ciência entre 1998 e 2006 e a USP foi responsável por 0,5% dessas pesquisas no mundo.[1] Instituições filiadas à universidade incluem o Instituto Butantan, pólo de pesquisa biomédica fundado em 1901, e atualmente vinculado à Secretaria de Saúde de São Paulo, fabrica antígenos e vacinas diversos, e é o maior produtor nacional de soros antiofídicos.[2] Centro de renome internacional em pesquisa científica de animais peçonhentos, conta com 14 laboratórios e um núcleo de biotecnologia.[3] O município também possui universidades particulares de grande reputação nacional e internacional, como a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e a Universidade Presbiteriana Mackenzie, além de diversos institutos de ensino superior e pesquisa em áreas específicas, entre os quais podem ser destacados a Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) (engenharia, artes e ciências humanas), a Fundação Getúlio Vargas (FGV) (administração e direito) e a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Sistema de ensino[editar | editar código-fonte]

Com 2.725 estabelecimentos de ensino fundamental, 2.998 unidades pré-escolares, 1.199 escolas de nível médio e 146 instituições de nível superior, a rede de ensino da cidade é a mais extensa do país.[4] Ao total, são 2.850.133 matrículas e 153.284 docentes registrados.[4]

Educação em São Paulo em números
Nível Matrículas Estudantes da rede pública (%) Docentes Escolas (total) Unidades de ensino da rede pública (%) Ano de referência
Ensino pré-escolar 371 838 72,75 17 878 2 998 24,25 2007
Ensino fundamental 1 591 536 82,11 71 569 2 725 55,27 2007
Ensino médio 457 680 84,15 28 009 1 199 51,96 2007
Ensino superior 429 079 11,22 35 828 146 4,11 2005

Indicadores[editar | editar código-fonte]

O fator "educação" do IDH no município atingiu em 2010 a marca de 0,725 – patamar considerado alto, em conformidade aos padrões do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) [5] – ao passo que a taxa de analfabetismo indicada pelo último censo demográfico do IBGE foi de 4,9%, superior apenas à porcentagem verificada nas cidades de Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Rio de Janeiro, Vitória e Belo Horizonte.[6][7]
O índice 0,725 de IDH-Educação em 2010, mesmo considerado alto pelos padrões do PNUD, coloca a cidade de São Paulo na 149ª posição na classificação dos 5.565 municípios brasileiros.[5]

Tomando-se por base o relatório do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) de 2007, São Paulo obteve a nona colocação entre as capitais brasileiras.[8] Na classificação geral do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) de 2007, três escolas da cidade figuraram entre as 20 melhores do ranking, sendo os colégios Vértice, Bandeirantes e Móbile os respectivos terceiro, décimo quarto e vigésimo colocados.[9] Contudo – e em consonância aos grandes contrastes verificados na metrópole –, em algumas regiões periféricas e empobrecidas, o aparato educacional público de nível médio e fundamental é ainda deficitário, dada a escassez relativa de escolas ou recursos. Nesses locais, a violência costuma impor certas barreiras ao aproveitamento escolar, constituindo-se em uma das causas preponderantes à evasão ou ao aprendizado carencial.[10]

Ensino superior[editar | editar código-fonte]

Contemplado por expressivo número de renomadas instituições de ensino e centros de excelência, São Paulo é o maior pólo de pesquisa e desenvolvimento do Brasil, responsável por 28% da produção científica nacional – segundo dados de 2005.[11] No cenário atual, destacam-se importantes universidades públicas e privadas, muitas delas consideradas centros de referência em determinadas áreas.

As universidades públicas sediadas na cidade de São Paulo são:

Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira, com os edifícios da FAUUSP e da FEAUSP em destaque.
UNIP Campus Paraíso e Centro de Controle Operacional do metrô de São Paulo.
Biblioteca Central "George Alexander" da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Entre as instituições privadas, destacam-se:

Completam o exemplário acima as seguintes instituições:Universidade Anhembi Morumbi, São Marcos, Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban), Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul), Universidade Paulista (Unip), Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) e Universidade São Judas Tadeu – entre outras. Além destas universidades, São Paulo também conta com diversos institutos de ensino superior e pesquisa em áreas específicas, entre os quais podem ser destacados a Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) (engenharia, artes e ciências humanas), a Fundação Getúlio Vargas (FGV) (administração e direito) e a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Principais institutos de pesquisa[editar | editar código-fonte]

Polo científico[editar | editar código-fonte]

Os bairros de Vila Olímpia, Itaim Bibi e Brooklin Novo, localizados na Zona Sul da cidade de São Paulo, também se destacam entre as regiões high tech do país, concentrando sedes e filiais de grandes empresas globais do ramo.[21]

Outros[editar | editar código-fonte]

A região do Vale do Paraíba, Santos e a cidade Ribeirão Preto, todas no interior de São Paulo, também são reconhecidas nesse quesito.[carece de fontes?]

Com vistas a fortalecer as políticas voltadas para o agronegócio, recentemente foi lançado o Vale do Piracicaba,[22] também conhecido como AgTechValley, inspirado no Vale do Silício, localizado na cidade de Piracicaba, interior de São Paulo, tendo como referência a Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (ESALQ).[23]

Referido projeto visa fortalecer as políticas voltadas para o setor do agronegócio, a fim de atrair investimentos para consolidar a posição de destaque do município no desenvolvimento de tecnologias agrícolas.[24] A título de conhecimento, 65% dos equipamentos fornecidos ao setor sucroalcooleiro são provenientes do referido município.[25]

Referências

  1. «Folha Online - Educação - Reitora da USP nega queda em produção científica - 25/01/2009». Consultado em 2 de Abril de 2010 
  2. a b «Apresentação». Instituto Butantan. Consultado em 6 de agosto de 2008. Arquivado do original em 5 de julho de 2008 
  3. a b «Unidades de pesquisa». Instituto Butantan. Consultado em 6 de agosto de 2008. Arquivado do original em 5 de julho de 2008 
  4. a b «IBGE Cidades». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 
  5. a b «Ranking_Todo o Brasil». Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 9 de agosto de 2013 
  6. «Analfabetismo na cidade do Rio de Janeiro» (PDF). Governo do Estado do Rio de Janeiro. Junho de 2002. Consultado em 5 de agosto de 2008 
  7. «Rio e São Paulo são as cidades com mais analfabetos do País». UOL Notícias da Educação. 5 de junho de 2003. Consultado em 5 de agosto de 2008 
  8. «No IDEB, 'pior' cidade raspa nota zero; maioria tira menos de 5». UOL Educação. 26 de abril de 2007. Consultado em 5 de agosto de 2008 
  9. «As 20 melhores escolas do país no ENEM 2007». Portal G1. 3 de abril de 2008. Consultado em 5 de agosto de 2008 
  10. «Virada Social leva serviços gratuitos ao Jardim Elisa Maria». Governo do Estado de São Paulo. Consultado em 8 de agosto de 2008. Arquivado do original em 6 de julho de 2011 
  11. «Assessoria de Comunicação e Imprensa». Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). 17 de junho de 2005. Consultado em 8 de setembro de 2008. Arquivado do original em 17 de junho de 2008 
  12. a b «G1 – USP, UFRJ, Unicamp, UFRGS, UFMG e Unesp aparecem no top 500 elaborado em Taiwan». Portal. 30 de novembro de 2007. Consultado em 5 de agosto de 2008 
  13. «Relatório de Atividades e Prestação de Contas 2007» (PDF). Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). 2007. Consultado em 7 de agosto de 2008 
  14. a b «Estrutura». Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Consultado em 6 de agosto de 2008 
  15. «Estrutura». Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Consultado em 6 de agosto de 2008 
  16. a b c d «Quem somos». Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN). Consultado em 5 de agosto de 2008 
  17. a b «Quem somos». Instituto Biológico. Consultado em 6 de agosto de 2008 
  18. a b «Menu». Instituto Pasteur. Consultado em 7 de agosto de 2008 
  19. a b c d «Sobre o IMTSP». Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (IMTSP). Consultado em 8 de agosto de 2008 
  20. a b «O Instituto». Instituto Florestal. Consultado em 8 de agosto de 2008 
  21. A Vila Olímpia renasce
  22. «Banco de Notícias | Universidade de São Paulo». www4.esalq.usp.br. Consultado em 18 de julho de 2016 
  23. «Piracicaba quer sediar 'Vale do Silício' do agronegócio no campus da USP». 19 de abril de 2016. Consultado em 18 de julho de 2016 
  24. «Projeto busca consolidar Piracicaba como 'Vale do Silício' do agronegócio». 6 de maio de 2016. Consultado em 18 de julho de 2016 
  25. «O Vale | Vale do Piracicaba». www.valedopiracicaba.org. Consultado em 18 de julho de 2016 

Ver também[editar | editar código-fonte]

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