João Acácio Pereira da Costa

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Disambig grey.svg Nota: Se procura pelo(a) filme brasileiro, de 1968, com este nome, veja O Bandido da Luz Vermelha.


João Acácio Pereira da Costa
João Acácio Pereira da Costa em 1967
Data de nascimento 24 de junho de 1942
Data de morte 5 de janeiro de 1998 (55 anos)
Nacionalidade(s) Brasil brasileiro
Crime(s) 4 assassinatos, 77 assaltos
Pena 351 anos, 9 meses e 3 dias (cumpriu 30 anos, pena máxima no Brasil)
Situação Assassinado

João Acácio Pereira da Costa, conhecido como Bandido da Luz Vermelha (Joinville, 24 de junho de 1942 — Joinville, 5 de janeiro de 1998), foi um notório criminoso brasileiro[1].

Biografia[editar | editar código-fonte]

João Acácio ficou órfão com apenas quatro anos. Na adolescência, foi morar no estado de São Paulo fugindo dos furtos que praticou no seu estado natal[2], fixando residência na cidade de Santos, onde se dizia filho de fazendeiros e bom moço e levava uma vida pacata no lugar que escolheu para morar, mas, ao contrário do "bom moço", praticava seus crimes em São Paulo e voltava incólume para Santos. Sua preferência era por mansões e tinha um estilo próprio de cometer os crimes, como, sempre nas últimas horas da madrugada e cortando a energia da casa, usando um lenço para cobrir o rosto e sua principal marca: carregava uma lanterna com bocal vermelho[2]. Tudo isto chamou a atenção da imprensa, que o apelidou de "Bandido da Luz Vermelha" [3], em referência ao notório criminoso estadunidense Caryl Chessman, que tinha o mesmo apelido.[4]

Gastava o dinheiro obtido nos assaltos com mulheres e boates e a polícia levou seis anos para identificá-lo, conseguindo isso, após ele deixar suas impressões digitais na janela de uma mansão.

Prisão[editar | editar código-fonte]

João Acácio foi preso em 8 de agosto de 1967 na cidade de Curitiba[2] e foi condenado por quatro assassinatos, sete tentativas de homicídio e 77 assaltos[5], com uma pena de 351 anos, 9 meses e três dias de prisão. Nunca ficou comprovado que Acácio cometeu estupro ou que teve relações sexuais com suas vítimas. Após cumprir os 30 anos previstos em lei, foi libertado na noite do dia 26 de agosto de 1997 e retornou para a cidade de Joinville, mantendo uma certa popularidade, pois tinha obsessão em vestir roupas vermelhas e quando alguém lhe pedia um autógrafo, ele simplesmente escrevia a palavra "Autógrafo"[6].

Morte[editar | editar código-fonte]

Após quatro meses e vinte dias em liberdade, João foi assassinado com um tiro de espingarda no dia 5 de janeiro de 1998, durante uma briga de bar[2].

Cultura popular[editar | editar código-fonte]

Sua vida de crimes inspirou o filme O Bandido da Luz Vermelha de 1968, do cineasta Rogério Sganzerla, em que foi vivido pelo ator Paulo Villaça. Apesar de ser um filme verídico, o final foi alterado para que o seu personagem cometesse suicídio. Também foi tema do programa Linha Direta Justiça, da Rede Globo.

Virou música nas mãos do grupo de rock Ira! em Rubro Zorro, que abre o terceiro disco Psicoacústica (1988) e a faixa ainda possui algumas falas do filme de Rogério Sganzerla. O cantor de horrorcore, Patrick Horla, também fez uma citação de sua personalidade como base para a canção "O bandido da lupa vermelha".[7]

O bandido foi satirizado pelos humoristas do programa Hermes & Renato, da MTV, onde fez um clipe com "Demo Lock MC" (uma sátira de Satanás).

"Luz nas trevas - "A volta do bandido da luz vermelha", é a sequência do primeiro filme de Rogério Sganzerla e foi um dos selecionados para a competição internacional do 63º Festival de Locarno, na Suíça. O filme tem direção de Ícaro Martins e Helena Ignez, viúva de Rogério Sganzerla, estrelado pelo cantor Ney Matogrosso, tendo sido rodado em 2009 e estreou em 2010.[8][9][10][11][12][13]

Referências

  1. Agencia Estado (10 de novembro de 2004). «Protagonista de crimes sensacionais na década de 60 na cidade de São Paulo, João Acácio Pereira da Costa foi chamado de "Bandido da Luz Vermelha"». Jornal O Estado de S. Paulo. Consultado em 6 de julho de 2017 
  2. a b c d Danilo Cezar Cabral (15 de setembro de 2016). «João Acácio Pereira da Rocha, o Bandido da Luz Vermelha». Revista Mundo Estranho - Site Abril. Consultado em 11 de julho de 2017 
  3. «Procura-se: este homem que para a polícia é o bandido da Luz Vermelha». Folha de S. Paulo, Ano XLVII, edição 13931, página 1. 7 de agosto de 1967. Consultado em 17 de julho de 2017 
  4. UPI (19 de fevereiro de 1960). «Caryl Chessman (na cela da última noite) envia apelo dramático ao governador Brown». Última Hora, ano IX, edição 2958, página 8. Consultado em 17 de julho de 2017 
  5. Por José Argolo (2008). «As luminárias do medo: vida, paixão e morte do jornalismo policia no eixo Rio/São Paulo». Livro no Google Books. Consultado em 11 de julho de 2017 
  6. Luis Nassif (5 de março de 2012). «Outros bandidos famosos». GGN. Consultado em 6 de julho de 2017 
  7. «PATRICK HORLA - Vice BR». www.viceland.com. Consultado em 29 de Abril de 2011 [ligação inativa]
  8. «André Gonvalves vira o Bandido da Luz Vermelha». Portal Terra. Consultado em 5 de novembro de 2018 
  9. «"Fui preso por vadiagem", diz Ney Matogrosso, que vive bandido no cinema». Guia Folha. Consultado em 5 de novembro de 2018 
  10. «Título ainda não informado». Grupo Abril. Revista Veja. Consultado em 5 de novembro de 2018 
  11. «Estréia sequência de o Bandido da Luz vermelha tem Ney Matogrosso». Globo.com. G1. Consultado em 5 de novembro de 2018 
  12. «Continuação de O Bandido da Luz Vermelha estréia em festival na Suíça». Globo.com. G1. Consultado em 5 de novembro de 2018 
  13. «O Bandido da Luz Vermelha tem sessão». UOL. Revista de Cinema. Consultado em 5 de novembro de 2018 


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