Augusto Nardes

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Augusto Nardes
Augusto Nardes
Foto:Wilson Dias/ABr
Ministro do Tribunal de Contas da União
Mandato: 20 de setembro de 2005
Nomeação por: Luiz Inácio Lula da Silva
Antecessor(a): Humberto Souto
Deputado Federal do  Rio Grande do Sul
Mandato: 1 de fevereiro de 1995
até 20 de setembro de 2005
(3 mandatos consecutivos)
Deputado Estadual do  Rio Grande do Sul
Mandato: 1987 a 1995
(2 mandatos consecutivos)
Dados pessoais
Nascimento: 13 de outubro de 1952 (66 anos)
Santo Ângelo-RS
Esposa: Isabel Cristina Geiss Nardes
Alma mater: Fundames

João Augusto Ribeiro Nardes (Santo Ângelo, 13 de outubro de 1952) é um político brasileiro e membro do Tribunal de Contas da União.

Augusto Nardes é graduado em administração de empresas pela Fundames (atual Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões), em Santo Ângelo, pós-graduado em política do desenvolvimento e mestre em estudos de desenvolvimento, pelo Institut Université d’Études, em Genebra, na Suíça.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Nardes iniciou sua carreira política como vereador pelo Arena, o partido que deu sustentação à ditadura militar, em Santo Ângelo, entre 1973 e 1977. Foi deputado estadual pelo PDS, entre 1986 e reeleito em 1990 já pelo Partido Progressista Renovador.

Em 1994 elegeu-se deputado federal, sendo reeleito em 1998 e 2002.

Em 2005, a revista Veja publicou uma matéria onde relatava o processo que Nardes sofria por crime eleitoral, peculato e concussão.[1]

Reportagens dos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo revelam que o Ministério Público Federal em Brasília, que comanda a Operação Zelotes, apurou indícios do envolvimento de Nardes no esquema de corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).

TCU[editar | editar código-fonte]

Renunciou ao mandato de deputado federal para assumir o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União.

Com a aposentadoria do ministro Humberto Souto em 2004, coube à Câmara dos Deputados indicar o substituto à vaga e Nardes obteve a indicação do PP, após pressão do então presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti, do mesmo partido, que posteriormente renunciou ao mandato para escapar de um processo de cassação por suposto envolvimento em um esquema de pagamento de propina, chamado mensalinho, e nepotismo.

Houve quatro candidatos e, por votação secreta, Nardes venceu com 203 votos, contra os 137 votos dados ao deputado José Pimentel (PT-CE), 75 a Osmar Serraglio (PMDB-PR) e 55 votos ao deputado Carlos Nader (PFL-RJ), com 7 votos em branco.[2] Confirmado pelo Senado e nomeado pelo Presidente da República, renunciou ao mandato de deputado federal para assumir o novo cargo em 20 de setembro de 2005.

Em 2015 Nardes foi relator da análise das contas presidenciais do ano anterior, de mandato da presidente Dilma Rousseff (PT), que resultou na histórica rejeição das contas presidenciais por unanimidade no dia 7 de outubro. Foi a primeira rejeição desde o governo Getúlio Vargas. Nos meses que antecederam ao julgamento, quando o resultado deste já se mostrava previsível, a Advocacia Geral da União intentou afastar o ministro da relatoria, por sua parcialidade e antecipação de voto. A AGU não obteve êxito, e o resultado da análise das contas, em conformidade com o entendimento de Nardes, obteve apoio de autoridades no assunto. Paulo Soares Bugarín, procurador-geral do Ministério Público de Contas, publicamente ressaltou a gravidade das irregularidades presentes na prestação de contas do governo (no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 8.10.2015).

Referências

  1. «Acervo Digital VEJA - Digital Pages». veja.abril.com.br. Consultado em 23 de dezembro de 2015 
  2. eCâmara

Ligações externas[editar | editar código-fonte]