Queijo do reino

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O queijo do reino[1] é uma variedade de queijo semiduro e maturado, que tem a forma arredondada e casca avermelhada e cuja forma tradicional de apresentação é a embalagem de lata, geralmente vermelha.[2] Foi assim que surgiu o queijo do reino, que foi portanto o primeiro queijo curado industrializado do Brasil.[2]

História[editar | editar código-fonte]

No período em que permaneceu no Brasil, a corte portuguesa importava queijos Edam da Holanda, via Portugal.[3] Mais tarde, na década de 1850, o português Carlos Pereira de Sá Fortes contratou dois técnicos holandeses para uma fábrica de laticínios na região de Santos Dumont, Minas Gerais, os quais começaram a produzir um queijo inspirado no Edam para suprir a demanda pelos «queijos dos nobres portugueses».[3][nota 1] A origem de seu nome seria em virtude de este ser inicialmente fabricado para consumo dos nobres do Reino de Portugal, que na época estavam estabelecidos no Brasil. Posteriormente, seu consumo se popularizou entre as classes mais abastadas do país e hoje em dia é amplamente consumido, principalmente nas épocas de Natal e de Festas Juninas.

Em Portugal, o conhecido «queijo flamengo»,[4] possui a mesma forma arredondada e casca avermelhada, porém o sabor e a textura são completamente diferentes entre os dois queijos. A casca avermelhada é o resultado da mistura com o urucum. O uso do urucum é uma prova da utilização de produtos nativos das América pelos holandeses. Os indígenas comercializavam diretamente o urucum com os holandeses.

Consumo[editar | editar código-fonte]

Nos dias atuais, o queijo do reino é principalmente consumido no estado de Pernambuco, a qual responde por 80% do mercado nacional.[5]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Esse foi o primeiro fato de grande importância para o desenvolvimento da indústria queijeira do Brasil. Os técnicos batavos se chamavam Boeck e Young.[2]

Referências

  1. Editores do Aulete (2007). «Verbete: queijo do reino». Dicionário Caldas Aulete. Consultado em 24 de janeiro de 2014 
  2. a b c LEANDRO, Jair Jorge. Queijos – uma introdução. [S.l.: s.n.] 158 páginas. ISBN 9788541604154 
  3. a b GANSALVES, Paulo Eiró (2001). Livro Dos Alimentos. [S.l.]: MG Editores. 266 páginas. ISBN 9788572550277 
  4. ENDRES, Aline. Pocket Culinary Art Dictionary: Portuguese-English – English-Portuguese. [S.l.]: New Global Publishing. ISBN 9780979174858 
  5. «Pernambuco é o maior consumidor | Economia | Diario de Pernambuco - O mais antigo jornal em circulação na América Latina». www.impresso.diariodepernambuco.com.br. Consultado em 22 de novembro de 2017 
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