Raphus cucullatus

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Como ler uma caixa taxonómicaDodó / Dodô / Dronte
Ocorrência: Último Holoceno
Esqueleto e modelo de Dodó baseado em pesquisas modernas, Museu de História Natural da Universidade de Oxford[1]

Esqueleto e modelo de Dodó baseado em pesquisas modernas, Museu de História Natural da Universidade de Oxford[1]
Estado de conservação
Status iucn3.1 EX pt.svg
Extinta  (1662) (IUCN 3.1) [2]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Columbiformes
Família: Columbidae
Subfamília: Raphidae
Género: Raphus
Brisson, 1760
Nome binomial
Raphus cucullatus
Carolus Linnaeus, 1758
Distribuição geográfica
Mauritius island location.svg
Sinónimos
Struthio cucullatus Linnaeus, 1758
Didus ineptus Linnaeus, 1766

O dodó (português europeu) ou dodô (português brasileiro), também chamado de dronte (Raphus cucullatus), foi uma ave não-voadora extinta endêmica das Ilhas Maurícias, uma das ilhas Mascarenhas na costa leste da África, perto de Madagascar. A ave mais próxima geneticamente foi a também extinta solitário-de-rodrigues, também da subfamília Raphidae da família das pombas; sendo que a mais semelhante ainda viva é o pombo-de-nicobar. Durante algum tempo, pensou-se erroneamente que o dodó branco existisse na ilha de Reunião.[3]

O dodó tinha cerca de um metro de altura e podia pesar entre 10 e 18 quilogramas na natureza. A aparência externa é evidenciada apenas por pinturas e textos escritos no século XVII, e, por causa dessa considerável variabilidade, levando-se em conta que poucas descrições são conhecidas, a aparência exata é um mistério. Semelhantemente, pouco se sabe com exatidão sobre o habitat e o comportamento.[4] Tem sido descrito com plumagem cinza acastanhado, pata amarela, um tufo de penas na cauda, cabeça cinza sem penas, e o bico preto, amarelo e verde.[5] A moela ajudava a ave a digerir os alimentos, incluindo frutas, e acredita-se que o principal habitat tenha sido as florestas costeiras nas áreas mais secas das Ilhas Maurícias. Presume-se que o dodó tenha deixado de voar devido à facilidade de se obter alimento e a relativa inexistência de predadores nas Ilhas Maurícias.

A primeira menção ao dodó do qual se conhece foi através de marinheiros holandeses em 1598. Nos anos seguintes, o pássaro foi predado por marinheiros famintos, seus animais domésticos e espécies invasoras foram introduzidas durante esse tempo. A última ocasião aceita em que o dodó foi visto data de 1662. A extinção não foi imediatamente noticiada e alguns a consideraram uma criatura mítica. No século XIX, pesquisas conduziram a uma pequena quantidade vestígios, quatro espécimes trazidos para a Europa no século XVII. Desde então, uma grande quantidade de material subfóssil foram coletados nas Maurícias, a maioria do pântano Mare aux Songes. A extinção do dodó em apenas cerca de um século após seu descobrimento chamou a atenção para o problema previamente desconhecido da humanidade envolvendo o desaparecimento por completo de diversas espécies.

Por fim, o dodó ficou amplamente conhecido por fazer parte de Alice no País das Maravilhas, sendo parte da cultura popular, frequentemente como um símbolo da extinção e obsolescência. É frequente o uso como mascote das Ilhas Maurícias.[6]

Taxonomia[editar | editar código-fonte]

As primeiras descrições de cientistas retratavam o dodô de diversas maneiras: um pequeno avestruz, um frango-d'água, um tipo de albatroz e até mesmo uma espécie de abutre.[7] Em 1842, o zoólogo dinamarquês Johannes Reinhardt propôs que os dodôs fossem pombos terrestres, baseado em estudos de um crânio de dodô descoberto por ele mesmo na coleção real dinamarquesa em Copenhague.[8] Esta ideia foi considerada ridícula a princípio, mas posteriormente recebeu apoio de Hugh Strickland e Alexander Melville na monografia deles publicada em 1848 — The Dodo and Its Kindred — na qual tentaram separar o que era mito e o que era realidade sobre a ave.[9] Após dissecar e embalsamar a cabeça e o pé do espécime do Museu da Universidade de Oxford e comparar com vestígios do também extinto solitário-de-rodrigues (Pezophaps solitaria), descobriram grandes semelhanças entre essas espécies. Strickland constatou que não eram idênticas, mas compartilhavam muitas características peculiares nos ossos das pernas, então conhecidas apenas em pombos.[10]

A anatomia do dodô era parecida com a dos pombos em muitos aspectos. Strickland observou que apenas uma pequena parte, a da extremidade, do longo bico da ave é queratinizada, sendo a porção basal maior, delgada e pouco protegida. Pombos têm pele sem penas na região ao redor dos olhos e próxima ao bico, assim como os dodôs. A fronte era alta em relação ao bico, e a narina tinha uma localização baixa no meio do bico, sendo circundada por pele, uma combinação de características compartilhada somente com pombos. As pernas do dodô eram geralmente mais parecidas com as dos pombos terrestres do que com as de outros pássaros, tanto em relação às escamas como ao esqueleto. Representações de grandes papos sugerem parentesco com pombos, nos quais esses órgãos são mais desenvolvidos do que em outras aves. A maioria dos pombos possuem ninhadas muito pequenas, e acredita-se que as fêmeas de dodô punham um único ovo por vez. Assim como os pombos, o dodô não tinha o osso vômer nem o septo das narinas, e compartilhava detalhes na mandíbula, no osso zigomático, no palato e no hálux. O dodô diferia de pombos principalmente pelo pequeno tamanho da asa e o grande bico em proporção ao resto do crânio.[10]

Ao longo do século XIX, várias espécies foram classificadas como congêneres do dodô, incluindo o solitário-de-rodrigues e o íbis-terrestre-de-reunião, batizados respectivamente como Didus solitarius e Raphus solitarius (Didus e Raphus foram nomes de gêneros propostos para o dodô e eram usados por diferentes autores da época). Uma atípica descrição do século XVII sobre um dodô e um esqueleto encontrado na ilha Rodrigues, que atualmente se sabe que pertence a um solitário-de-rodrigues, levou Abraham Dee Bartlett a nomear uma nova espécie, Didus nazarenus, em 1852.[11] Como foi baseado em vestígios de solitários, o termo é atualmente um sinônimo para esta espécie.[12] Desenhos simples do Aphanapteryx bonasia da ilha Maurício também foram mal interpretados como espécies de dodôs, Didus broeckii e Didus herberti.[13]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Um dos primeiros nomes para o dodô foi Walghvogel, em holandês, usado pela primeira vez no diário de bordo do vice-almirante Wybrand van Warwijck, que visitou Maurício durante a Segunda Expedição Holandesa à Indonésia em 1598. Walghe quer dizer "sem gosto", "insípido" ou "desagradável", e vogel significa "pássaro".[14] O nome foi traduzido para o alemão como Walchstök ou Walchvögel, por Jakob Friedlib.[15] O relatório holandês original intitulado Waarachtige Beschryving foi perdido, mas a tradução em inglês sobreviveu:[16]

"À esquerda deles havia uma pequena ilha a qual deram o nome de ilha Hemskerk, e a uma baía nela chamaram baía Warwick (...). Ali permaneceram por 12 dias para descansar, encontrando neste lugar grande quantidade de aves grandes como cisnes, que eles chamaram de Walghstocks ou Wallowbirdes, sendo muito boa sua carne. Mas ao encontrar uma abundância de pombos e papagaios, desdenharam de comer mais dessas grandes aves, chamando-as (como dito antes) Wallowbirds, que significa pássaro enjoativo ou repugnante.

Dos referidos pombos e papagaios, os encontraram em abundância, tendo a carne muito gordurosa e saborosa; esses pássaros podem ser facilmente capturados e mortos com pequenas varas: eles são tão mansos assim porque a ilha não é habitada, também porque nenhuma criatura que vive ali é acostumada a avistar homens."[17] [18] [19] [nota 1]

Outro relato daquela viagem, talvez o primeiro a mencionar o dodô, afirma que o portugueses se referiam àquelas aves como pinguins. Mas o termo pode não ter se originado de pinguim (pois o idioma português da época tratava tal ave como "sotilicário"), e sim de pinion, uma alusão às pequenas asas.[14] A tripulação do navio holandês Gelderland chamou a ave de "dronte" (que significa "inchado") em 1602, forma até hoje usada em algumas línguas.[20] Esta tripulação também se referia aos dodôs como "griff-eendt" e "kermisgans", em referência às aves engordadas para uma quermesse em Amsterdã, as quais foram guardadas no dia seguinte ao ancoramento deles na ilha Maurício.[21]

A etimologia da palavra dodô não é clara. Alguns atribuem a palavra holandesa dodoor, que significa "preguiçoso", mas está mais provavelmente relacionada com Dodaars, que significa tanto "traseiro gordo" ou "nó no traseiro", referindo-se ao nó de penas sobre a extremidade traseira. O primeiro registro da palavra Dodaars está na revista do capitão Willem Van de West-Zanen em 1602. O escritor inglês Sir Thomas Herbert foi o primeiro a usar a palavra dodô na imprensa em 1634 no seu livro de viagens, alegando que foi referido como tal pelos portugueses, que tinham visitado Maurício em 1507. Outro inglês, Emmanuel Altham, tinha usado a palavra em uma carta de 1628, no qual ele também alegou a origem na língua portuguesa. O nome "dodar" foi introduzido em inglês, ao mesmo tempo que dodô, mas só foi utilizado até o século XVIII. Na medida em que se sabe, os portugueses nunca mencionaram o pássaro. No entanto, algumas fontes ainda afirmam que a palavra dodô deriva da palavra doudo em português antigo (atualmente doido). Também tem sido sugerido que "dodô" é uma aproximação onomatopoeica do canto da ave, um som de duas notas parecido com o de um pombo e que se assemelhava a "doo-doo".

O nome em latim cucullatus ("bordado") foi utilizado pela primeira vez por Juan Eusebio Nieremberg em 1635 como Cygnus cucullatus, em referência a uma representação de dodô feita por Carolus Clusius em 1605. Em sua obra clássica do século XVIII "Systema Naturae", Carlos Lineu usou o nome específico cucullatus, mas combinou com o nome do gênero Struthio (avestruz). Mathurin Jacques Brisson cunhou o nome do gênero Raphus (referindo-se às abetardas) em 1760, resultando no nome atual Raphus cucullatus. Em 1766, Linnaeus criou um novo nome binominal Didus ineptus (que significa "dodô inepto"). Mas depois este tornou-se um sinônimo do nome anterior em razão da prioridade nomenclatural.

Evolução[editar | editar código-fonte]

O pé do espécime é utilizado como fonte para o estudo genético, Museu de Oxford.

Por muitos anos o dodô e o solitário-de-rodrigues foram catalogados numa família só deles, a Raphidae (antes denominada Dididae), já que o parentesco com outros pombos não estava suficientemente esclarecido. Depois cada um foi classificado em sua própria família monotípica (Raphidae e Pezophapidae, respectivamente), pois se pensava que haviam desenvolvido suas características similares de forma independente.[22] Informações osteológicas e moleculares levaram à dissolução da família Raphidae, e tanto o dodô como o solitário-de-rodrigues estão hoje alocados numa única subfamília, Raphinae, dentro da família Columbidae.[23]

A comparação do citocromo b mitocondrial e das sequências 12S de RNAr, isolados de um tarso de dodô e de um fêmur de solitário-de-rodrigues, confirmou o parentesco próximo entre essas duas aves, bem como sua classificação dentro da família Columbidae.[24] A interpretação dessas evidências genéticas mostrou que o "primo" vivo mais próximo do dodô é o pombo-de-nicobar, que habita o sudeste asiático, seguido pelas gouras da Nova Guiné e pelo Didunculus strigirostris de Samoa.[25] O nome do gênero deste último, Didunculus, significa "pequeno dodô" em latim; o pássaro foi chamado pelo famoso naturalista Richard Owen de "dodlet".[26] O cladograma a seguir, formulado por Shapiro e colaboradores em 2002, mostra as relações do dodô com outros pombos dentro da família Columbidae.[24]




Goura victoria






Caloenas nicobarica (pombo-de-nicobar)




Pezophaps solitaria (solitário-de-rodrigues)



Raphus cucullatus (dodô)








Didunculus strigirostris



Um cladograma similar, publicado em 2007, invertia os lugares da goura e do "Didunculus", além de incluir o Otidiphaps nobilis e o Trugon terrestris na base do clado. Estudando as evidências comportamentais e morfológicas, Jolyon C. Parish propôs que o dodô e o solitário-de-rodrigues devem ser alocados na subfamília Gourinae junto com as pombas gouras e outras espécies, em acordo com os dados genéticos. Em 2014, a análise do DNA do único exemplar que restou do Caloenas maculata mostrou que ele é um parente próximo do pombo-de-nicobar, e, sendo assim, também é "primo" do dodô e do solitário-de-rodrigues.

Um estudo de 2002 indicou que os ancestrais do dodô e do solitário divergiram em torno do limite Paleogeno-Neogeno. As ilhas Mascarenhas (Maurício, Reunião e Rodrigues), são de origem vulcânica e têm menos de 10 milhões de anos de idade. Portanto, os antepassados de ambos os pássaros provavelmente permaneceram capazes de voar por um tempo considerável após a separação de sua linhagem. Os ancestrais dos raphines podem ter se espalhado a partir sudeste asiático por passeios pelas ilhas. A falta de mamíferos herbívoros competindo pelos recursos dessas ilhas permitiu que o solitário e o dodô atingissem tamanhos muito grandes. O DNA obtido a partir da amostra de Oxford é degradado, e nenhum DNA utilizável foi extraído do subfóssil encontrado, portanto, estes resultados ainda precisam ser verificados de forma independente. O dodô perdeu a capacidade de voar devido à falta de predadores mamíferos em Maurício. Outro pombo grande e incapaz de voar, o Natunaornis gigoura, foi descrito em 2001 a partir de material subfóssil de Fiji. Ele era apenas um pouco menor do que o dodô e o solitário, e também acredita-se que pode ter parentesco com os pombos coroados.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Como não existem espécimes completos de dodô, sua aparência externa, como a plumagem e a coloração, é difícil de determinar. Ilustrações e relatos escritos de encontros com dodô feitos entre a sua descoberta e extinção (1598-1662) são a evidência primordial para sua aparência externa. De acordo com a maioria das representações, o dodô tinha uma plumagem acinzentada ou acastanhada, com mais leves penas primárias e um tufo de penas leves encaracolado altas no traseiro. A cabeça era cinza e nua, o bico verde, preto e amarelo, e as pernas eram robustas e amareladas, com garras pretas. A ave apresentava dimorfismo sexual: machos eram maiores e tinham bicos proporcionalmente mais longos. O bico media até 23 centímetros de comprimento e tinha uma região em forma de gancho.

Subfósseis que foram achados em Maurício e restos das aves que foram trazidas para a Europa no século XVII mostram que elas eram muito grandes, tinham um metro de altura e, possivelmente, com peso de até 23 kg. Os maiores pesos foram atribuídos às aves em cativeiro; estima-se que na natureza pesavam na faixa 10,6 a 21,1 kg. Uma estimativa posterior apontou um peso médio tão baixo quanto 10,2 kg. Este dado tem sido questionado e ainda há alguma controvérsia. Especialistas acreditam ainda que o peso do dodô variava conforme a estação do ano, eles seriam gordos durante as estações frias, mas nem tanto durante as quentes. Um estudo dos poucas penas remanescentes na cabeça do exemplar de Oxford mostrou que eles eram penáceos em vez de plumáceose e mais semelhantes às de outros pombos.

Muitas das características do esqueleto que distinguem o dodo e o solitário-de-rodrigues, seu parente mais próximo, de outros pombos têm sido atribuídas a sua incapacidade de voar. Os elementos pélvicos eram mais grossos do que os dos pombos voadores para suportar o peso mais elevado, e a região peitoral e as pequenas asas foram paedomorphic, o que significa que foram subdesenvolvidas e retido a características juvenis. O crânio, tronco e membros pélvicos foram peramorphic, o que significa que eles mudaram consideravelmente com a idade. O dodô compartilhava vários outros traços com o solitário-de-rodrigues, como características do crânio, pélvis, e esterno, bem como seu grande tamanho. É diferente em outros aspectos, como ser mais robusto e mais curto do que o solitário, tendo crânio e bico maiores, uma porção superior do crânio arredondada e órbitas menores. O pescoço e as pernas do dodô eram proporcionalmente mais curtos, e que não dispunha de um equivalente ao calombo presente nos punhos do solitário.

Descrições contemporâneas[editar | editar código-fonte]

A maioria das descrições contemporâneas do dodô são encontradas em troncos e revistas das embarcações Companhia das Índias Orientais holandesa que atracaram em Maurício, quando o Império Holandês governou a ilha. Esses registros foram utilizados como guias para viagens futuras. Poucos relatos contemporâneos são confiáveis, pois muitos parecem basear-se em relatos anteriores, e nenhum deles foi escrito por cientistas.

Um dos primeiros relatos, do jornal de Warwijck de 1598, descreve o pássaro como:

Papagaios azuis são muito numerosos lá, bem como outras aves; entre as quais estão um tipo, conspícua pelo seu tamanho, maior do que os nossos cisnes, com enormes cabeças cobertas apenas a metade com a pele como se vestido com um capuz. Estas aves não possuem asas, no lugar das quais 3 ou 4 penas enegrecidas sobressaem. A cauda consiste de algumas penas encurvadas moles, que são de cor cinza. Estes que costumávamos chamar de 'Walghvogel', pela razão de que o mais longo e mais freqüentemente eles foram preparados, a comer menos macio e mais insípida eles se tornaram. Não obstante a sua barriga e peito eram de um sabor agradável e facilmente mastigável.[nota 2]

Uma das descrições mais detalhadas foi feita por Sir Thomas Herbert em A Relation of Some Yeares Travaille into Afrique and the Greater Asia, datada de 1634:

Primeiro aqui apenas e em Dygarrois [Rodrigues, provavelmente referindo-se ao solitário] é gerado o dodô, que por forma e raridade pode antagonizar o Phoenix of Arabia: seu corpo é redondo e gordo, poucos pesam menos de 50 libras. Ele tem a fama mais para admirar do que para alimentos, stomackes greasie pode seeke atrás deles, mas para o delicado que são ofensivas e de nenhum alimento. Seus dardos visage diante melancolia, como sensata de injurie da natureza em que quadro tão grande de um corpo para ser guiado com asas complementall, tão pequenos e impotentes, que apenas servem para provar seu pássaro. A metade de sua cabeça é aparente nua couered com multa Vaile, seu bico é torto para baixo, no meio é o trinado [narina], a partir do qual parte para o fim tis um verde claro, misturado com tintura amarelo pálido; seus olhos são pequenos e parecido com diamantes, redondos e Rowling; suas penas roupas felpudas, seus comboios três pequenas plumas, curto e inproportionable, suas pernas adequando seu corpo, sua pounces Sharpe, seu apetite forte e ganancioso. Pedras e ferro são digeridos, o que permitirá uma melhor descrição ser concebida em sua representação.[nota 3]

Representações contemporâneas[editar | editar código-fonte]

O diário de bordo do navio holandês Gelderland (1601-1603), redescoberto na década de 1860, contém os únicos esboços conhecidos de exemplares vivos ou recém mortos de dodô desenhados em Maurício. A autoria foi atribuída ao artista profissional Joris Joostensz Laerle, que também desenhou outras aves já extintas da ilha Maurício, e a um segundo artista, menos refinado. Além destes desenhos, não se sabe quantas ilustrações de dôdos foram baseadas em animais vivos ou empalhados, o que afeta a sua fiabilidade.

Todas as representações feitas após o ano d 1638 parecem ser baseadas em imagens anteriores, na medida em que menções ao dodô em relatos de viagem tonaram-se cada vez mais raros. As diferenças nas representações levaram autores como Anthonie Cornelis Oudemans e Masauji Hachisuka a especular sobre dimorfismo sexual, traços ontogênicos, variação sazonal, e até mesmo a existência de espécies diferentes, mas essas teorias não são aceitas atualmente. Certos detalhes como a marca do bico, a forma das penas da cauda e a cor do animal variam de relato para relato, o que faz com que fique impossível determinar a morfologia exata dessas características, se eles sinalizam idade ou sexo, ou mesmo se refletem a realidade. O especialista em dodôs Julian Hume argumentou que as narinas do dodô vivo teria sido fendas, como visto no Gelderland, Cornelis Saftleven, Crocker Art Gallery, e imagens de Ustad Mansur. De acordo com essa afirmação, as narinas abertas frequentemente vistos em pinturas indicam que espécimes de taxidermia foram utilizados como modelos.

A imagem tradicional do dodô é de um pássaro muito gordo e desajeitado, mas esta visão pode ser exagerada. A opinião geral dos cientistas hoje é que muitas representações europeias antigas foram baseadas em aves superalimentadas em cativeiro, ou em espécimes empalhados cruamente. Também foi sugerido que as imagens podem mostrar dodôs com penas bufantes, como parte do comportamento de exibição. O pintor holandês Roelant Savery foi o ilustrador mais influente e prolífico do dodô. Ele fez pelo menos dez representações, muitas vezes mostrando-os cantos inferiores das telas. Uma famosa pintura sua, datada de 1626, agora chamada Edward's Dodo por ter pertencido ao ornitólogo George Edwards, tornou-se a imagem padrão de um dodô. Ela está alojada no Museu de História Natural de Londres. A imagem mostra uma ave particularmente gorda e é a fonte de muitas outras ilustrações de dodôs.

Uma pintura mogol indiana redescoberta em São Petersburgo na década de 1950 mostra um dodô junto a pássaros indígenas. A gravura retrata uma ave acastanhada e mais magra, e seu descobridor A. Iwanow e o especialista em dodôs Julian Hume a consideram como uma das representações mais precisas de um dodô vivo; os pássaros ao redor são claramente identificáveis e representados com uma coloração adequada. Acredita-se ser do século XVII e tem sido atribuído ao artista Ustad Mansur. O pássaro retratado provavelmente viveu no zoológico do imperador mogol Jahangir, localizado em Surat, onde o viajante inglês Peter Mundy também afirmou ter visto dodôs. Em 2014, uma outra ilustração indiana de um dodô foi relatada, mas mostrou-se derivada de uma ilustração alemã de 1836.

Comportamento e ecologia[editar | editar código-fonte]

Reconstituição do Dodó que reflete sua aparência física no Museu de História Natural, Londres, Inglaterra

Pouco se sabe sobre o comportamento do dodô, pois a maioria das descrições da época são muito breves. Com base em estimativas de peso, foi sugerido que o macho pudesse chegar a 21 anos de idade, e as fêmeas 17. Estudos de cantilever da força de seus ossos da perna indicam que ele poderia correr muito rápido. Ao contrário do solitário-de-rodrigues, não há nenhuma evidência de que o dodô usasse suas asas em combate com outros dodôs. Embora alguns ossos tenham sido encontrados com fraturas curadas, ele tinha músculos peitorais fracos e asas mais reduzidas em comparação com o solitário. O dodô pode sim ter usado seu grande bico encurvado em disputas territoriais. Uma vez que Maurício recebe mais chuva e tem menor variação sazonal do que Rodrigues, o que afeta a disponibilidade de recursos nesta ilha, os dodôs teriam menos motivos para evoluir para um comportamento territorial agressivo. O solitário-de-rodrigues foi, portanto, provavelmente o mais agressivo dos dois.

O habitat preferido do dodô é desconhecido, mas as descrições antigas sugerem que habitavam as florestas sobre as áreas costeiras mais secas do sul e oeste de Maurício. Esta opinião é corroborada pelo fato de que o pântano Mare aux Songes é perto do mar no sudeste da ilha Maurício. Tal distribuição limitada em toda a ilha poderia muito bem ter contribuído para a sua extinção. O mapa de 1601 da revista Gelderland mostra uma pequena ilha ao longo da costa da ilha Maurício, onde dodôs foram capturados. Julian Hume sugeriu esta ilha era a baía Tamarin, na costa oeste da ilha Maurício. Ossos subfósseis também foram encontrados dentro de cavernas nas terras altas, indicando que o animal poderia habitar as montanhas. O trabalho no pântano Mare aux Songes mostrou que seu habitat era dominada por tambalacoques, árvores Pandanus e palmeiras endêmicas.

Muitas espécies endêmicas de Maurício tornaram-se extintas após a chegada dos seres humanos, de modo que o ecossistema da ilha é muito danificado e difícil de reconstruir. Antes da chegada dos humanos, Maurício era inteiramente coberta por florestas, mas muito pouco resta hoje devido ao desmatamento.[27] A fauna endêmica sobrevivente ainda está seriamente ameaçada.[28] O dodô viveu ao lado de outras aves da Ilha Maurício recentemente extintas, como a galinhola-vermelha-de-maurício, o papagaio-de-bico-largo, o papagaio-cinzento-de-maurício, o pombo-azul-de-maurício, a Mascarenotus sauzieri, o Fulica newtonii, o Alopochen mauritiana, o Anas theodori, e a Nycticorax mauritianus. Répteis extintos de maurício incluem a Cylindraspis inepta, a Cylindraspis triserrata, o Leiolopisma mauritiana, e a jiboia-da-ilha-round. A Pteropus subniger e o caracol Tropidophora carinata viveram na ilha Maurício e ilha da Reunião, mas desapareceram de ambas as ilhas. Algumas plantas, como a Casearia tinifolia e a Angraecum palmiforme, também se tornaram extintas.

Dieta[editar | editar código-fonte]

Um documento holandês de 1631, redescoberto em 1887, mas agora perdido, é o único relato sobre a dieta do dodô e também menciona que ele usava seu bico para se defender:

Esses maiores são soberbos e orgulhosos. Mostram-se para nós com caras duras e severas, e bocas escancaradas. de marcha desenvolta e audaz, eles dificilmente move um pé diante de nós. Sua arma de guerra era a sua boca, com a qual podem bicar ferozmente; sua alimentação era de frutos; eles não foram bem penas mas abundantemente cobertos de gordura. Muitos deles foram trazidos a bordo, para o deleite de todos nós.

Além de frutos caídos, o dodô provavelmente subsistiu com nozes, sementes, bulbos e raízes. Também foi sugerido que o dodô poderia ter comido caranguejos e mariscos, como seus parentes pombos coroados. Seus hábitos alimentares devem ter sido versáteis, uma vez que espécimes em cativeiro foram, provavelmente, dada a grande variedade de comida nas viagens de longo mar. Anthonie Oudemans sugeriu que como Maurício estações seca e chuvosa bem definidas, o dodô provavelmente engordava comendo frutos maduros no fim da estação chuvosa para sobreviver a estação seca, quando a comida era escassa; relatos contemporâneos descrevem apetite "ganancioso" da ave. França Staub sugeriu que eles eram principalmente alimentados com frutos de palmeiras, e ele tentou correlacionar o ciclo de gordura do dodô com o regime de frutificação das palmeiras.

Várias fontes contemporâneas afirmam que o dodô usarava pedras na moela para auxiliar a digestão. O escritor Inglês Sir Hamon L'Estrange testemunhou um exemplar ao vivo em Londres e descreveu-o da seguinte maneira:

Em 1638, enquanto eu caminhava pelas ruas de Londres, vi uma imagem de um pássaro de aparência estranha pendurada numa cobertura e eu, em companhia de mais um ou dois, entrei para vê-lo. Era mantido numa câmara, e era uma ave grande, um pouco maior que um peru macho, com pernas e pés parecidos, porém mais grossos e robustos e de forma mais ereta, colorido na parte da frente como o peito de um faisão macho jovem, e na traseira de um dunn ou dearc cor. O tratador o chamava de dodô, e no ende de um chymney na câmara estava uma Heape de grandes pedras de seixo, às quais deu várias à ave na nossa frente, algumas tão grande como uma noz, e o tratador nos contou que a ave as comia (para ajudar na digestão), e embora eu não lembre se o tratador foi questionado sobre mais detalhes, estou seguro de que depois ela botava tudo pra fora novamente.

Não se sabe como os filhotes eram alimentados, mas seus parentes pombos fornecem leite do papo. Representações contemporâneas mostram um grande papo, que provavelmente era usado como local de armazenamento de alimentos e para a produção de leite do papo. Especialistas sugeriram que o tamanho máximo atingido pelo dodô e pelo solitário era limitado pela quantidade de leite do papo que pudessem produzir para suas crias durante o crescimento inicial.

Em 1973, cientistas propuseram que o tambalacoque, também conhecido como árvore-dodô, estava desaparecendo em Maurício, ilha na qual é endêmica. Havia supostamente apenas 13 espécimes restantes, todos com idade estimada em cerca de 300 anos. Stanley Temple formulou a hipótese que o vegetal dependia do dodô para sua propagação, e que suas sementes somente germinavam depois de passar pelo aparelho digestivo da ave. Ele alegou que o tambalacoque estava praticamente co-extinto por causa do desaparecimento do dodô. Temple não viu relatos da década de 1940 que constatou que sementes da árvores germinaram, embora muito raramente, sem serem submetidas à digestão. Outros contestaram sua hipótese e sugeriram que o declínio da árvore foi exagerado, ou que as sementes também foram distribuídos por outros animais extintos, como as tartarugas Cylindraspis', morcegos de frutas ou o papagaio-de-bico-largo. De acordo com Wendy Strahm e Anthony Cheke, dois especialistas na ecologia das Ilhas Mascarenhas, a árvore, apesar de rara, germinou desde o desaparecimento do dodô em números de várias centenas, e não 13, como reivindicado por Temple, portanto, desacreditam da visão de Temple quando afirma que o dodô era um único responsável pela sobrevivência da árvore.

Foi sugerido que o papagaio-de-bico-largo possa ter dependido de dodôs e de tartarugas Cylindraspis para comer frutos de palmeiras e excretar as suas sementes, que se tornavam o alimento para os papagaios. Araras Anodorhynchus dependiam da agora extinta megafauna sul-americana, da mesma forma, mas agora dependem de gado domesticado para este serviço.

Reprodução[editar | editar código-fonte]

O relato de Cauche é problemático, uma vez que também menciona que o pássaro que ele estava descrevendo tinha três dedos no pé e não tinha língua, ao contrário do dodô. Isso levou alguns a acreditar que Cauche estava descrevendo uma nova espécie de dodô ("Didus nazarenus"). A descrição foi provavelmente misturada com a de um casuar, e os escritos de Cauche tem outras inconsistências. Uma menção de um "jovem avestruz" levado a bordo de um navio em 1617 é a única outra referência a um possível dodô jovem. Um ovo, que se alega ser de dodô, está armazenado no museu de East London, África do Sul. Foi doado por Marjorie Courtenay-Latimer, cuja tia-avó tinha recebido um capitão que alegou tê-lo encontrado em um pântano em Maurício. Em 2010, o curador do museu propôs o uso de estudos genéticos para determinar a sua autenticidade. Pode, no entanto, tratar-se de um ovo aberrante de avestruz.

Devido à provável ninhada de ovo único e ao grande tamanho da ave, foi proposto que o dodô era do tipo K-selecionado, o que significa que ele produzia um baixo número de descendentes altriciais, o que exigia cuidados dos pais até que eles se desenvolvessem. Algumas evidências, incluindo o tamanho grande e o fato de que aves tropicais e frugívoras têm taxas de crescimento mais lento, indicam que a ave pode ter tido um período de desenvolvimento prolongado. O fato de nenhum dodô jovem ter sido encontrado no pântano Mare aux Songes, onde a maioria dos restos de dodô foram escavados, pode indicar que a ave produzia pouca prole, que amadurecia rapidamente, que as áreas de reprodução eram longe do pântano, ou que o risco de atolamento era sazonal.

Relação com humanos[editar | editar código-fonte]

Maurício já havia sido visitado por navios árabes na Idade Média e navios portugueses entre 1507 e 1513, mas não foi colonizado por nenhum dos dois. Não há registros conhecidos de dodôs por estes visitantes, embora o nome português para Maurício, "Ilha Cerne (cisne)", pode ter sido uma referência aos dodôs. O Império holandês adquiriu Maurício em 1598, renomeando-o em homenagem a Maurício de Nassau, e foi utilizado para o abastecimento de navios comerciais da Companhia Holandesa das Índias Orientais daí em diante. Os relatos mais antigos conhecidos do dodô foram fornecidos por viajantes holandeses durante a Segunda expedição holandesa para a Indonésia, liderada pelo almirante Jacob van Neck em 1598. Eles aparecem em relatórios publicados em 1601, que também contêm a primeira ilustração publicada da ave. Uma vez que os primeiros marinheiros a visitarem Maurício estavam no mar por um longo tempo, o seu interesse por estas aves de grande porte foi principalmente culinário. A revista de 1602 por Willem Van West-Zanen do navio Bruin-Vis menciona que 24 a 25 dodôs foram caçados para servir de alimento, os quais eram tão grandes que dois dificilmente poderiam ser consumido na hora das refeições, os seus restos sendo preservado por salga. Uma ilustração feita para a versão publicada 1648 desta revista, que mostra a morte de dodôs, um dugongo, e, possivelmente, um papagaio-cinzento-de-maurício, a legenda era com um poema holandês, aqui em 1848 a tradução de Hugh Strickland:

Alguns dos primeiros viajantes acharam o sabor da carne do dodô desagradável, e preferiram comer papagaios e pombos, já outros a descreveram como dura, mas boa. Alguns dodôs foram caçados apenas pela sua moela, considerada a parte mais deliciosa da ave. Eles eram fáceis de pegar, mas os caçadores tinham que ter cuidado para não serem mordidos por seus bicos poderosos.

A semelhança do dodô com o red rail levou Peter Mundy a especular, 230 anos antes da teoria da evolução de Charles Darwin:

Dodôs exportados[editar | editar código-fonte]

O dodô foi considerado interessante o suficiente para que espécimes vivos fossem enviados para a Europa e Oriente. O número de dodôs transportados e que atingiram seus destinos vivos é incerto, e não se sabe como eles se relacionam com representações contemporâneas e os poucos não-fóssil permanece em museus europeus. Com base em uma combinação de relatos contemporâneos, pinturas e espécimes, Julian Hume inferiu que pelo menos onze dodôs transportados atingiram seus destinos vivos.

Extinção[editar | editar código-fonte]

Reconstituição do Dodó que reflete sua aparência física no Museu de História Natural da Universidade de Oxford

Como muitos animais que evoluíram isolados e sem predadores significativos, o dodô não tinha medo de seres humanos. Este destemor e sua incapacidade de voar tornava-o presa fácil para os marinheiros. Embora alguns relatos dispersos descrevessem matanças em massa de dodôs para provisões de bordo, as investigações arqueológica escassas evidências de predação humana. Ossos de pelo menos dois dodôs foram encontrados em cavernas de Baie du Cap que abrigavam escravos fugitivos e condenados no século XVII e não teria sido facilmente acessível para dodôs por causa do terreno alto e acidentado. A população humana em Maurício (que tem uma área de 1 860 km2) nunca excedeu 50 pessoas no século XVII, mas esses primeiros colonos introduziram outros animais, incluindo cães, porcos, gatos, ratos e macacos-do-mato, que saqueavam ninhos de dodô e concorreram pelos limitados recursos alimentares. Ao mesmo tempo, os humanos destruíram florestas que eram o habitat da ave. O impacto destes animais introduzidos, especialmente os porcos e macacos, sobre a população de dodôs é atualmente considerado mais grave do que a caça. Os ratos não foram, talvez, uma ameaça muito grande aos ninhos, uma vez que os dodôs estavam acostumados a lidar com os caranguejos terrestres locais.[9] [29] [30]

Tem sido sugerido que o dodô já pode ter sido raro ou localizadas antes da chegada dos seres humanos em Maurício, uma vez que teria sido improvável que se torne extinto tão rapidamente se tivesse ocupado todas as áreas remotas da ilha. Uma expedição em 2005 encontrou restos subfóssil de dodos e outros animais mortos por uma enchente. Tais mortes em massa teria prejudicado ainda mais uma espécie já em perigo de extinção.

Há algumas controvérsias envolvendo a data da sua extinção. O último registro amplamente aceito de um avistamento dodô é o relatório de 1662 pelo marinheiros náufragos Volkert Evertsz do navio holandês Arnhem, que descreveu aves capturadas em uma ilhota pequena off Maurício, agora sugerido para ser a ilha Âmbar:

Os dodôs nesta ilhota não necessariamente foram os últimos membros da espécie. A última aparição reivindicada de um dodô foi relatado nos registros de caça de Isaac Johannes Lamotius em 1688. A análise estatística desses registros por Roberts e dá Solow uma nova data de extinção estimada de 1693, com um intervalo de confiança de 95% de 1688 a 1715. Os autores também assinalaram que, devido a última observação antes de 1662 ser de 1638, o dodo foi, provavelmente, já bastante raro na década de 1660, e, portanto, um relatório disputado datado de 1674 por um escravo fugido não pode ser posto de lado.

Anthony Cheke apontou que algumas descrições pós 1662 usam os nomes "Dodo" e "Dodaers" quando se refere à galinhola vermelha, indicando que haviam sido transferidas para si após o desaparecimento do própria dodô. Cheke, portanto, aponta para a descrição de 1662 como a última observação credível. Um relato de 1668 feito pelo viajante inglês John Marshall, que usou os nomes "Dodo" e "galinha vermelha" alternadamente para a galinhola vermelha, mencionou que a carne era "dura", o que ecoa a descrição da carne no relato de 1681. Até mesmo a menção de 1662 tem sido questionada por Errol Fuller, como a reação de angústia chora coincide com o que foi descrito para a galinhola-vermelha. Até que essa explicação foi proposto, a descrição de "dodos" a partir de 1681 foi pensado para ser o último relato, e essa data ainda tem defensores. Manuscritos holandeses recentemente acessíveis indicam que nenhum dodô foi visto por colonos entre 1664 e 1674. É improvável que este problema seja resolvido algum, a menos que os relatórios atrasados que citam o nome ao lado de um descrição física são redescobertos. A Lista Vermelha da IUCN aceita justificativa de Cheke para escolher a data de 1662, tendo todos os relatórios subsequentes para se referir a galinholas vermelhas. Em qualquer caso, o dodô foi provavelmente extinto em 1700, cerca de um século depois de sua descoberta em 1598. Os holandeses deixaram Maurício em 1710, mas até então o dodô e a maioria dos grandes vertebrados terrestres já haviam se tornado extintos.[31] [32] [33]

Mesmo que a raridade do dodô foi já relatado no século XVII, sua extinção não foi reconhecido até o século XIX. Isto foi em parte porque, por motivos religiosos, a extinção não se acreditava possível até mais tarde ser provada por Georges Cuvier, e em parte porque muitos cientistas duvidavam de que o dodô realmente tivesse existido algum dia. Parecia por demais uma criatura estranha, e muitos acreditavam que era um mito. O pássaro foi usado pela primeira vez como um exemplo de extinção induzida pelo homem, em Penny Magazine, em 1833.[34] [35] [36] [37] [38] [39]

Restos físicos[editar | editar código-fonte]

Espécimes do século XVII[editar | editar código-fonte]

Os únicos vestígios existentes de dodôs levados para a Europa no século XVII são: uma cabeça e um pé, ambos secos, do Museu de História Natural da Universidade de Oxford; um pé que estava guardado no Museu Britânico, mas que foi perdido; um crânio do Museu Zoológico da Universidade de Copenhague; e um maxilar superior e ossos das pernas no Museu Nacional, em Praga. Os dois últimos foram redescobertos e identificados como restos de dodô em meados do século XIX. Vários dodôs empalhados foram também mencionados em antigos inventários de museus, mas não se sabe de nenhum que tenha resistido até os dias atuais. Além desses restos, um pé seco, que pertenceu ao professor holandês Pieter Pauw, foi mencionado por Carolus Clusius em 1605. Sua origem é desconhecida, e agora está perdido, mas pode ter sido coletado durante a viagem de van Neck.

As únicas amostras de tecido mole que persistiram ao tempo, a cabeça (espécime OUM 11605) e o pé de Oxford, pertenceram ao último dodô empalhado que se tem notícia. Esse exemplar foi mencionado pela primeira vez como parte da coleção de Tradescant em 1656, sendo transferido três anos mais tarde, em 1659, para o Museu Ashmolean. Acredita-se que podem ser os restos da ave que Hamon L'Estrange viu em Londres. Muitas fontes afirmam que o museu queimou o dodô empalhado por volta de 1755 por causa da grave deterioração da peça, salvando apenas a cabeça e uma perna. O estatuto 8 do museu diz "que como qualquer coisa envelhece e perece, o mantenedor pode removê-lo em um dos armários ou outro repositório. E alguns outros para ser substituído". Hoje acredita-se que a simples destruição deliberada da amostra é um mito; ela foi, na verdade, removida do local de exposição para preservar o que lhe restou. Este tecido mole de dodô foi ainda mais degradado depois; a cabeça teve a pele separada do crânio em duas metades na dissecação feita por Strickland e Melville. O pé está em estado esquelético, com apenas pedaços de pele e tendões. Muito poucas penas permanecem na cabeça. Provavelmente era uma fêmea, já que o pé é 11% menor e mais delicado que o do espécime de Londres, e parece ser um indivíduo já totalmente crescido.

O pé seco de Londres, mencionado pela primeira vez em 1665, e transferido para o Museu Britânico no século XVIII, foi exibido ao lado da pintura de dodô feita Edwards de Savery até a década de 1840. Também foi dissecado por Strickland e Melville. Não foi colocado numa postura ereta, o que sugere que foi separado de uma amostra fresca, e não de uma montada. Em 1896, foi mencionado como estando sem seus integumentos, e acredita-se que só os ossos permanecem até hoje, apesar de seu paradeiro atual ser desconhecido.

O crânio de Copenhagen (espécime ZMUC 90-806) é conhecido por ter sido parte da coleção de Bernardus Paludanus em Enkhuizen até 1651, quando foi transferido para o museu no castelo de Gottorf, em Schleswig. Depois que o castelo foi ocupado por tropas dinamarquesas em 1702, o acervo do museu foi assimilado na coleção real dinamarquesa. O crânio foi redescoberto por J. T. Reinhardt em 1840. Com base nessa história, pode ser o resquício mais antigo já conhecido da sobrevivência de um dodô trazido para a Europa no século XVII. É 13 milímetros mais curto que o crânio de Oxford, e pode ter pertencido a uma fêmea. Ele foi mumificado, mas a pele pereceu.

A parte da frente de um crânio (espécime NMP P6V-004389) e alguns ossos da perna no Museu Nacional de Praga foram encontrados em 1850, entre os restos do Museu Böhmisches. Pode ser o que restou de um dos dodôs empalhados que viviam no zoológico do imperador Rodolfo II, possivelmente, o espécime pintado lá por Hoefnagel ou Savery.

Espécimes subfósseis[editar | editar código-fonte]

Até 1860, os únicos restos de dodô conhecidos foram os quatro espécimes incompletos do século XVII. Philip Burnard Ayres encontrou os primeiros ossos subfósseis em 1860, os quais foram enviados para Richard Owen no Museu Britânico, que não publicou os achados. Em 1863, Owen pediu ao bispo Vincent Ryan, de Maurício, para divulgar na ilha que ele deveria ser informado caso algum osso de dodô fosse descoberto. Em 1865, George Clark, o mestre-escola do governo em Mahébourg, finalmente encontrou ossos subfósseis de dodô em grande quantidade no pântano da Mare aux Songes, no sul da ilha Maurício, depois de uma pesquisa de 30 anos inspirada na monografia de Strickland e Melville. Em 1866, Clark expôs sua descoberta no The Ibis, uma revista científica de ornitologia: ele havia enviado seus cules de percorrer o centro do pântano, sentindo-se para os ossos com os pés. No início, eles encontraram alguns ossos, até que cortar forragem que cobria a parte mais profunda do pântano, onde encontraram muitos fósseis. O pântano rendeu os restos de mais de 300 dodôs, mas muito poucos crânios e ossos da asa, possivelmente porque os corpos superiores foram lavados ou eliminados, enquanto a parte inferior do corpo estava preso. Um cenário semelhante a muitos achados de restos de moa em pântanos da Nova Zelândia. A maioria dos restos de dodô continuam a partir dos Mare aux Songes ter um meio de coloração marrom escuro.

Os relatos de Clark sobre as descobertas reacenderam o interesse pela ave. Tanto Richard Owen como Alfred Newton queriam ser o primeiro a descrever a anatomia pós-cranial do dodô, e Owen comprou um carregamento de ossos originalmente destinada a Newton, o que gerou rivalidade entre os dois. Owen descreveu os ossos na obra Memoir on the Dodo, em outubro de 1866, mas errou ao basear sua reconstrução na pintura Edwards' Dodo feita por Savery, fazendo com que a ave parecesse muito atarracada e obesa. Em 1869 ele recebeu mais ossos e corrigiu sua representação, deixando-a mais ereta. Newton, por sua vez, direcionou seu foco para o solitário-de-reunião. Os ossos restantes, que não foram vendidos nem para Owen nem para Newton, foram leiloados ou doados a museus.

Em 1889, Theodor Sauzier foi contratado para explorar as "lembranças históricas" da ilha Maurício e encontrar mais restos de dodô no Mare aux Songes. Não só cumpriu esses objetivos como também encontrou resquícios de outras espécies extintas. Louis Etienne Thirioux, um naturalista amador de Port Louis, também encontrou muitos restos de dodô, e em vários locais da ilha, por volta do ano 1900. Suas descobertas incluem o primeiro espécime articulado, que é também o único dodô subfóssil encontrado fora da região do Mare aux Songes; e o único resto de um espécime juvenil, um tarsometatarso, posteriormente perdido. O primeiro espécime foi encontrado em 1904 em um caverna perto da montanha Le Pouce, e é o único esqueleto completo de um único exemplar de dodô, e inclui os únicos kneecaps preservadas da ave. Thirioux doou ao Museu Desjardins (hoje Museu de História Natural do Instituto Maurício), onde ainda está em exibição. Em 2014, este espécime foi a base para a primeira reconstrução 3-D de um esqueleto completo de dodô, que utilizou tecnologia de varredura a laser em três dimensões. A reconstrução foi exibida em Berlim, na 74ª Reunião Anual da Sociedade de Paleontologia de Vertebrados.

Em outubro de 2005, depois de cem anos de negligência, uma parte do pântano Mare aux Songes foi escavada por uma equipe internacional de pesquisadores. Para prevenir a malária, os britânicos haviam coberto o pântano com núcleo duro durante o seu domínio sobre Maurício, que teve de ser removido. Muitos restos mortais foram encontrados, incluindo ossos de pelo menos 17 dodôs em vários estágios de maturidade (embora não juvenis), e vários ossos, obviamente, a partir do esqueleto de uma ave individual, que foram preservados na sua posição natural. Esses achados foram tornados públicos em dezembro de 2005 no museu Naturalis em Leiden. 63% dos fósseis encontrados no pântano pertencia a tartarugas do gênero Cylindraspis, já extinto, e 7,1% pertenciam a dodôs, que haviam sido depositados dentro de vários séculos, há 4000 anos. Escavações posteriores sugeriram que dodôs e outros animais ficaram atolados no Mare aux Songes ao tentar chegar a água durante um longo período de seca severa cerca de 4200 anos atrás. Apesar de muitos pequenos elementos do esqueleto foram encontrados durante as recentes escavações do pântano, poucos foram encontrados durante o século 19, provavelmente devido ao emprego de métodos de coleta menos refinados. Em junho de 2007, os aventureiros que exploravam uma caverna na ilha Maurício descobriram o esqueleto de dodô mais completo e mais bem preservado já encontrado. O espécime foi apelidado de "Fred", após o achado.

Em todo o mundo, 26 museus possuem grandes quantidades de material de dodô, quase todos encontrados no Mare aux Songes. O Museu de História Natural, Museu Americano de História Natural, Museu de Zoologia da Universidade de Cambridge, o Museu Senckenberg, e outros têm esqueletos quase completos, montados a partir da subfóssil dissociada continua a ser de vários indivíduos. Em 2011, uma caixa de madeira contendo ossos de dodô da era eduardiana foi redescoberto no Museu Grant no University College de Londres, durante os preparativos para uma mudança. Eles haviam sido armazenadas com ossos de crocodilo.

O dodô branco[editar | editar código-fonte]

O suposto "dodô branco" (ou "solitário") da ilha Reunião é hoje considerado uma conjectura errada baseada em relatos contemporâneos do íbis-de-reunião e pinturas do século XVII de aves brancas parecidas com o dodô feitas por Pieter Withoos e Pieter Holsteyn que vieram à tona no século XIX. A confusão começou quando Willem Ysbrandtszoon Bontekoe, que visitou a ilha Reunião por volta de 1619, mencionou aves gordas e que não voam, as quais se referiu como "Dod-eersen" em seu diário de bordo, embora sem mencionar de que cor eram. Quando a revista foi publicada em 1646, ela foi acompanhada por uma gravura de um dodô da "Crocker Art Gallery sketch" de Savery. Um pássaro branco, encorpado, e incapaz de voar foi mencionado pela primeira vez como parte da fauna de Reunião pelo oficial-chefe J . Tatton em 1625. Menções esporádicas foram posteriormente feitas por Sieur Dubois e outros escritores da época.

O barão Edmond de Sélys Longchamps cunhou o nome Raphus solitarius para estas aves em 1848, pois acreditava que os relatos se referiam a uma espécie de dodô. Quando pinturas do século XVII de dodôs brancos foram descobertas por naturalistas do século XIX, foi assumido que elas retratavam essas aves. Anthonie Cornelis Oudemans sugeriu que a discrepância entre as pinturas e as antigas descrições aconteceu porque os desenhos mostravam as fêmeas, e que a espécie tinha, portanto, dimorfismo sexual. Alguns autores também acreditavam que os pássaros descritos eram de uma espécie semelhante ao solitário-de-rodrigues, como foi referido pelo mesmo nome, ou mesmo que havia espécies brancas tanto de dodô como de solitários na ilha.

A pintura de Pieter Withoos, que foi descoberta primeiro, parece estar baseada em uma pintura anterior de Pieter Holsteyn, e sabe-se que existiram três versões dela. De acordo com Hume, Cheke e Valledor de Lozoya, parece que todas as representações de dodôs brancos foram baseados na pintura Landscape with Orpheus and the animals de 1611, feita por Roelant Savery, ou em cópias do mesma. A pintura mostra um espécime esbranquiçado e aparentemente foi feita com base em um exemplar empalhado, em seguida, em Praga; um walghvogel descrito como tendo um "coloração esbranquiçada suja" foi mencionado em um inventário de espécimes na coleção de Praga do Sacro Imperador Romano Rodolfo II, a quem Savery foi contratado na época (1607-1611). Várias imagens posteriores todos de Savery mostram aves acinzentadas, possivelmente porque ele tinha até então visto outro exemplar. Cheke e Hume acredita que o espécime pintado era branco, devido ao albinismo. Valledor de Lozoya, por sua vez, sugeriu que a plumagem claro era um traço juvenil, resultado de branqueamento de espécimes de taxidermia antigos, ou simplesmente licença artística.

Em 1987, cientistas descreveram fósseis de uma espécie recentemente extinta de íbis originário da ilha Reunião com um bico relativamente curto, Borbonibis latipes, antes de uma conexão com os relatos do solitário ter sido feita. Cheke sugeriu a um dos autores, Francois Moutou, que os fósseis podem ter sido do solitários de Reunião, e esta sugestão foi publicada em 1995. O íbis foi transferido para o gênero Threskiornis, agora combinado com o epíteto específico "solitarius" do R. solitarius binomial. As aves deste gênero são também brancas e pretas com bicos finos, se enquadrando assim com as antigas descrições do solitário-de-reunião. Nenhum fóssil de animal parecido com dodô jamais foi encontrado na ilha.

Relevância cultural[editar | editar código-fonte]

A importância do dodô como um dos animais extintos mais conhecidos e sua aparência singular levou à sua utilização na literatura e na cultura popular como um símbolo de um conceito ou objeto desatualizado, como na expressão "morto como um dodô", que quer dizer uma coisa inquestionavelmente morta ou obsoleta. Da mesma forma, a frase "seguindo o caminho do dodô" significa tornar-se extinto ou obsoleto, cair fora do uso ou da prática comum, ou para se tornar uma coisa do passado. Em 1865, mesmo ano em que George Clark começou a publicar relatórios sobre fósseis escavados de dodô, o pássaro recém vindicado foi caracterizado como um personagem de Lewis Carroll em Alice no País das Maravilhas. Acredita-se que ele incluiu o dodô porque se identificou com a ave e adotou o nome como apelido para si mesmo por causa de sua gagueira, o que o fez acidentalmente apresentar-se como "Do-do-dodgson", seu sobrenome legal. A popularidade do livro fez o dodô um ícone conhecido de extinção.

Hoje, o dodo aparece frequentemente em obras de ficção popular e é usado como mascote para muitos tipos de produtos, especialmente em Maurício. O dodô aparece como um defensor no brasão de armas de Maurício. É também usado como uma marca d'água em todas as notas da rupia maurícia. Um dodô sorridente é o símbolo da Brasseries de Bourbon, um fabricante de cerveja popular na ilha da Reunião, cujo emblema mostra as espécies brancas que se pensava ter vivido lá.

O dodô é usado para promover a proteção de espécies ameaçadas de extinção por muitas organizações ambientais, como a Durrell Wildlife Conservation Trust e o Durrell Wildlife Park. Em 2011, a aranha nephilid Nephilengys dodo, que habita as mesmas florestas que os dodôs habitavam, foi nomeada em homenagem à ave com o intuito de aumentar a conscientização sobre a necessidade urgente de proteção da biota de Maurício. O nome dodô também foi imortalizado por cientistas de nomeação de elementos genéticos, lembrando a incapacidade de voar do dodô. Um gene de mosca da fruta dentro de uma região de um cromossomo necessária para a capacidade de voar foi nomeado "dodo". Além disso, uma família elemento transponível defeituoso de Phytophthora infestans foi nomeado DodoPi uma vez que continha mutações que eliminaram a capacidade do elemento para saltar para novos locais num cromossomo.

Em 2009, uma inédita ilustração holandesa do século XVII de um dodô foi à venda na Christie e era esperado ser vendida por 6 000 libras. Não se sabe se a ilustração foi baseada em um espécime ou em uma imagem anterior. Foi vendida por £ 44.450.

O poeta Hilaire Belloc incluiu o seguinte poema sobre o dodô na sua obra Bad Child's Book of Beasts de 1896:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Tradução livre de: "On their left hand was a little island which they named Heemskirk Island, and the bay it selve they called Warwick Bay ... Here they taried 12. daies to refresh themselues, finding in this place great quantity of foules twice as bigge as swans, which they call Walghstocks or Wallowbirdes being very good meat. But finding an abundance of pigeons & popinnayes [parrots], they disdained any more to eat those great foules calling them Wallowbirds, that is to say lothsome or fulsome birdes. Of the said Pidgeons and Popiniayes they found great plenty being very fat and good meate, which they could easily take and kil euen with little stickes: so tame they are by reason ý the Isle is not inhabited, neither be the liuing creatures therein accustomed to the sight of men.".
  2. Tradução livre de: "Blue parrots are very numerous there, as well as other birds; among which are a kind, conspicuous for their size, larger than our swans, with huge heads only half covered with skin as if clothed with a hood. These birds lack wings, in the place of which 3 or 4 blackish feathers protrude. The tail consists of a few soft incurved feathers, which are ash coloured. These we used to call 'Walghvogel', for the reason that the longer and oftener they were cooked, the less soft and more insipid eating they became. Nevertheless their belly and breast were of a pleasant flavour and easily masticated.".
  3. Tradução livre de: "First here only and in Dygarrois [Rodrigues, likely referring to the solitaire] is generated the Dodo, which for shape and rareness may antagonize the Phoenix of Arabia: her body is round and fat, few weigh less than fifty pound. It is reputed more for wonder than for food, greasie stomackes may seeke after them, but to the delicate they are offensive and of no nourishment. Her visage darts forth melancholy, as sensible of Nature's injurie in framing so great a body to be guided with complementall wings, so small and impotent, that they serve only to prove her bird. The halfe of her head is naked seeming couered with a fine vaile, her bill is crooked downwards, in midst is the trill [nostril], from which part to the end tis a light green, mixed with pale yellow tincture; her eyes are small and like to Diamonds, round and rowling; her clothing downy feathers, her train three small plumes, short and inproportionable, her legs suiting her body, her pounces sharpe, her appetite strong and greedy. Stones and iron are digested, which description will better be conceived in her representation.".

Referências

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Cheke, Anthony S; Hume JP. Lost Land of the Dodo: an Ecological History of Mauritius, Réunion & Rodrigues (em inglês). New Haven e Londres: T. & A. D. Poyser, 2008. ISBN 978-0-7136-6544-4



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