Jorge Coelho

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Jorge Coelho
Ministro de Portugal Portugal
Mandato XIV Governo Constitucional
  • Ministro do Equipamento Social
  • Ministro da Presidência
  • Ministro de Estado
Vida
Nascimento 17 de Julho de 1954
Mangualde
Partido Partido Socialista

Jorge Paulo Sacadura Almeida Coelho (Mangualde, 17 de Julho de 1954) é um gestor e político português.

Criado em Contenças Gare, uma pequena aldeia do concelho de Mangualde, estudou no Colégio de Santa Maria e São José daquela cidade. O avô, Raúl Coelho, apoiante do Estado Novo, chegou a integrar as listas da União Nacional. No entanto, Jorge Coelho militou na extrema-esquerda quando estudava engenharia em Coimbra, antes da Revolução de Abril de 1974. Após a revolução, foi um dos fundadores da União Democrática Popular.

Trabalhou no Secretariado de Apoio ao Processo Eleitoral (STAPE) e retomou os estudos académicos. Concluiu a licenciatura em Organização e Gestão de Empresas, pelo Instituto Superior de Economia da Universidade Técnica de Lisboa em 1982. No ano seguinte filiou-se no Partido Socialista.

No mesmo ano foi chefe de gabinete do Secretário de Estado dos Transportes do IX Governo Constitucional, Francisco Luís Murteira Nabo (1983-1985).

A experiência executiva seguinte foi em Macau. Foi chefe de gabinete do Secretário de Estado Adjunto dos Assuntos Sociais, Educação e Juventude de Macau (1988-1989) e Secretário adjunto para a Educação e Administração Pública (1989-1991).

Segundo relata o DN,[1] foi aí, enquanto secretário-adjunto para a Administração, que fez uso do dom da palavra que todos lhe reconhecem para pôr fim, de megafone em punho, a uma revolta policial que ameaçava pôr Macau em estado de sítio. Ficou-lhe daí a alcunha de "bombeiro". Quem o viu nessa noite de chuva torrencial logo vaticinou que era um político para chegar longe...

Após o regresso a Portugal foi o “homem da máquina” socialista. Muito próximo de António Guterres, teve uma participação activa na eleição de Guterres a Secretário-geral do Partido Socialista, em eleições ganhas a Jorge Sampaio. Depois, Jorge Coelho assegurou toda a estrutura que montou a campanha eleitoral vitoriosa do PS nas eleições Legislativas de 1 de Outubro de 1995. O principal adversário de António Guterres era Fernando Nogueira, líder do PSD.

Dez anos depois, o Partido Socialista regressou ao estatuto de partido maioritário na Assembleia da República e com o líder a ser Primeiro-Ministro. Nas eleições Legislativas seguintes, em 10 de Outubro de 1999, o PS voltou a ganhar António Guterres como líder do PS e Durão_Barroso como líder do PSD) com a situação insólita de alcançar 115 deputados, exactamente metade do número de deputados da Assembleia da República.
 Também nestas eleições, Jorge Coelho assumiu o papel de líder da organização da campanha eleitoral.

No primeiro Governo liderado por António Guterres, o XII Governo,com posse a 28 de Outubro de 1995, Jorge Coelho assumiu o cargo de Ministro-adjunto de António_Guterres.

Na remodelação de 25 de Novembro de 1997, acumulou o cargo de Ministro-adjunto com o de Ministro da Administração Interna.

Das iniciativas tomadas como Ministro-Adjunto destaca-se a criação das Lojas do Cidadão. Em conjunto com o seu secretário de Estado da Administração Pública, Fausto Correia lançam em Portugal o conceito de “centro comercial” de atendimento de várias entidades públicas, agregando e ligando serviços num só espaço.

No XVI Governo, após as eleições Legislativas de 1999, Jorge Coelho tomou posse dos cargos de Ministro da Presidência e Ministro do Equipamento Social (Obras Públicas). 
Na remodelação de 14 de Setembro de 2000, Jorge Coelho manteve o cargo de Ministro do Equipamento Social e deixou o de Ministro da Presidência para passar a Ministro de Estado.

Na sequência da queda da ponte de Entre-os-Rios, Castelo de Paiva, em 04 de Março de 2001, onde morreram 59 pessoas, Jorge Coelho pediu a demissão do Governo,[2] “«assumindo a responsabilidade política» pelo acidente e que «não ficaria bem com a minha consciência se não o fizesse». A sua última decisão no cargo foi pedir um inquérito porque «a culpa não pode morrer solteira».”

Foi substituído, em 10 de Março de 2001, por Ferro Rodrigues no cargo de Ministro do Equipamento Social.

Após a saída do Governo, Jorge Coelho continuou a assumir um papel central no PS e coordenou ainda a campanha[3] eleitoral das eleições Legislativas de 20 de Fevereiro de 2005, onde o PS conseguiu a sua primeira maioria absoluta, e também das autárquicas de Outubro de 2005.

Em Novembro de 2006 renunciou ao mandato de deputado e abandonou todos os cargos partidários para se dedicar à sua actividade profissional.

Foi administrador da CONGETMARK, professor convidado da cadeira de Comunicação Pública e Política no Instituto Superior de Comunicação Empresarial (ISCEM) e consultor. Exerceu apenas um cargo público, de conselheiro de Estado. Em 15 de Junho de 2009, após pedido de renuncia[4] feito em 2008, Jorge Coelho foi substituído no Conselho de Estado por Gomes Canotilho.

A renúncia ao cargo de membro do Conselho e Estado, em 2008 teve lugar quando do convite para o cargo de CEO[5] do Grupo Mota-Engil. Antes, Jorge Coelho realizou para o Grupo Mota-Engil o plano estratégico do grupo entre 2009 e 2013, designado ”Ambição 2013”.

Ao assumir este cargo também deixou de ser comentador no programa Quadratura do Círculo, na SIC Notícias.

Atualmente recebe do estado uma subvenção vitalícia mensal 2.400 euros[6].

É membro da Maçonaria [7].

[editar] Funções governamentais exercidas

Referências


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