Durão Barroso
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| José Manuel Durão Barroso | |
| Primeiro-ministro de |
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| Mandato: | 6 de abril de 2002 a 29 de junho de 2004 |
| Precedido por: | António Guterres |
| Sucedido por: | Pedro Santana Lopes |
| Presidente da Comissão Europeia | |
| Mandato: | 23 de novembro de 2004 à actualidade |
| Precedido por: | Romano Prodi |
| Nascimento | 23 de Março de 1956 Lisboa |
|---|---|
| Primeira-dama: | Margarida Sousa Uva |
| Partido político: | PSD |
| Profissão: | Jurista e Professor Universitário |
José Manuel Durão Barroso GCC (Lisboa, 23 de Março de 1956) é um político português e presidente da Comissão Europeia desde Novembro de 2004, após abandonar o cargo de primeiro-ministro de Portugal.
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[editar] Formação e início de carreira
Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, durante o Período Revolucionário Português, fez mestrado em Ciências Económicas e Sociais pela Universidade de Genebra (Institut européen de l'université de Genève). A sua carreira académica continuou como professor assistente na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e no Departamento de Ciência Política da Universidade de Georgetown (em Washington), onde efectuou trabalho de pesquisa no âmbito do seu doutoramento. De regresso a Lisboa, Durão Barroso foi professor de Ciência Política, e director do departamento de Ciência Política da Universidade Lusíada. Hoje em dia ocupa o cargo de Presidente da Comissão Europeia.
Participou na reunião de Bilderberg de 1994, quando era ministro dos Negócios Estrangeiros de Cavaco Silva. Não por acaso, um ano depois estava a candidatar-se à liderança do partido. Perdeu para Fernando Nogueira, mas a sorte acabou por o bafejar, porque Nogueira foi derrotado por Guterres (num ciclo político muito desfavorável ao PSD). Durão ficou como reserva e tornou-se líder social-democrata em 1999, quando Marcelo Rebelo de Sousa saiu. Apesar de ter perdido as legislativas de 99 para Guterres não se deu por vencido, ficando célebre a sua frase "tenho a certeza que serei primeiro-ministro, só não sei é quando." O seu vatícinio acabou por confirmar-se, tornando-se primeiro-ministro em 2002. Em 2003, voltou a estar presente no clube de Bilderberg, na qualidade de primeiro-ministro. Em meados de 2004 era designado presidente da Comissão Europeia. Voltou a participar na reunião deste ano de 2005 de Bilderberg, que teve lugar na Alemanha, na qualidade de presidente da Comissão.
[editar] O início da actividade política
A sua actividade política teve início nos seus tempos de estudante, antes da Revolução dos Cravos de 25 de Abril de 1974. Foi um dos líderes da FEM-L (Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas), as "jotas" do PCTP-MRPP (Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses - Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado), força política de inspiração maoísta. Em 1980, Durão Barroso aderiu ao Partido Social Democrata, principal partido da direita portuguesa, no qual está filiado até hoje.
[editar] Alguns factos marcantes
Santana Lopes, secretário de estado da cultura, falou insistentemente a Cavaco Silva, então primeiro-ministro, do que considerava a extrema inteligência de Durão Barroso e que este merecia um lugar no governo. Cavaco convidou-o para ser sub-secretário de Estado no Ministério de Assuntos Internos, cargo que ocupou de 1985 a 1987. Rapidamente foi nomeado secretário de estado dos Assuntos Externos e Cooperação (1987-1992) e depois ministro dos Negócios Estrangeiros (1992-1995).
Em 1990 ele foi o principal promotor dos acordos de Bicesse, que levaram a um armistício temporário na Guerra Civil de Angola entre MPLA e a UNITA de Jonas Savimbi. Foi também um divulgador no panorama político internacional da causa da independência de Timor-Leste, ex-colónia portuguesa invadida a 7 de Dezembro de 1975 pela Indonésia e considerada por este país como a sua 27ª província.
Em 1993 o World Economic Forum refere-se a Durão Barroso com um dos "Global leaders for tomorrow" e considera-o um "political star".
[editar] Governação
Na oposição, Durão Barroso foi eleito deputado por Lisboa no Parlamento Nacional em 1995 e foi o presidente da comissão para os negócios estrangeiros. Em 1999 foi eleito presidente do PSD, tendo-se tornado então o líder da oposição.
A 6 de Abril de 2002, Durão Barroso tornou-se primeiro-ministro de Portugal. Como primeiro-ministro destacou-se pela política de contenção da despesa pública (onde se destaca a actividade da sua ministra das finanças, Manuela Ferreira Leite) e pelo apoio à invasão do Iraque em 2003, uma decisão que, de acordo com as sondagens, era contrária à opinião de parte dos portugueses.
[editar] A mudança para Bruxelas
A 29 de Junho de 2004, Barroso anunciou a sua demissão, para assumir o cargo de presidente da Comissão Europeia, remodelada e com mais poderes, sucedendo neste cargo a Romano Prodi, depois de o seu governo ter, durante bastante tempo, apoiado António Vitorino (socialista, da oposição) como candidato português para este cargo. Deveria ser conduzido no cargo a 1 de Novembro de 2004, para um mandato de cinco anos. No entanto, devido a não ter conseguido reunir os apoio necessários junto do Parlamento Europeu para a aprovação da lista de comissários, a 27 de Outubro de 2004, Durão Barroso pediu que a votação fosse adiada para data posterior.
[editar] A vida familiar
Durão Barroso é casado com Margarida Sousa Uva, com quem tem três filhos: Luís, Guilherme e Francisco.
[editar] Curiosidades
No Youtube podem ouvir, no vídeo Durão Barroso e o ensino burguês, umas palavras antiburguesas do maoísta Durão Barroso: Julgo que a proposta aprovada hoje neste plenário de estudantes candidatos ao primeiro ano e apresentada pela sua intercomissões de luta, órgão que todos souberam erguer para poder fazer avançar a luta é uma proposta inteiramente justa e que conduz no sentido correcto da luta. Que é no sentido de ingresso imediato da sua aplicação desde já e de exigir das autoridades governamentais a legalização; pois nós temos que ver que esta questão da luta contra o serviço cívico, que já foi vista o ano passado e temos que seja quem for que está no ministério da educação e da investigação cientifica, chamemos-lhe assim, defende essa medida, medida essa que não é mais que o reflexo da crise do sistema de ensino burguês, e medida essa que é inteiramente incorrecta, antioperária e antipopular que lança estudantes contra trabalhadores e trabalhadores contra estudantes.
Durante a campanha eleitoral de 2002, a esposa de Durão Barroso, Margarida Sousa Uva, dedicou publicamente ao marido um excerto do poema "sigamos o cherne" de Alexandre O'Neill, pretendendo destacar as capacidades de liderança do marido:
- Sigamos o cherne, minha amiga!
- Desçamos ao fundo do desejo
- Atrás de muito mais que a fantasia
- E aceitemos, até do cherne um beijo,
- Senão já com amor, com alegria...
Este momento teve amplo eco na comunicação social, sendo a alcunha de "Cherne" posteriormente utilizada com fins humorísticos, especialmente por parte da oposição.
| Precedido por António Guterres |
Primeiros-ministros de Portugal (XV Governo Constitucional) 2002 - 2004 |
Sucedido por Pedro Santana Lopes |
| Precedido por Romano Prodi |
Presidente da Comissão Europeia 2004 — actualidade |
Sucedido por corrente |
| Precedido por Marcelo Rebelo de Sousa |
Presidente do PSD 1999 - 2004 |
Sucedido por Pedro Santana Lopes |
| Precedido por João de Deus Pinheiro |
Ministro dos Negócios Estrangeiros XII Governo Constitucional |
Sucedido por Jaime Gama |

