Juína

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Município de Juína
"A Rainha da Floresta"
Bandeira de Juína
Brasão de Juína
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 9 de maio
Fundação 10 de julho de 1979
Gentílico juinense
Prefeito(a) Hermes Bergamin (PMDB-PSD/PR/PSDB/PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Juína
Localização de Juína no Mato Grosso
Juína está localizado em: Brasil
Juína
Localização de Juína no Brasil
11° 22' 40" S 58° 44' 27" O11° 22' 40" S 58° 44' 27" O
Unidade federativa  Mato Grosso
Mesorregião Norte Mato-grossense IBGE/2008 [1]
Microrregião Norte Mato-grossense
Municípios limítrofes Castanheira, Aripuanã, Brasnorte, Comodoro.
Distância até a capital 720 km
Características geográficas
Área 26 251,276 km² (BR: 35º)[2]
População 39 260 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 1,5 hab./km²
Altitude 442 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−4
Indicadores
IDH-M 0,749 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 432 028,177 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 10 914,76 IBGE/2008[5]
Página oficial

Juína é um município brasileiro do estado de Mato Grosso, na divisa com Rondônia. Situa-se inteiramente dentro do bioma Amazônia e é cidade-pólo da microrregião do Aripuanã.

Origem do Nome[editar | editar código-fonte]

Nome de origem indígena, da etnia Pareci, de grafia "zui-uína", que significa - Rio do gavião. Também há a possibilidade de originar da etnia Cinta Larga "ju-hi-iña". A denominação Juína é referência geográfica ao Rio Juína-Mirim. (Fonte: Ferreira, João Carlos Vicente - Mato Grosso e seus Municípios,Editora Buriti, 2001)

História[editar | editar código-fonte]

A região foi primeiramente habitada por povos das nações cintalarga, rikbatsa e ena-wenê-nawê. O território do município de Juína abriga duas enormes áreas indígenas e a população indígena é de 1008 indígenas [6] e ainda a Estação Ecológica Iquê-Juruena. O início da povoação aconteceu através da construção da rodovia AR-1, que liga a cidade de Vilhena, no Estado de Rondônia à de Aripuanã, que na década de setenta era de dificílimo acesso, sendo conhecida por “Terra Esquecida”. Coube a CODEMAT – Companhia de Desenvolvimento de Mato Grosso a iniciativa do Projeto Juína, pensado inicialmente por um grupo de diretores e funcionários, juntamente com diretores da SUDECO – Superintendência de Desenvolvimento do Centro Oeste. Consta ainda que o engenheiro Gabriel Müller, um entusiasta de Juína, foi um dos autores intelectuais do projeto, através de lei aprovada pelo Congresso Nacional por indicação e influência do então senador Filinto Müller, dando poderes ao Estado de Mato Grosso para a licitação da imensa área destinada ao futuro município de Juína. A seguir, dois milhões de hectares foram vendidos, principalmente para ruralistas do sul do país. À prefeitura do município de Aripuanã, para fins agrícolas, foram cedidos 117 mil há. às margens do rio Juruena, tendo como referência a antiga vila de Fontanilhas e mais 65 mil há. às margens do rio Aripuanã. A colonização de Juína começou a partir de 1978, quando inúmeras famílias, especialmente do centro-sul do país, migraram para esta região. Em l976, os trabalhadores de construção da AR-l, estavam a todo vapor, salvo os problemas naturais de períodos de chuvas. Em 23 de janeiro deste mesmo ano, ocorreu uma reunião no distrito de Fontanilhas, às margens do Juruena, tendo como palco o hotel Fontanilhas, que foi construído a mando do governador José Fragelli.Desta reunião participaram diretores da Sudeco e Codemat. Deste encontro surgiu a idéia de se formalizar o Projeto Juína, que previa a implantação de uma cidade no meio da selva amazônica. Identificadas às terras de maior fertilidade, definiu-se a área do projeto com aproximadamente 411 mil há. na região do Alto ARIPUANÃ e Juína-Mirim, do km180 a280 da rodovia AR-1. O projeto elaborado em 1977, teve sua aprovação pelo INCRA através da portaria nº 904, de 19 de setembro de 1878. O engenheiro Hilton Campos, detentor de grandes méritos da criação e colonização de Juína, não mediu esforços para levar os primeiros sinais de progresso à “Rainha da Floresta”, termo pelo qual é conhecida a cidade. O projeto original previa a divisão da cidadeem módulos. Cadamódulo tinha35 hectares, incluindo ruas e projetos urbanístico. Os lotes mediam 12x40 m. e depois passaram a 15x40 m. O projeto que resultou no surgimento de Juína, foi considerado o maior êxito de Colonização na Codemat. Em virtude do crescimento acelerado e acentuado, em 10 de junho de 1979, foi criado o distrito de Juína, com território jurisdicionado ao município de Aripuanã. Juína passou a município em 09 de maio de 1982, com área de quase 30 mil quilômetros quadrados, desmembrado do município de Aripuanã. A instalação foi no dia 3l de Janeiro, sendo primeiro prefeito eleito o professor Orlando Pereira. O setor agropecuário sofreu um duro golpe, pois a falta de operacionalidade da Cooperjuína – Cooperativa Agropecuária Mista de Juína, que foi fundada em 1980 e no ano de 1988, contava com 2.335 associados, permitiu esta situação. Em 1988, foi criada a Delegacia Regional de Educação de Juína. A partir de 1976, foram descobertas ricas jazidas diamantíferas na região, através de pesquisas identificadas pela SOPEMI – Sociedade de Pesquisas Minerais e pelo Projeto RADAMBRASIL. A garimpagem de diamantes acabou fazendo história em Juína. Há quem diga que já houve fase melhor. Juína foi escolhida pelos irmãos Ben–Davi, compradores de diamantes, para a instalação da “Bolsa de Diamantes”, que adquiriu, por longos anos, considerável lote de gemas. O comércio diamantífero não escolhe lugar nem hora para ser realizado. Basta sair nas ruas da cidade para se dar conta desta realidade. Até na estação rodoviária existem compradores de gemas. Um benefício que a garimpagem trouxe foi a exposição de fósseis de animais pré-históricos, após trabalho desenvolvido a6 metrosde profundidade, na fazenda São Luiz, localizada na linha-3.O fator negativo é que a quase totalidade destas peças encontradas, são jogadas fora ou mesmo escondidas, por acreditarem os garimpeiros que tais achados trazem azar. Ou seria medo, por existir lei que proíbe a garimpagem em áreas de sítios arqueológicos. De qualquer forma muita coisa se perde, mas ainda há tempo de salvar alguma coisa. Desde a instalação oficial do município, Juína tem se desenvolvido de forma extraordinária, apesar das dificuldades inerentes à localização da região. Um dos entraves para o crescimento é a questão energética, apesar da usina hidrelétrica do rio Aripuanã ter entrado em funcionamento, não atendeu à demanda necessária. Apesar de ser o maior produtor de diamante industrial do país, e seu subsolo abrigar ricas jazidas, que segundo pesquisas seriam necessários 50 anos para sua exploração, o setor encontra-se desmotivado. O município tem forte tendência para evolução no campo da pecuária, e as culturas perenes de guaraná, seringueira, cacau e mesmo o café, que tiveram incentivo na década de oitenta, encontravam-se em meados dos anos noventa, em franca decadência.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se no contato da frente pioneira de expansão colonizadora com as terras dos povos indígenas. Estando, por tais motivos, em meio a conflitos históricos e suas novas expressões. As três principais características desta região são: conflitos violentos entre os novos colonizadores e as comunidades indígenas e ribeirinhas lá residentes, profunda degradação ambiental motivada pela urbanização agroindustrial e a repetida falta de presença das relações democráticas.

A sede do município situa-se nas coordenadas aproximadas de latitude 11º22'42" sul e a uma longitude 58º44'28" oeste, estando a uma altitude de 442 metros.

O município de Juína localiza-se a noroeste do estado a 720 quilômetros da capital, Cuiabá. Foi criado a partir de um projeto implementado pela Companhia de Desenvolvimento de Mato Grosso, CODEMAT, no ano de 1976, com objetivo de expansão das fronteiras agrícolas e ocupação de áreas até então pertencentes a povos indígenas naturais da região.

Sua localização é privilegiada considerando que é polo regional dos municípios de Brasnorte, Castanheira, Juruena, Cotriguaçu, Colniza, Aripuanã e Rondolândia.

Possui uma extensão territorial é de 26.190 km² dos quais 60% pertencem a reserva indígena, e a área remanescente foram cortadas em lotes e vendidos à população vinda das diferentes partes do País, principalmente dos estados do Sul do [Brasil]. Os lotes foram distribuidos de acordo com a fertilidade das terras, sendo que os lotes mais próximos ao núcleo foram distribuidos aos pequenos agricultores e os lotes maiores e terras menos produtivas para desenvolvimento da pecuária industrial.

A emancipação política de Juína aconteceu no dia 9 de maio de 1982, sendo eleito o seu primeiro prefeito o professor Orlando Pereira. Seus sucessores continuam, por vezes, buscando superar as dificuldades econômicas, sociais e culturais vivenciadas pela população juinense ao longo dos 30 anos de emancipação.

A população atual é de aproximadamente 39.255 habitantes distribuidos na zona rural e urbana. Seu clima é tropical com duas estações climáticas bem definidas - período das chuvas e período da seca.

A economia do município de Juína tem sofrido várias transformações mas prevalece a exploração industrial extrativista e agropecuarista. Prioritariamente a economia se baseou no extrativismo vegetal - extração de madeiras nobres da região; extrativismo mineral com exploração de diamantes e agricultura de subsistência. A pecuária também tem grande importância no desenvolvimento econômico de Juína e região, com numeroso rebanho bovino.

O município promove atividades de lazer, como o festival de pesca nas margens do Rio Juruena (Fontanilhas), Festa e Exposição Agropecuária - EXPOJU, Carnaval de Rua, Bloco de carnaval Kaikoloko, fundado em 2009, um dos maiores de Mato Grosso, Rodeio Indoor de Dom Bosco, Bar da Mineira, entre outras.

Juína possui com uma população jovem com mais de 10 mil estudantes no ensino fundamental e médio. Atualmente estão sendo oferecidos cursos superiores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), pela Faculdades do Vale do Rio Juruena (Ajes), e pela Universidade Salgado de Oliveira.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) está presente neste município e oferece cursos de aprendizagem, aperfeiçoamento, qualificação, habilitação e serviços técnicos e tecnológicos. Atualmente está oferecendo 2 turmas do curso Técnico em Segurança e 01 em Tecnico em Logistica com um total de 120 alunos.

No esporte, destaca-se em modalidades como handebol, vôlei, atletismo e futsal, esporte que a consagrou como tricampeã da Taça Centro América em 2012. Sediou os Jogos Regionais Estudantis e Adultos.

Atualmente o município tem mais de 90% das ruas asfaltadas, Caixa Econômica Federal, o Corpo de Bombeiros está em fase de implantação, UPA (UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO) e é referencia em atendimento de saúde regional, contando com mais de 20 especialidades médicas.

Projeção na mídia[editar | editar código-fonte]

Juína teve uma divulgação muito positiva nas eleições gerais de 2006, quando o juiz Geraldo Fidelis comandou ação "Juína Bom Exemplo". Esta campanha ganhou destaque nacional, obtendo uma adesão de 100% de mesários voluntários no município; chegando inclusive a serem dispensados vários voluntários inscritos para mesários.

Em agosto de 2007 Juína foi objeto de atenção na mídia internacional, depois que dois jornalistas franceses e membros da ongs Greenpeace e Opan foram ameaçados e expulsos da cidade por um grupo de quase cem fazendeiros, apoiados pela Câmara Municipal e pelo então prefeito, Hilton Campos. O caso, documentado em vídeo, foi levado ao Ministério Público Federal, que pediu o afastamento do prefeito e indiciamento de outras cinco pessoas.[7] Naquela época, o governador Blairo Maggi se dispunha a pedir a intervenção do exército para deter a grilagem de terras na região. A demarcação das terras dos Enawenê-Nawê deixou de lado áreas antes invadidas por fazendeiros, como o local de pesca cerimonial da etnia, na nascente do rio Preto.

Ganhou destaque na mídia nacional, graças a uma gafe de um de seus parlamentares, o vereador Antonio Munhoz Sanches, conhecido como "Tuna" entre a comunidade que foi exibida no quadro Top Five, do programa CQC, na Band; onde o mesmo diz que no dia 7 de setembro comemoramos o "Dia da Inauguração do Brasil".

Juina é uma cidade polo de grande destaque e oferece um futuro promissor para quem pretender vir morar nela. Uma terra hospitaleira, aberta para todos que pretendem vir fazer uma vida e contribuir para o crescimento da cidade e povo juinense.

Referências

  1. Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  6. http://indigenas.ibge.gov.br/mapas-indigenas
  7. Políticos de Juína (MT) são processados por suposta ameaça a ambientalistas (em português) Globo Amazônia (10 de setembro de 2008). Visitado em 23 de junho de 2012.