Juína

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Município de Juína
"A Rainha da Floresta"
Bandeira de Juína
Brasão de Juína
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 9 de Maio
Fundação 10 de julho de 1979
Gentílico juinense
Prefeito(a) Altir Antonio Peruzzo (PT)
(20092012)
Localização
Localização de Juína
Localização de Juína no Mato Grosso
Juína está localizado em: Brasil
Localização de Juína no Brasil
11° 22' 40" S 58° 44' 27" O11° 22' 40" S 58° 44' 27" O
Unidade federativa  Mato Grosso
Mesorregião Norte Mato-grossense IBGE/2008 [1]
Microrregião Norte Mato-grossense
Municípios limítrofes Castanheira, Aripuanã, Brasnorte, Comodoro.
Distância até a capital 748 9 Km km
Características geográficas
Área 26 251,276 km² [2]
População 39 260 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 1,5 hab./km²
Altitude 442 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−4
Indicadores
IDH 0,749 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 432 028,177 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 10 914,76 IBGE/2008[5]

Juína é um município brasileiro do estado de Mato Grosso, na divisa com Rondônia. Situa-se inteiramente dentro do bioma Amazônia.

Índice

[editar] Origem do Nome

Nome de origem indígena, da etnia Pareci, de grafia "zui-uína", que significa - Rio do gavião. Também há a possibilidade de originar da etnia Cinta Larga "ju-hi-iña" - casa da betina que se situa ao fundo da PUC-GO com um rapaz residindo, chamado Heberti Mateus. A denominação Juína é referência geográfica ao Rio Juína-Mirim. (Fonte: Ferreira, João Carlos Vicente - Mato Grosso e seus Municípios,Editora Buriti, 2001)

[editar] História

O crescimento rápido da região trouxe um problema energético, apesar da usina hidrelétrica do rio Aripuanã.

[editar] Geografia

Localiza-se no contato da frente pioneira de expansão colonizadora com as terras dos povos indígenas. Estando, por tais motivos, em meio a conflitos históricos e suas novas expressões. As três principais características desta região são: conflitos violentos entre os novos colonizadores e as comunidades indígenas e ribeirinhas lá residentes, profunda degradação ambiental motivada pela urbanização agroindustrial e a repetida falta de presença das relações democráticas.

A sede do município situa-se nas coordenadas aproximadas de latitude 11º22'42" sul e a uma longitude 58º44'28" oeste, estando a uma altitude de 442 metros.

O município de Juína localiza-se a noroeste do estado a 720 quilômetros da capital, Cuiabá. Foi criado a partir de um projeto implementado pela Companhia de Desenvolvimento de Mato Grosso, CODEMAT, no ano de 1976, com objetivo de expansão das fronteiras agrícolas e ocupação de áreas até então pertencentes a povos indígenas naturais da região.

Sua localização é privilegiada considerando que é polo regional dos municípios de Brasnorte, Castanheira, Juruena, Cotriguaçú, Colniza, Aripuanã e Rondolândia.

Possui uma extensão territorial é de 26.528,7 km² dos quais 60% pertencem a reserva indígena, e a área remanescente foram cortadas em lotes e vendidos à população vinda das diferentes partes do País, principalmente dos estados do Sul do [Brasil]. Os lotes foram distribuidos de acordo com a fertilidade das terras, sendo que os lotes mais próximos ao núcleo foram distribuidos aos pequenos agricultores e os lotes maiores e terras menos produtivas para desenvolvimento da pecuária industrial.

A emancipação política de Juína aconteceu no dia 9 de maio de 1982, sendo eleito o seu primeiro prefeito o professor Orlando Pereira. Seus sucessores continuam, por vezes, buscando superar as dificuldades econômicas, sociais e culturais vivenciadas pela população juinense ao longo dos 24 anos de emancipação.

A população atual é de aproximadamente 39.064 habitantes distribuidos na zona rural e urbana. Seu clima é tropical com duas estações climáticas bem definidas - período das chuvas e período da seca.

A economia do município de Juína tem sofrido várias transformações mas prevalece a exploração industrial extrativista e agropecuarista. Prioritariamente a economia se baseou no extrativismo vegetal - extração de madeiras nobres da região; extrativismo mineral com exploração de diamantes e agricultura de subsistência. A pecuária também tem grande importância no desenvolvimento econômico de Juína e região, com numeroso rebanho bovino.

Mesmo com tantas dificuldades encontra formas agradáveis para o lazer como: festival de pesca nas margens do Rio Juruena (Fontanilhas), Festa e Exposição Agropecuária - EXPOJU, Cantinho da Viola - Pesque e Pague São Francisco, Clube de Campo Dourado, Carnaval de Rua, Bloco de carnaval KAIKOLOKO, fundado em 2009, um dos maiores de Mato Grosso, Rodeio Indoor de Dom Bosco, Baile Preto e Branco, Bar da Mineira, Danceteria Zero Grau, Bar e Choperia KAIKOLOKO e tantas outras festividades promovidas no município.

Juína possui com uma população jovem com mais de 10.000 estudantes no ensino fundamental e médio. Atualmente estão sendo oferecidos cursos superiores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat(a distância)) e Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), e pela Ajes (Faculdades do vale do Rio Juruena)

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) está presente neste município e oferece uma diversidade de cursos de aprendizagem, aperfeiçoamento, qualificação, habilitação e serviços técnicos e tecnológicos. Atualmente está oferecendo curso Técnico em Gestão Administrativa, com a participação de 37 alunos.

O setor esportivo tem feito história destacado-se em diversas modalidades: handebol, futsal, volei, atletismo, etc. Este ano sediou os Jogos Regionais Estudantis e Adultos

[editar] Projeção na mídia

Juína teve uma divulgação muito positiva nas eleições gerais de 2006, quando o ilustre juiz Geraldo Fidelis comandou ação "Juína Bom Exemplo". Esta campanha ganhou destaque nacional, obtendo uma adesão de 100% de mesários voluntários no município; chegando inclusive a serem dispensados vários voluntários inscritos para mesários.

Em agosto de 2007 Juína foi objeto de atenção na mídia internacional, depois que dois jornalistas franceses e membros da ongs Greenpeace e Opan foram ameaçados e expulsos da cidade por um grupo de quase cem fazendeiros, apoiados pela Câmara Municipal e o prefeito. O caso, documentado em vídeo, foi levado ao Ministério Público Federal, por inconstitucional, ao mesmo tempo em que o governador Blairo Maggi se dispunha a pedir a intervenção do exército para deter a grilagem de terras na região. O fato expôs o preconceito da classe rural dominante contra os povos indígenas originários da região.

A demarcação das terras dos enawenê-nawês deixou de lado áreas antes invadidas por fazendeiros, como o local de pesca cerimonial da etnia.

Ganhou destaque na mídia nacional, graças a uma gafe de um de seus parlamentares, o vereador Antonio Munhoz Sanches, conhecido entre a comunidade pelo apelido de "Tuna", que foi exibida no quadro Top Five, do programa CQC, na Band; onde o mesmo diz que no dia 7 de setembro comemoramos o Dia Da Inauguração Do Brasil.

Referências

  1. Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
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