Peixoto de Azevedo

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Município de Peixoto de Azevedo
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Fundação 1986
Gentílico peixotense
Prefeito(a) Sinvaldo Santos de Brito (PP)
(2013–2016)
Localização
Localização de Peixoto de Azevedo
Localização de Peixoto de Azevedo no Mato Grosso
Peixoto de Azevedo está localizado em: Brasil
Peixoto de Azevedo
Localização de Peixoto de Azevedo no Brasil
10° 13' 44" S 54° 58' 58" O10° 13' 44" S 54° 58' 58" O
Unidade federativa  Mato Grosso
Mesorregião Norte Mato-grossense IBGE/2008 [1]
Microrregião Colíder IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Matupá, Terra Nova do Norte, Guarantã do Norte, Itúba, Nova Guarita, Marcelândia, Nova Stª Helena, São José do Xingu e Novo Mundo.
Distância até a capital 698 km
Características geográficas
Área 14 398,661 km² [2]
População 30 762 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 2,14 hab./km²
Altitude 346 m
Clima equatorial
Fuso horário UTC−4
Indicadores
IDH-M 0,719 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 185 494,331 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 6 184,18 IBGE/2008[5]
Página oficial

Peixoto de Azevedo é um município brasileiro do estado de Mato Grosso.

Generalidades[editar | editar código-fonte]

Localiza-se no norte do Estado - Região Sul da Bacia Amazônica, na Amazônia Legal, a uma latitude 10º13'23" sul e a uma longitude 54º58'47" oeste, estando a uma altitude de 346 metros. Sua população estimada em 2004 era de 20 479 habitantes. Atualmente sua estimativa é de 29.995 habitantes sendo que a sua densidade populacional é de quase 2.02 habitantes por km quadrado segundo dados do IBGE. O município é nacionalmente conhecido por ser palco do segundo maior desastre aéreo do país, ocorrido em 29 de setembro de 2006.

Seu relevo é plano e ondulado com elevações formadoras da Bacias dos Rio Peixoto de Azevedo ( principal rio que deu origem ao nome da cidade ) e Iriri. Biologicamente seu solo é do tipo Latossolos ( vermelho e amarelo ). As suas madeiras mais comuns são: Angelin, Canela, Canelão, Garapeira, Jatobá, Cedro Amazonas, Champanhe, Itaúba, Mescla, Cambará, Amoreira, Massaranduba, Ipê, Peróba, Angico e Marupá.

Seu clima é equatorial.

Seus recursos hídricos é formado pelo Rio Peixoto de Azevedo e seus formadores, sendo eles: Pium, Peixotinho I, Peixotinho II e Piranha, também o Rio Xingú localizado na divisa ao leste do município e seus afluentes.

Suas reservas indígenas é formada pelas aldeias Kaiapó, Kapoto e Metuktire junto com a Reserva dos Índios Terenas, transferidos do Sul do Estado para este município no ano de 2002.

Sua economial. O ouro, longe do que era na década de 80, ainda responde com uma parcela significativa no giro financeiro da cidade. A cada ano aumenta a área cultivada e o número de pessoas que passam a investir no campo. A pecuária também tem participação importante no contexto econômico peixotense. O comércio peixotense também passou por um momento de adaptação. Hoje o comércio local é composto por centenas de estabelecimentos que oferecem praticamente de tudo. Antes, o que era encontrado em outras cidades, já está disponível nas empresas peixotenses fazendo do município um pólo comercial da região. A criação de frangos, a pesca, a produção de farinha, criação de codornas, as pequenas indústrias artesanais e as fábricas de móveis são outras áreas importantes de sua economia. Além das atividades mencionadas, merece destaque o polo industrial peixotense, que se tornou o maior produtor de giricos da América Latina, e o segundo maior produtor de ouro no pais.

História[editar | editar código-fonte]

A célebre corrida em busca do ouro na década de 70, foi sem dúvida o início da história de Peixoto de Azevedo.

O nome do município denominou-se do referido Rio que banha seu território, que por sua vez, recebeu o nome em homenagem ao tenente de milícias Antônio Peixoto de Azevedo, que no ano de 1819, comandou uma expedição que deu nome ao rios Arinos, Teles Pires e Rio Sangue. Ao que se sabe, Antônio buscava alternativas de transportes praticados na época, em direção a capital paraense, cognominada de "Navegação Paranista."

São poucos os dados que se encontram nos registros históricos, daí a grande dificuldade de historiadores contemporâneos em relatar maiores detalhes dessa expedição.

Porém, sabe-se que a referida epopeia destes desbravadores não obteve resultados esperados, nem se quer satisfatórios, isso fez com que a expedição retornasse ao seu destino de origem.

Devido à isto, a região permaneceu bruta e intocada até chegar a década de 70, com o projeto do Governo Brasileiro de construir grandes estradas na Amazônia, dando origem à então famosa BR 163 aberta pelo 9º BEC - Batalhão de Engenharia e Construção. Em consequência, tudo isto inibiu a atividade garimpeira e a construção de barracas ao longo da rodovia.

No ano de 1979, grandes quantias de ouro são descobertos no local e a notícia se espalha tão rapidamente que chegam ao território, milhares de pessoas de diversas regiões, principalmente do Norte e Nordeste, em busca do enriquecimento rápido, do lendário "bamburro", provocando uma conhecida e inevitável "corrida do ouro". Também muitos colonos recém-chegados dos Estados do Sul, trazidos pelas colonizações públicas ou privadas, para os projetos de assentamentos agrícolas, tornaram-se garimpeiros.

Chegava-se a extrair dos garimpos Peixotenses, por anos a fio, a impressionante quantidade de mais de 1.000 quilos de ouro por mês. O impressionante é que Peixoto de Azevedo, foi responsável na década de 80, e início de 90, por cerca de 10% de toda a produção nacional de ouro.

Então foi nascendo um povoado local onde hoje é a Rua do Comércio, se expandindo e se tornando um grande aglomerado urbano. Então foi planejado e executado um trabalho neste intuito, por um grupo de pessoas representantes da sociedade de Peixoto.

Primeiro foi criada uma comissão pró-emancipação tendo à frente a Sra. Romilda Araújo e os Sres. João Amaro, Joaquim Fernandes dos Santos Filho, Djalma Viana, Atílio Neves e José S. de Oliveira dentre outros. Juntos conseguiram com muito sacrifício e esforços, elevar o povoado à condição de distrito, vinculado ao município de Colíder, na data de 16 de Dezembro de 1981 através da Lei nº 4389, sansionada pelo então governador Frederico Soares Campos.

No entanto, a instalação oficial do Distrito somente aconteceu , na data de 15 de Fevereiro de 1982 junto com uma grande solenidade festiva, marcado com a presença de ilustres autoridades políticas e judiciárias de Mato Grosso. Com isso, o distrito teve um crescimento fantástico fazendo com que todos lutassem por um criação imediata de um município. Todos contaram com o apoio do deputado Roberto Cruz, que não mediu esforços e elaborou um projeto de emancipação de Peixoto de Azevedo. Depois de muito trabalho, conseguira a aprovação da Assembleia Legislativa de MT e enviada para o Executivo Estadual. Sua emancipação político e administrativo ocorreu no dia 13 de Maio de 1986 através da Lei nº 4.999, promulgado pelo então governador do Estado da época Júlio José de Campos.

A implantação do Município ocorreu no dia 1º de Janeiro de 1987, tomando posse o primeiro prefeito Leonísio Lemos Melo Júnior, junto com a primeira Câmara de Vereadores eleitos. Foram eles:

  • Alvacir Gasparetto
  • Aniceto Bom Ami Rozanti;
  • José Ribamar Alves Guimarães;
  • Josafá Vieira de Araújo;
  • Milton José Santana;
  • Paulo Ferreira Oliveira;
  • Venício Catâni;
  • Seu Madruga;
  • Vital Anselmo da Silva.

Nos anos 90, o confisco monetário do Governo Collor, trouxe muitos prejuízos atrapalhando simultaneamente o desenvolvimento do município. Após isto, o município aos poucos ganhava recursos. No começo do século XXI desde então, o município passou por diversas crises político e administrativo desacelerando ainda mais o seu desenvolvimento, mesmo assim a população nunca desistiu e ainda continua empenhando seu papel de se investir ainda mais. Hoje o município está com um avançado processo de desenvolvimento tanto rural quanto urbano onde aos poucos se percebem os investimentos dos proprietários de estabelecimentos comerciais. Tudo isto deve-se ao grande retorno dos garimpos na região, que embora legalizados, irão garantir um grande avanço para o futuro.

Distrito União do Norte[editar | editar código-fonte]

O Distrito União do Norte teve origem devido a explosão populacional ocorrida no início de Peixoto em busca da riqueza do ouro descoberto. No ano de 1991, o senso populacional apurou mais de 37.000 habitantes no município. No mesmo ano, tudo foi ao caos por motivo da instalação do Plano Collor, que levou a falência a principal atividade econômica de Peixoto de Azevedo, a exploração do ouro. Mesmo assim, o êxodo populacional se tornava cada vez maior.

Ao se deparar com este quadro caótico que se agravava dia-a-dia, o novo chefe do executivo local Leonísio Lemos, que em sua juventude no ano de 1977 foi Professor de Geografia e História em Juara na Escola Estadual Oscar Soares, resolveu então, levar os renascentes do garimpo, e fixa-los no campo, onde com o apoio da prefeitura, com lotes doados de 21 alqueires cada, ali pudessem trabalhar e conseqüentemente tirar o sustento próprio para si e suas famílias. Pois imensas áreas de terras sem produzir, estavam nas mãos de latifundiários de outras regiões.

Começava então, no ano de 1993, a ocupação do latifúndio pertencente à Agropecuária do Cachimbo, em que envolveu milhares de moradores de Peixoto de Azevedo. O prefeito, junto com o maquinário da prefeitura à frente, deu início ao processo de assentamento rural em uma gleba de terras, até então, completamente improdutiva. Desta forma, a cidade se desafogou e foi criado um centro de produção e de absorção de mão-de-obra no interior, o distrito tem como principal ponto Turístico a Cachoeira da Onze com uma queda d'água de 25 metros. ( livro "NA TRILHA DO OURO" do Escritor e Jornalista Vargas D. Pontes. ).

Hoje o Distrito União do Norte, já conta com um crescimento que acontece acima da média de outras localidades. Já foi encapado pelo INCRA, sendo também considerado modelo de reforma agrária. Estima-se que já ultrapassou aos 10.000 habitantes desde 2004, e contando com uma infra-estrutura razoável, pensa-se em emancipar, e os primeiros passos para isto já tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Cultura[editar | editar código-fonte]

A cultura de Peixoto de Azevedo é muito variada, embora os habitantes descendem de várias regiões do país. Dentre os principais, se destacam o artesanato, a culinária, a música, o teatro e a pintura.

O artesanato, por exemplo, faz parte do meio de vida da maioria da população, principalmente da classe baixa. Porém, são muitos os artistas escondidos, e aos poucos descobertos.

Entretanto, uma das atividades que mais se destaca em Peixoto de Azevedo, é sem dúvida, a música. Vários cantores peixotenses possuem talentos de sobra, principalmente os jovens. Alguns cantores de Peixoto de Azevedo já fazem sucesso até fora da cidade. Ao mesmo tempo, o Teatro também vem ganhando o seu espaço de destaque na cultura peixotense com ótimas apresentações na região norte do Estado.

Outro exemplo da cultura de Peixoto de Azevedo é o Jerico, ou Paco-paco. È um tipo de carro inventado na época do garimpo, acredita-se que foi inventado por garimpeiros gaúchos que se encontravam na região. Consiste de uma chassi de caminhonete com um motor ( usado na extração de garimpo ) na frente. Funciona à diesel e faz de 10 à 15 quilômetros por litro, sendo que alguns modelos chegam a fazer 30 km por litro. Se espalhou muito rápido na região, estima-se que existem mais de 600 paco-pacos em Peixoto e em sua cidade vizinha Matupá. Era muito usado no garimpo e atualmente é utilizado na agricultura sendo algumas vezes usado como frete.

Comunicação[editar | editar código-fonte]

A televisão, o rádio e a internet são os principais meios de comunicação de Peixoto de Azevedo, são eles:

  • RÁDIO FOLHA FM (estéreo) 104, 9 - É a primeira FM da cidade e faz parte a da Associação Cultural de Peixoto de Azevedo, inaugurada em 2006.

Entre os sites, destacam-se:

  • Peixoto Online - Seu endereço é: "www.peixotoonline.com.br".
  • Notícia Vip - Seu endereço é: "www.noticiavip.com.br" .
  • Resumo Diário - Seu endereço é: "www.resumodiario.com.br".
  • Matupá News - Seu endereço é: "www.matupanews.com.br" .

Contudo, vale ressaltar que Peixoto de Azevedo também recebe o sinal da TV OURO MINAS Canal-06, emissora do SBT de Matupá, cujo faturamento também depende do comércio peixotense. O mesmo se diz da RÁDIO CIDADE AM 770khz e a cobertura do site: www.anoticiadigital.com.br

Acidente com o Boeing da Gol Voo 1907[editar | editar código-fonte]

O município ganhou os noticiários na manhã de 30 de setembro de 2006, quando em seu território ( próximo à Fazenda Jarinã ) foram localizados os destroços resultantes do segundo maior acidente aéreo ocorrido no Brasil. Trata-se do Voo Gol 1907. O acidente ocorreu na tarde de 29 de setembro provocado pela colisão entre um Boeing 737 da empresa GOL Transportes Aéreos e o jato executivo Embraer Legacy, ocasionando a morte de 154 passageiros. Para visualizar o local onde o avião caiu no Google Earth, dirija-se às coordenadas: 10 29 S 53 15 W. Este ponto fica a aproximadamente duzentos quilômetros a sudoeste da sede da cidade de Peixoto de Azevedo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
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