Gol Transportes Aéreos

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GOL. Sempre dá pra ir mais longe.
IATA
G3
ICAO
GLO
Indicativo de chamada
GOL
Fundada em 2001
Encerrou atividades em {{{fim das atividades}}}
Principais centros
de operações
Belo Horizonte
Brasília
Congonhas
Curitiba
Galeão
Guarulhos
Santos Dumont
Salvador
Outros centros
de operações
Belém
Florianópolis
Fortaleza
Manaus
Recife
Porto Alegre
Programa de milhagem Smiles
Serviço VIP Classe Comfort
Aliança comercial {{{aliança_comercial}}}
Frota 125 aeronaves
Destinos 70 localidades
Companhia
administradora
VRG Linhas Aéreas S/A , 3% da Delta Airlines
Sede São Paulo, Brasil
Pessoas importantes Constantino de Oliveira Júnior
Sítio oficial www.voegol.com.br

Gol Transportes Aéreos é uma companhia aérea Brasileira. Foi criada em 15 de Janeiro de 2001 em São Paulo, Brasil. A companhia é presidida por Constantino de Oliveira Júnior, herdeiro do grupo mineiro Áurea, um dos maiores grupos de transporte de passageiros do Brasil.

O conceito "low-cost/low-fare" adotado pela companhia em sua fundação (inspirado na pioneira Southwest Airlines) não é mais presente, pois possui preços de alguns trechos equivalentes, ou até maiores à sua principal concorrente, a TAM Linhas Aéreas. Juntas, as duas companhias aéreas possuem mais de 80% do mercado nacional, ao passo que a Gol possui menos de 30% dos voos internacionais. Seu principal destino fora do país é Buenos Aires, tendo vários voos diários partindo de Florianópolis, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba via Assunção.

Índice

[editar] Histórico

Lado Esquerdo De Um Boeing 737-800 Da Gol Linhas Aéreas
Winglet de um Boeing 737-800 da Gol em voo.

[editar] 2001

O primeiro voo da empresa aconteceu em 15 de janeiro de 2001. A Gol Linhas Aéreas Inteligentes fechou seu primeiro ano com prejuízo de R$ 5,4 milhões (maior parte dele devido à crise de credibilidade gerada após os Atentados de 11 de setembro), mas recuperou-se nos anos seguintes, obtendo um lucro líquido de R$ 3,98 milhões em 2002, e fechando 2003 com um lucro líquido de R$ 113 milhões.

[editar] 2004

Ao final de 2004, a empresa inicia seus voos internacionais entre São Paulo e Buenos Aires. Obtém lucro líquido de 317.480 milhões de reais. Faz grande encomenda de 101 aeronaves Boeing 737-800SFP à fabricante americana Boeing.

[editar] 2005

Em 2005, iniciou novos voos com destino à cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra. Se tornou a única companhia aérea brasileira a voar para todas as capitais. Obteve lucro líquido de R$ 513,2 milhões.

[editar] 2006

Em 2006, recebeu o primeiro da encomenda de 101 novos aviões SFP, o Boeing 737-800SFP de Prefixo PR-GTA chegou em Julho de 2006 e foi batizado de Time de Águias para homenagear o time da GOL e também começou a operar voos diários para Santiago, no Chile. No dia 15 de setembro de 2006, a empresa inaugurou o seu Centro de Manutenção de Aeronaves, localizado no terminal de cargas do Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins), na região metropolitana de Belo Horizonte. O motivo desta inauguração foi que a empresa já possuía um razoável número de aeronaves e decidiu fazer a manutenção de seus aviões por conta própria.

[editar] 2007

Em 2007, a empresa iniciou voos para a cidade peruana de Lima. No Brasil a empresa passou a voar, em março, para Marabá (Pará). Em dezembro, a companhia iniciou voos para Presidente Prudente, no estado de São Paulo, considerada a "capital do Oeste Paulista".

No mesmo ano, a Gol alcançou 39,5% de participação no mercado doméstico e 14,2% de participação no mercado internacional de voos, sendo a segunda maior companhia aérea do Brasil. O quadro de funcionários da companhia beira a casa dos 13 mil colaboradores. O lucro líquido da Gol, durante o ano de 2007, foi de R$ 268,5 milhões. No primeiro trimestre de 2008, contudo, o lucro líquido teve queda de R$ 74 milhões.[1]

[editar] Compra da Varig

Boeing 737-800 VRG Linhas Aéreas

Em 28 de março de 2007, a Gol comprou da VRG Linhas Aéreas, também conhecida como a "nova Varig", por US$ 275 milhões, vencendo a disputa pela compra da companhia com a empresa chilena LAN.[2]

Foi anunciado o fim do serviço de primeira classe naquela empresa, bem como planos de incorporação de aeronaves à sua frota. O negócio foi fechado por U$ 320 milhões, sendo que o pagamento foi feito, em parte, com 10% do caixa da Gol (U$ 98 milhões), a entrega de 6,1 milhões de ações preferenciais emitidas, que representam 3% do total de papéis da companhia e o compromisso da Gol de honrar R$ 100 milhões em debêntures (títulos de empresas), já emitidos pela VRG ("nova" Varig). A Gol deixou sua antiga razão social, GOL Transportes Aéreos S.A., e tornou se junto com a Varig uma só empresa, a VRG Linhas Aéreas S.A., depois que o processo de fusão com a Varig deu-se como encerrado.

[editar] 2008

Em janeiro de 2008, a Gol iniciou suas operações para Cabo Frio, no estado do Rio de Janeiro.

Em 25 de março de 2008, a Gol suspendeu os voos para duas cidades do interior de São Paulo, São José do Rio Preto e Ribeirão Preto. Segundo comunicado divulgado pela empresa, a decisão foi tomada devido à redução de horários para pousos e decolagens no Aeroporto de Congonhas (zona sul da capital paulista), de onde partiam quase todas as rotas extintas (o voo entre Cuiabá e Rio Preto foi igualmente suspenso). A empresa atribui ainda o fim das operações nas duas cidades, onde concorria com a TAM, à suposta baixa demanda. Analistas atribuíram o enxugamento ao mau resultado da GOL no primeiro trimestre de 2008, com prejuízo de R$ 74,1 milhões, contra lucro de R$ 91,58 milhões obtido em igual período de 2007, mas, no ano de 2009, se recupera e obtém lucro líquido de R$ 890,2 milhoes [1][3]

Em 2008, a empresa teve um prejuízo de R$ 1,4 bilhão.[4]

[editar] 2010

Uma falha na software para a escalação dos tripulantes da Gol foi responsável por 70% dos atrasos em todos os voos domésticos no país em 2 de agosto de 2010. Dos 818 voos domésticos da companhia, 430 (52,6%) atrasaram por falta de tripulação, causando um efeito cascata de atrasos. Em 4 de agosto de 2010, foi anunciado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) que a Gol receberia uma multa de R$ 2 milhões, equivalente aos atrasos e às mais de 1000 reclamações geradas pelos passageiros.[5][6]

Em setembro de 2010 a NOAR Linhas Aéreas fechou uma parceria com a Gol. O acordo prevê a comercialização dos bilhetes da NOAR em todos os canais de venda da Gol.[7]

Novembro de 2010: A Gol anuncia um acordo para a compra de até 30 Boeings 737-800, sendo 20 deles como pedidos firmes, que serão entregues entre 2014 e 2017. Com isso, a Gol aumenta o número de pedidos firmes para 104 aeronaves e fica com 40 opções de compra. A entrega dessas aeronaves começará em 2014 e deve ir até 2017.

Dezembro de 2010: A Gol fecha acordo comercial com a Passaredo Linhas Aéreas. Com o negócio, a Gol incorpora à sua malha as cidades paulistas de Marília, Ribeirão Preto, São José de Rio Preto, Barreiras, Vitória da Conquista, no estado da Bahia, além do município de Ji-Paraná, em Rondônia. De acordo com a Gol, a Passaredo, que opera 103 voos em 20 destinos no Brasil, teve um crescimento de 130,89% no ano passado.

[editar] 2011

Boeing 737-800 nova aeronave da Gol com design Sky Interior

Janeiro de 2011: A Gol Linhas Aéreas e a Qatar Airways anunciaram dia 06/01/2011 a assinatura de um acordo de code-share. O acordo permitirá à companhia aérea nacional do Estado do Catar a colocar seu código nos voos oferecidos pela Gol para 48 destinos brasileiros a partir de São Paulo. Em efeito, a Qatar Airways oferecerá novas opções de conexões aos seus clientes. Já para a Gol o acordo representa mais um canal de vendas, o que garantirá um aumento no fluxo de passageiros e consequentemente da ocupação dos seus voos.

As duas companhias também não descartam a possibilidade de assinarem um acordo de programa de milhagens, pelo qual participantes do Smiles, da Gol, e do Privilege Club, da Qatar Airways, poderiam acumular e resgatar milhas nos voos de ambas as empresas.

Março de 2011: A Gol pela primeira vez, passou a ser a líder no mercado doméstico. Segundo os dados da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), a Gol fechou o mês de fevereiro uma uma participação de 39,77% de market share doméstico enquanto sua concorrente direta, a TAM, ficou com 39,58%. Em janeiro, a Gol obteve 37,27% contra 43,35% da TAM, o que significa um aumento de 2,5% na participação da Gol, ante uma queda de 3,76% da concorrente no mercado doméstico.

A Gol/VRG obteve 12,92% de participação no market share internacional e melhorou seu aproveitamento (LF) comparado com o mês anterior. Os analistas apontam a compra da TAP pela Gol. Os Constatinos mantém contato com o presidente da TAP, Fernando Pinto (que já foi presidente da Varig), desde outubro de 2010. O governo português afirma concluir a venda da TAP até o final de março deste ano. Com a compra da TAP, o lucro da Gol subiria de R$ 6 bilhões para mais de R$ 10 bilhões e a frota saltaria das atuais 122 para 191 aeronaves, aproximando-se do grupo concorrente, a LATAM (resultado da fusão entre LAN e TAM) que possuem uma frota de 229 aeronaves.

Julho de 2011: A Gol anuncia a aquisição da companhia aérea Webjet, por um valor de R$ 96 milhões.

Em 2011 a empresa foi obrigada a pagar R$ 5.450 por danos morais por conta de um bilhete que não existiu.[8]

Em 7 de dezembro de 2011 foi anunciado acordo com a Delta Air Lines para investimento de US$ 100 milhões no capital da Gol. A companhia aérea norte-americana Delta Air Lines passará a ter entre 2,9% e 3% de participação acionária na empresa brasileira, informou o presidente da Gol Linhas Aéreas, Constantino Oliveira Junior. [9]

[editar] 2012

Janeiro de 2012 : O jornal Brasil Econômico[10] afirma que a Gol vai reativar a marca VARIG para voos internacionais de longa distância para EUA e Europa. Segundo a reportagem, a companhia aérea pretende ficar com as aeronaves que a GulfAir, do Bahrein, encomendou à Boeing, mas desistiu de comprar. São todas modelos Boeing 787 Dreamliner com capacidade para transportar até 380 Passageiros, com a volta da marca VARIG,a Gol faria frente a expansão da TAM no mercado internacional. A Gol não confirmou a informação.

[editar] Acordos Codeshare

A Gol possui acordos codeshare com:

[editar] Frota

Atualmente a Gol/Varig possui uma das frotas mais modernas do país, sendo a idade média das aeronaves em operação de 7 anos.[11]

Frota da Gol/Varig
Aeronave Total Passageiros Rotas Notas
Boeing 737-700 44 + 1 pedidos 144 Rotas Domésticas de Curtas e Médias durações 8 com a pintura da VRG Transportes Aéreos
Boeing 737-800 79 + 90 pedidos 178/183/184/187/189 Rotas Domésticas e Internacionais de Curtas, Médias e Longas durações 11 com a pintura da VRG Transportes Aéreos
Total de aeronaves 117 (102 pedidos)
22 + 8 Encomendados com a pintura da VRG Transportes Aéreos

[editar] Gollog

A Gollog é um sub-setor da empresa aérea Gol Transportes Aéreos que se destina ao transporte de cargas. As mercadorias são transportadas pelas aeronaves da Gol e para todos os seus destinos operados.

[editar] Acidentes e incidentes

[editar] Voo 1907

Arte da colisão (CG) - Voo Gol 1907
Destroços

Em 29 de setembro de 2006, às 16:48h, um Boeing 737-800 SFP (Short Field Performance) da companhia, prefixo PR-GTD, com 154[12] pessoas a bordo e 234 horas de voo, desapareceu do radar do Controle de Tráfego Aéreo enquanto cumpria a etapa Manaus (MAO) – Brasília (BSB) do voo GLO1907, cuja rota era Manaus (MAO) – Brasília (BSB) – Rio de Janeiro (GIG).

As primeiras informações, apuradas na noite do dia 29, indicavam queda decorrente do choque da aeronave com um Embraer Legacy que fazia seu voo de entrega a um cliente estadunidense. O Legacy avariado conseguiu fazer um pouso de emergência em um campo de provas da Força Aérea Brasileira localizado na Serra do Cachimbo, em Novo Progresso (Pará). O portal de notícias G1 reconstituiu a hipótese mais provável em um infográfico do acidente.

Aproximadamente às 09:00hs do dia 30 de setembro, os destroços do 737-800 foram encontrados 200 km a sudoeste de Peixoto de Azevedo, Mato Grosso, em uma região de selva densa e de difícil acesso. O Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva decretou luto oficial de três dias, devido ao mais grave acidente, até então, da história da aviação civil do Brasil e o primeiro com vítimas envolvendo o modelo 800, o mais moderno da linha Boeing 737.

O avanço das equipes militares de resgate segue lento, devido à geografia e vegetação do local. Soldados abriram clareiras na mata para que helicópteros conseguissem ter acesso aos destroços, que são procurados em uma área de cerca de 20 km² do possível local do acidente. Fontes do Exército brasileiro que se encontram no local relataram uma grande quantidade de corpos mutilados — por esse motivo, a identificação dos passageiros deve demorar meses. Vítimas encontradas a cerca de meio metro de profundidade e distantes dos demais destroços indicam que o avião pode ter se fragmentado logo após o choque, caindo em pedaços desde 11 mil metros de altura. Segundo a FAB, todas as 154 pessoas, sendo 6 tripulantes e 148 passageiros morreram no local[13], causando, na época, o maior desastre aéreo da aviação brasileira. Desde a madrugada do dia 30 de setembro, a Gol disponibilizou em seu site oficial comunicados acerca do acidente. Após 4 anos do ocorrido, os restos da aeronave continuam no mesmo local do acidente.

[editar] Voo 1536

No final do mês de outubro de 2011, um Boeing 737-800 de matrícula PR-GUL que ia de São Paulo (CGH) para o Rio de Janeiro (SDU) perdeu parte dos instrumentos minutos após a decolagem. Com o tempo nublado, os pilotos tinham baixíssima visibilidade. Com isso, o controlador vetorou o voo até Campinas. O avião fez um pouso forçado na pista 33 do Aeroporto Internacional de Viracopos/Campinas. Segundo a companhia, o problema foi ocasionado por um pequeno cabo que deveria estar conectado ao computador de bordo. Logo após, um Boeing 737-700 substituiu o referido avião e chegou ao Rio de Janeiro com um atraso de 4 horas.

[editar] Ver também

Referências

  1. a b [1]
  2. Gol confirma compra da Varig por US$ 275 milhões, publicado em 28 de março de 2007
  3. Folha de S. Paulo (05/03/08): Gol suspende operações em duas cidades do interior de SP, acessado em 14 de setembro de 2010
  4. Gol busca dinheiro novo após prejuízo
  5. Folha de S. Paulo (03/08/10): Infraero registra atraso em 26% dos voos domésticos em 24 horas, acessado em 14 de setembro de 2010
  6. Folha de S. Paulo (04/08/10): Anac multa Gol em R$ 2 milhões por atrasos em voos, acessado em 14 de setembro de 2010
  7. Diario de Pernambuco (11/09/10): NOAR fecha parceria com a Gol, acessado em 14 de setembro de 2010
  8. Gêmeas no nado sincronizado vão receber indenização de companhia aérea
  9. [2]
  10. Ana Paula Machado. (6 de janeiro de 2012). "Gol prepara volta da Varig em rotas internacionais". Brasil Econômico: 16.
  11. Resultados do segundo trimestre de 2009
  12. A Gol Transportes Aéreos afirmou, por meio de um comunicado, que eram 154 e não 155 o número de pessoas a bordo da aeronave, como havia sido informado no início das investigações. A falha ocorreu pois se cadastrou uma pessoa com dois nomes diferentes. Ver o comunicado 18.
  13. Para Aeronáutica, chance de haver sobreviventes é "remotíssima"; para presidente da Infraero, é "zero".

[editar] Ligações externas

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