Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

A Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (International Olympiad on Astronomy and Astrophysics ou somente IOAA) é uma competição anual de astronomia e astrofísica para estudantes do ensino médio. Trata-se de uma das Olimpíadas Internacionais de Ciências. A sua primeira edição ocorreu em 2007, na Tailândia, e a última foi realizada na Grécia, em 2013. A próxima edição está prevista para acontecer em Suceava, Romênia, de 1 a 10 de agosto de 2014 e a seguinte na Indonésia, em 2015. Participam equipes representando seus respectivos países, formadas por até cinco alunos e dois professores. Um país pode enviar mais de uma equipe desde que cubra financeiramente os gastos desta e seja aceito pelo Comitê Organizador Local.

Provas[editar | editar código-fonte]

A avaliação é composta por uma prova teórica e uma prova prática, além da prova em grupos. Cabe ao Comitê Organizador Local elaborar a avaliação, sujeita à aprovação do Júri Internacional.
A prova teórica deve ser composta por aproximadamente 15 questões curtas e 2 ou 3 questões longas, cobrando conteúdo teórico geral de astronomia e astrofísica, em áreas como Astrofísica Básica (envolvendo Mecânica Celeste, Espectroscopia, entre outros), Coordenadas e Tempos, Sistema Solar, Evolução e Astrofísica Estelar, Sistemas Estelares, Galáxias e Aglomerados, Cosmologia e Instrumentação Astronômica e Tecnologias Espaciais. São esperados conhecimentos básicos em Física e Matemática a nível de ensino médio, mas as resoluções padrão não devem exigir o uso de Cálculo, Números Complexos ou resolução de equações diferenciais. A duração da prova é de 5 horas.
A prova prática deve abordar duas provas, uma observacional e outra de análise de dados.
Na prova observacional, que pode ser realizada no céu real ou em planetários, podem ser cobrados conhecimentos de Constelações, Estrelas, Estrelas binárias, Objetos de Céu Profundo, uso de Cartas Celestes e Catálogos, estimativas de Coordenadas celestes e Magnitudes de astros, Latitude do observador, e do Tempo Sideral e Solar local. Binóculos, telescópios e detectores podem ser usados, mas informações suficientes devem ser fornecidas aos alunos.
Já a prova de análise de dados cobra análise estatística de dados sobre fenômenos astronômicos, exigindo a correta elaboração de gráficos em diferentes escalas, identificação de fontes de erro, estimativa da influência destas no resultado final, manipulação e propagação de erros e conhecimento de algumas técnicas experimentais em astronomia e estatística básica, com máxima duração de 5 horas.
As regras da prova em grupo não são rígidas, podendo envolver diversos tipos de problemas e ter duração variada. Ela deve exigir habilidades de trabalho em grupo, como organização, divisão de tarefas e brainstorming.

Premiação[editar | editar código-fonte]

Após a correção das provas e a revisão das notas, é elaborado um ranking baseado na nota total obtida por cada estudante, considerando peso de 50% para a prova teórica e 50% para a prática (25% para a parte observacional e 25% para a de análise de dados). Considera-se, então, a média aritmética das notas obtidas pelos três primeiros colocados como 100% e a pontuação dos estudantes é calculada em função desta nota base.
Com isso, a definição dos premiados segue o critério a seguir:

  • medalha de ouro: alunos com nota maior ou igual a 90%.
  • medalha de prata: alunos com nota maior ou igual a 78% e menor que 90%
  • medalha de bronze: alunos com nota maior ou igual a 65% e menor que 78%.
  • menção honrosa: alunos com nota maior ou igual a 50% e menor que 65%.


São oferecidos ainda prêmios especiais para os alunos que se destacam com a maior pontuação global e com os melhores desempenhos individuais na prova teórica e na experimental. A melhor equipe na prova em grupos também recebe um prêmio.

O Brasil na IOAA[editar | editar código-fonte]

Resultados obtidos[editar | editar código-fonte]

Ano País Sede Ouro Prata Bronze Honra
2007 Tailândia Tailândia - 1 1 -
2008 Índia Indonésia - 1 1 1
2009 Irã Irã - 3 1 1
2010 República Popular da China China - 1 3 1
2011 Polónia Polônia - - 2 2
2012 Brasil Brasil - 2 1 6
2013 Grécia Grécia - 2 3 -
2014 Roménia Romênia - - 2 3
TOTAL - 10 14 14


Delegações brasileiras[editar | editar código-fonte]

2007:

  • Prata: Thomas Ferreira de Lima (Recife, PE)
  • Bronze: Julio Cesar Neves Campagnolo (Toledo, PR)
  • Líder: Thais Mothé Diniz
Equipe Brasileira da IOAA 2008.

2008:

  • Líder: Thais Mothé Diniz

2009:

  • Líderes: Thais Mothé Diniz e Bruno L'Astorina


2010:

  • Líderes: Thais Mothé Diniz e Felipe Augusto Cardoso Pereira

2011:

  • Líder: Thais Mothé Diniz e Felipe Gonçalves Assis

2012:

  • Líder: Gustavo Rojas e Luciana Rios

2013 :

  • Prata: Daniel Mitsutani (São Paulo, SP) e Luís Fernando Poletti Valle (Guarulhos, SP)
  • Bronze: Fábio Kenji Arai (São Paulo, SP), Allan dos Santos Costa (Bauru, SP) e Larissa Fernandes de Aquino (Recife, PE)
  • Líder: Eugênio Reis e Gustavo Rojas

2014 :

  • Medalha de Prata na Prova em Equipe
  • Bronze: Daniel Mitsutani (São Paulo, SP) e Allan dos Santos Costa (Bauru, SP)
  • Menção Honrosa: Felipe Vieira Coimbra (Teresina, PI), Pedro Guimarães Martins (Belo Horizonte, MG) e Daniel Charles Heringer Gomes (Mogi das Cruzes, SP)
  • Líder: Eugênio Reis e Gustavo Rojas

Sedes[editar | editar código-fonte]

Número Ano País Sede Cidade
1 2007 Tailândia Tailândia Chiang Mai
2 2008 Indonésia Indonésia Bandung
3 2009 Irão Irã Teerã
4 2010 República Popular da China China Beijing
5 2011 Polónia Polônia Chorzów
6 2012 Brasil Brasil Rio de Janeiro
7 2013 Grécia Grécia Volos
8 2014 Roménia Romênia Suceava
9 2015 Indonésia Indonésia Semarang

Veja também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]