Comics

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Uma das primeiras páginas de Little Nemo.

Comics é uma expressão de origem inglesa que pode ser traduzida como "cómicos" e que designa as bandas desenhadas (histórias em quadrinhos) produzidas nos Estados Unidos.

Isto explica-se pelo facto de que, originalmente, naquele país os "comics" traziam apenas comédia nos seus enredos. Entretanto, hoje em dia eles tratam de géneros variados como acção e romance. A palavra é usada nos Estados Unidos para descrever qualquer história em quadradinhos, mas em países lusófonos é mais usada quando se refere a histórias norte-americanas e seu estilo característico de desenho. Comics geralmente são coloridos e ricos em detalhes.

Entre as editoras mais conhecidas estão a Marvel Comics e a DC Comics.

Uma das formas de publicação dos comics são os comic book (conhecidos no Brasil como "gibis"[1] ou "revistas de histórias em quadrinhos"), geralmente pequenas revistas que desde 1975 tiveram seu formato padronizado no tamanho 17 x 26 cm (chamados no Brasil de "formato americano" pois as dimensões das revistas mais populares nesse país eram menores, devido a isso chamadas de "formatinho").[2] No passado as revistas tinham dimensões maiores. Um comic book equivale a meio tablóide.[3]

Os "comic book" ou revistas em quadrinhos começaram a circular por volta de 1934, com os Estados Unidos liderando as publicações. Outros países em que essas revistas alcançaram grande número de leitores foram o Reino Unido (durante o período entre-guerras e até os anos de 1970) e o Japão (onde são conhecidos popularmente como mangás).

No Brasil, os quadrinhos americanos obtiveram grande aceitação durante décadas, angariando grande número de leitores e influenciando os artistas do gênero no país.

Ver artigo principal: História em quadrinhos no Brasil

As vendas das revistas em quadrinhos começaram a declinar nos Estados Unidos após o término da II Guerra Mundial, sofrendo a competição da televisão e a massificação da literatura popular.[4] . Nos anos de 1960s, o público dos "comic books" se expandiu com a adesão dos universitários que estavam interessados no naturalismo representado pelos "super-heróis no mundo real", onda lançada por Stan Lee da Marvel Comics. Outro fenômeno popular dessa década foi os quadrinhos underground.

Historia dos Comics[editar | editar código-fonte]

Primeiras revistas e a Era de Platina[editar | editar código-fonte]

The Yellow Kid

O desenvolvimento dos quadrinhos americanos deu-se por estágios, editores lançaram coletâneas de tiras de quadrinhos produzidas desde 1833 em livros de capa dura. The Adventures of Obadiah Oldbuck de Rodolphe Töpffer, que apareceu em Nova Iorque em 1842, é o primeiro exemplo de publicação do gênero em inglês.[5]

O sucesso da revista satírica britânica Punch, lançada em 1841, deu origem as americanas Puck, Judge, and Life.[6]

A Companhia G. W. Dillingham publicou o primeiro "proto-comic-book" conhecido no Estados Unidos, The Yellow Kid in McFadden's Flats, em 1897. O material não era inédito – apareceu em tiras de 18 de outubro de 1896 a 10 de janeiro de 1897 numa sequência chamada de "McFadden's Row of Flats" – do cartunista Richard Felton Outcault da tira Hogan's Alley. O protagonista é um personagem chamado Yellow Kid ou "Menino Amarelo". Com 196 páginas em quadrinhos e publicação em preto e branco e um texto introdutório de E. W. Townsend. O neologismo em inglês "comic book" apareceu na segunda capa.[7] Durante muito tempo, o termo funnies era usado para definir tiras de jornal, já que as primeiras tiras eram de humor.[8]

Outras publicações se seguiram no país, como a primeira revista em quadrinhos colorida (The Blackberries, de 1901). As revistas começaram a circular mensalmente a partir de 1922.


Desde março de 1897, mais uma vez a mão Hearst, as tiras foram recolhidos, aparecendo pelo menos 70 coleções única entre 1900 e 1909.

No final da década de 1920 surgem as chamadas tiras de aventura dos personagens Tarzan e Buck Rogers, ambos surgidos nas revistas pulp.[9]


Fãs e historiadores chamam esse período (1897-1937) de Era de Platina[10]

The Funnies e Funnies on Parade[editar | editar código-fonte]

Em 1929 a Dell Comics (fundada por George T. Delacorte Jr.) publicou The Funnies ("Os divertidos"), descrita na Biblioteca do Congresso como um pequeno suplemento de jornal no formato tablóide.[11] (Não confundir com a revista em quadrinhos do mesmo nome lançada pela Dell em 1936). The Funnies gerou 36 publicações, lançadas aos sábados até 16 de outubro de 1930.

Em 1933, o vendedor Maxwell Gaines, o gerente de vendas Harry I. Wildenberg e o proprietário George Janosik da companhia Eastern Color Printing de Waterbury, Connecticut – que dentre outras coisas haviam publicado sessões de tiras em quadrinhos dominicais – lançaram Funnies on Parade ("Desfile dos divertidos") como uma forma de manter as publicações em alta. Como The Funnies mas com apenas oito páginas numa revista inédita. Apesar do material original, contudo, foram republicados em cores sob a licença da McNaught Syndicate e do McClure Syndicate. As tiras incluiam os populares trabalhos dos cartunistas Al Smith (Mutt e Jeff), Ham Fisher (Joe Palooka) e Percy Crosby (Skippy). Não eram vendidas em bancas mas como promoções dos consumidores que colecionavam cupons nos produtos da Procter & Gamble. Foram impressas dez mil cópias.[9] . A promoção foi um sucesso e a Eastern Color produziu similares para a industria de bebidas Canada Dry, Kinney Shoes (sapatos), Wheatena (cereais) e outros, chegando a casa de 100 000 a 250 000 exemplares.

Famous Funnies e New Fun[editar | editar código-fonte]

The Funnies #1, Dell Comics, outubro de 1936

Em 1933 Gaines e Wildenberg cooperaram com a Dell na publicação das 36 páginas de Famous Funnies: A Carnival of Comics,[12] que os historiadores elegem como a primeira verdadeiramente revista em quadrinhos americana; Goulart, por exemplo, declara que essa foi um marco do lucrativo segmento da publicação de revistas. Porém, não se sabe se a revista era vendida ou distribuída gratuitamente pois não havia preço na capa. A Humor Publications lança a a revista Detective Dan, Secret Operative No. 48, trazendo o primeiro herói de aventura criado exclusivamente para uma revista em quadrinhos, Dan Dunn, nitidamente inspirado em Dick Tracy, Dunn foi criado por Norman Marsh, a publicação teve apenas uma edição,[9] o personagem acabou migrando para as tiras de jornal, distribuídas pela Publishers Syndicate.[13] Em 1942, após discutir com o Publishers Syndicate e ir para a Marinha, Marsh foi substituído por Allen Saunders (roteiro) e Paul Pinson (desenhos), logo em seguida, Pinson foi substituído por Alfred Andriola, no ano seguinte,[14] a série é cancelada e substituída por outra sobre detetives, Kerry Drake, produzida por Saunders e Andriola.[15]

A Eastern Color começou a publicar Famous Funnies #1 (data da capa, julho de 1934), 68 páginas vendidas por 10 centavos, depois do fim da cooperação anterior com a Dell. Vendida em bancas de jornais e, mesmo no período da "Depressão", a revista foi um sucesso e garantiu lucros para a Eastern Color. Famous Funnies teve 218 edições, inspirou imitadores e deu início a uma nova forma de mídia impressa em massa.

Com a diminuição na produção de tiras, as revistas em quadrinhos começaram a trazer material original, desenhados no mesmo formato. Era inevitável que uma revista com material totalmente inédito não tardasse a aparecer. Malcolm Wheeler-Nicholson fundou a National Allied Publications – o embrião da DC Comics – e lançou More Fun Comics #1 (fevereiro de 1935). Lançado como tablóide, 36 páginas. Era uma antologia que misturava humor (os animais de "Pelion and Ossa" e o ambiente universitário de "Jigger and Ginger") com as histórias dramatizadas (como o faroeste "Jack Woods" e o "inimigo amarelo" nas aventuras de "Barry O'Neill", com um vilão no estilo de Fu Manchu chamado Fang Gow). A revista #6 (outubro de 1935) trouxe a estreia dos artistas Jerry Siegel e Joe Shuster, futuros criadores do Superman, que começaram a carreira com o mosqueteiro "Henri Duval" e, sob o pseudônimo de "Leger and Reuths", o lutador sobrenatural contra o crime chamado Doutor Oculto.[16]

Super-heróis e Era de Ouro[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Era de Ouro da banda desenhada
Mary Marvel na capa da revista Wow comics #38, uma das populares personagens da Família Marvel.

Em 1938, após o sócio de Harry Donenfeld, Wheeler-Nicholson sair do negócio, o editor Vin Sullivan da National Allied trouxe uma criação de Siegel/Shuster para a capa (apesar da história ser secundária na revista) [17] em Action Comics #1 (junho de 1938). Era o disfarçado herói alienígena, Superman, que vestia roupas coloridas e uma capa parecida com a de artistas de circo, e que viraria o arquétipo dos "super-heróis" que o seguiriam. A revista Action Comics se tornaria a revista em quadrinhos americana com o segundo maior número de exemplares, próximo de Four Color da Dell Comics que é a recordista com cerca de 860 publicações.

Os fãs chamam o período do final dos anos de 1930 até o final dos anos de 1940 de Era de Ouro dos quadrinhos americanos. Action Comics e Capitão Marvel venderam meio milhão de exemplares a cada mês [18] e os quadrinhos se tornaram um meio de entretenimento popular barato durante a II Guerra Mundial.

Com o fim da Guerra, a popularidade dos super-heróis declinou rapidamente. Os editores começaram, por volta de 1945, a substitui-los por aventuras de humor juvenil (simbolizado em Archie Comics), animais como os de Walt Disney, ficção científica, faroeste, romance e paródias. Os super-heróis da Timely foram cancelados em 1950 com os últimos números do Capitão América.[19] . Apenas os heróis da National (Superman, Batman e Mulher Maravilha) continuaram, mas estavam perto da extinção em 1952.

Os "comics" continuaram a ter altas vendagens. A revista Walt Disney's Comics and Stories vendeu quase três milhões de exemplares mensais em 1953.[20]

Os quase uma dúzia de títulos com animais da Dell vendiam um milhão de exemplares a cada mês enquanto os quadrinhos de horror da EC Comics, orientado para o público adulto, 400 000 mensais.

O Código dos Quadrinhos[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Comics Code Authority
As histórias de terror foram muito criticadas na Era de Ouro.

Entre o final dos anos de 1940 e início dos anos de 1950 os quadrinhos de terror e crime floresceram, principalmente pelo conteúdo violento e sanguinolento. Alguns pesquisadores chamam esse período de interregno ou Era atômica.[21]


A EC ("Educational Comics", depois chamada de "Entertaining Comics") de propriedade de Max Gaines, após sua morte passou para seu filho Bill Gaines e se tornara um grande sucesso comercial e trazia uma arte criativa. A carreira de muitos artistas famosos como Al Feldstein, Wallace Wood, Reed Crandall, Jack Davis, Will Elder e outros começaram nos escritórios da EC[22] . Apesar da clara qualidade do trabalho, o psiquiatra Fredric Wertham acusou Gaines de publicar os quadrinhos mais infames do mercado[23] .

O livro de Wertham chamado Seduction of the Innocent (1954), considerou que havia perversões sádicas e homossexuais nas histórias de horror e de super-heróis. Depois, uma cruzada moralista culpou as revistas em quadrinhos pela delinquência juvenil nas classes mais baixas da população, além do uso de drogas e, em última instância, prática de crimes. Um subcomitê do Senado abordou as revistas em quadrinhos (abril-junho de 1954). Como resultado, escolas e grupos de pais queimaram as publicações e em algumas cidades, leis baniram as revistas em quadrinhos. A circulação dos produtos da industria caiu drasticamente.[24] [25]

Com esses acontecimentos, muitos editores de quadrinhos, principalmente da National e Archie, compilaram o "Comics Code Authority" em 1954.[9] O selo do código começou a aparecer nas revistas vendidas nas bancas. A EC concentrou sua publicação na revista satírica Mad[26]

Era de Prata dos Quadrinhos[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Era de Prata da banda desenhada
Página de Frontier Marshall #20, Charlton Comics, arte de Pete Morisi, março de 1958

A Era de Prata dos Quadrinhos representou o período em que os super-heróis retornaram e dominaram as publicações de duas das maiores editoras dos quadrinhos americanas, a Marvel e a DC. Em meados dos anos de 1950, seguindo a popularidade da série de TV The Adventures of Superman, os editores experimentaram o gênero dos super-heróis uma vez mais. A revista Showcase #4 (National, 1956) reintroduziu o super-herói The Flash reformatado e começou uma segunda onda de popularidade do gênero que ficaria conhecida como Era de Prata. A National expandiu a linha de super-heróis durante os seis anos seguintes, introduzindo novas versões do Lanterna Verde, Elektron, Gavião Negro e outros.

Em 1961 o editor/escritor Stan Lee e o artista e co-roteirista Jack Kirby criaram o Quarteto Fantástico para a Marvel Comics[27] . Essa revista iniciou uma onda naturalista na literatura dos super-heróis que foram humanizados, sentido medo e enfrentado demônios interiores, que tinham dificuldades tais como falta de dinheiro. Ilustrada pela arte dinâmica de Kirby, Steve Ditko, Don Heck e outros que completaram a prosa colorida de Lee, o novo estilo criou uma revolução que tornou fãs além das crianças os estudantes universitários. A Marvel esteve restrita a poucos títulos que eram distribuídos pela rival National, uma situação que continuaria por toda a década de 1960[28] .

Outras editoras seguiram a nova vertente como a American Comics Group (ACG), a pequena Charlton, lar inicial de muitos profissionais conhecidos como Dick Giordano; Dell; Gold Key (selo da Western Publishing); Harvey Comics (famosa pelos personagens da turma do Gasparzinho) e Tower.[29]

Quadrinhos Underground[editar | editar código-fonte]

No final dos anos de 1960 e início dos anos de 1970 houve a popularização dos chamados quadrinhos underground. Lançado em publicações independentes e fora do circuito das grandes editoras, era um reflexo da contracultura da época. Os personagens eram desajustados, irreverentes, como tinham sido nos primeiros quadrinhos. Um marco foi a publicação de Robert Crumb chamada Zap Comix #1 em 1968, que teve como antecedentes os quadrinhos pornográficos apelidados de "Tijuana bibles", datados dos anos de 1920[30] e as The Adventures of Jesus, de Frank Stack, publicada em 1962.

Apesar de muitos dos artistas continuarem com seu trabalho, o underground como movimento quadrinístico teria terminado no final dos anos de 1980, sendo substituído por quadrinhos alternativos e os orientados para o público adulto.

Era de Bronze dos Quadrinhos[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Era de Bronze dos quadrinhos

A revista Wizard usou a expressãoEra de Bronze em 1995 para identificar a Era do Horror Contemporâneo. Já historiadores e fãs chamam de Era de Bronze para descrever o período dos quadrinhos americanos no qual houve mudanças significativas a partir dos anos de 1970.[31] Ao contrário da transição Era de Ouro/Era de Prata, a Era de Bronze apareceu sem que as revistas tivessem interrompida a continuidade; contudo, nenhuma revista entrou na Era de Bronze ao mesmo tempo.[32]

Mudanças que são costumeiramente citadas como marcos da transição entre a Era de Prata e a Era de Bronze são:

A Era Moderna ou Era de Ferro[editar | editar código-fonte]

O desenvolvimento de um novo sistema de distribuição nos anos de 1970 e as livrarias especializadas e frequentada por colecionadores coincidiu com o aparecimento de revistas com histórias especiais. Os quadrinhos em continuidade tiveram um aumento de complexidade, exigindo que os leitores gastassem em mais revistas para chegarem ao final da história. O preço das revistas subiu bastante, havendo inclusive falta de papel nos Estados Unidos.

Em meados dos anos de 1980, duas minisséries publicadas pela DC Comics, Batman: The Dark Knight Returns e Watchmen, causaram um profundo impacto na industria de quadrinhos americana. A popularidade e as atenções da mídia principal que angariaram, combinadas com as mudanças sociais, provocaram uma alteração de temas que se tornaram mais maduros e obscuros. A crescente popularidade dos anti-heróis como Justiceiro e Wolverine foram de encontro ao que se produzia de forma independente, como os quadrinhos niilistas e obscuros da First Comics, Dark Horse Comics (fundadas nos anos de 1990) e Image Comics. A DC seguiu a onda com a publicação de "A Death in the Family", a história em que o Coringa assassina brutalmente Robin. A Marvel conseguiu se manter com os vários títulos dos X-Men, com histórias que abordavam genocídio dos mutantes e alegorias sobre religião e perseguição étnica.

Graças ao sucesso dos animes (desenhos animados japoneses), os mangás começaram a se espalhar no país, passando a serem imitados por autores locais e dando origem a movimentos como o Amerimanga.[45]

Nos anos de 2000, a onda já tinha se exaurido e apesar da Marvel e DC ainda lançarem as histórias especiais, as revistas deixaram de ser consumidas em massa como nas décadas passadas.

Apesar das publicações terem decaído, o licenciamento dos personagens para novos mercados como os dos jogos eletrônicos e os filmes de cinema perpetuaram a imagem dos mesmos no público em geral. Continuaram as histórias especiais promovidas como grandes eventos, como a do casamento do Homem-Aranha (com Mary Jane), a morte do Superman e a morte do Capitão América, com ampla cobertura da imprensa.

Reconhecimento de artistas[editar | editar código-fonte]

Algumas histórias em quadrinhos foram reconhecidas e os autores ganharam cobiçados prêmios. Art Spiegelman que escreveu Maus venceu o Prêmio Pulitzer e as revistas de Neil Gaiman, The Sandman venceu o World Fantasy Award como "Melhor Conto". Apesar de não ser uma revista em quadrinhos propriamente dita, a revista de Michael Chabon com temas sobre quadrinhos chamada The Amazing Adventures of Kavalier & Clay venceu em 2001 o Prêmio Pulitzer de ficção.

O interesse popular pelos super-heróis aumentou com os sucessos de bilheteria do cinema com filmes como X-Men (2000) e Homem-Aranha (2002). As adaptações de quadrinhos de não-super-heróis como Ghost World, A History of Violence, Road to Perdition e American Splendor, também foram produzidas.

Produção[editar | editar código-fonte]

As revistas em quadrinhos americanas geralmente são produtos de um trabalho cooperativo. Um escritor/roteirista escreve a história e o desenhista dá o tratamento visual dos personagens e ambientes. Alguns artistas colaboram com o roteiro e muitos fazem esboços, cabendo ao arte-finalista revisar a arte e dar o seu aspecto finalístico.

Atualmente, os desenhistas preferem criar meticulosamente cada página, indicando ao arte-finalista as suas preferências.

Há o colorista responsável pela complementação dos desenhos que geralmente são arte-finalizados em preto e branco. Finalmente, o letrista insere os textos e diálogos e contribui com o impacto das cenas, escolhendo fontes e formatos dos balões.

Super-Heróis e outros gêneros[editar | editar código-fonte]

Os super-heróis, dramas, aventuras e ficção científica dominam tradicionalmente as revistas em quadrinhos americanas. Antes dos anos de 1960, havia muito humor, faroeste, romance, horror, guerra, crime, biografia e adaptação de clássicos da literatura. O selo Vertigo da DC Comics publica séries de não-super-heróis, tornando-se um título popular nos segmentos de fantasia e ficção científica.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

Notas
  1. Marcelo Naranjo. «Gibi Semanal». Universo HQ. Consultado em 12/05/2010. 
  2. Waldomiro Vergueiro (30 de Junho de 2000). «O formatinho está morto! Longa vida ao formatinho!». Omelete. Consultado em 10/05/2010. 
  3. Gonçalo Júnior. Companhia das Letras, : . A Guerra dos Gibis - a formação do mercado editorial brasileiro e a censura aos quadrinhos, 1933-1964. 2004 [S.l.: s.n.] p. 66. ISBN 9788535905823. 
  4. Himmelweit, Hilde et al. Television and the Child (Publicação da Universidade de Oxford, Londres, 1958) p.36
  5. Coville, Jamie. "History of Comic Books Victorian and Platinum Ages", TheComicBooks.com, n.d.
  6. Nordling, Lee (1995). Your Career In The Comics. Andrews McMeel Publishing. ISBN 978-0-8362-0748-4.
  7. Coville, Jamie. "The History of Comic Books: The Platinum Age 1897 - 1938"
  8. Moacy Cirne (2002). Literatura em quadrinhos no Brasil: acervo da Biblioteca Nacional Nova Fronteira [S.l.] p. 18. 9788520914960. 
  9. a b c d Jones, Gerard. Homens do Amanhã - geeks, gângsteres e o nascimento dos gibis. [S.l.]: Conrad Editora, 2006. 110 p. ISBN 85-7616-160-5
  10. Marcus Ramone (07 de janeiro de 2015). «Que Era que era?». Universo HQ. Consultado em 07/. 
  11. U.S. Library of Congress, "American Treasures of the Library of Congress" exhibition
  12. Grand Comics Database: Famous Famous - Carnival of Comics
  13. Robert C. Harvey (199). The Art of the Funnies: An Aesthetic History Univ. Press of Mississippi [S.l.] p. 127. 9780878056125. 
  14. Jim Cox (2002). Radio Crime Fighters: More Than 300 Programs from the Golden Age McFarland [S.l.] p. 91. 9780786443246. 
  15. Saunders, Allen. Junho de 1983. Autobiography "Playwright for Paper Actors," Nemo, the Classic Comics Library, no. 4-7, 9, 10, 14, 18, 19.
  16. Arie Kaplan (2010). From Krakow to Krypton: Jews and Comic Books Jewish Publication Society [S.l.] pp. 6 e 7. 9780827610439. 
  17. Daniels, Les. DC Comics: 60 Years of the World's Favorite Comic Book Heroes (Little Brown, 1995).
  18. Daniels
  19. Barry Sandoval, Don Magnus, James L. Halperin (editor) (2005). Heritage Comics Auctions, Dallas Signature Auction Catalog #817 Heritage Capital Corporation [S.l.] p. 397. 9781932899856. 
  20. Willits, Malcolm. "Entrevista com George Sherman". Vanguard 1968, republicada em Duckburg Times #12 (1981).
  21. George Kovacs, C. W. Marshall (2011). Classics and Comics Oxford University Press [S.l.] p. 10. 9780199792368. 
  22. Alessandro Abrahão (18/03/09). «A espetacular EC Comics». Universo HQ. 
  23. Alessandro Abrahão (08/04/09). «EC Comics: da glória ao ocaso». Universo HQ. 
  24. Review - Seduction of the Innocent
  25. Sérgio Codespoti (20/12/2013). «Fredric Wertham manipulou dados do livro Sedução do Inocente». Universo HQ. 
  26. Sérgio Codespoti (8 de maio de 2008). «Quando a nomenclatura faz a diferença». Universo HQ. Consultado em 16 de maio de 2010. 
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  28. Sérgio Codespoti (30/04/08). «Homem de Ferro: 45 anos de aventuras». Universo HQ. 
  29. Sean Howe (2013). Marvel Comics : a história secreta Leya Brasil [S.l.] 9788580448795. 
  30. Marcelo Naranjo, sobre o Press release (27/10/05). «Quadrinhos Sujos apresenta os clássicos da sacanagem». Universo HQ. 
  31. Leandro Luigi Del Manto. (janeiro 2008). "Esbarrando na Era de Bronze". Supremo - A Era de Bronze. Devir Livraria.
  32. Era de Bronze Acessado em 11/05/10
  33. Pedro Hunter (16 de fevereiro de 2004). «HQs de luto por Julius Schwartz». Omelete. Consultado em 8 de dezembro de 2014. 
  34. Cláudio Roberto Basílio (12/04/2005). «Os Negros nas Histórias em Quadrinhos - Parte 3». HQManiacs. 
  35. Primeiro pôster de Rei Conan
  36. [http://hqmaniacs.uol.com.br/Spoiler_mais_sobre_o_especial_do_Dracula_da_Marvel_25715.html Spoiler: mais sobre o especial do Drácula da Marvel
  37. Monstro do Pântano - Veja as primeiras páginas da nova série
  38. Homem-Coisa: história perdida será publicada
  39. Motoqueiro Fantasma: Parte 1
  40. HQ: Lanterna Verde e Arqueiro Verde - Dois heróis em busca da verdadeira América
  41. Alexandre Callari, Bruno Zago, Daniel Lopes,. Quadrinhos no Cinema (em português). [S.l.]: Editora Évora, 2011. 38 p. ISBN 978-85-63993-18-2
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  43. Cláudio Roberto Basílio (14/09/2006). «As Artes Marcias nas HQs - Parte 1». HQManiacs. 
  44. Sérgio Codespoti (19/09/07). «10 razões por que A Morte de Gwen Stacy é a história mais importante do Homem-Aranha». Universo HQ. 
  45. David S. Serchay. Neal-Schuman Publishers, : . The librarian's guide to graphic novels for children and tweens. 2008 [S.l.: s.n.] p. 50.ISBN 9781555706265.
Bibliografia

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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