Amerimanga

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Amerimanga ou OEL Manga (Original English-Language manga, lit. "Mangá original em inglês") é o termo comumente usado para descrever revistas em quadrinhos ou graphic novels do gênero "internacional" de mangá cujo idioma da publicação original é o inglês.[1] O termo mangás internacionais, como usado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão, abrange todos os quadrinhos estrangeiros, que inspiram a "forma original de apresentação e de expressão" encontrado no mangá japonês[2].

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Mangá#Em outros países
Toren Smith

A mais antiga série derivada de mangá lançada nos Estados Unidos foi uma adaptação americana de Astro Boy de Osamu Tezuka publicada pela Gold Key Comics (um selo da Western Publishing a partir de 1965, entre 1979, a mesma editora publicou uma adaptação de Battle of Planets (versão norte-americana do anime Gatchaman da Tatsunoko Productions).[3] Entre 1979 e 1980, a Marvel publicou quadrinhos da linha de brinquedos Shogun Warriors, baseada em mechas (robôs gigante) das franquias Brave Raideen, Chodenji Robo Combattler V e Wakusei Robo Danguard Ace.[4]

Os primeiros quadrinhos produzidos por artistas americanos influenciado pelos mangá surgiram em meados da década de 1980, em publicações como Dynamo Joe de Doug Rice, Ninja High School de Ben Dunn[5] (que chegou a ter um crossover com Speed Racer pela Now Comics) e versão americana de Dirty Pair feita por Adam Warren e Toren Smith.[6]

Warren e Dunn são frequentemente requisitados para criarem versões mangás de personagens dos comics, o primeiro fez isso com Novos Titãs (uma possível formação futurista do grupo),[7] e Gen¹³[8], o segundo o Marvel Mangaverso, uma linha editorial da Marvel Comics ambientada em um Universo paralelo.[9]

Em 1993, a editora de origem japonesa Viz Media publicou uma linha de American Manga.[10] A versão encurtada, "Amerimanga", é possivelmente o termo mais antigo para esse tipo quadrinho. Outras variações são OEL manga, western manga, world manga,[4] neo-manga,[11][12] e nissei comi,[13] o termo OEL manga é mais usado atualmente. O termo não indica apenas publicações do mercado norte-americano, mas também de outros países de língua inglesa como Canadá, Austrália e Reino Unido.

Entre 1999 e 2000, o coreano Tommy Yune produziu três séries de quadrinhos de Speed Racer publicadas pela Wildstorm: Speed Racer, Racer X e Speed Racer: Born to Race.[14]

Megatokyo de Fred Gallagher

Em 2000, Fred Gallagher lançou na internet a webcomic Megatokyo,[15] que mais tarde, ganharia compilações de suas tiras publicadas na internet, algumas delas editadas num formato próximo ao usado nos tankohons (livros de bolso) pela Dark Horse[16] e pela CMX (extinta linha mangá da DC Comics)..

Mesmo com o fim da CMX em Maio de 2010, a DC prometeu continuar publicando Megatokyo[17]. Influências dos mangás podem ser vistas em trabalhos de artistas de comics como Frank Miller[18], Joe Madureira, Humberto Ramos,[7] Chris Bachalo. Em 2003 a Marvel Comics criou outras duas linhas inspiradas em mangás: Tsunami[19] e Marvel Age (atual Marvel Adventures)[20]

A presença dos mangás é cada vez maior nos Estados Unidos (onde há até mesmo uma versão local da Shonen Jump foi publicada pela Viz)[21], o estilo tem influênciado não só a Marvel e a DC Comics, mas diversas outras editoras tradicionais como a Archie Comics nos títulos Sabrina, the Teenage Witch e Josie & the Pussycats[22]. A influência dos mangás não fica restrita apenas no traço, mas também na escolha de cores,[23] temática e formato de publicação.[24] A linha Marvel Age/Adventures por exemplo, lança compilações de suas publicações de brochuras no formato "digest" (popularmente conhecido no Brasil como formatinho).[25]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. David S. Serchay. Neal-Schuman Publishers, : . The librarian's guide to graphic novels for children and tweens. 2008 [S.l.: s.n.] p. 50. ISBN 9781555706265. 
  2. «Speech by Minister for Foreign Affairs Taro Aso at Digital Hollywood University». 
  3. Hofius, Jason; George Khoury. G-Force Animated. TwoMorrows Publishing, 2002. 82 p. ISBN 9781893905184.
  4. a b Jason S. Yadao (2009). The Rough Guide to Manga Rough Guides [S.l.] pp. 35, 52,43, 242. 
  5. Doug Hills, Michael Rhodes (2008). Manga Studio For Dummies For Dummies [S.l.] p. 60. ISBN 9780470129869. 
  6. Trish Ledoux, Doug Ranney, Fred Patten (1997). The complete anime guide: Japanese animation film directory & resource guide Tiger Mountain Press [S.l.] p. 183. ISBN 9780964954250. 
  7. a b Mangá de verdade
  8. Samir Naliato. «Resenha de Gen 13 Mangá». Universo HQ. Consultado em 16 de novembro 2009. 
  9. Marcelo Forlani (02/10/2001). «Marvel de olhinhos puxados, ou melhor, esbugalhados». site Omelete. Consultado em 16 de novembro de 2009. 
  10. Schodt, Frederick L. Dreamland Japan: Writings on Modern Manga. ISBN 1-880656-23-X.
  11. Michele Gorman (2008). Getting Graphic!: Comics for Kids Linworth Pub. [S.l.] p. 77. 9781586833275. 
  12. “Turma da Mônica” muda de editora pensando no exterior
  13. Changes 1: From the Creators' Point of View
  14. Tommy Yune, Carl Macek. The Art of Robotech: The Shadow Chronicles, Stone Bridge Press, 2007
  15. «Start of Megatokyo (strip #1)». 
  16. «Megatokyo Volume 1 TPB». Dark Horse. 
  17. Érico Assis (20 de Maio de 2010). «DC Comics encerra sua linha de mangás». Omelete. 
  18. Opera relança Ronin em edição de luxo
  19. Érico Borgo (16 de Abril de 2003). «Panini Comics já planeja linha Tsunami». Omelete. 
  20. Public library catalog: guide to reference books and adult nonfiction H.W. Wilson Co. [S.l.] 2004. p. 129. ISBN 9780824210397. 
  21. Alexandre Nagado (07 de Agosto de 2002). «Shonen Jump começa sua invasão». Omelete. Consultado em 01/06/2010. 
  22. Fé No Futuro
  23. Sérgio Codespoti (24 de maio de 2004). «Mercado de mangá cresce nos Estados Unidos». Universo HQ. 
  24. Marcus Ramone (09/11/2015). «Mangás: os novos donos do mundo dos quadrinhos?». Universo HQ. 
  25. Robert G. Weiner (2008). Marvel graphic novels and related publications: an annotated guide to comics, prose novels, children's books, articles, criticism and reference works, 1965-2005 McFarland [S.l.] 0786425008, ISBN 9780786425006. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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