Amerimanga

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Amerimanga ou OEL Manga (Original English-Language manga, lit. "Mangá original em inglês") é o termo comumente usado para descrever histórias em quadrinhos ou graphic novels do gênero "internacional" de mangá cujo idioma da publicação original é o inglês.[1] O termo mangás internacionais, como usado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão, abrange todos os quadrinhos estrangeiros, que inspiram a "forma original de apresentação e de expressão" encontrado no mangá japonês[2] .

História[editar | editar código-fonte]

Toren Smith


Os primeiros quadrinhos produzidos por artistas americanos influenciado pelos mangá surgiram em meados da década de 1980, em publicações como Dynamo Joe de Doug Rice, Ninja High School de Ben Dunn[3] (que chegou a ter um crossover com Speed Racer pela Now Comics) e versão americana de Dirty Pair feita por Adam Warren e Toren Smith.[4]

Warren e Dunn são frequentemente requisitados para criarem versões mangás de personagens dos comics, o primeiro fez isso com Novos Titãs (uma possível formação futurista do grupo)[5] e Gen¹³[6] , o segundo o Marvel Mangaverso, uma linha editorial da Marvel Comics ambientada em um Universo paralelo[7] .

Entre 1999 e 2000, o coreano Tommy Yune produziu três séries de quadrinhos de Speed Racer publicadas pela Wildstorm: Speed Racer, Racer X e Speed Racer: Born to Race.[8]

Megatokyo de Fred Gallagher

Em 2000, Fred Gallagher lançou na internet a webcomic Megatokyo,[9] que mais tarde, ganharia compilações de suas tiras publicadas na internet, algumas delas editadas num formato próximo ao usado nos tankohons (livros de bolso) pela Dark Horse[10] e pela CMX (linha mangá da DC Comics)[11]

Mesmo com o fim da CMX em Maio de 2010, a DC prometeu continuar publicando Megatokyo[12] . Influências dos mangás podem ser vistas em trabalhos de artistas de comics como Frank Miller[13] , Joe Madureira, Humberto Ramos[14] , Chris Bachalo[15] . Em 2003 a Marvel Comics criou outras duas linhas inspiradas em mangás: Tsunami[16] e Marvel Age (atual Marvel Adventures)[17]

A presença dos mangás é cada vez maior nos Estados Unidos (onde há até mesmo uma versão local da Shonen Jump foi publicada pela Viz)[18] [19] , o estilo tem influênciado não só a Marvel e a DC Comics, mas diversas outras editoras tradicionais como a Archie Comics nos títulos Sabrina, the Teenage Witch e Josie & the Pussycats[20] . A influência dos mangás não fica restrita apenas no traço, mas também na escolha de cores,[21] temática e formato de publicação.[22] [23] A linha Marvel Age/Adventures por exemplo, lança compilações de suas publicações de brochuras no formato "digest" (popularmente conhecido no Brasil como formatinho).[24] [25]

Referências

  1. David S. Serchay. Neal-Schuman Publishers, : . The librarian's guide to graphic novels for children and tweens. 2008 [S.l.: s.n.] p. 50. ISBN 9781555706265. 
  2. «Speech by Minister for Foreign Affairs Taro Aso at Digital Hollywood University». 
  3. Doug Hills, Michael Rhodes (2008). Manga Studio For Dummies For Dummies [S.l.] p. 60. ISBN 0470129867, ISBN 9780470129869. 
  4. Trish Ledoux, Doug Ranney, Fred Patten (1997). The complete anime guide: Japanese animation film directory & resource guide Tiger Mountain Press [S.l.] p. 183. ISBN 0964954257, ISBN 9780964954250. 
  5. «Lançamentos de Outubro de 2001». Universo HQ. 
  6. Samir Naliato. «Resenha de Gen 13 Mangá». Universo HQ. Consultado em 16 de novembro 2009. 
  7. Marcelo Forlani (02/10/2001). «Marvel de olhinhos puxados, ou melhor, esbugalhados». site Omelete. Consultado em 16 de novembro de 2009. 
  8. Tommy Yune, Carl Macek. The Art of Robotech: The Shadow Chronicles, Stone Bridge Press, 2007
  9. «Start of Megatokyo (strip #1)». 
  10. «Megatokyo Volume 1 TPB». Dark Horse. 
  11. Sérgio Codespoti (19/05/2010). «DC cancela a linha CMX de mangás». Universo HQ. 
  12. Érico Assis (20 de Maio de 2010). «DC Comics encerra sua linha de mangás». Omelete. 
  13. Marcelo Naranjo, sobre o press release (30/08/05). «Opera Graphica lança Ronin em edição limitada com capa dura». Universo HQ. 
  14. Alexander Lancaster (28/01/2006). «T. dos Bravos 02 - Mangá de Verdade». Anime Pró. 
  15. Zé Oliboni. «X-Men # 6». Universo HQ. 
  16. Érico Borgo (16 de Abril de 2003). «Panini Comics já planeja linha Tsunami». Omelete. 
  17. Public library catalog: guide to reference books and adult nonfiction H.W. Wilson Co. [S.l.] 2004. p. 129. ISBN 0824210395, ISBN 9780824210397. 
  18. Alexandre Nagado (07 de Agosto de 2002). «Shonen Jump começa sua invasão». Omelete. Consultado em 01/06/2010. 
  19. «Fim da Shonen Jump americana». Anime Pró. 16/10/2011. 
  20. Sérgio Codespoti (04/03/2005). «Josie e as Gatinhas em versão mangá». Universo HQ. 
  21. Sérgio Codespoti (24 de maio de 2004). «Mercado de mangá cresce nos Estados Unidos». Universo HQ. 
  22. Marcus Ramone (09/11/2015). «Mangás: os novos donos do mundo dos quadrinhos?». Universo HQ. 
  23. Sérgio Codespoti (07/12/09). «Espionagem é o tema central de Cold City». Universo HQ. 
  24. Robert G. Weiner (2008). Marvel graphic novels and related publications: an annotated guide to comics, prose novels, children's books, articles, criticism and reference works, 1965-2005 McFarland [S.l.] 0786425008, ISBN 9780786425006. 
  25. Sérgio Codespoti (24/04/06). «A última da Spider-Girl». Universo HQ. 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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