Animação influenciada por animês

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Animações influenciadas por animês, pseudo-animês ou murikanimes[1] referem-se a obras não-japonesas de animação que emulam a certos aspectos do estilo visual do animê. Devido ao fandom de animê no ocidente, o termo animê foi cunhado para se referir explicitamente à animação japonesa. Com a ascensão da popularidade do animê tornou-se parte integrante da animação produzida no mundo ocidental.[2][3]

Como o animê japonês tornou-se cada vez mais popular, estúdios de animação ocidentais começaram a implementar algumas estilizações visuais típicos em anime, como expressões faciais exageradas e versões super deformed dos personagens. Algumas produções foram terceirizadas no Japão[4] ou na Coréia do Sul.[2]

Histórico[editar | editar código-fonte]

A influência do animê japonês na animação ocidental pode ser visto já em 1980, quando diversas animações, tais como Transformers foram que foi inspirada nos robôs gigantes, também chamados de mechas, Transformers surgiu de duas coleções de brinquedos japoneses: Diaclone e Micro Change,[5] que foram licenciadas pela Hasbro, para divulgar, a empresa contratou a editora americana Marvel Comics para criar histórias em quadrinhos.[6] Os criadores de Transformers Animated citam produções relativamente recentes da GAINAX, especificamente Diebuster e Tengen Toppa Gurren-Lagann, como principais influências.[7]

O advento da estilizações do animê japonês que aparecem nas produções ocidentais questionam o significado estabelecido de "anime"; há vários animadores ocidentais que colaboravam com os criadores de animes japoneses em produções origem ocidental. Por exemplo, na produção de The Animatrix começou quando os Irmãos Wachowski visitaram alguns dos criadores dos animes que haviam influenciaram seus trabalhos, e decidiram colaborar com eles. Outras produções similares foram Batman: Gotham Knight (antologia de curtas lançada diretamente em vídeo)[8] e o projeto Marvel Anime,[9] lançado primeiramente no canal japonês Animax.[10]

A colaboração entre animadores ocidentais e japoneses remonta a meados da década de 1960, quando foram produzidas as séries The King Kong Show e Johnny Cypher em Dimension Zero.[11]

Na década de 80, teve um aumento de séries terceirizadas no Japão, dentre os exemplos estão as séries The Adventures of the Galaxy Rangers animadas pela Tokyo Movie Shinsha[12] e ThunderCats pela Pacific Animation Corporation.[13]

No mesmo período, surgiram produções nipo-europeias tais como Ulysse 31, Les Mystérieuses Cités d'or[14] e D'Artacan y los Tres Mosqueperros, uma coprodução da hispânica BRB Internacional S.A. com o estúdio japonês Nippon Animation.[15]

Em 2001, Marathon lançou a série Totally Spies!, que foi seguida pelas séries Team Galaxy, Martin Mystery (baseada em uma história em quadrinhos italiana, The Amazing Spiez!, spin-off de Totally Spies! e Gormiti (baseada em uma linha de brinquedos italiana).[16] A série Avatar: The Last Airbender da Nickelodeon conseguiu cativar inclusive fãs tradicionais de animes (mais conhecidos como otakus).[17]

Os criadores de Avatar, Bryan Konietzko e Michael Dante DiMartino confirmam uma especial influência de animações japonesas, especialmente A Viagem de Chihiro, Princesa Mononoke[18] e Meu Amigo Totoro de Hayao Miyazaki.[19]

Em 2006 foi lançada a série Ōban Star-Racers,[20] uma produção franco-japonesa.[21] O reboot de ThunderCats, produzido pelo estúdio japonês Studio 4 °C teve mais influência dos animês do que a série original.[4] Atualmente, está em produção nos Emirados Árabes Unidos, a série "Torkaizer", que se anuncia como o "primeiro animê do Oriente Médio".[22]

Exemplos de mukiranimes[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Helena Túlipe (14 de abril de 2008). «“Jovens Titãs”, sucesso em HQ que virou desenho animado dá audiência». UOL. Consultado em 20 de novembro de 2012. 
  2. a b Giovanniello, Daniela; Marcos, Felipe (1º de abril de 2008). «Estréia de nova temporada de “Avatar” na Tv Globinho». UOL. Consultado em 10 de dezembro de 2009. «'Avatar: a Lenda de Aang' é um desenho animado americano que parece mais um animê (devido às características orientais presentes na animação) [...] A animação é considerada um mukiranime por causa do estilo do desenho» 
  3. Mangá "De Verdade"
  4. a b Lily Carrol. (março 2012). "No World for Tomorrow". Neo Tokyo (73). Editora Escala.
  5. Otávio Moulin. (julho 2007). "A trajetória dos Transformers". Neo Tokyo (19). Editora Escala.
  6. Thiago Colás (24/06/2009). «Matéria: a verdadeira história dos Transformers - parte 1». HQManiacs. 
  7. "Preview of upcoming Transformers Animated characters"
  8. (mar 2012ço) "Santa Animaçã, Batman". Neo Tokyo (73). Editora Escala.
  9. SDCC: novidades dos animes da Marvel
  10. Marvel Anime: X-Men - Veja imagem com a formação dos heróis
  11. Clements, Jonathan; McCarthy, Helen (2006). The Anime Encyclopedia (2nd expanded ed.). Berkeley, California: Stone Bridge Press. 313 e 340 p. ISBN 1-84576-500-1.
  12. Maurício Viel. (junho 2007/julho). "Velho Oeste sideral". Mundo dos Super-Heróis (5). Editora Europa. ISSN 1980-5233.
  13. (agosto 2012) "Thunder... Thunder... ThanderCats Hoooooo!!". Neo Tokyo (79). Editora Escala.
  14. Toni Johnson-Woods (2010). Manga: An Anthology of Global and Cultural Perspectives Bloomsbury Publishing USA [S.l.] 9781441155696. 
  15. Aquellos maravillosos dibujos
  16. Lily Carrol. (março 2012). "Sushis x brioches". Neo Tokyo (73). Editora Escala.
  17. Renato Hack. (mar 2012ço). "Avatar". Neo Tokyo (73). Editora Escala.
  18. ""In Their Elements." (September 2006) Nick Mag Presents, p. 6".
  19. Bryan Konietzko and Michael Dante DiMartino (19/06/200). Book 1: Water, Box Set (DVD).
  20. Ederli Fortunato (20/11/2006). «Destaques da TV: 20 a 26 de novembro». Omelete. 
  21. Os animês da Rede Globo
  22. 'Torkaizer', Middle East's First Anime Show
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