Manhwa

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Manhwa
Nome em coreano
Hangul 만화
Hanja 漫畫
Romanização Revisada manhwa
McCune-Reischauer manhwa

Manhwa (em coreano: 만화, transl. man-hwa, literalmente "história(s) em quadrinhos") é um termo geral coreano para designar histórias em quadrinhos. Fora da Coreia, o termo se refere especificamente a histórias em quadrinhos da Coreia do Sul.

O sentido de leitura de um manhwa coreano

Ao contrário dos mangás, a leitura dos manhwas é feita de maneira ocidental, da esquerda para direita, devido a forma de escrita do hangul.[1]

Terminologia[editar | editar código-fonte]

A palavra manhwa é uma cognata com o mangá Japonês e o manhua Chinês, que pode ser escrita, em coreano, das seguintes formas: Hangul (만화) e Hanja (漫畵). A palavra tem origem no século 18, quando começou a palavra "manhua" ser usada na pintura chinesa conhecida como sumi-ê.[2]

A relativa obscuridade da cultura coreana no mundo ocidental fez com que a palavra "manhwa" permanecesse um tanto desconhecia. Traduções de manhwa alcançaram sucesso após serem comercializadas para o fandom de mangá e anime, na medida em que manhwas são muitas vezes comercializados como "mangás". Um quadrinhista de manhwa é chamado de Manhwaga (hangul: 만화가).[3]

Animações baseadas em manhwas ainda são relativamente raras. Entretanto, é bastante comum adaptações para telenovelas e filmes. A versão animadas dos desenhos coreanos é chamada de han-guk manhwa aenimeisyeon (hangul: 한국 만화 애니메이션) ou simplesmente aenimeisyeon (hangul: 애니메이션) e as webcomics de webtoons (hangul: 웹툰).[4]

Origens[editar | editar código-fonte]

Caricatura de Lee Do-yeong, 1909.

Assim como mangá japonês e o manhua chinês, os quadrinhos coreanos são fortemente influenciados pela arte clássica da Ásia, especialmente chinesa. As gravuras (xilogravura) do século X eram usadas para divulgar os cânones budistas. Um dos primeiros exemplos de arte sequencial do país é Bomyeongshiudo (hangul: 보명십우도), uma fábula budista onde uma vaca explica os fundamentos budismo.

Em 1909, o jornal Daehanminb publica o primeiro manhwa moderno, o satírico Saphwa (hangul: 삽화) de Lee Do-yeong, a publicação é interrompida no ano seguinte, por conta da Ocupação japonesa da Coreia.[5]

Gêneros de Manhwa[editar | editar código-fonte]

  • Myeongnang: destinado as crianças (equivalente ao kodomo dos mangás)

Nos Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

O coreano Sanho Kim produzia manhwas na Coréia do Sul e se mudou para os Estados Unidos, onde trabalhou para as editoras Charlton Comics, Marvel Comics, Warren Publishing e Skywald Publications durante meados das décadas de 1960 e 1970.[8] Na década de 1970, o sucesso dos filmes estrelados por Bruce Lee e a série de TV Kung Fu, estrelada por David Carradine, fizeram com que as editoras americanas investissem em histórias em quadrinhos estreladas por artistas marciais, a Marvel Comics lança a revista Deadly Hands of Kung Fu e a Charlton Comics lança Yang e House of Yang, Kim colaborou com as revistas Deadly Hands of Kung Fu[9] e House of Yang.[10] De acordo com o jornalista Paul Gravett, a primeira publicação de um manhwa original no Ocidente foi em 1987 pela editora norte-americana Eastern Comics.[8]

No Brasil[editar | editar código-fonte]

O autor do manhwa Priest, Hyung Min-woo, na Feira do Livro de Frankfurt, em 2005

Em 2004, foi publicado o primeiro manhwa no país pela Conrad Editora, Chonchu – O Guerreiro Maldito de Kim Sung Jae, e Kim Byung Jin,[11] logo em seguia, da editora publicou Ragnarök de Lee Myung-Jin, lançado inicialmente em 1998 e que gerou o famoso jogo do tipo MMORPG Ragnarok Online (2002) e um anime japonês Ragnarok (anime), a editora ainda publicou Angry de Yoo Kyun Won, Banya, o Mensageiro[1] e Gui de Kim Younh-Oh, Model de Lee So-Young, Che - Uma Biografia de Kim Yong-Hwe,[12] A Arte da Guerra: O Nascimento do Império Chinês, do chinês radicado na Coréia do Sul, Ko Woo-Young[13] e Dangu de Park Joong-Ki.[14] Outras editoras investiram em quadrinhos coreanos: Editora Savana (Aflame Inferno de Im Dal Young e Kim Kwang Hyum)[15], Lumus (Priest de Hyung Min-Woo e Planet Blood de Kim Tae-Hyung), NewPOP Editora (Tarot Café de Park Sang-sun)[1] e Panini Comics (Kil-Dong - Crônicas de um Guerreiro de Oh Se Kwon)[16] Em Janeiro de 2011, o cartunista Bira Dantas recebeu uma comitiva coreana representando a agência Komacon, a comitiva visitou as editoras Conrad, JBC, Devir e Escala.[17] Em Agosto de 2014, durante a Expo Coréia, esteve no país o manhwaga Lee Hyun-Se, ex-presidente da Komakon.[18]

Manhwas publicados no Brasil

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c Míriam Castro (1 de março de 2012). «O mangá da Coreia do Sul». Saraiva Megastore 
  2. Petersen, Robert S. (2011). Comics, Manga, and Graphic Novels: A History of Graphic Narratives. ABC-CLIO. ISBN 978031336330
  3. Cara Mudah Menggambar Manhwa (2014). Taiyo Am. [S.l.]: TransMedia. 5 páginas. 9789797992835 
  4. «Webtoon, Why So Popular» 
  5. a b Sônia Luyten (18 de junho de 2003). «A Coreia e os manhwa: os quadrinhos do país da manhã serena». Universo HQ 
  6. Mark James Russell (2009). Pop Goes Korea: Behind the Revolution in Movies, Music, and Internet Culture. [S.l.]: Stone Bridge Press. ISBN 978-1933330686 
  7. Évelyne Cévin (2005). Conte en bibliothèque. [S.l.]: Cercle de La Librairie. ISBN 2-7654-0896-3 
  8. a b Paul Gravett (27 de novembro de 2009). «Make Mine Manhwa!: Exporting Korean Comics». PaulGravett.com 
  9. Robert M. Overstreet. The Official Overstreet Comic Book Companion. Random House Information Group, 2004 ISBN 9780375720659
  10. Cláudio Roberto Basílio (14 de setembro de 2006). «As Artes Marcias nas HQs - Parte 1». HQManiacs 
  11. Scooper: Newton "Nitro" (8 de setembro de 2004). «Chonchu, o primeiro Manhwa publicado no Brasil!». RedeRPG 
  12. Felipe Aquino sobre release (29 de novembro de 2006). «Conrad lança manhwa de Che Guevara». HQManiacs 
  13. Carlos Costa sobre release (26 de agosto de 2010). «Conrad lança a Arte da Guerra em quadrinhos». HQManiacs 
  14. Érico Assis. «Conrad lança três novos manhwas». Omelete 
  15. Carlos Costa sobre release (31 de agosto de 2009). «Nova editora publicará mangás no Brasil». HQManiacs 
  16. release (9 de outubro de 2008). «Kil-Dong - Crônicas de um Guerreiro». HQManiacs 
  17. Diogo Bercito (4 de fevereiro de 2011) "Coreia do Sul investe na exportação de quadrinhos" Folha de S.Paulo
  18. «Desenhista coreano de mangá visita São Paulo». Abrademi. 1 de agosto de 2014 
Web
Bibliografia

Ver Também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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