Embassy Hill

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Reino Unido Embassy Hill
Nome completo Embassy Racing With Graham Hill
Sede  Reino Unido
Chefe de equipe Reino Unido Graham Hill
Pessoal notável Reino Unido Andy Smallman
Reino Unido Ray Brimble
Pilotos Reino Unido Graham Hill
Reino Unido Tony Brise
Reino Unido Guy Edwards
Reino Unido Peter Gethin
Austrália Alan Jones
Alemanha Rolf Stommelen
França François Migault
Austrália Vern Schuppan
Chassis Shadow DN1 (1973), Lola T370 (1974-75)
Lola T271/Hill GH1 (1975)
Motor Ford
Pneus Goodyear e Firestone
Histórico na Fórmula 1
Estreia Espanha GP da Espanha, 1973 (com chassi Shadow)
Último GP Estados Unidos GP dos EUA, 1975
Grandes Prêmios 41 (40 largadas)
Campeã de construtores 0 (11° lugar em 1975)
Campeã de pilotos 0 (19° lugar em 1974, com Graham Hill, e em 1975, com Tony Brise)
Vitórias 0 (5° lugar no GP da Alemanha de 1975, com Alan Jones)
Pole Position 0
Voltas rápidas 0
Pontos 3
Posição no último campeonato
(1975)
11° (3 pontos)

Embassy Hill (oficialmente, Embassy Racing With Graham Hill) foi uma equipe de Fórmula 1 criada pelo bicampeão mundial Graham Hill. Disputou três temporadas entre 1973 e 1975, e teve como melhor resultado um quinto lugar no GP da Alemanha de 1975 em Nürburgring, com o australiano Alan Jones.

Trajetória da equipe[editar | editar código-fonte]

O Shadow DN1, primeiro carro da Embassy Hill, durante o Festival de Velocidade de Godwood, em 2008.

Em 1972, Graham Hill, aos 44 anos de idade e descontente com a Brabham, anuncia a criação de sua própria equipe, batizada como Embassy Racing With Graham Hill. O bicampeão de F-1 exerceria as funções de piloto e chefe do time.

Com um Shadow DN1, a escuderia de Hill faz sua estreia na categoria no GP da Espanha, onde o inglês, que largara em 22º, não completa por problemas nos freios. Em doze corridas, foram cinco abandonos e um nono lugar no GP da Bélgica como melhor resultado.

Para 1974, com um Lola T370 que chamava a atenção pela enorme tomada de ar que ostentava, Graham segue acumulando as funções de piloto e dono de equipe, e marca o primeiro ponto da Embassy Hill no GP da Suécia ao chegar em sexto lugar. Outros três pilotos revezaram o segundo carro: os ingleses Guy Edwards e Peter Gethin e o alemão Rolf Stommelen, que não pontuam, sendo que o melhor resultado do trio foi a sétima posição de Edwards na mesma etapa sueca. Na classificação, a Embassy Hill terminaria em 12° lugar.

Em 1975, o "Mister Mônaco" (como Graham Hill era conhecido graças às 5 vitórias em Monte Carlo) viveria uma situação inédita em sua longa carreira: ele não obteve uma classificação para uma etapa de F-1 na pista pela primeira vez - embora tivesse se classificado para o GP da Itália em 1970, não entrou no grid. Hill e Stommelen usariam o T370 no GP da Argentina, onde não pontuam. Para o GP do Brasil, o Lola T371, uma versão atualizada do carro anterior, seria guiado. O inglês e o alemão também não chegam à zona de pontuação.

No GP da Espanha[1], realizado no Circuito de Montjuïc, seria lançado o único chassi próprio da Embassy, o Hill GH1[2]. Surpreendentemente, Stommelen chegou a liderar por 5 voltas (17 a 21, e a partir da 23, chegando a ultrapassar o brasileiro José Carlos Pace, mas o aerofólio de seu carro desgrudou-se, fazendo com que o alemão perdesse o controle e decolasse contra a arquibancada, matando quatro espectadores e deixando Rolf gravemente ferido. O francês François Migault, inscrito para a corrida espanhola com o T370, não foi classificado no resultado final.

O golpe definitivo contra Graham Hill foi a não-classificação para o GP de Mônaco, onde havia conquistado cinco triunfos. Esforçando-se ao máximo para obter uma vaga no grid da corrida onde venceu por cinco oportunidades, o bicampeão viu o GH1 quebrar no meio da pista. Por 37 centésimos, o "Mister Mônaco" acabou superado pelo jovem australiano Alan Jones, que pilotava um Hesketh privado, e aproveitou o momento para anunciar o final de sua longa carreira na F-1 para dedicar-se exclusivamente ao comando de seu time. Ainda em Mônaco, o inglês acompanhou uma etapa de Fórmula 3 que servia de preliminar para a corrida de Fórmula 1 e se impressionou com Tony Brise, de apenas 23 anos, e aproveitou para contratá-lo.

A estreia de Brise na Fórmula 1 deu-se na Bélgica, onde abandonou. Na etapa seguinte, em Anderstorp, marcou seu primeiro (e único) ponto na categoria ao chegar em sexto lugar. Stommelen (recuperado do acidente em Montjuïc), Vern Schuppan (correu também o GP sueco) e Alan Jones também correram pela Hill em 1975, sendo que o melhor resultado do time na F-1 veio com Jones, na Alemanha. Antes, em Silverstone, Graham sentou-se pela última vez em seu carro e desfilou pelo circuito, dando uma volta de consagração para mais de 100 mil torcedores.

Encerramento das atividades[editar | editar código-fonte]

Visando a temporada de 1976[3], Graham Hill apostaria em Brise como principal piloto da equipe, e o novo carro, batizado de GH2, foi projetado por Andy Smallman. Com a mudança no regulamento válida a partir do GP da Espanha (os periscópios dos motores seriam banidos), esperava-se bastante da Embassy Hill naquele ano.

Em 29 de novembro, após uma sessão de treinos em Paul Ricard, Graham e seu staff regressariam à Inglaterra a bordo do avião particular do "Mister Mônaco" (um modelo Piper Aztec). Ao chegar à base aérea de Biggin Hill, a aeronave, atrapalhada por uma densa neblina e conduzida pelo próprio ex-piloto, ficou sem controle e caiu perto de um campo de golfe, pegando fogo em seguida. Todos que estavam no Piper Aztec (Graham Hill, Brise, Smallman e os mecânicos Terry Richards e Tony Alcock) acabariam morrendo na hora. Com a tragédia, a Embassy Hill encerraria suas atividades.

Pilotos notáveis[editar | editar código-fonte]

  • Graham Hill: Na parte final de sua carreira, o bicampeão acumulou as funções de piloto e chefe da Embassy entre 1973 e 1975, ano em que se aposentou e, poucos meses depois, faleceria num acidente aéreo.
  • Tony Brise: Descoberto por Graham Hill numa prova de Fórmula 3, já tinha disputado um GP pela Frank Williams Racing Cars antes de assinar com a Embassy, chegando em sexto lugar em Anderstorp. Também faleceu no acidente aéreo que vitimou o "Mister Mônaco".
  • Rolf Stommelen: O alemão, que não pontuou durante sua passagem pela equipe (onde estava desde 1974), roubou a cena ao liderar o GP da Espanha por 5 voltas e sofrer um violento acidente que matou 4 espectadores.
  • Alan Jones: Depois de ter "aposentado" Graham Hill ao conquistar uma vaga no GP de Mônaco, o australiano foi contratado pela Embassy para 4 provas. Seu melhor resultado (e também da equipe) foi o quinto lugar no GP da Alemanha.

Referências

  1. «THE CHAMPIONS / More than Mister Monaco: Graham Hill – all-rounder extraordinary». Autosport. Consultado em 21 de junho de 2008 
  2. Ewald, Klaus (2006). «Hill Ford GH2». research-racing.de. Consultado em 4 de setembro de 2015 
  3. Tremayne, David (Dezembro de 2000). «So little time». Motor Sport magazine. Consultado em 1 de setembro de 2015 
Ícone de esboço Este artigo sobre Fórmula 1 é um esboço relacionado ao projeto sobre Fórmula 1. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.