March Engineering

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Reino Unido March
Nome completo March Engineering
Sede Reino Unido
Chefe de equipe Reino Unido Max Mosley
Diretor técnico Japão Akira Akagi
Pilotos
Motor Cosworth, Alfa Romeo, Judd e Ilmor
Pneus Firestone, Goodyear, Avon e Michelin
Histórico na Fórmula 1
Estréia GP da África do Sul de 1970
Último GP GP da Austrália de 1992
Corridas concluídas 207
Campeã de construtores 0
Campeã de pilotos 0
Vitórias 3
Pole Position 4
Voltas rápidas 7
Posição no último campeonato
(1992)
9° (3 pontos)

March Engineering foi uma equipe da Formula 1 e fabricante de carros esportivos da Grã-Bretanha. Apesar do pouco sucesso nos grandes prêmios da Formula 1, os carros da March alcançaram melhores resultados em outras categorias do automobilismo entre a Fórmula 2, Fórmula 3 e CART. A última temporada de Fórmula 1 disputada pela March foi a de 1992.

Início das atividades[editar | editar código-fonte]

Em 1969, a March inicia as suas atividades. Seu nome deriva de um pequeno "acróstico" (poema feito com a primeira letra de cada palavra) formado pelas iniciais dos fundadores.

Início na F-1[editar | editar código-fonte]

Década de 1970: o auge[editar | editar código-fonte]

As atividades na F-1 começaram em 1970, fornecendo chassis à Tyrrell Racing para os pilotos Jackie Stewart e Johnny Servoz-Gavin, mas formaram também uma equipe própria, cujos pilotos eram o neozelandês Chris Amon e o suíço Jo Siffert. A equipe, equipada com o célebre motor Cosworth DFV, fica em terceiro lugar, com 48 pontos ganhos. Em 1971, a March, independente da Tyrrell, e liderada pelo sueco Ronnie Peterson, e seus companheiros de equipe foram o italiano Andrea de Adamich, o espanhol Alex Soler-Roig, o também italiano Nanni Galli, o francês Jean-Pierre Jarier e o anglo-egípcio Mike Beuttler. Além deles, Peterson teve como companheiro de equipe o austríaco Niki Lauda, que não pontuou em sua primeira temporada na categoria.

A March, graças ao sueco voador, fica em quarto lugar, com 33 pontos. Para 1972, o time mantém Peterson e Lauda, agora com um contrato permanente, mas a campanha não foi igual à de 1971, ficando em sexto lugar, com quinze pontos marcados. 1973 começou com a volta de Jarier, agora com um contrato em tempo integral, tendo como parceiros de equipe o também francês Henri Pescarolo e o jovem inglês Roger Williamson, que morrera tragicamente no GP da Holanda, devido ao incêndio que consumiu seu carro. O inglês David Purley, amigo de Williamson, tentou salvá-lo, mas em vão. Ainda assim, a equipe fica em quinto lugar, com 14 pontos. O ano de 1974 começou com o alemão Hans-Joachim Stuck, o australiano Howden Ganley, o folclórico italiano Vittorio Brambilla e o sueco Reine Wisell. A equipe ficou em nono lugar, com 6 pontos. A partir daí, a equipe começou a declinar.

Declínio da March[editar | editar código-fonte]

1975 poderia ser o ano de afirmação da March na F-1. Brambilla seria mantido, e com ele, veio sua compatriota Lella Lombardi e manteria Stuck. Brambilla conquistou sua única vitória no agitado GP da Áustria, que terminou com apenas metade dos pontos computada para o italiano. Lella Lombardi conquistou meio ponto também em uma corrida incompleta (o GP da Espanha, marcado pelo grave acidente de Rolf Stommelen). Stuck ficou zerado na temporada, e a March, com sete pontos e meio, fechou em nono. Para 1976, a March repatria Ronnie Peterson, e mantém Stuck. Porém, longe de seus dias vitoriosos, a equipe fechou em sétimo lugar, com dezenove pontos e sua última vitória na F-1 foi com Peterson, no GP da Itália.

1977 foi o pior ano da March na década. Stuck disputa a quarta temporada seguida pela escuderia, tendo Alex Dias Ribeiro, Ian Scheckter (irmão de Jody Scheckter) e Brian Henton como companheiros de equipe. Os quatro terminam a temporada sem marcar nenhum ponto. Este foi o estopim para a primeira saída da March na F-1.

Década de 1980[editar | editar código-fonte]

Fracassos no início da década[editar | editar código-fonte]

Entre 1981 e 1982, a March colecionou insucessos em sua volta à categoria. Com seis pilotos diferentes (Eliseo Salazar, Derek Daly, Raul Boesel, Jochen Mass, Rupert Keegan e Emilio de Villota), a equipe fecha as duas temporadas sem pontuar.

Fase Leyton House[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Leyton House Racing

No ano de 1987, a March volta à categoria, agora com nova nomenclatura: "Leyton House Racing". Porém, a equipe sempre foi chamada com o nome que a tornou famosa, e seu piloto foi o jovem italiano Ivan Capelli, que marca um ponto, deixando a equipe em décimo-terceiro lugar.

1988-1989: recuperação[editar | editar código-fonte]

Nos anos de 1988 e 1989, a March veio disposta a se recuperar das pífias apresentações das temporadas anteriores. Capelli é mantido e o brasileiro Maurício Gugelmin é contratado como companheiro de equipe. A estreia da March na temporada foi cômica: a equipe veio para Jacarepaguá com um carro de Fórmula 3000, e o motor Judd, que era grande, não cabia direito nos carros. Mesmo assim, o time fez ótimas corridas, geralmente com Capelli. Ao fim das contas, a March/Leyton House teve um bom desempenho, ficando em sexto lugar, com 22 pontos. 1989 não foi um ano generoso com a equipe, que dependia muito das atuações de Capelli. Entretanto, o italiano amargou o trigésimo lugar na classificação, sem pontuar e abandonando 14 corridas. Gugelmin conquistou o melhor resultado da equipe no ano ao chegar em terceiro no GP do Brasil (seu único pódio na Fórmula 1), e a March, com estes quatro pontos, fechou a temporada em décimo-quarto lugar. A equipe saiu da categoria logo após ser vendida à Leyton House.

Década de 1990[editar | editar código-fonte]

A última temporada[editar | editar código-fonte]

1992 foi o último ano da March como equipe independente. O jovem austríaco Karl Wendlinger permanece na equipe (disputou a reta final da 1991), tendo como companheiro de time o francês Paul Belmondo, filho do famoso ator e cineasta Jean-Paul Belmondo. Karl marca três pontos ao chegar num surpreendente quarto lugar no Canadá. Após largar em apenas 5 etapas, Paul Belmondo é dispensado e, para seu lugar, o italiano Emanuele Naspetti é contratado. Mas o piloto nascido em Ancona falhou em conseguir resultados expressivos, tendo apenas um 11º lugar como melhor posição de chegada. O holandês Jan Lammers (que não disputava a categoria desde 1982) recebe uma proposta da equipe para disputar as duas últimas corridas da temporada, substituindo Wendlinger, contratado pela Sauber para ser piloto de testes, visando a estreia da equipe suíça na F-1 em 1993. Largando de trás, não marcou nenhum ponto, tendo como melhor resultado em sua curta passagem um décimo-segundo lugar na Austrália. Mesmo assim, as atuações de Lammers garantiram sua contratação para a próxima temporada.

A falência antes do início da Temporada de 1993[editar | editar código-fonte]

Embora em crise financeira, a March preparava-se para disputar a temporada de 1993, mantendo Lammers em um de seus carros, e contratando o francês Jean-Marc Gounon para ser companheiro do veterano holandês. Entretando, a escuderia afundava-se de vez em dívidas e encerra as atividades na F-1 antes da temporada começar, deixando Lammers a pé e Gounon adiando sua estreia na F-1 até a saída repentina do brasileiro Christian Fittipaldi da Minardi.

Tentativa de regresso à Fórmula 1[editar | editar código-fonte]

Em maio de 2009, a March foi incluída na lista de novas equipes que estreariam na F-1 em 2010. Entretanto, o time não foi incluído dentre as quatro equipes que estreariam na temporada seguinte.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre March Engineering
Ícone de esboço Este artigo sobre Fórmula 1 é um esboço relacionado ao projeto sobre Fórmula 1. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.