Racing Point

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Reino Unido Racing Point-BWT Mercedes
Logotipo da Racing Point.png
Nome completo BWT Racing Point F1 Team
Sede Silverstone, Inglaterra
Chefe de equipe Otmar Szafnauer
(chefe de equipe e diretor executivo)
Diretores Andrew Green
(diretor técnico)
Andy Stevenson
(diretor esportivo)
Stephen Curnow
(diretor comercial)
Tom McCullough
(diretor de engenharia de performance)
Site oficial www.racingpoint.com
Nome anterior Force India
Nome posterior Aston Martin
Campeonato Mundial de Fórmula 1 de 2020
Pilotos 11. México Sergio Pérez[1]
18. Canadá Lance Stroll[2]
27. Alemanha Nico Hülkenberg[3]
Pilotos de teste Bélgica Stoffel Vandoorne[4]
México Esteban Gutiérrez[4]
Chassis RP20[5]
Motor BWT Mercedes[nota 1]
Pneus Pirelli
Combustível Petronas
Histórico na Fórmula 1
Estreia Grande Prêmio da Bélgica de 2018
Último GP Grande Prêmio do Barém de 2020
Grandes Prêmios 44
Campeã de construtores 0
Campeã de pilotos 0
Vitórias 0
Pódios 2
Pole Position 1
Voltas rápidas 0
Pontos 268
Posição no último campeonato
(2019)
7º (73 pontos)

A Racing Point F1 Team, comumente conhecida como Racing Point e competindo como BWT Racing Point F1 Team,[7] é uma equipe e construtor de Fórmula 1 com sede em Silverstone, no Reino Unido e que compete na categoria com uma licença britânica. A equipe foi formada em agosto de 2018, sob o nome Racing Point Force India F1 Team, quando um consórcio liderado pelo investidor canadense Lawrence Stroll comprou os ativos da equipe Force India.[8][9]

Após a Force India sofrer uma grave crise financeira no decorrer da temporada de 2018 e acumular dívidas com seus credores e fornecedores, a equipe foi colocada em administração judicial em julho de 2018.[10][11] Com isso, um administrador, a FRP Advisory, foi designado para a empresa, colocando a equipe a venda. No dia 7 de agosto, foi anunciado que os administradores da equipe haviam aceitado a oferta realizada por um consórcio chamado Racing Point UK Ltd. e liderado por Lawrence Stroll, pai do então piloto da Williams, Lance Stroll, para a aquisição da Force India.[12][13]

Aproximando-se do GP da Bélgica de 2018, a equipe não tinha certeza se teria a possibilidade de disputar a corrida, já que o consórcio que comprou a Force India teve que obter a aprovação de treze bancos que tinham créditos na equipe. A aprovação completa chegou após o prazo, então o consórcio não comprou a equipe completa, mas apenas seus ativos de corrida e operações, através da empresa Racing Point.[14][8] Com isso, a equipe teve que entrar no Campeonato Mundial de Fórmula 1 como sendo uma nova entidade jurídica, sendo necessário a adoção de um novo nome, entretanto, a equipe foi obrigada a manter o nome "Force India" em sua nova designação, pois seu chassi havia sido homologado com o nome Force India e os regulamentos da FIA exigem que o nome da equipe inclua o nome do chassi.[15][16] Então, o nome da equipe antecessora foi adicionado juntamente com o nome da empresa que adquiriu seus ativos, formando assim a Racing Point Force India F1 Team.[17] A FIA excluiu a antiga entrada da Force India do campeonato "devido a sua incapacidade de completar a temporada", e deu as boas-vindas à nova equipe que pôde competir, mas teve que começar do zero e não recebeu nenhum ponto conquistado pela antiga equipe no Campeonato de Construtores. Os pilotos Sergio Pérez e Esteban Ocon, no entanto, mantiveram seus pontos no Campeonato de Pilotos.[18][19][20] Posteriormente, foi informado que todas as equipes haviam concordado em permitir que a nova equipe Racing Point Force India retivesse o prêmio em dinheiro acumulado pela equipe original.[21][22]

A equipe alterou seu nome para Racing Point F1 Team para a temporada de 2019.[23] Com isso, chegou ao fim o uso do nome "Force India", que esteve presente na Fórmula 1 desde a temporada de 2008.[24] Em 31 de janeiro de 2020, foi confirmado que a equipe será rebatizada para Aston Martin F1 Team a partir da temporada de 2021.[25][26]

História[editar | editar código-fonte]

Formação[editar | editar código-fonte]

As origens da Racing Point vêm da equipe Jordan Grand Prix, que entrou na Fórmula 1 em 1991, no circuito de Silverstone. A Jordan permaneceu muitos anos na Fórmula 1, vencendo quatro corridas e conquistando o terceiro lugar no Campeonato de Construtores de 1999. No entanto, como muitas das equipes menores nos anos 2000, problemas financeiros fizeram com que o desempenho da equipe decaísse, e o proprietário da equipe, Eddie Jordan, vendeu a equipe para o Grupo Midland em 2005.

A rebatizada equipe Midland F1 Racing passou duas temporadas atrás do grid, antes de seu proprietário, Alex Shnaider, vender a equipe para a Spyker Cars no meio da temporada de 2006.[27]

A Spyker marcou um ponto em 2007 e liderou brevemente o Grande Prêmio da Europa; apesar disso, a equipe voltou a ter problemas financeiros,[28] e foi vendida para o empresário indiano Vijay Mallya, então presidente da United Breweries Limited, e Michiel Mol, diretor de Fórmula 1 da Spyker.[29] A equipe, comprada por 88 milhões de euros,[30] foi rebatizada para Force India Formula Team para a temporada de 2008.[30]

Porém, a equipe voltou a sofrer com problemas financeiros e, após ser colocada em administração judicial, teve seus ativos comprados por um consórcio, liderado pelo investidor canadense Lawrence Stroll, o que levou à formação da equipe Racing Point Force India F1 Team.[31] A Racing Point UK Limited nomeou o então diretor de operações da equipe antecessora, Otmar Szafnauer, para chefe de equipe com efeito imediato. Outra mudança foi a saída do vice-chefe de equipe da antiga Force India, Robert Fernley, que deixou seu cargo após a equipe ser vendida. O restante do corpo de gerenciamento sênior permaneceu inalterado.[32] Para a temporada de 2019, a equipe abandona definitivamente o nome "Force India" e passa a competir como "Racing Point F1 Team".[33]

Temporada de 2018[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Temporada de Fórmula 1 de 2018

A primeira corrida da equipe foi o Grande Prêmio da Bélgica, a 13ª etapa da temporada de 2018. A Racing Point Force India usa o chassi VJM11 com o qual a Force India havia competido anteriormente. Eles são movidos por propulsores Mercedes. Os pilotos são os antigos pilotos da Force India, Esteban Ocon e Sergio Pérez.[34]

Temporada de 2019[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Temporada de Fórmula 1 de 2019

Em 18 de outubro de 2018, foi anunciado que Sergio Pérez continuaria pilotando para a Racing Point na temporada de 2019.[35] Em 30 de novembro de 2018, a equipe anunciou que Lance Stroll (filho de Lawrence Stroll, o líder do consórcio que comprou a equipe) competiria pela equipe ao lado de Pérez em 2019, substituindo Esteban Ocon.[36]

Resultados[editar | editar código-fonte]

(legenda) (resultados em negrito indicam pole position; resultados em itálico indicam volta mais rápida)

Ano Chassi Motor Pneu Piloto 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 Pontos Pos.
2018 VJM11 Mercedes 1.6 V6 Turbo P AUS
Austrália
BAR
Bahrein
CHN
China
AZE
Azerbaijão
ESP
Espanha
MON
Mónaco
CAN
Canadá
FRA
França
AUT
Áustria
GBR
Reino Unido
ALE
Alemanha
HUN
Hungria
BEL
Bélgica
ITA
Itália
SIN
Singapura
RUS
Rússia
JAP
Japão
EUA
Estados Unidos
MEX
México
BRA
Brasil
ABU
Emirados Árabes Unidos
52
México Sergio Pérez 5 7 16 10 7 8 Ret 10 8
França Esteban Ocon 6 6 Ret 9 9 DSQ 11 14 Ret
2019 RP19 BWT Mercedes 1.6 V6 Turbo P AUS
Austrália
BAR
Bahrein
CHN
China
AZE
Azerbaijão
ESP
Espanha
MON
Mónaco
CAN
Canadá
FRA
França
AUT
Áustria
GBR
Reino Unido
ALE
Alemanha
HUN
Hungria
BEL
Bélgica
ITA
Itália
SIN
Singapura
RUS
Rússia
JAP
Japão
MEX
México
EUA
Estados Unidos
BRA
Brasil
ABU
Emirados Árabes Unidos
73
México Sergio Pérez 13 10 8 6 15 12 12 12 11 17 Ret 11 6 7 Ret 7 8 7 10 9 7
Canadá Lance Stroll 9 14 12 9 Ret 16 9 13 14 13 4 17 10 12 13 11 9 12 13 19 Ret
2020* RP20 BWT Mercedes 1.6 V6 Turbo P AUT
Áustria
EST
Estíria
HUN
Hungria
GBR
Reino Unido
70
F1 70 logo.png
ESP
Espanha
BEL
Bélgica
ITA
Itália
TOS
Toscana
RUS
Rússia
EIF
Alemanha
POR
Portugal
EMI
Emília-Romanha
TUR
Turquia
BAR
Bahrein
SKR
Bahrein
ABU
=Emirados Árabes Unidos
154*[nota 2] 3°*
México Sergio Pérez 6 6 7 NP NP 5 10 10 5 4 4 7 6 2
Alemanha Nico Hülkenberg NL 7 8
Canadá Lance Stroll Ret 7 4 9 6 4 9 3 Ret Ret NP Ret 13 9
Notas

* Temporada ainda em andamento.
† – Os pilotos não completaram a prova, mas foram classificados pois concluíram 90% da prova.

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. A Racing Point usa unidades de potência Mercedes-AMG F1 M11 EQ Performance. Para fins de patrocínio, esses propulsores são rebatizados como "BWT Mercedes".[6]
  2. A Racing Point foi punida com a perda de quinze pontos no Mundial de Construtores e uma multa de 400 mil euros por utilizar um duto de freio com grande similaridade ao utilizado no carro W10 da equipe Mercedes na temporada anterior, infringindo assim o regulamento.[37]

Referências

  1. «Pérez renova com Racing Point por mais três anos». motorsport.uol.com.br. 30 de agosto de 2019. Consultado em 13 de setembro de 2019 
  2. «Racing Point: Lance Stroll and Sergio Perez confirmed for 2020 season». BBC sport. 30 de agosto de 2019. Consultado em 30 de agosto de 2019 
  3. «Racing Point confirma Hulkenberg como substituto de Pérez na Inglaterra». 31 de julho de 2020. Consultado em 31 de julho de 2020 
  4. a b «Racing Point also sharing Mercedes reserve drivers with McLaren». www.racefans.net. 20 de junho de 2020. Consultado em 12 de julho de 2020 
  5. «Racing Point revela data de apresentação do RP20 de Pérez e Stroll». f1pt.pt. Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  6. «2019 FIA Formula One World Championship Entry List». Fédération Internationale de l'Automobile. 28 de fevereiro de 2019. Arquivado do original em 28 de fevereiro de 2019 
  7. «Racing Point debuts 2020 livery, names BWT as title sponsor». www.motorsport.com (em inglês). Consultado em 17 de fevereiro de 2020 
  8. a b «Force India poderá correr com outra identidade». Motorsport.com. 23 de agosto de 2018. Consultado em 23 de agosto de 2018 
  9. «Consórcio apoiado por Stroll adquire a Force India». F1 Mania. 7 de agosto de 2018. Consultado em 23 de agosto de 2018 
  10. Andrew Benson (28 de julho de 2018). «Hungarian Grand Prix: Force India put into administration by High Court». BBC (em inglês). Consultado em 23 de agosto de 2018 
  11. «Na Fórmula 1, Force India entra em administração após dívidas». Gazeta Esportiva. 28 de julho de 2018. Consultado em 23 de agosto de 2018 
  12. «Consórcio liderado por Lawrence Stroll adquire Force India». Motorsport.com. 7 de agosto de 2018. Consultado em 23 de agosto de 2018 
  13. «Consórcio apoiado por Stroll adquire a Force India». F1 Mania. 7 de agosto de 2018. Consultado em 23 de agosto de 2018 
  14. «How the FIA used its own rules to save Force India» (em inglês). Consultado em 24 de agosto de 2018 
  15. «FIA allows new entry to save Force India» (em inglês). F1 Super News. 23 de agosto de 2018. Consultado em 23 de agosto de 2018 
  16. Cooper, Adam. «How the FIA used little-known Formula 1 rules to save Force India». autosport.com. Consultado em 24 de agosto de 2018 
  17. «FIA allows new entry to save Force India» (em inglês). F1 Super News. 23 de agosto de 2018. Consultado em 23 de agosto de 2018 
  18. «FIA aprova entrada da Racing Point Force India F1». Motorsport.com. 23 de agosto de 2018. Consultado em 23 de agosto de 2018 
  19. «Racing Point Force India é a nova equipe de F1». Autoracing. 23 de agosto de 2018. Consultado em 23 de agosto de 2018 
  20. «Force India F1 team change name to Racing Point Force India» (em inglês). F1Today.net. 23 de agosto de 2018. Consultado em 23 de agosto de 2018 
  21. «Rivais concordam e Force India mantém premiação monetária». Motorsport.com. 24 de agosto de 2018. Consultado em 24 de agosto de 2018 
  22. «Force India allowed to keep prize money» (em inglês). Consultado em 24 de agosto de 2018 
  23. «Force India name disappears as team changes to Racing Point on 2019 F1 entry list». RaceFans. Consultado em 1 de dezembro de 2018 
  24. «Nome "Force India" não estará na F1 em 2019». br.motorsport.com. Consultado em 1 de dezembro de 2018 
  25. «Após acordo com Stroll, Racing Point passa a se chamar Aston Martin em 2021». motorsport.uol.com.br. 31 de janeiro de 2020. Consultado em 31 de janeiro de 2020 
  26. «Stroll se torna acionista, e Racing Point é rebatizada para Aston Martin em 2021». Grande Prêmio. 31 de janeiro de 2020. Consultado em 31 de janeiro de 2020 
  27. «Midland sells MF1 Racing to Spyker». grandprix.com. Inside F1, Inc. 9 de setembro de 2006. Consultado em 23 de agosto de 2018 
  28. «Spyker considers selling F1 team». Haymarket Publications. 14 de agosto de 2007. Consultado em 23 de agosto de 2018 
  29. «Mallya and Mol set for Spyker takeover». formula1.com. Formula One Administration Ltd. 3 de setembro de 2007. Consultado em 23 de agosto de 2018 
  30. a b «Spyker change name to Force India». BBC Sport. 24 de outubro de 2007. Consultado em 23 de agosto de 2018 
  31. «Nova equipe "Racing Point Force India" é inscrita no mundial de F1». F1 Mania. 23 de agosto de 2018. Consultado em 23 de agosto de 2018 
  32. «Racing Point UK Limited acquires Force India Formula One Team». forceindiaf1.com. 23 de agosto de 2018. Consultado em 24 de agosto de 2018. Arquivado do original em 31 de agosto de 2018 
  33. «2019 FIA Formula One World Championship Entry List». Federation Internationale de l'Automobile (em inglês). Consultado em 6 de fevereiro de 2019 
  34. Laurence Edmondson (23 de agosto de 2018). «Force India to compete under new name, Racing Point Force India» (em inglês). Consultado em 25 de agosto de 2018 
  35. «Force India anuncia permanência de Sergio Perez na temporada 2019». uol.com.br. Consultado em 1 de dezembro de 2018 
  36. «Force India confirma Lance Stroll e fecha oficialmente grid 2019». motorsport. 30 de novembro de 2018. Consultado em 1 de dezembro de 2018 
  37. «Racing Point deducted 15 points and fined heavily as Renault protest into car legality upheld». Formula 1 (em inglês). Consultado em 7 de agosto de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]