Produto interno bruto do Brasil

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O produto interno bruto do Brasil é o principal indicador do tamanho da economia do país. Corresponde à soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos internamente, em determinado período (normalmente 1 ano). Nesses termos, a economia brasileira é a segunda maior do continente americano, atrás apenas dos Estados Unidos.

Em 2017, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o produto interno bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,0% em relação a 2016, totalizando 6,56 trilhões de reais (cerca de 2,05 trilhões de dólares estadunidenses[1]). Esse pequeno crescimento verificou-se após duas quedas consecutivas, ambas superiores a 3%, em 2015 e 2016.[2] Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Brasil foi a oitava economia do mundo em 2017.[3]

Em 2016, o PIB totalizou 6,26 trilhões de reais (1,77 trilhão de dólares estadunidenses, de acordo com os dados do Banco Mundial[4]), com queda de 3,6% em relação a 2015. Em 2015, o PIB brasileiro foi de 1,804 trilhão de dólares estadunidenses (em valores correntes), também segundo o Banco Mundial[4] (5,996 trilhões de reais) ou 1,772 trilhão de dólares estadunidenses (sempre em valores correntes), segundo o FMI.[5] Naquele ano, o país foi classificado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) como a nona economia do mundo, em números brutos (comparação país a país, sem considerar quantidade de habitantes).[6] Anteriormente, o país estivera na sétima posição, segundo o Banco Mundial (considerando um PIB de 2,09 trilhões de dólares em 2010).[7] Em 2011, chegou a ser a sexta maior economia do mundo.[8][9] Entretanto, em 2012, a economia voltou à sétima posição no ranking mundial, o que foi atribuído, pelo menos em parte, à desvalorização do real.[10][11]

Ao mesmo tempo em que o PIB do Brasil tem colocado o país entre as dez maiores economias do mundo, quando se consideram os valores do PIB per capita (PIB dividido pela população), a situação do país é muito diferente. Em 2013, o Brasil ficou na 62.ª posição mundial, em termos do PIB per capita, cujo valor foi de 11 310 dólares estadunidenses por habitante, segundo o World Economic Outlook Database do Fundo Monetário Internacional.[12] De acordo com dados do Goldman Sachs, o Brasil atingirá em 2050 um PIB de 11,3 trilhões de dólares e um PIB per capita de 49 759 dólares estadunidenses, tornando-se a quarta maior economia do planeta.[13]

Evolução histórica[editar | editar código-fonte]

O gráfico e a tabela a seguir mostram a variação percentual do produto interno bruto brasileiro entre 1967 e 2017. Percebe-se que houve aumentos significativos do PIB nos primeiros anos do regime militar brasileiro, seguido de crescimento menor e inclusive recessão devido, entre outros fatores, à crise do petróleo, que contribuiu também para o fim do regime.[14] Nos últimos anos mostrados pelo gráfico, percebe-se duas recessões consecutivas, que foi consequência da crise econômica no Brasil desde 2014.

Os dados utilizados para elaboração do gráfico[15][16] e da tabela[17] são do Banco Mundial, exceto onde indicado diferentemente.

Dados do Banco Mundial e do IBGE.
Ano PIB nominal (R$)[nota 1] PIB real (R$)[nota 2] Variação do PIB real[nota 3] PIB nominal per capita (R$/hab)[nota 4] PIB real per capita (R$/hab.)[nota 5] Variação do PIB real per capita[nota 6][nota 7] Governo
2018 - - 3,5%[25] ~ 2,5%[26] (estimativa) - - - Governo Michel Temer
2017 6.558.194.000.000,00[27] 2.054.969.000.000,00[27] 0,98%[27][28] 31.587,00[29] 9.689,00 0,2%[29]
2016 6.266.895.000.000,00 1.751.920.000.000,00 -3,59% 30.179,67 8.436,80 -4,4%
2015  6.000.572.000.000,00  1.817.242.668.600,00 -3,77% 28.870,07 8.743,15 -4,59% Governo Dilma Rousseff
2014  5.778.952.000.000,00  1.888.422.067.800,00 0,50% 28.042,56 9.163,63 -0,38%
2013  5.331.619.000.000,00  1.878.952.863.300,00 3,00% 26.102,20 9.198,86 2,07%
2012  4.814.760.000.000,00  1.824.139.914.900,00 1,92% 23.788,15 9.012,48 0,97%
2011  4.376.382.000.000,00  1.789.756.011.600,00 3,97% 21.825,43 8.925,68 2,99%
2010  3.885.847.000.000,00  1.721.342.536.500,00 7,53% 19.564,80 8.666,76 6,49% Governo Lula
2009  3.333.039.000.000,00  1.600.828.582.000,00 -0,13% 16.944,67 8.138,37 -1,11%
2008  3.109.803.000.000,00  1.602.846.133.500,00 5,09% 15.966,56 8.229,44 4,02%
2007  2.720.263.000.000,00  1.525.149.783.400,00 6,07% 14.110,38 7.911,16 4,92%
2006  2.409.450.000.000,00  1.437.872.736.600,00 3,96% 12.634,88 7.540,04 2,75%
2005  2.170.584.000.000,00  1.383.076.588.500,00 3,20% 11.516,30 7.338,08 1,91%
2004  1.957.750.000.000,00  1.340.162.764.700,00 5,76% 10.518,96 7.200,67 4,35%
2003  1.717.951.000.000,00  1.267.175.052.900,00 1,14% 9.355,64 6.900,80 -0,28%
2002  1.488.788.000.000,00  1.252.879.608.700,00 3,05% 8.223,28 6.920,24 1,56% Governo Fernando

Henrique Cardoso

2001  1.315.756.000.000,00  1.215.758.799.900,00 1,39% 7.374,51 6.814,05 -0,11%
2000  1.199.093.000.000,00  1.199.093.000.000,00 4,11% 6.821,31 6.821,31 2,55%
1999  1.087.711.000.000,00  1.151.727.460.600,00 0,47% 6.281,79 6.651,50 -1,06%
1998  1.002.351.000.000,00  1.146.350.314.300,00 0,34% 5.878,32 6.722,81 -1,2%
1997  952.089.000.000,00  1.142.484.646.900,00 3,40% 5.670,78 6.804,80 1,8%
1996  854.763.000.000,00  1.104.970.579.300,00 2,21% 5.170,88 6.684,51 0,63%
1995  720.985.000.000,00  1.081.104.806.600,00 4,42% 4.429,88 6.642,53 2,82%
1994  356.801.000.000,00  1.035.375.071.200,00 5,33% 2.226,38 6.460,58 3,73% Governo Itamar Franco /

Governo Collor

1993  14.097.114.200,00  982.939.647.500,00 4,67% 89,33 6.228,54 3,05%
1992  640.958.800,00  939.127.750.900,00 -0,47% 4,13 6.044,11 -2,04%
1991  60.286.000,00  943.533.232.200,00 1,51% 0,39 6.170,24 -0,16%
1990  11.548.794,55  929.480.076.800,00 -3,10% 0,08 6.180,34 -4,77%
1989  425.595,31  959.239.087.700,00 3,28%  -    6.490,04 1,43% Governo Sarney
1988  31.477,70  928.780.125.600,00 -0,10%  -    6.398,74 -1,97%
1987  4.195,11  929.734.709.500,00 3,60%  -    6.527,32 1,58%
1986  1.331,57  897.430.535.500,00 7,99%  -    6.425,61 5,8%
1985  502,74  831.044.267.000,00 7,95%  -    6.073,27 5,67%
1984  140,40  769.871.353.600,00 5,27%  -    5.747,43 2,96% Governo Figueiredo
1983  42,64  731.336.202.200,00 -3,41%  -    5.582,11 -5,59%
1982  18,38  757.153.575.400,00 0,58%  -    5.912,73 -1,73%
1981  8,92  752.785.570.600,00 -4,39%  -    6.017,12 -6,62%
1980  4,50  787.377.894.000,00 9,11%  -    6.443,37 6,56%
1979  2,20  721.630.432.800,00 6,77%  -    6.046,77 4,25%
1978  1,32  675.897.295.700,00 3,23%  -    5.800,09 0,79% Governo Geisel
1977  0,91  654.738.063.100,00 4,61%  -    5.754,60 2,12%
1976  0,59  625.906.804.900,00 9,79%  -    5.634,94 7,18%
1975  0,37  570.092.418.800,00 5,21%  -    5.257,64 2,7%
1974  0,26  541.866.197.300,00 9,04%  -    5.119,37 6,44%
1973  0,18  496.932.924.400,00 13,98%  -    4.809,61 11,25% Governo Médici
1972  0,13  435.987.566.800,00 12,05%  -    4.323,37 9,34%
1971  0,09  389.091.176.700,00 11,30%  -    3.954,09 8,56%
1970  0,07  349.603.192.500,00 8,77%  -    3.642,37 6,05%
1969  0,06  321.415.244.400,00 9,74%  -    3.434,45 6,95%
1968  0,04  292.899.095.500,00 11,43%  -    3.211,15 8,55% Governo Costa e Silva
1967  0,03  262.861.203.500,00 4,92%  -    2.958,36 2,13%

Notas

  1. Dados do Banco Mundial,[18] exceto para 2017.
  2. Dados do Banco Mundial,[19] exceto para 2017.
  3. Dados do Banco Mundial [20]
  4. Dados do Banco Mundial[21]
  5. Dados do Banco Mundial[22]
  6. Dados do Banco Mundial[23]
  7. Ao dividir o PIB de um ano pelo ano anterior não resulta o valor do crescimento. Isto se deve à diferença entre o PIB nominal e o PIB real, que desconta a inflação. O tamanho do crescimento é medido pelo PIB real, que desconta a inflação. Em vários anos, verificou-se um baixo crescimento do PIB real, enquanto o PIB nominal cresceu muito mais, dada a inflação alta.
    Observação - Em março de 2015, o IBGE revisou a série histórica do PIB desde 1995, adotando nova metodologia de cálculo e aprimorando a medição. Com isso, as taxas de crescimento (ou de retração) de anos anteriores sofreram modificações.[24]

Distribuição geográfica e comparação[editar | editar código-fonte]

Taxas de crescimento[editar | editar código-fonte]

PIB per capita[editar | editar código-fonte]

Composição setorial[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 2017, o setor de serviços respondeu pela maior parte do PIB, com 73,2%,[30] seguido pelo setor industrial, com 21,2%, enquanto a agricultura representa 5,7%.[31]

Ver também[editar | editar código-fonte]


Referências

  1. International Moneary Fund. Report for Selected Countries and Subjects. Brazil. Gross domestic product, current prices. U.S. dollars. Billions
  2. PIB avança 1,0% em 2017 e fecha ano em R$ 6,6 trilhões. IBGE Agência de Notícias, 1º de março de 2018.
  3. Na corrida mundial, Índia ultrapassa França e Brasil passa à frente de Itália. Expresso, 20 de abril de 2018.
  4. a b The World Bank. GDP (current US$). Brazil.
  5. International Monetary Fund. World Economic Outlook Database, April 2016Report for Selected Countries and Subjects (1980-2015). Country: Brazil. Subject Descriptor: Gross domestic product, current prices. Units: U.S. dollars. Scale:Billions
  6. Brasil cai para a nona economia do mundo. Diário do Comércio, 4 de março de 2016.
  7. Gross domestic product 2010 (millions of US dollars) Ranking. World Development Indicators database, World Bank, 1º de julho de 2011.
  8. «The World Factbook — Central Intelligence Agency». www.cia.gov 
  9. Brasil ultrapassa Reino Unido e se torna 6ª economia do mundo. Crise bancária de 2008 e a consequente recessão foram as principais causas da queda britânica. Istoé, 26 de dezembro de 2011.
  10. Brasil perde posto de sexta maior economia. Desvalorização do real em relação ao dólar fez o País voltar para sétima posição no ranking, atrás do Reino Unido. Jornal do Do 17 de dezembro de 2012
  11. Desvalorização do real pode derrubar Brasil em ranking de economias. Por Marcos Troyjo. BBC, 28 de maio 2012.
  12. International Monetary Fund. World Economic Outlook Database. April 2014. Acesso em 15 de maio de 2018.
  13. Goldman Sachs, Global Economics Paper No: 153, visitado em 31 de agosto de 2009
  14. «Crise do petróleo». Consultado em 17 de Junho de 2017. 
  15. «GDP growth (annual %) | Data». data.worldbank.org (em inglês). Consultado em 16 de junho de 2017. 
  16. «World Development Indicators | DataBank». databank.worldbank.org. Consultado em 16 de junho de 2017. 
  17. The World Bank. GDP (constant LCU) Brazil
  18. The World Bank. GDP (current LCU) Brazil
  19. The World Bank. GDP (constant LCU)
  20. GDP growth (annual %)
  21. The World Bank. World Development Indicators | DataBank. GDP per capita (current LCU).
  22. The World Bank. World Development Indicators | DataBank. per capita (constant LCU)
  23. The World Bank. World Development Indicators | DataBank. GDP per capita growth (annual %)
  24. Entenda o novo cálculo que aprimora e muda o tamanho do PIB. G1 (27/03/2015). Acesso em 28 de março de 2015.
  25. «FMI eleva previsão de crescimento do PIB do Brasil em 2018, mas condiciona retomada a reformas». G1 
  26. «Mercado reduz em 0,1 ponto percentual a  previsão de alta do PIB para 2017». G1 
  27. a b c Report for Selected Countries and Subjects - BRAZIL. International Monetary Fund. Abril de 2018 (dados de 2017).
  28. «PIB brasileiro cresce 1% em 2017 após dois anos de queda, mostra IBGE». Valor Econômico. 1º de março de 2018 
  29. a b «PIB brasileiro cresce 1,0% em 2017, após 2 anos de retração». G1 
  30. «Agropecuária puxa o PIB de 2017. IBGE: Crescimento acumulado do setor foi de 14,5%» 
  31. «PIB brasileiro cresce 1% em 2017 após dois anos de queda, mostra IBGE». Valor Econômico