Produto interno bruto do Brasil

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O produto interno bruto do Brasil é um indicador da economia do país que aponta a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos no país em determinado período (normalmente 1 ano). O produto interno bruto (PIB) nominal brasileiro em 2015 foi de 1,772 trilhões de dólares estadunidenses[1] (5,996 trilhões de reais), assim recebeu a classificação de nona maior economia do mundo naquele ano, em números brutos (comparação país a país, sem considerar quantidade de habitantes) segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), considerando o PIB de 2,39 trilhões de dólares para 2012,[1] e também a sétima, de acordo com o Banco Mundial (considerando um PIB de 2,09 trilhões de dólares em 2010)[2] e o World Factbook da CIA (estimando o PIB de 2011 em 2,28 trilhões de dólares).[3] É a segunda maior do continente americano, atrás apenas da economia dos Estados Unidos. Com a desvalorização do real ocorrida em 2012, a economia voltou a ser a sétima do mundo.[4] Porém, segundo relatório do Fundo Monetário Internacional de 2014, o Brasil é o 62.º país do mundo no ranking do PIB per capita (que é o valor final de bens e serviços produzidos num país num dado ano, dividido pela população desse mesmo ano), com um valor de 11 310 dólares estadunidenses por habitante.[5] De acordo com dados do Goldman Sachs, o Brasil atingirá em 2050 um PIB de 11,3 trilhões de dólares e um PIB per capita de 49 759 dólares estadunidenses, tornando-se a quarta maior economia do planeta.[6]

Evolução histórica[editar | editar código-fonte]

O gráfico e a tabela a seguir mostram a variação percentual do produto interno bruto brasileiro entre 1967 e 2016. Percebe-se que houve aumentos significativos do PIB nos primeiros anos do regime militar brasileiro, seguido de crescimento menor e inclusive recessão devido, entre outros fatores, à crise do petróleo, que contribuiu também para o fim do regime.[7] Nos últimos anos mostrados pelo gráfico, percebe-se duas recessões consecutivas, que foi consequência da crise econômica no Brasil desde 2015.

Os dados são do Banco Mundial, exceto onde indicado o contrário.[8][9]

Dados do Banco Mundial e do IBGE.
Ano PIB (nominal) (R$) PIB (real) (US$) Variação do PIB (real) PIB per capita (nominal) (R$) PIB per capita (real) (US$) Variação do PIB per capita (real) Governo
2018 - - 3,5%[10] ~ 2,5%[11] (estimativa) - - - Governo Michel Temer / Governo Dilma Rousseff
2017 - - 0,4%[12] ~ 1%[11]
(estimativa)
- - -
2016 6.266.895.000.000,00[13] 1.751.917.534.100,00 -3,60%[13] 30.407,00[14] 8.436,80 -4,4%[14]
2015  6.000.572.000.000,00  1.817.242.668.600,00 -3,77% 28.870,07 8.743,15 -4,59% Governo Dilma Rousseff
2014  5.778.952.000.000,00  1.888.422.067.800,00 0,50% 28.042,56 9.163,63 -0,38%
2013  5.331.619.000.000,00  1.878.952.863.300,00 3,00% 26.102,20 9.198,86 2,07%
2012  4.814.760.000.000,00  1.824.139.914.900,00 1,92% 23.788,15 9.012,48 0,97%
2011  4.376.382.000.000,00  1.789.756.011.600,00 3,97% 21.825,43 8.925,68 2,99%
2010  3.885.847.000.000,00  1.721.342.536.500,00 7,53% 19.564,80 8.666,76 6,49% Governo Lula
2009  3.333.039.000.000,00  1.600.828.582.000,00 -0,13% 16.944,67 8.138,37 -1,11%
2008  3.109.803.000.000,00  1.602.846.133.500,00 5,09% 15.966,56 8.229,44 4,02%
2007  2.720.263.000.000,00  1.525.149.783.400,00 6,07% 14.110,38 7.911,16 4,92%
2006  2.409.450.000.000,00  1.437.872.736.600,00 3,96% 12.634,88 7.540,04 2,75%
2005  2.170.584.000.000,00  1.383.076.588.500,00 3,20% 11.516,30 7.338,08 1,91%
2004  1.957.750.000.000,00  1.340.162.764.700,00 5,76% 10.518,96 7.200,67 4,35%
2003  1.717.951.000.000,00  1.267.175.052.900,00 1,14% 9.355,64 6.900,80 -0,28%
2002  1.488.788.000.000,00  1.252.879.608.700,00 3,05% 8.223,28 6.920,24 1,56% Governo Fernando

Henrique Cardoso

2001  1.315.756.000.000,00  1.215.758.799.900,00 1,39% 7.374,51 6.814,05 -0,11%
2000  1.199.093.000.000,00  1.199.093.000.000,00 4,11% 6.821,31 6.821,31 2,55%
1999  1.087.711.000.000,00  1.151.727.460.600,00 0,47% 6.281,79 6.651,50 -1,06%
1998  1.002.351.000.000,00  1.146.350.314.300,00 0,34% 5.878,32 6.722,81 -1,2%
1997  952.089.000.000,00  1.142.484.646.900,00 3,40% 5.670,78 6.804,80 1,8%
1996  854.763.000.000,00  1.104.970.579.300,00 2,21% 5.170,88 6.684,51 0,63%
1995  720.985.000.000,00  1.081.104.806.600,00 4,42% 4.429,88 6.642,53 2,82%
1994  356.801.000.000,00  1.035.375.071.200,00 5,33% 2.226,38 6.460,58 3,73% Governo Itamar Franco /

Governo Collor

1993  14.097.114.200,00  982.939.647.500,00 4,67% 89,33 6.228,54 3,05%
1992  640.958.800,00  939.127.750.900,00 -0,47% 4,13 6.044,11 -2,04%
1991  60.286.000,00  943.533.232.200,00 1,51% 0,39 6.170,24 -0,16%
1990  11.548.794,55  929.480.076.800,00 -3,10% 0,08 6.180,34 -4,77%
1989  425.595,31  959.239.087.700,00 3,28%  -    6.490,04 1,43% Governo Sarney
1988  31.477,70  928.780.125.600,00 -0,10%  -    6.398,74 -1,97%
1987  4.195,11  929.734.709.500,00 3,60%  -    6.527,32 1,58%
1986  1.331,57  897.430.535.500,00 7,99%  -    6.425,61 5,8%
1985  502,74  831.044.267.000,00 7,95%  -    6.073,27 5,67%
1984  140,40  769.871.353.600,00 5,27%  -    5.747,43 2,96% Governo Figueiredo
1983  42,64  731.336.202.200,00 -3,41%  -    5.582,11 -5,59%
1982  18,38  757.153.575.400,00 0,58%  -    5.912,73 -1,73%
1981  8,92  752.785.570.600,00 -4,39%  -    6.017,12 -6,62%
1980  4,50  787.377.894.000,00 9,11%  -    6.443,37 6,56%
1979  2,20  721.630.432.800,00 6,77%  -    6.046,77 4,25%
1978  1,32  675.897.295.700,00 3,23%  -    5.800,09 0,79% Governo Geisel
1977  0,91  654.738.063.100,00 4,61%  -    5.754,60 2,12%
1976  0,59  625.906.804.900,00 9,79%  -    5.634,94 7,18%
1975  0,37  570.092.418.800,00 5,21%  -    5.257,64 2,7%
1974  0,26  541.866.197.300,00 9,04%  -    5.119,37 6,44%
1973  0,18  496.932.924.400,00 13,98%  -    4.809,61 11,25% Governo Médici
1972  0,13  435.987.566.800,00 12,05%  -    4.323,37 9,34%
1971  0,09  389.091.176.700,00 11,30%  -    3.954,09 8,56%
1970  0,07  349.603.192.500,00 8,77%  -    3.642,37 6,05%
1969  0,06  321.415.244.400,00 9,74%  -    3.434,45 6,95%
1968  0,04  292.899.095.500,00 11,43%  -    3.211,15 8,55% Governo Costa e Silva
1967  0,03  262.861.203.500,00 4,92%  -    2.958,36 2,13%

Nota: Ao dividir o PIB de um ano pelo ano anterior não resulta o valor do crescimento. Isto se deve a diferença entre o PIB nominal e o PIB real que desconta a inflação. O tamanho do crescimento é medido pelo PIB real que desconta a inflação.

Assim, apesar de haver, em vários anos, um crescimento do PIB real muito baixo, o PIB nominal ainda cresceu bastante devido à inflação alta, que aumenta o valor nominal dos preços. Desta forma, considerar apenas o PIB nominal para ratificar a saúde de uma economia inclui distorções.

Em março de 2015, o IBGE revisou a série histórica do PIB desde 1995, adotando nova metodologia de cálculo, aprimorando a medição. Com isso, as taxas de crescimento ou retração de anos anteriores sofreram modificações.[15]

Distribuição geográfica e comparação[editar | editar código-fonte]

Taxas de crescimento[editar | editar código-fonte]

PIB per capita[editar | editar código-fonte]

Composição setorial[editar | editar código-fonte]

O setor de serviços responde pela maior parte do PIB, com 66,8%, seguido pelo setor industrial, com 29,7% (estimativa para 2007), enquanto a agricultura representa 3,5% (2008 est).[carece de fontes?]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Report for Selected Countries and Subjects». www.imf.org. FMI. Abril de 2016. Consultado em Novembro de 2017  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  2. Gross domestic product 2010 (millions of US dollars) Ranking. World Development Indicators database, World Bank, 1 de julho de 2011.
  3. «The World Factbook — Central Intelligence Agency». www.cia.gov 
  4. [1]
  5. Data mostly refers to IMF staff estimates for the year 2014, made in July 2014. World Economic Outlook Database-April 2014, Fundo Monetário Internacional. Accessado em 18 de dezembro de 2014.
  6. Goldman Sachs, Global Economics Paper No: 153, visitado em 31 de agosto de 2009
  7. «Crise do petróleo». Consultado em 17 de Junho de 2017 
  8. «GDP growth (annual %) | Data». data.worldbank.org (em inglês). Consultado em 16 de junho de 2017 
  9. «World Development Indicators | DataBank». databank.worldbank.org. Consultado em 16 de junho de 2017 
  10. «FMI eleva previsão de crescimento do PIB do Brasil em 2018, mas condiciona retomada a reformas». G1 
  11. a b «Mercado reduz em 0,1 ponto percentual a  previsão de alta do PIB para 2017». G1 
  12. «IMF World Economic Outlook (WEO) Update, January 2017: A Shifting Global Economic Landscape». www.imf.org. Consultado em 8 de março de 2017 
  13. a b «PIB recua 3,6% em 2016, e Brasil  tem pior recessão da história». G1 
  14. a b «PIB | Brasil | 2016». br.advfn.com. Consultado em 16 de junho de 2017 
  15. Entenda o novo cálculo que aprimora e muda o tamanho do PIB. G1 (27/03/2015). Acesso em 28/03/2015.