Grupo Jaime Câmara

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Grupo Jaime Câmara
Razão social Televisão Anhanguera Ltda.
Sociedade limitada privada
Atividade Radiodifusão
Gênero Conglomerado de mídia
Fundação 1935 (84 anos)
Fundador(es) Jaime Câmara
Henrique Pinto Vieira
Sede Goiânia - GO,  Brasil
Área(s) servida(s) Goiás, Tocantins, Distrito Federal
Locais Goiânia, Anápolis, Araguaína, Brasília, Catalão, Gurupi, Itumbiara, Jataí, Luziânia, Palmas, Porangatu, Rio Verde
Proprietário(s) Jaime Câmara Júnior
Presidente Cristiano Roriz Câmara
Serviços Mídia impressa
Radiodifusão
Portal de notícias
Subsidiárias Rede Anhanguera
Antecessora(s) Organização Jaime Câmara (1935-2012)
Website oficial www.gjccorp.com.br#/grupo

O Grupo Jaime Câmara, anteriormente Organização Jaime Câmara, é um conglomerado de mídia brasileiro sediado em Goiânia, GO, que foi criado pelo empresário Jaime Câmara em 1935.[1][2][3] É o maior grupo de comunicação no estado de Goiás, pelo fato de, ser responsável pelas maiores mídias jornalísticas e impressas, como o caso da TV Anhanguera, afiliada da Rede Globo e do jornal O Popular.[4][5] Sua atuação se estende também ao estado do Tocantins e ao Distrito Federal, detendo ao todo 26 veículos (11 emissoras de televisão, 7 emissoras de rádio, 3 jornais, 1 revista e 4 websites).

História[editar | editar código-fonte]

Foi fundada pelos sócios Jaime Câmara e Henrique Pinto Vieira, no ano de 1935, na cidade de Goiás. Logo no ano de 1937, a sede foi mudada para a nova capital, Goiânia, onde Jaime Câmara torna-se prefeito em 1959.

Em 1938, o grupo realiza o lançamento do novo jornal impresso da capital, O Popular, que vende em média mais de 17 mil exemplares, de acordo com Associação Nacional dos Jornais.[6]

Em 1963, foi lançada ao ar, a TV Anhanguera, na capital de Goiânia e logo no ano de 1969 a TV Anhanguera filiou-se a Rede Globo.

Tentativa de aquisição pela Rede Matogrossense de Comunicação[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 2018, surgiram informações de que o Grupo Jaime Câmara estaria vendendo todos os seus ativos para a Rede Matogrossense de Comunicação, baseada em Cuiabá, Mato Grosso.[7] Uma vez concretizada a venda, o grupo — que já tinha atuação nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul — passaria a controlar veículos de comunicação em toda a região Centro-Oeste e o estado do Tocantins, com a propriedade somada de 18 emissoras de televisão, 12 emissoras de rádio e 4 mídias impressas. O grupo também se tornaria o maior afiliado da Rede Globo na área de televisão, uma vez que suas 18 emissoras superariam em quantidade a Rede Amazônica (13 emissoras), além de deter a atuação exclusiva no Centro-Oeste, com a exceção do Distrito Federal.

As negociações duraram até o fim do ano, com o valor da compra estimado entre R$ 250 milhões e R$ 380 milhões, e o grupo chegou a ser anunciado como oficialmente vendido em 9 de novembro.[8] Porém, antes do controle das empresas passar as mãos da RMC em 1.º de janeiro de 2019, o CEO do Grupo Jaime Câmara, Breno Machado, anunciou em 12 de novembro que os proprietários haviam desistido da venda por não haverem garantias de que todas as empresas adquiridas teriam continuidade, sobretudo as mídias impressas.[9]

Ativos[editar | editar código-fonte]

Internet[editar | editar código-fonte]

Mídia impressa[editar | editar código-fonte]

Rádio[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Antigos ativos[editar | editar código-fonte]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

No ano de 2016, a sede do grupo foi alvo de manifestações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra,[10] de acordo com a invasão, o grupo estava protestando contra a Rede Globo, e os protestos foram realizadas nas sedes regionais da emissora, cuja sede do Grupo Jaime Câmara tem a divisão da TV Anhanguera.[11]

A TV Anhanguera, foi a primeira sede regional da Rede Globo a ser ocupada pelos manifestantes,[12] que foram escoltados pela Polícia Militar. Parlamentares, como o Senador Ronaldo Caiado do DEM repudiaram o ato de protesto, em plenário citou “Estamos assistindo a esse crime sendo cometido por pessoas que se julgam acima da lei e que respondem ao apelo do chefe maior. Atacam a imprensa livre e afrontam a democracia."[13][14]

Referências

  1. Grupo Jaime Câmara realiza na próxima semana 1ª edição do projeto diálogos da sustentabilidade[ligação inativa] Acessado em 3 de março de 2017
  2. «Deselegância da secretária Raquel Teixeira causa mal-estar no Grupo Jaime Câmara». Jornal Opção. 12 de setembro de 2015. Consultado em 4 de março de 2017 
  3. Grupo Jaime Câmara: Quem somos Acessado em 3 de março de 2017
  4. Grupo Jaime Câmara é pedra no caminho de Cileide Alves para SECOM de Goiânia Acessado em 3 de março de 2017
  5. Grupo Jaime Câmara premia os melhores publicitários do ano. 2013. Acessado em 3 de março de 2017
  6. Maiores jornais brasileiro Arquivado em 2015-10-11 no Archive.is Acessado em 3 de março de 2017
  7. Belém, Euler de França (2 de fevereiro de 2018). «Diretor do Grupo Jaime Câmara confirma negociação da TV Anhanguera com o grupo Zahran». Jornal Opção. Consultado em 10 de fevereiro de 2019 
  8. Belém, Euler de França (9 de novembro de 2018). «Grupo Zahran compra TV Anhanguera, jornais O Popular e Daqui e rádios do Grupo Jaime Câmara». Jornal Opção. Consultado em 10 de fevereiro de 2019 
  9. Vaquer, Gabriel (14 de novembro de 2018). «Família desiste de negócio e afiliada da Globo não será mais vendida em Goiás». NaTelinha - UOL. Consultado em 10 de fevereiro de 2019 
  10. Manifestantes do MST invadem sede da Organização Jaime Câmara Acessado em 3 de março de 2017
  11. MST invade e vandaliza sede do Grupo Jaime Câmara, empresa filiada à Rede Globo em Goiás
  12. MST invade afiliada da TV Globo em Goiânia
  13. «CAIADO REPUDIA INVASÃO DO MST A GRUPO JAIME CÂMARA EM GOIÁS». Consultado em 4 de março de 2017 
  14. «MST invade afiliada da TV Globo em Goiânia; ANJ repudia ato». Consultado em 4 de março de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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