Grupo Bloch

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Grupo Bloch
Empresa de capital fechado
Indústria Comunicação
Fundação 1922
Sede Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
Proprietário(s) Pedro Jack Kapeller
Subsidiárias

O Grupo Bloch, também conhecido como Empresas Bloch ou ainda simplesmente como Bloch, é um conglomerado de mídia brasileiro fundado pela família Bloch, de origem ucraniana, que incluiu durante a maior parte de sua existência negócios de editoração e de radiodifusão, que foi liderada pelo jornalista e empresário Adolpho Bloch.

As atividades do grupo se inciaram com a chegada dos Bloch ao Rio de Janeiro, em 1922, que inciaram seus trabalhos empresariais com negócios impressos. Porém, uma das principais empresas do grupo só foi estabelecida em 1952, depois da publicação da primeira edição da revista Manchete, que foi a principal publicação da Bloch Editores, braço editorial do grupo. As empresas do Grupo Bloch posteriormente incluíram negócios na área de radiodifusão. Uma das primeiras inciativas nesse sentido foi dada na metade da década de 1970 com a Rádio Manchete (antiga Rádio Federal), no Rio de Janeiro, seguindo na década seguinte da rádio Manchete FM e da Rede Manchete de Televisão, ambas com filiais próprias instaladas fora do Rio, com a última contando com afiliadas em diversas localidades do Brasil.

Boa parte dos negócios do Grupo Bloch foram a falência por dívidas contraídas pelas companhias durante a sua existência. Após acumular inúmeros prejuízos, a Rede Manchete foi vendida em 1992 para o grupo IBF, mas voltou para as mãos da Bloch no ano seguinte após a empresa contestar a venda na justiça. O retorno ao grupo não solucionou o problema de endividamento da emissora, que cessou suas atividades em 1999 e vendeu suas concessões para os sócios da TeleTV, que fundaram a RedeTV! no final do mesmo ano. No ano seguinte, foi a vez da Bloch Editores encerrar as suas atividades.

Os negócios remanescentes do grupo incluem a Bloch Som e Imagem, criada para produzir telenovelas para a Rede Manchete e manter os seus direitos sob a sua propriedade em caso de venda ou falência da emissora, e a concessão da Rádio Manchete. Hoje eles são administrados por Pedro Jack Kapeller, sobrinho e herdeiro de Adolpho Bloch. Parte dos títulos que foram publicados pela Bloch Editores hoje pertencem a Manchete Editora, que publica apenas a revista Pais e Filhos. Já a Manchete FM teve suas concessões vendidas ao ex-governador de São Paulo Orestes Quércia, que converteu a rádio em NovaBrasil FM.

História[editar | editar código-fonte]

O negócio que deu origem ao Grupo Bloch surgiu a partir da chegada da família ucraniana que dá nome a empresa na cidade do Rio de Janeiro, no ano de 1922, que criaram a Joseph Bloch & Filhos,[1][2] que publicava panfletos e outros tipos de impressos e, posteriormente, passou a imprimir revistas e outros tipos de produtos impressos.[1] Com a expansão do negócio, em 1952, foi lançada a revista Manchete.[1][3] Com o êxito do lançamento da revista, foi inaugurada a Bloch Editores.[1]

O grupo foi dono de diversas empresas de comunicação no país, além da mídia impressa. No final da década de 1970, foram fundadas a Rádio Manchete, em onda média (AM), e a rede de rádio Manchete FM.[1] Com êxito das emissoras de rádio, já no início da década de 1980, o grupo entrou na concorrência do governo federal para ser um dos concessionários de duas redes de televisão formadas a partir das concessões cassadas da redes Tupi e Excelsior.[4][5] O Grupo Bloch foi um dos vencedores da licitação, ao lado do Grupo Silvio Santos, que lançou de imediato o Sistema Brasileiro de Televisão.[4] Já a Rede Manchete, de propriedade do Grupo Bloch, foi lançada em 1983.[1][3][5]

Com dívidas milionárias, o grupo teve que se desfazer da Rede Manchete em 1992, mas após o novo dono, Hamilton Lucas de Oliveira, não cumprir com o contrato de venda, o Grupo Bloch recuperou a posse da rede.[1][6][7] Ainda contraindo dívidas, o grupo teve que se desfazer do negócio de televisão em 1999, vendendo as concessões das cinco emissoras próprias da Rede Manchete para os sócios do Grupo TeleTV, Amilcare Dallevo Jr. e Marcelo de Carvalho, que lançaram a RedeTV! no lugar da Manchete.[7][8][9][10][11][12]

A Bloch Editores pediu concordata em 1999, fechando as suas portas em 2000.[13][14][15][16] O portfólio de revistas da empresa foram vendidas para a Manchete Editora, fundada em 2002 por Marcos Dvoskin.[17][18] As emissoras de rádio da rede Manchete FM foram vendidas para o Grupo Solpanamby, do político Orestes Quércia, que as transformou em filias da rede NovaBrasil FM. A emissora de São Paulo posteriormente foi vendida para o Grupo RBS, que logo depois a revendeu para o filho do ex-presidente da república Fernando Henrique Cardoso, Paulo Henrique Cardoso, que desde 2010 transmite a programação da Rádio Disney na antiga frequência da Manchete.[19][20][21][22][23] A única empresa de mídia remanescente do grupo, a Rádio Manchete, encerrou as suas atividades no final de 2015, permanecendo no ar pela internet através de streaming.[24] O acervo de revistas e de televisão, além de imóveis de propriedade do grupo, foram vendidos para pagar as dívidas contraídas pelas empresas.[25][26][27]

A Bloch Som e Imagem, empresa criada para produzir programas para a Rede Manchete, a massa falida da TV Manchete Ltda., razão social da Rede Manchete, e a concessão da Rádio Manchete, outorgada para a Rádio Federal Ltda. EPP, ainda são de propriedade do Grupo Bloch, administrados por Pedro Jack Kapeller, sobrinho de Adolpho Bloch e herdeiro das empresas do tio.[28][29][30][31]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g Renan Milanez Vieira. «Rede Manchete: um estudo de caso» (PDF). Consultado em 19 de dezembro de 2015. 
  2. Carlos Heitor Cony (14 de setembro de 2012). «Memórias de um sobrevivente». Ilustrada. Folha de S.Paulo. Consultado em 19 de dezembro de 2015. 
  3. a b Roberto Muggiati (31 de julho de 2008). «Uma tragédia sem manchete». Opinião. Folha de S.Paulo. Consultado em 19 de dezembro de 2015. 
  4. a b «Escolhidas grupos das novas TVs». Banco de Dados Folha. Folha de S.Paulo. 20 de março de 1981. Consultado em 19 de dezembro de 2015. 
  5. a b Ricardo Xavier. «TV Manchete». Pró TV. Consultado em 19 de dezembro de 2015. 
  6. «Auditoria mostra que banco favoreceu o grupo Bloch». Brasil. Folha de S.Paulo. 18 de abril de 1995. Consultado em 19 de dezembro de 2015. 
  7. a b Thell de Castro (25 de janeiro de 2015). «Em 1993, greve tirou Manchete do ar em SP e virou notícia na Globo». Notícias da TV. UOL. Consultado em 19 de dezembro de 2015. 
  8. Aline Sordili (22 de maio de 1999). «Nova TV Manchete estréia em agosto com outro nome». Ilustrada. Folha de S.Paulo. Consultado em 16 de dezembro de 2015. 
  9. Erica Benute (9 de agosto de 1999). «O dono da Rede TV!». ISTOÉ Gente. Terra Networks. Consultado em 16 de dezembro de 2015. 
  10. José Roberto Caetano (2 de junho de 1999). «Aconteceu, virou Manchete». Exame. Abril.com. Consultado em 16 de dezembro de 2015. 
  11. Carla França (14 de novembro de 1999). «Rede TV! estréia programação». Folha da Região. Consultado em 16 de dezembro de 2015. 
  12. «TeleTV compra Rede Manchete por US$ 608 milhoes». Diário do Grande ABC. 9 de maio de 1999. Consultado em 16 de dezembro de 2015. 
  13. «Bloch Editores pede concordata no Rio». Mercado. Folha de S.Paulo. 27 de julho de 1999. Consultado em 19 de dezembro de 2015. 
  14. «Justiça do Rio aceita pedido de concordata da Bloch Editores». Mercado. Folha de S.Paulo. 9 de setembro de 1999. Consultado em 19 de dezembro de 2015. 
  15. «Bloch Editores pede a autofalência para evitar fechamento». Mercado. Folha de S.Paulo. 2 de agosto de 2000. Consultado em 19 de dezembro de 2015. 
  16. Cristian Klein (20 de março de 2001). «Justiça do Rio confisca obras da Bloch Editores». Ilustrada. Folha de S.Paulo. Consultado em 19 de dezembro de 2015.. [...] Eles pertencem à Bloch Editores, empresa cuja falência foi decretada em 1º de agosto do ano passado. [...] 
  17. Leandro Rodrigues. «De volta às bancas». Portal da Comunicação. UOL. Consultado em 19 de dezembro de 2015. 
  18. «Quem somo». Pais&Filhos. Consultado em 19 de dezembro de 2015. 
  19. Alisson Avila (7 de junho de 2007). «RBS compra rádio FM em São Paulo». Acervo Orestes Quércia. Consultado em 19 de dezembro de 2015. 
  20. Mayra Maldjian (16 de novembro de 2010). «Rádio Disney estreia no Brasil e investe na interação com o público jovem». Folhateen. Folha de S.Paulo. Consultado em 19 de dezembro de 2015. 
  21. Pedro Marcondes de Moura (18 de novembro de 2011). «O esquema suspeito de PHC & Disney». ISTOÉ. Terra Networks. Consultado em 19 de dezembro de 2015. 
  22. «Ministério investiga rádio Disney, de filho de FHC». Política. O Estado de S. Paulo. 15 de novembro de 2011. Consultado em 19 de dezembro de 2015. 
  23. Carlos Massaro (3 de dezembro de 2011). «Rádio Disney comemora seu primeiro ano na capital paulista». Tudo Rádio. Consultado em 19 de dezembro de 2015. 
  24. Carlos Massaro (13 de novembro de 2015). «Rádio Manchete deixa o AM do Rio de Janeiro». Tudo Rádio. Consultado em 19 de dezembro de 2015. 
  25. Marcelo Bortoloti (4 de agosto de 2002). «Acervo da Manchete está se perdendo». TV Folha. Folha de S.Paulo. Consultado em 19 de dezembro de 2015. 
  26. Agência Estado (12 de setembro de 2009). «Acervo da Bloch Editores será leiloado no RJ». Geral. O Estado de S. Paulo. Consultado em 19 de dezembro de 2015. 
  27. «Rio: TJ confirma leilão do prédio da Manchete, de R$ 41,7 mi». Terra Networks. 11 de maio de 2009. Consultado em 19 de dezembro de 2015. 
  28. «Bloch pode voltar a produzir programas mesmo sem emissora». Diário do Grande ABC. 20 de maio de 1999. Consultado em 19 de dezembro de 2015. 
  29. «Conheça melhor o grupo que comprou a Manchete». Tela Viva. 10 de maio de 1999. Consultado em 19 de dezembro de 2015. 
  30. «Decreto legislativo Nº 23, de 2015». Câmara dos Deputados do Brasil. Consultado em 19 de dezembro de 2015. 
  31. «RedeTV se isenta de dívidas da Manchete». Meio&Mensagem. 30 de Janeiro de 2012. Consultado em 19 de dezembro de 2015. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]