Os Cavaleiros do Zodíaco

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Saint Seiya
聖闘士星矢
(Seinto Seiya)
Saint Seiya vol 1j.jpg
Capa japonesa do primeiro volume de Saint Seiya
Gênero Ação, Aventura, Drama, Fantasia
Inadequado para menores de 14 anos i DEJUS (Brasil)
Mangá
Escrito por Masami Kurumada
Editora(s) Japão Shueisha (Tankōbon) e (Kazeban)
Editora(s)
lusófona(s)
Brasil Conrad
Brasil Editora JBC[1]
Revista(s) Weekly Shōnen Jump
Público-alvo Shōnen
Data de publicação janeiro de 1986 – dezembro de 1990
Volumes 28 (Lista de Volumes)
Anime
Direção Kōzō Morishita (1–73)
Kazuhito Kikuchi (74–114)
Estúdio Toei Animation
Emissoras de televisão Japão TV Asahi
Emissoras lusófonas Brasil Rede Manchete
Brasil Cartoon Network
Brasil Rede Bandeirantes
Brasil Rede 21
Brasil PlayTV
Brasil Rede Brasil
Portugal RTP
Portugal SIC
Portugal SIC Gold
Portugal Animax Portugal
Exibição original 11 de outubro de 1986 – 1º de abril de 1989
Episódios 114 (Lista de episódios)
OVA
Saga de Hades
Direção Shigeyasu Yamauchi (01–13)
Tomoharu Katsumata (14–31)
Estúdio Toei Animation
Número de episódios 31
Filmes
O Santo Guerreiro
A Grande Batalha dos Deuses
A Lenda dos Defensores de Atena
Os Guerreiros do Armagedon
Prólogo do Céu
A Lenda do Santuário
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Saint Seiya (聖闘士星矢, Seinto Seiya?) ou Os Cavaleiros do Zodíaco (nos países lusófonos) é uma série japonesa de mangá criada em 26 de novembro de 1985, escrita e ilustrada por Masami Kurumada, Foi publicada originalmente na revista Weekly Shōnen Jump de 1986 a 1990[2][3] e adaptada para anime pela Toei Animation de 1986 a 1989.[4]

A série conta a história de guerreiros místicos chamados "Cavaleiros" (ou "Saints", no original) que lutam vestindo "Armaduras" (ou "Cloths") sagradas baseadas nas diversas constelações. Os Cavaleiros têm como missão defender a reencarnação da deusa grega Athena em sua batalha contra outros deuses do Olimpo, ou de outras mitologias que pretendem dominar a Terra.

Saint Seiya começou a ser conhecido no ocidente como Os Cavaleiros do Zodíaco depois que se tornou sucesso na França em 1988, onde recebeu o nome de Les Chevaliers du Zodiaque, o que foi também o primeiro lançamento estrangeiro da série.

Tanto o mangá original quanto a adaptação em anime foram muito bem sucedidos em vários países asiáticos, europeus e latino-americanos,[5][6]. No entanto, nenhum deles foram dublados em inglês até 2003[6]. Quatro filmes foram exibidos nos cinemas japoneses no período de 1987 à 1989[2]. Porém o anime foi cancelado e ficou inacabado em 1989, deixando uma parte do mangá sem animação.[7] Mas em 2002, a Toei Animation continuou o anime na forma de três séries OVAs, tendo a última finalizada em 2008,[8][9][10] a fim de adaptar o restante da história do mangá e seguindo este renascimento da franquia, um quinto filme foi exibido em 2004.[11] Em 2006, o autor Kurumada retomou a publicação do mangá, a partir da conclusão da obra original, continuando a história em Saint Seiya: Next Dimension.

Em 2014, um sexto filme (em CGI) estreou junho em do mesmo ano no Japão e em setembro no Brasil.[12] Embalado pelo filme, em 30 de agosto de 2014 a animação foi completada, após 20 anos desde a primeira exibição no Brasil.[13] Sendo comemorado por vários fã clubes, incluindo a exibição de episódios clássicos da série em salas de cinema.

Em 2016, para comemorar o trigésimo aniversário do mangá Saint Seiya (Complete Works of Saint Seiya) no Japão, ocorreu uma grande exposição contendo diversos produtos fabricados para a série, como as armaduras em tamanho real.[14] Anteriormente em 2014, algumas armaduras foram exibidas no Brasil durante o evento Comic Con Experience, em São Paulo.

Numerosos produtos comemorativas (um artbook, um CD da trilha sonora, action figures, bolsas, pinturas, carteles, figuras, relógio, etc...) para o 30º aniversário do manga de Masami Kurumada e de animação de Toei Animation, foram lançados em 2016.[15] A edição definitiva (Kanzenban) do mangá clássico de Saint Seiya será lançada no Brasil pela Editora JBC (Previsto para 2016-2017). No Japão, o Kanzenban foi lançado entre 2005 e 2006 e possui 22 volumes. Esta versão é feita com um material de melhor qualidade e contém algumas páginas coloridas por volume.[16]

Enredo[editar | editar código-fonte]

O enredo se concentra em um órfão chamado Seiya, forçado a ir ao Santuário na Grécia para obter a Armadura de Bronze de Pégaso, uma veste usada pelos 88 guerreiros da deusa grega Athena, conhecidos como Cavaleiros.

Após despertar o poder dos Cavaleiros, uma essência espiritual chamada de Cosmo (que se originou com o Big Bang), Seiya rapidamente se torna o Cavaleiro de Pégaso e retorna ao Japão para encontrar sua irmã mais velha, pois esta havia desaparecido no mesmo dia em que ele foi ao Santuário. Saori Kido - a neta do homem responsável por enviar os órfãos para o treinamento - fez um trato com Seiya, pedindo para que participe de um torneio chamado de Guerra Galática, onde os órfãos que sobrevivessem se tornariam Cavaleiros de Bronze, deviam lutar para ganhar a mais poderosa Armadura: a Armadura de Ouro de Sagitário. Se Seiya vencesse o torneio, Saori ajudaria na busca por sua irmã.

O torneio é interrompido pelo vingativo Cavaleiro de Fênix, Ikki - que tenta eliminar os vestígios de sua ligação com às pessoas que o forçaram a seguir o treinamento - roubando partes da Armadura de Sagitário e enfrentando os Cavaleiros de Bronze restantes (Seiya, Shun, Shiryu e Hyoga). Com a derrota de Ikki, os Cavaleiros de Bronze são atacados pelos Cavaleiros de Prata, enviados pelo Grande Mestre do Santuário para eliminá-los. Enquanto lutam, os Cavaleiros de Bronze descobrem que Saori é a reencarnação de Athena e o Grande Mestre tentou matá-la ainda bebê. O Cavaleiro de Ouro de Sagitário, Aiolos, salva Saori, mas é morto em seguida. Antes disso, entrega Saori ao seu avô adotivo. Decididos a apoiar Saori, os Cavaleiros partem para o Santuário para enfrentar o Grande Mestre, mas antes de sua chegada, Saori é gravemente ferida por uma flecha. Devido isto, os Cavaleiros procuram o Grande Mestre, pois acreditam que pode curá-la, mas são confrontados por diversos Cavaleiros de Ouro no caminho. Após diversas batalhas, Seiya chega ao templo do Grande Mestre e descobre que este é o Cavaleiro de Gêmeos, Saga, que matou o Grande Mestre em busca de poder.

Saga, por ser o cavaleiro da constelação de Gêmeos, é atormentado por suas duas faces, a face do bem e a do mal. Durante o período em que esteve como Mestre do Santuário, a face má dominou sobre a boa. Com a ajuda do Cosmo de seus amigos, Seiya derrota Saga e usa o escudo da estátua de Athena para curar Saori. Em seguida, com a parte boa imperando sobre si, Saga comete suicídio como forma de auto punição.

Na segunda saga do mangá, o deus dos mares Poseidon reencarna no corpo de Julian Solo, com o objetivo de alagar a Terra. Saori vai ao seu templo, onde Julian a aprisiona. Seiya, Hyoga, Shun e Shiryu vão ao templo e enfrentam os Marinas, subordinados de Julian. Enquanto isso, Ikki descobre que o responsável por esta guerra é o irmão de Saga, Kanon de Gêmeos, que manipulou Julian. Durante a batalha final, o espírito de Poseidon desperta dentro de Julian e consegue derrotar os oponentes. Salva pelos Cavaleiros, Saori guarda a alma de Poseidon em sua ânfora.

A saga seguinte do mangá mostra a ascensão de Hades, deus do submundo e o maior inimigo de Athena, ele reencarna no corpo do cavaleiro Shun de Andrômeda, após se libertar de sua prisão. Seu propósito era lançar a terra em trevas criando o chamado “Grande Eclipse”, então revive os Cavaleiros de Ouro e o Grande Mestre Shion de Áries e os envia ao Santuário para matar Athena. Os Cavaleiros de Ouro que restam conseguem rechaçar o ataque, mas Saori comete suicídio. Ela faz isso para ter acesso ao submundo e enfrentar Hades com a ajuda de seus Cavaleiros.

Shion revela que a intenção real dos Cavaleiros ressuscitados era, de entregar a Saori sua própria Armadura e entregar ao grupo de Seiya. No submundo, os Cavaleiros de Bronze enfrentam os Espectros de Hades. Na batalha final contra o deus da morte, os Cavaleiros adquirem as Armaduras Celestiais e juntamente com Saori atacam Hades, quando Seiya sacrifica-se ao receber o ataque final de Hades. Após a vitória, os Cavaleiros voltam para a Terra com o corpo de Seiya.

Produção[editar | editar código-fonte]

Quando Masami Kurumada estava no processo de criação do mangá, o nome do Cavaleiro de Pégaso seria Rin, e o título "Ginga no Rin" (Rin da Galáxia). Entretanto, depois Kurumada mudou o nome do personagem para Seiya, por julgá-lo mais adequado. Primeiramente seria escrito com os kanjis de "flecha sagrada", mas posteriormente mudou para os de "flecha estelar" (uma referência à constelação de sagitário, signo de Seiya e do próprio Kurumada). Finalmente, o título foi mudado para Saint Seiya depois de desenvolver o conceito dos defensores de Athena, que são chamados de "Saints" na obra original.[17] Além disso, Kurumada afirmou que uma das primeiras ideias que concebeu para Saint Seiya foi o Meteoros de Pégaso. Uma vez que seu mangá iria usar constelações como um tema de destaque, ele queria que o protagonista tivesse um golpe que seria como uma chuva de meteoros.

Seiya foi inspirado no personagem Takane Ryuuji, protagonista do mangá Ring ni Kakero, também de autoria de Kurumada.[17]

Logotipo da versão Brasileira da série.

Mídias[editar | editar código-fonte]

Mangá[editar | editar código-fonte]

O mangá original foi criado, escrito e ilustrado por Masami Kurumada na revista Weekly Shōnen Jump entre 1986 e 1990 e dividido em 28 volumes, com cerca de 200 páginas cada.

A série do mangá possui quatro sagas:[18] Santuário; Blue Warriors; Poseidon, e; Hades.

O volume 13 também contém uma história independente chamada Natassia da Terra do Gelo. Além dos volumes originais, a série foi reimpressa quatro vezes em: 1995, 2001, 2003 e 2007.

Outras séries[editar | editar código-fonte]

Durante 2002, um novo mangá chamado Saint Seiya: Episode.G começou a ser produzido. Sendo uma prequela, sua história acontece 7 anos antes dos eventos do mangá original e 6 anos após a morte do Cavaleiro de Ouro Aiolos de Sagitário, com Aiolia de Leão como protagonista. Durante a série, os Titãs são trazidos de volta à vida com a missão de recuperar sua terra, e os Cavaleiros de Ouro são enviados para impedi-los e proteger os humanos. Esta nova série de mangá é escrita por Masami Kurumada e desenhada por Megumu Okada. Os capítulos são publicados na Champion RED, tendo dezenove volumes já lançados, encontra em hiato desde de 2012, no ano em que foi previsto que a série iria ser finalizada no próximo volume, o volume 20.

Em 2006, Kurumada deu continuidade à história de Saint Seiya com Saint Seiya: Next Dimension. A história continua, de forma oficial, com a Guerra Santa anterior entre as divindades do universo da série. Continuação canônica do mangá original de Saint Seiya, heróis do presente (Saori, Hyoga, Shiryu, Shun, Ikki) voltam no tempo (século XVIII) para salvar Seiya de Pégaso de sua morte iminente. A obra é publicada na revista Shōnen Champion e tem sua publicação por temporada - aproximadamente 8 capítulos sequenciados, mas volta a ficar em hiato por meses, sendo lançado o volume 10 no início de 2016 - sendo um mangá totalmente colorido, lançando praticamente um volume por ano.

Ainda em 2006, outra série de mangá prequela chamada de Saint Seiya: The Lost Canvas começou a ser publicada, contando uma interpretação alternativa da Guerra Santa que ocorreu no século XVIII Assim como Saint Seiya: Next Dimension, é publicada na revista Shōnen Champion, com desenho e história de Shiori Teshirogi e supervisão de Kurumada. O mangá foi finalizado no capítulo 223, com 25 volumes, em abril de 2011. Porém na edição da Shonen Chanpion semanal que lançou o último capítulo foi revelado que a série continuaria, lançando mini-sagas dos cavaleiros de ouro.

Uma nova série de anime da Toei Animation, com o nome Saint Seiya Ω, começou a ser exibida em abril de 2012.[19] É uma história original (spin off ou gaiden), que não segue a continuidade do mangá de Kurumada. A história se passa 25 anos após a série original (se passando por volta de 2012), contando a história de Kouga, uma criança que foi criada por Saori Kido e treinado por Shina de Cobra para se tornar o cavaleiro de Pégaso. Nessa era, Seiya, Shun, Shiryu, Hyoga e Ikki são considerados cavaleiros lendários e Seiya, apesar de ter sumido anos atrás, é conhecido como o maior dos lendários cavaleiros. Quando Kouga era bebê, houve uma guerra contra o deus Marte (Ares, deus da Guerra, para os romanos), onde saíram-se vitoriosos, porém Seiya sumiu na batalha final, Shiryu perdeu os cinco sentidos, além de todos (incluindo Saori) terem sido corrompidos por um cosmo negro que corrói aquele que usa cosmo. Uma das novidades na série são elementos naturais do cosmo: água, terra, fogo, ar, raio, luz, sombra/trevas; para ser um cavaleiro, não basta ter e saber usar o cosmo sabiamente, deve-se aprender a usar seu elemento cósmico. Cada um dos seis protagonistas do anime possuem elementos diferentes. Outra alteração é o design das armaduras, muito diferente das vistas em qualquer outra saga de Cavaleiros, tendo partes da armadura (principalmente as golas) feitas, aparentemente, de tecido. As urnas das Armaduras também foram transformadas nas Cloth Stone, que são pequenas pedras que invocam as armaduras para o cavaleiro.

Em junho de 2013, foi anunciado um terceiro mangá spin-off (específico) de Saint Seiya, intitulado Saint Seiya: Saintia Shō (圣闘士星矢·セインティア翔, Seinto Seiya - Seintia Shō?). A publicação começou na edição de setembro da revista Champion Red. A série apresenta guerreiras conhecidas como Saintia (セインティア, Seintia?) (diferentes das que aparecem no trabalho de Kurumada, chamadas de (女圣闘士, Onna Seinto?))[nota 1], que é a Guarda pessoal de proteção à Athena, e conta com uma protagonista feminina, Shō. O mangá é de autoria de Chimaki Kuori, sob encomenda de Masami Kurumada.

Em 2014 foi confirmado pela Toei animation a produção de uma nova série para TV, Saint Seiya: Soul of Gold que promete trazer uma nova história sobre os Cavaleiros de Ouro após os eventos da saga de Hades, sabe-se que o protagonista será Aiolia de Leão, e que as armaduras de ouro terão sua versão Kamui (armadura dos deuses) como já aconteceu com as armaduras de bronze nos Campos Elísios, na batalha contra Hypnos e Thanatos Os Deuses Gêmeos.

Filmes[editar | editar código-fonte]

Em 2003, a revista francesa Animeland publicou uma entrevista com Masami Kurumada onde o autor revelou que uma empresa em Hollywood havia lhe a bordado alguns anos antes com um piloto de um filme de Saint Seiya live-action de quinze minutos. O projeto foi abandonado por Kurumada ter sentido que a essência de Saint Seiya não havia sido preservada. Em uma entrevista publicada mais tarde, em 2005, um repórter foi autorizado a ver o vídeo e comentou sobre como os nomes dos personagens principais foram alteradas e notou que um deles, Shun, foi alterado de masculino para feminino. 

Um quinto filme de animação saiu nos cinemas japoneses em 2004, o Prólogo do Céu - Overture (天界編序 Tenkai Hen Joso ? ), que deveria seguir a cronologia normal logo após o término do mangá (que acabou sendo adaptado em 1º de agosto de 2008), como um prólogo para um novo capítulo. A Toei Animation anunciou pela primeira vez que este novo capítulo seria uma nova série animada, mas depois Kurumada afirmou que queria que o filme fosse parte de uma trilogia. Tōru Furuya revelou os desejos de Kurumada para a série durante uma conferência de imprensa. Após Seya de Pégaso derrotar Zeus, ele enfrenta Chronos, o deus do Tempo. Toru não tinha permissão para dizer mais nada.

Com a serialização de Saint Seiya: Next Dimension, Kurumada removido Overture do cânone do universo de Saint Seiya, embora alguns elementos que apareceram nele permanecer na continuidade.

Um novo filme de Saint Seiya (Legend of Sanctuary) feito em CGI foi produzido pela Toei para celebrar o 25º aniversário da franquia. O filme foi lançado em 21 de junho de 2014, contando uma versão alternativa da batalha das doze casas. 

Apesar do primeiro filme ter sido lançado em 1987, nenhum dos filmes recebeu um lançamento oficial em inglês na América do Norte. A Discotek anunciou em 2012 que adquiriu os direitos de vídeo para os quatro primeiros filmes e pretende lança-los em dois DVDs, contendo o áudio original e legendas em inglês.  

Anime[editar | editar código-fonte]

A adaptação para anime é baseada no mangá de mesmo título, seguindo o mesmo enredo. Produzido pela Toei Animation, teve sua estreia no Japão no canal de TV Asahi em outubro de 1986 e durou até 1989. Foi dirigido por Kōzō Morishita (episódios 1–73) e Kazuhito Kikuchi (episódios 74–114). Os desenhistas da obra foram Shingo Araki e Michi Himeno, com trilha sonora composta por Seiji Yokoyama. Os escritores responsáveis por adaptar a história de Kurumada foram Takao Koyama e Yoshiyuki Suga.

A série do anime possui três sagas:[18] Santuário (episódios 1–73); Asgard, exclusiva do anime (episódios 74–99), e Poseidon (episódios 100–114).

Portugal[editar | editar código-fonte]

A série foi originalmente exibida em Portugal pela RTP entre 1992 e 1993, na sua versão original japonesa sem genérico de abertura ou encerramento. A exibição da série acabou por ser prematuramente cancelada, com apenas 36 episódios, devido queixas relacionadas com o seu conteúdo violento por parte de pais e responsáveis. Embalada pelo estrondoso sucesso de Dragon Ball Z, a SIC iniciou a transmissão de uma versão portuguesa da série em 1999, marcada pelas constantes mudanças de horário. A série foi reprisada na SIC Gold e em 2009 no canal Animax, que transmitiu a versão original japonesa com legendas e, mais a saga de Hades, até então inédita no país. Saint Seiya Omega estreou na SIC K a 3 de Fevereiro de 2014 e Lost Canvas estreou na SIC Radical a 8 de Fevereiro de 2015 sob o título de Saint Seiya: A Tela Perdida.

Brasil[editar | editar código-fonte]

Transmissão[editar | editar código-fonte]

No Brasil, a série foi exibida originalmente pela extinta Rede Manchete entre 1994 e 1997 e foi reprisada pelo Cartoon Network a partir de 2003 e pela Band desde 2004, ambos em uma versão redublada. Em 2005, teve transmissão na Rede 21.[21] Em 2010, a Band exibiu a saga de Hades, até então inédita no país,[22] e que foi reprisada em 24 de dezembro de 2012. Em 2016, a Rede Brasil anunciou a transmissão de Os Cavaleiros do Zodíaco em uma versão remasterizada em alta definição. O anime estreou no canal em 31 de outubro como parte do programa Senpai TV, que estreou no mesmo dia ao lado do anime Dragon Ball Z.[23]

Classificação indicativa[editar | editar código-fonte]

Por ser adaptado de um mangá não recomendado para menores de 14 anos, Os Cavaleiros do Zodíaco recebeu variadas classificações restritivas e censura. Para transmitir em qualquer horário com classificação "livre" na TV aberta, em 2004, a Band editou todos os 73 episódios da Saga do Santuário que são inadequados para menores de 12 anos, sendo registrados no site da Justiça do Brasil e Diário Oficial da União por serem transmitidos em rede nacional.[24][25][26][27][28][29] Após o início da transmissão na Band, a Playarte conseguiu autorização pra distribuir os episódios não recomendados para menores de 12 anos em DVD, porém, com o selo no encarte indicando que é "livre", constando também "versão original/sem cortes".[30] Para o retorno da transmissão nacional pela Band em 2011, a Saga de Hades recebeu a classificação "10 anos".[31] Em maio de 2015, Renata Medeiros do Segredos do Mundo, listou seis cenas proibidas do anime por conterem violência, sensualidade e uma apresentando a queima de uma bíblia.[32]

Audiência[editar | editar código-fonte]

Quando o anime foi exibido entre 1994 e 1997 na Rede Manchete, a emissora sofria com baixos índices de audiência, o que se reverteu com a transmissão dos Cavaleiros do Zodíaco. No início das transmissões, o desenho marcava entre quatro e cinco pontos no IBOPE, o dobro da audiência para aquele horário.[33] Devido ao destaque no IBOPE e a falta de episódios novos que ainda estavam sem dublar, a Rede Manchete editou os capítulos que estavam sendo reprisados e criou resumos semanais para segurar a audiência. Quando foi anunciado o novo pacote de episódios com o final da Saga do Santuário, foram registrados 15 pontos no IBOPE em horário nobre.[33]

Em 2010 foi publicada uma análise por "O Crítico" no ANMTV, avaliando o mau desempenho comercial do anime na Band, dizendo que "CDZ (Cavaleiros do Zodíaco) é um anime que poderia estar lucrando muito no Brasil, (...) que talvez em épocas da TV Manchete estivesse dando picos de audiência e ultrapassando a Globo (como fez em outrora). Porém, os tempos são outros (...) apareceram em 2004 na Band (...) como simples coadjuvantes, (...) a série foi um fracasso comercial; a audiência, apesar de boa, não foi suficiente para atrair anunciantes, e ela acabou indo parar no buraco onde ninguém deseja estar: a programação regional. A Band começou errando com CDZ, em sua estreia nas férias de 2004. Tentaram utilizá-lo como produto para emplacar a pseudocantora Kelly Key como apresentadora."[34]

Quando estreou na Rede Brasil, a audiência média da emissora chegou a aumentar três vezes na primeira semana de exibição, de 0.1 a 0.4 de média e 0.9 de pico.[35]

Novel[editar | editar código-fonte]

Em 9 de novembro de 1988, Shonen Jump lançou o Jump Gold Selection Anime Special 2, escrito por Takao Koyama, com ilustrações dos Designers de Animação da série, Shingo Araki e Michi Himeno.

Este especial é apenas um flashback detalhando a tentativa de Saga de Gêmeos de assassinar a recém-nascida Athena. Há também uma série de dois romances escritos por Kurumada e Tatsuya Hamazaki com o nome de Saint Seiya - Gigantomachia , que foram publicados pelo salto J Books. O primeiro romance foi lançado no Japão em 23 de agosto de 2002 (Gigantomachia - A História de Mei),[36] e o segundo foi publicado em 16 de dezembro de 2002 (Gigantomachia - A História de Sangue).[37]

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Temas de abertura
  • Episódios 1 a 73 e filmes I e II: "Pegasus Fantasy" por MAKE-UP (no Brasil, por Edu Falaschi)
  • Episódios 74 a 114 e movie IV: "Soldier Dream" por Hironobu Kageyama & Broadway (no Brasil, por Che Leal)
  • OVAs 1 a 13: "Chikyuugi" por Yumi Matsuzawa (no Brasil, por Larissa Tássi)
  • OVAs 14 a 31: "Megami no Senshi ~Pegasus Forever~" Marina del Rey (no Brasil, por Ricardo Cruz)
  • Omega T2: "Nova Geração" por Ricardo Cruz
  • Soul of Gold: "Soldier Dream" por Root Five
Temas de encerramento
* Episódios 1 a 73
"Blue Forever" por MAKE-UP (no Brasil, por Edu Falaschi)
* Episódios 74 a 114
"Blue Dream" por Hironobu Kageyama & Broadway (no Brasil, por Che Leal)
* OVAs 1 a 13
"Kimi to Onaji Aozora" por Yumi Matsuzawa (no Brasil, por Larissa Tássi)
* OVAs 14 a 25
"Takusu Mono he ~My Dear~" por Yumi Matsuzawa (no Brasil, por Larissa Tássi)
* OVAs 26 a 31
"Kami no En ~Del Regno~" por Yuuko Ishibashi (não teve versão brasileira)
* Filme Prólogo do Céu
“Never Stop” por MAKE-UP (no Brasil, por Edu Falaschi)
* Filme Lenda do Santuário
"Hero" por YOSHIKI featuring Kate Fitzgerald (Violet UK)

Durante a exibição na extinta Rede Manchete, a emissora, juntamente com os selos Sony Wonder e Columbia Records, produziu temas de abertura e encerramento especialmente para o Brasil no ano de 1995. Estiveram envolvidos na produção, que deu origem a um LP de 12 faixas, compositores de renome, como Carlos Colla, Michael Sullivan e Paulo Sérgio Valle. Duas cantoras envolvidas no projeto foram Sarah Regina e Larissa Tássi, esta quando criança. Em algumas faixas, participaram os dubladores Walter Breda e Hermes Baroli.

O álbum vendeu mais de 700 mil cópias, rendendo-lhes Discos de Ouro, Platina e Platina Duplo.[38][39]

Temas de abertura (Rede Manchete)
  • Guardiões do Universo (uma canção advinda da França e versionada para português que deu origem à canção Força Astral. Foi veiculada durante os primeiros episódios da primeira exibição);
  • Os Cavaleiros do Zodíaco (segundo tema de abertura, mas também foi veiculada durante os primeiros episódios nas exibições posteriores).
Temas de encerramento (Rede Manchete)

Foram vários os temas de encerramento, que foram veiculados alternadamente. São eles:

  • Saori
  • Shina
  • Marin
  • Força Astral (canção original brasileira que lembra a antiga música de abertura).

A trilha sonora brasileira, também lançada em K7 e CD, ainda continha as faixas Seiya, o cavaleiro de Pégaso, Mestre do Mal e Rap do Zodíaco, além do segundo tema de abertura e mais três músicas em versão karaokê.

Essa trilha foi muito bem produzida, com arranjos cheios de contraponto e muito criativos. As letras eram dirigidas ao público infantil, mas até hoje embalam os eventos de anime.

Jogos eletrônicos[editar | editar código-fonte]

A série possui diversos jogos eletrônicos principalmente base na série clássica de Saint Seiya. Para o Family Computer, dois RPGs, Saint Seiya: Ōgon Densetsu e Saint Seiya: Ōgon Densetsu Kanketsu-Hen, foram lançados em 1987 e 1988, respectivamente.[40][41] Em 2003, a Bandai lançou outro RPG chamado Saint Seiya: Ōgon Densetsu-Hen Perfect Edition para WonderSwan Color, com base nos primeiros 73 episódios do anime.[42] Em 2005, a Bandai lançou Saint Seiya: Chapter-Sanctuary (Os Cavaleiros do Zodíaco: A Saga do Santuário) para PlayStation 2. É um jogo de luta 3D que adapta os mesmos episódios da saga do santuário.[43] Uma continuação para este jogo foi lançada em 2006 com o nome de Saint Seiya: The Hades (Os Cavaleiros do Zodíaco: O Hades) que basea-se nos episódios da saga Hades e Inferno, pois não mostra a os episódios da saga dos Campos Elísios. O 1º jogo de Famicon foi lançado numa versão francesa. Fora isso, apenas os jogos de PS2 foram publicados fora do Japão, sendo o segundo lançado na Europa primeiro e posteriormente no Japão e Austrália.[44]

Um novo jogo chamado Saint Seiya Online tinha lançamento agendado para agosto de 2009 pela SEGA, mas o lançamento foi adiado indefinidamente. Os testes da versão Beta começaram em 16 de Maio de 2013, mas somente na China. A produção do jogo se iniciou em 2006 de acordo com o blogue de Masami Kurumada,[45] mas ele esperou até 2008 para publicar mais informações em seu blog, incluindo uma foto com os cinco Cavaleiros de Bronze principais em suas cores originais.[46]

Em 2011, foi lançada uma máquina pachinko baseada na série, para comemorar seus 25 anos de aniversário.[47] Em novembro do mesmo ano, foi publicado um jogo de PlayStation 3 chamado Saint Seiya Senki (no Brasil: Os Cavaleiros do Zodíaco - Batalha do Santuário).

Em outubro de 2013, foi lançado um novo jogo de Playstation 3, Saint Seiya: Brave Soldiers (聖闘士星矢 - ブレイブ・ ソルジャース, Seinto Seiya - Bureibu Sorujāsu?) (no Brasil: Os Cavaleiros do Zodíaco: Bravos Soldados), que tem uma jogabilidade no mesmo estilo da série Naruto: Ultimate Ninja Storm. É o primeiro a cobrir todos os três arcos principais do mangá original, Santuário, Poseidon e Hades.[48]

Em março de 2014, foi lançada uma nova máquina pachinko com o tema da série Saint Seiya. Com o título Saint Seiya - Golden Fierce Battle Chapter (聖闘士星矢- 黄金激闘編, Seinto Seiya - Ōgon Gekitō-hen?), o jogo se baseia no arco A Grande Batalha das Doze Casas.[49]

Mais recente, o jogo mostrando todas as sagas, mesmo a não oficial: Asgard, o Saint Seiya: Soldiers Soul (Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma dos Soldados), lançado no Brasil dia 9 de outubro de 2015. Nesse jogo, tem as mesma mecânica do jogo anterior para PlayStation 3: Brave Soldiers, mas, com as casas do zodíaco e os personagens mais detalhados, mais reais. E uma das novidades mais faladas, é que o jogo está dublado e legendado em português, com os autores originais da série, como na Espanha e outros países. O jogo está disponível para os consoles: PlayStation 3 e 4 e PC (via Steam). Mais informações sobre o jogo: http://www.saintseiyaalfa.com/2015/04/os-cavaleiros-do-zodiaco-alma-dos.html.

Outros jogos estará com os personagens da série, incluem:

  • Famicom Jump: Eiyū Retsuden (Famicom, NES, 1989)
  • Pop'n Music Animation Melody (Arcade, PlayStation, Game Boy Color, 2000)
  • Pop'n Music Animelo 2 (Arcade, 2001)
  • Saint Seiya Typing Ryu Sei Ken (PC, 2003)
  • Jump! Ultimate Stars (Nintendo DS, 2006)
  • Saint Seiya: Ultimate Cosmos (PSP, 2009)

Recepção[editar | editar código-fonte]

Saint Seiya popularizou o termo "yaoi", em 1987.[50] A série foi particularmente popular em versões doujinshi yaoi, principalmente por ter um elenco que era predominantemente masculino. Shun de Andromeda foi um dos personagens mais populares nos doujinshis yaois.[51]

O mangá original vendeu mais de 25 milhões de cópias no Japão até 2007,[52] e mais de 34 milhões de cópias no Japão até 2013.[53]

Esta série tem sido muito bem sucedida no Japão, China, França, Itália, Espanha, Brasil, Chile, México, Argentina, Peru. No Brasil, o lançamento da série em 1994 foi responsável por mudar a maneira que o público assistia animes, desencadeando uma "anime-mania", dando origens a revistas especializadas[54] e surgimento de quadrinhos no estilo mangá[55] (embora o país seja um dos pioneiros no estilo fora do Japão, com publicações iniciadas na década de 1960).[56] Em outros países latino-americanos, como México e Argentina, o sucesso também foi grande, apesar de a animação japonesa ter sido exibida eventualmente em ambos os países na década anterior, com programas como "Robotech" e "Mazinger Z". Em função do sucesso nos países de língua espanhola, a tradução brasileira do anime foi feita com base na dublagem em espanhol. Tanto o anime quanto o mangá foram lançados na China, Hong Kong e Taiwan por volta de 1990, dando início à adoração da animação japonesa e do mangá nesses países.

O mangá serviu de inspiração para diversas séries futuras, incluindo B't X, do próprio Kumarada, Shurato, Yoroiden Samurai Troopers, Gulkeeva, and Mobile Suit Gundam Wing[57]

Mangakas famosos atualmente como o grupo CLAMP, Kubo Tite, Yun Kouga, Kouta Hirano e Masashi Kishimoto, o criador de Naruto, já declararam terem sido muito influenciados pelas obras de Kurumada. Tite Kubo, autor da série de mangá Bleach , considera Saint Seiya uma de suas maiores inspirações para os desenhos dos diferentes tipos de armas que seus personagens usam na história, assim como as cenas de batalha.[58]

No Canadá e Estados Unidos, a série não fez sucesso em sua primeira exibição. Somente em 2003, com o nome Knights of the Zodiac a série começou a ganhar fãs do continente norte-americano (mais especificamente nos estados de Quebec (Canada) e Wisconsin (E.U.A.)). A empresa responsável pelo licenciamento foi a DIC Entertainment. A série sofreu muitos cortes e enormes alterações na trilha sonora e na história, o que decepcionou muitos fãs. A saída foi lançar DVDs (caixas) na íntegra (sem cortes e alterações). Alguns produtos começaram a ser lançados junto com o mercado japonês com isso é crescente o número de fãs que estão se formando nos Estados Unidos e no Canadá.

Home Vídeo[editar | editar código-fonte]

Todos os episódios e filmes da série em DVD no Brasil, foram lançados pela Playarte. A série clássica de 114 episódios, foi lançada em 21 volumes em agosto de 2013.[59] Anos mais tarde, é lançada a saga de Hades, que estreou direto para DVD, completa em 11 discos, totalizando 32 DVDs. Em 2016, a Playarte confirmou o relançamento da série clássica, saga do santuário, remasterizada em qualidade Full HD 1080p.[60]

A série Omega já teve sua primeira temporada lançada em DVD/BD, sendo que o dublador Antônio Akira veio a falecer antes do quarto volume ser lançado.[61]

Os cinco primeiros filmes dá série foram lançados; a única exceção é o filme Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário, que será lançada pela Paris Filmes.

Prêmios e Honrarias[editar | editar código-fonte]

  • Em 1987, a série foi eleita o melhor anime do ano na premiação Anime Grand Prix realizada pela revista japonesa Animage.[62][63]
  • Em 1988, a série foi eleita o segundo melhor anime do ano, sendo superado apenas pelo filme Tonari no Totoro.[64]
  • Em ranking publicado em 2001 pela TV Asahi, Os Cavaleiros do Zodíaco aparecem entre os cem melhores animes (53ª posição).[65]
  • A mesma TV Asahi publicou um novo ranking, em 2006 (os cem melhores seriados de animes da TV). Os Cavaleiros do Zodíaco aparecem na 25ª posição.[66]

Notas

  1. Saintia foi adaptado como cavaleira e Onna Seinto como amazona nas traduções brasileiras.[20]

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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