Glíma

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Glíma
Combate no Campeonato Islandês de Glima de 1985.
Informação geral
Prática Esporte de combate
Foco Submissão
Dureza Contato pleno
Outras informações
Esporte olímpico Não
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Glíma é uma espécie de luta tradicional, criado pelos vikings, que é disputada na forma de esporte de combate na Islândia.

Características[editar | editar código-fonte]

Quatro pontos a diferenciam de outros tipos de wrestling:

  • Os oponentes devem sempre ficar eretos;
  • Os oponentes devem se movimentar em torno um do outro, no sentido horário (de maneira análoga a uma valsa). Isto cria oportunidades para ataque e defesa, e previne um xeque;
  • Não é permitido cair sobre o oponente ou empurrá-lo de maneira forçosa, por ser considerado falta de espírito esportivo;
  • Cada lutador deve manter seu olhar por cima dos ombros do oponente; a luta deve ser realizada através do toque e do tato, e não da visão.

A glíma permanece, como sempre foi, uma forma de recreação e um esporte de cavalheiros, porém algumas variantes, como a lösatags, mostram o seu lado mais duro.

A doutrina da glíma gira em torno de oito principais bragd ("técnicas"), que formam o treinamento básico das aproximadamente cinquenta maneiras de se executar um arremesso ou derrubar o oponente. Existem evidências da luta que datam do século XII, porém descrições existentes nas sagas islandesas e a Edda em prosa levantam a possibilidade de que a glíma seja ainda mais antiga.

O código de honra que cerca a glíma é chamado de drengskapur, e zela pela justiça, pelo respeito e pela atenção com a segurança dos companheiros de treinamento.

Nome[editar | editar código-fonte]

A palavra glíma pode ser traduzida como "luta". A palavra é uma expressão comum no islandês moderno, onde é usada com o sentido de lutar com algo na própria vida, assim como no esporte. Mais especificamente, também o termo islandês para qualquer tipo de wrestling em geral, incluindo até mesmo os estilos mais modernos e menos tradicionais.

Estilos[editar | editar código-fonte]

Glíma[editar | editar código-fonte]

A primeira versão da luta é a mais difundida, e aquela que é tipicamente associada com o termo glíma. Alguns chegam a dizer que o termo deveria ser reservado para esta modalidade apenas, e é esta versão que é o esporte nacional da Islândia. Historicamente, era tido em alta estima por favorecer a técnica sobre a força bruta. Cada um dos dois lutadores veste um tipo especial de cinto, e faixas em cada uma das coxas, que se ligam ao cinto através de tiras verticais. Cada lutador então se agarra firmemente ao outro, com uma mão no cinto e a outra nas calças, na altura das coxas. Desta posição, o lutador de glíma tenta derrubar e arremessar o seu oponente. Neste estilo da luta, o lutador que for arremessado pode tentar, ao cair, manter-se equilibrado sobre seus pés ou suas mãos, para não sofrer a queda; a vitória é obtida apenas quando um dos lutadores toca o solo com qualquer área do corpo entre o cotovelo e o joelho.

Livtag[editar | editar código-fonte]

Livtag é muito similar aos outros estilos de wrestling, e é considerada mais como um teste de força que de técnica. No livtagsglima cada lutador agarra as partes superiores do corpo do oponente, e quem tocar o solo primeiro com qualquer parte do corpo que não seja o perde.

Lausatök[editar | editar código-fonte]

No lausatök os lutadores podem utilizar os golpes que desejarem. Este estilo é uma espécie de recriação, já que ela deixou de ser praticada por um período de cerca de cem anos antes de voltar à prática entre as gerações mais jovens.

É muito mais agressiva e é muito diferente, em diversas maneiras, dos outros estilos de luta islandesa. Possui duas variantes: uma versão exclusiva para defesa pessoal, e outra para competições amistosas. Em ambas todas as técnicas de luta são permitidas, porém na versão amistosa os golpes são executados de maneira a não ferir o oponente. Nestas partidas de exibição o vencedor é considerado aquele que permanecer de pé enquanto o outro estiver no chão; se ambos os lutadores caírem ao chão a partida continua no solo, através de técnicas que mantenham o oponente caído.

Quando utilizado como técnica de defesa pessoal, como é feito em regiões da Escandinávia, o lausatök é ainda mais diferente do wrestling tradicional. Com este tipo de treinamento técnicas que visam ferir seriamente o oponente, que não são utilizadas nas outras formas de luta islandesa, são exploradas de maneira livre e criativa.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Nichols, M. Bennett. Glíma. Nova Orleans: [s.n.], 1999.
  • Enoksen, Lars Magnar. The Secret Art of Glíma: An Introduction to Viking Martial Arts. Suécia: [s.n.], 2008.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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