Léo Batista

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João Batista Belinazzo Neto, mais conhecido como Léo Batista (Cordeirópolis, 22 de julho de 1932), é um jornalista brasileiro que comanda quadros esportivos na Rede Globo, sendo seu mais antigo apresentador em atividade.

Índice

[editar] Carreira

Aos 75 anos de idade e 60 de profissão, Léo Batista é um dos mais antigos locutores esportivos em atividade. Começou a trabalhar na adolescência, no serviço de alto-falantes de Cordeirópolis, interior de São Paulo, onde nasceu em 22 de julho de 1932, e estreou como redator na Rádio Globo, no Rio, para onde se mudou no início da década de 50. Mais tarde transferiu-se para a extinta TV Rio, onde durante 13 anos comandou o “Telejornal Pirelli”, à época um dos mais prestigiados do País.

Em 1970, ingressou na TV Globo, onde está há 37 anos e só não é mais antigo que o colega Cid Moreira. Na emissora, inaugurou o “Hoje”, participou do “Jornal nacional”, narrou os gols da rodada no “Fantástico”, e tem microfone cativo no “Globo Esporte” e no “Esporte Espetacular”.

Antes de começar no rádio, que era sua paixão na infância, ele trabalhou como entregador de pão, garçom e servente de pedreiro. Em 1952, antes de deixar definitivamente o interior paulista, se destacou em Birigui e Piracicaba. Com prestígio e reconhecimento, foi para Rio de Janeiro, onde trabalharia na Rádio Globo. E foi aí que ganhou a alcunha artística de Léo Batista. Na verdade, o "Léo" veio do nome de sua irmã, Leonilda - "ela que tem horror ao nome dela, Leonilda, e que a gente só chama de Nilda. Peguei o “Leo” dela, deixei de lado o João Belinaso Neto, e virei Léo Batista" - afirma Léo.

[editar] Televisão

Léo, carinhosamente chamado, sempre gostou do veículo. Em 1947, estreou ao microfone a convite de um primo, Antônio Beraldo, que inaugurou em Cordeirópolis um serviço de alto-falantes, muito comum nas cidades pequenas. O estúdio ficava numa praça perto do prédio da pensão, onde o pai tinha o negócio próprio. Léo foi o último a fazer o teste. Leu um anúncio, anunciou uma música e, quando viu, estava dando as notícias. O primo gostou e disse que seria o seu locutor. Léo considerou que ele estava maluco só de pensar em apresentar essa idéia ao pai, um italiano queixo-duro que já estava contrariado por haver deixado a escola para ser garçom.

[editar] O pai

A reação do pai, Antonio Francesco Belinaso, era a que se esperava. Principalmente porque naquela época gente de rádio, artista, músico, compositor e cantor eram todos malvistos, por causa da vida boêmia. A sociedade tinha deles o pior conceito possível. Mas o Beraldo disse ao pai as palavras mágicas: “Seu Antônio, ele vai trabalhar, mas não é de graça. Vou dar 200 mil réis só para começar. E, se ele conseguir algum anúncio, ainda ganha uma comissão.” Sem dinheiro, meu pai na hora mudou o discurso: “Ah, ele vai ganhar um dinheirinho? Aí está bem, mas tem que ser depois do horário do trabalho na pensão.”

[editar] A carreira profissional se inicia

Uns seis meses depois da experiência com o primo Beraldo, Léo recebeu convite do senhor, Domingos Lote Neto. Ele gostou da voz e insistiu em levar para fazer um teste na recém-inaugurada Rádio Clube de Birigui, “a pérola do Noroeste”. Fez e Léo foi contratado. Lá, transmitiu futebol, parada de 7 de Setembro e programas de auditório como o “Clube da Alegria”, em que teve o privilégio de apresentar a Hebe Camargo na festa do primeiro aniversário da emissora.

Em Piracicaba (SP) foi para Rádio Difusora de Piracicaba. Na época, o XV de Novembro, time local, tinha subido para a primeira divisão do Paulistão e buscava um locutor esportivo. Léo passou a acompanhar e narrar os jogos do antigo campo da Rua Regente (ainda não existia o estádio Barão da Serra Negra). Depois, para o Pacaembu, a Vila Belmiro... o próprio Léo revela em suas entrevistas: "eu era atrevido. Vim até para o Rio transmitir a Copa de 50"

[editar] Depois da Copa de 50

Depois participei de todas as Copas. Ao vivo ou na retaguarda, atuou também em Olimpíadas, Jogos Pan-Americanos... "Não perdi mais nada" - afirma Léo.

Em 1955 trocou de emprego e se mudou para a hoje extinta TV Rio, onde comandaria por 13 anos o Telejornal Pirelli, um dos noticiários de maior sucesso na televisão. Chegou à Globo em 1970 e logo se destacou devido ao seu estilo descontraído. Ele foi um dos que transmitiram o primeiro jogo da carreira de Mané Garrincha, em 1953. Léo Batista é o apresentador mais antigo em atividade na Globo e foi um dos criadores, em 1978, do programa Globo Esporte, no ar até hoje. Nas décadas de 1980 e 1990 chegou a apresentar um bloco esportivo no Jornal Nacional, aos sábados. Seu rosto pode ser visto nas edições de sábado na edição carioca do Globo Esporte e sua voz as quartas feiras, nos intervalos dos jogos brasileiros.

[editar] Léo não pensa em "pendurar chuteiras"

Em entrevistas Léo sempre comenta:" se arranjarem uma metralhadora, com bala de verdade mesmo, que não falhe, para me dar uma rajada, de repente eu paro de trabalhar. Mas, se não for assim, não paro, não. Estou com 75 anos de idade, completei 60 de profissão — e não encontro nem o termo apropriado para descrever o que sinto por ela." E continua: "outro dia fiquei imaginando a hora em que eu não puder mais entrar na emissora e falar com os amigos. Evito pensar nisso. Desejo continuar fazendo o meu trabalho. A não ser que achem que fiquei velho demais, que já estou gagá. (risos) Enquanto Deus me der voz e saúde e a TV Globo quiser, eu continuo."

[editar] Ligações Externas


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