Nootrópico

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Nootrópico(do grego νους nous, mente, τρέπειν trepein, direcionar ou virar) é uma palavra usada para representar uma classe de compostos que supostamente aumentam o desempenho cognitivo no ser humano.

O termo é normalmente aplicado a várias ervas, suplementos nutricionais e medicamentos (normalmente usados em demência de Alzheimer e outras doenças neuro-degenerativas e/ou associadas com o envelhecimento e redução de capacidades cognitivas) que alegadamente afectam a nossa capacidade cerebral em termos de memória, eficácia e rapidez de raciocínio.

História[editar | editar código-fonte]

O termo foi usado pela primeira vez por Corneliu E. Giurgea, psicólogo e químico romeno para referir uma droga que não teria efeitos secundários e que melhoraria as capacidades intelectuais do ser humano, tal como memória e concentração que apareciam com o envelhecimento.

Essa droga era o piracetam, que é atualmente usado no tratamento da demência de alzheimer e por muitas pessoas que desejam que este ajude o seu cérebro a funcionar melhor do que o dito normal.

Muitas outras se seguiram tal como a hidergina inventada pelo Dr. Hoffman, criador do LSD que é também um derivado do fungo da cravagem, e que são aplicadas em várias doenças do âmbito neurológico e utilizadas por incontáveis pessoas todos os dias.

Quem consome nootrópicos?[editar | editar código-fonte]

O grupo que mais consome este tipo de compostos, principalmente os medicamentos, são os idosos com doenças degenerativas como doença de Parkinson e doença de Alzheimer, e pessoas de várias idades com doenças que afetam as suas capacidades cognitivas negativamente. Cada vez mais, também aparece um novo grupo de pessoas saudáveis que querem aumentar a sua eficácia de modo a serem mais produtivos e bem sucedidos no trabalho, ou que simplesmente querem tirar o máximo partido do seu cérebro, assim como trans-humanistas e pessoas com ideologias relacionadas que o fazem na tentativa de irem além das capacidades do ser humano.

Algumas tentativas também tem sido feitas com as deficiências mentais, especialmente graças ao resultado promissor dos estimulantes e do ácido gama-aminobutírico (Gammar da Nikkho) nas síndromes do déficit de atenção, seja com sintomas de ausências ou hiperatividade.

Eficácia e segurança[editar | editar código-fonte]

Este é um fator de maior importância no uso destas substâncias. Grande parte dos ditos nootrópicos aumenta o fluxo de sangue ao cérebro, o que fornece mais oxigênio a este, aumenta o consumo de glucose ou é estimulante do sistema nervoso central. Tais substâncias muitas vezes não são de todo indicadas a pessoas saudáveis por causa dos seus efeitos secundários, e muitas outras simplesmente não funcionam da maneira que muitos herbalistas, supostos mestres em nutrição, e empresas farmacêuticas querem fazer parecer, ou não causam nenhum efeito além de placebo.

O uso destas substâncias deve ser sempre que possível recomendado e supervisionado por um médico e com recurso a uma extensiva pesquisa pessoal sobre a eficácia e os riscos inerentes à substância em questão.

Tipos de substâncias[editar | editar código-fonte]

Existem várias substâncias vulgarmente chamadas de nootrópicos, sendo que estas podem ser normalmente divididas nas seguintes categorias:

Vitaminas e minerais[editar | editar código-fonte]

Servem de cofatores em muitas das reações no nosso organismo que podem levar a um maior poder de processamento cerebral e/ou protegem o nosso corpo com a sua ação antioxidante. Sua importância nos processos cognitivos foi descoberta nos estudos dos sintomas neurológicos das doenças carenciais, especialmente a niacina de cuja carência decorre a síndrome dos 3 Ds (dermatite, diarréia, demência) ou Pelagra.

A deficiência mental e/ou déficit neuropsicomotor relacionado à deficência protéico-calórica na infância ainda é um fantasma que assombra a população dos países e regiões sub-desenvolvidas econômicamente. Ambas as formas clínicas da desnutrição, o Marasmo e o Kwashiorkor quando não matam os recém-nascidos e infantes por diarreia e pneumonia deixam severas sequelas no sistema nervoso, especialmente quando associadas às outras formas de maltratos e ausência das necessárias condições de estimulação e afeto de que necessitam os seres humanos para o seu desenvolvimento saudável.

Aminoácidos e compostos orgânicos[editar | editar código-fonte]

Drogas (farmacêuticas ou recreativas)[editar | editar código-fonte]

Nesta classe inserem-se todas aquelas substâncias que só por si supostamente causam mudanças no cérebro humano de modo a aumentar as capacidades cognitivas. Nem todas as substâncias aqui descritas causam alguma mudança e nenhuma delas deve ser tomada sem supervisão e recomendação de um profissional de saúde.

Colinérgicas:

  • Citicolina
  • Colina
  • DMAE
  • Centrofenoxina
  • Derivados da pirrolidona:
    • Piracetam
    • Oxiracetam
    • Aniracetam
    • Pramiracetam
    • Nefiracetam
  • Derivados do fungo da cravagem:
    • Hidergina
    • Nicergolina
    • Bromocriptina
  • Inibidores de acetilcolinesterase:
    • Donepezil
    • Galantamina
    • Tacrina
    • Nicotina

Adrenérgicos, Dopaminérgicos e outros estimulantes: Aumentam a eficácia do sistema nervoso e a capacidade cognitiva.

  • Cafeína
  • Efedrina
  • Modafinil
  • Adrafinil
  • Bupropiona
  • Adderall® (sais derivados de anfetamina fabricado por Catalytica Pharmaceuticals Inc.)
  • Metilfenidato
  • Inibidores Selectivos da Reutilização De Noradrenalina:

Antidepressivos: A depressão afeta negativamente a capacidade cognitiva.

  • Inibidores da Reutilização de Serotonina:
  • Serotonérgicos:
    • 5-HTP
    • Tripofano

Antiepilepticos

  • Phentoyin

Neuropeptideos

  • Semax (Utilizado e disponível principalmente em países da ex-União Soviética)

Outros:

  • Carphedon (derivado do piracetam)
  • Vasopressina
  • Idebenona
  • Piritinol
  • Vinpocetina
  • Vincamina
  • Selegilina (inibidor de MAO-B)
  • Pirissudanol
  • Sulbutiamina

Ervas[editar | editar código-fonte]

São todas as plantas que contêm uma ou mais substâncias que causam o suposto aumento das capacidades cognitivas.

Recreativas[editar | editar código-fonte]

Têm esse nome porque o seu consumo está associado à busca do prazer farmacológico. São na maioria dos países de consumo proíbido e associado à produção e distribuição (tráfico) ilegal. Funcionam muitas vezes de uma forma parecida com as drogas farmacêuticas, mas normalmente com mais efeitos secundários e outros perigos inerentes à sua utilização, como a possível dependência de algumas delas se o uso não for devidamente controlado. O grupo dos enteógenos, que possuem esse último nome por sua frequente associação ao uso religioso nas culturas ditas primitivas, onde se inclui o LSD, já foram considerados potenciais expansores da mente ou consciência, contudo por mecanismos distintos da atuação estimulante ainda não completamente conhecidos.

Esta é uma lista incompleta, pois existem muitas mais substâncias que podem ser consideradas nootrópicos e que são descobertas pelas pesquisas farmacêuticas modernas.

Nota: Nunca tomar uma substância só porque se encontra nesta lista, visto que muitas delas podem ter efeitos negativos se mal utilizadas e esses efeitos variam conforme a pessoa. Apenas utilize estas substâncias sob a indicação de um profissional de saúde.

Futuro[editar | editar código-fonte]

Os nootrópicos continuam a evoluir e recentemente começou a ser investigado um novo grupo de compostos denominados Ampakinas que parecem ter muito poucos efeitos secundários e um efeito duradouro mesmo após deixarem o organismo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]