Taharka
Taharka foi um faraó da XXV dinastia que reinou entre 690 e 664 a.C.. De origem núbia ou cuchita, sucedeu ao seu irmão Chabataka. Mencionado em Isaías como Tiraca, rei da Etiópia.1 2
Ele foi o terceiro faraó etíope, e sua mãe era negra.1
Coroado em Mênfis, cidade que também funcionaria como a sua sede de governo, o seu reinado é o mais esplêndido de todos os reinados cuchitas no Egipto. Após um período de secas, no ano 6 do seu reinado o Egipto conheceu uma cheia que gerou grandes colheitas agrícolas, muito celebrada na época em inscrições realizadas em Coptos, Tânis e Kaua. Nestas inscrições pode ler-se como o evento das cheias foi interpretado como uma intervenção divina de Amon-Ré, que o teria escolhido como rei.
Apoiou rebeliões na região da Palestina com o objectivo de debilitar o poder dos Assírios, que tinham penetrado na região. Ele se aliou a Luli, rei de Tiro, e a Ezequias, rei de Judá.1 Em 673 a.C. Taharka e os seus aliados alcançam ali uma vitória, que se traduz na expulsão dos Assírios. Em 671 a.C.,[carece de fontes], o rei assírio Assahardão invade o Egipto dividindo-o entre cerca de vinte príncipes, o chefe dos quais era o meio-líbio Necho de Sais.1 Alguns princípes do Baixo Egipto aproveitam o acontecimento para se revoltar, outros continuaram a apoiar Taharka, que conseguiria reconquistar brevemente o Baixo Egipto em 669. Assarhadão enviou uma força para lutar contra Taharka, mas morreu no caminho.1 Alguns anos mais tarde, ele foi derrotado, em Mênfis, por Assurbanipal.1 Necho de Sais, que havia conspirado com Taharka, foi perdoado, e se tornou o governador do Egito, reduzido a uma província assíria.1 Taharka parte então para Napata, onde morre em 663 a.C.. Seu sucessor na Etiópia foi Tanutamon, que pretendeu recuperar o Egito.1
Ordenou um vasto programa de construções na Núbia, em Napata, Guebel Barkal, Meroé, Semna, entre outros locais. No templo de Amon em Karnak destaca-se uma alta colunata mandada por si edificar. Perto do templo de Amon, Taharka patrocinou a construção de várias capelas para Osíris, dedicadas ao deus pelo rei e pela adoradora divina de Amon, Chepenuepet II.
Foi sepultado num túmulo que apresenta uma forma piramidal, situado em Nuri, a norte de Napata, onde foram encontradas mais de 10 000 estatuetas funerárias.
Titulatura [editar]
| Nome de Nesut-bity | ||||||||||||||||
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| Hieroglifo |
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| Transliteração | Tȝhrqȝ | |||||||||||||||
| Transliteração | (ASCII) | tAhrkA | ||||||||||||||
| Transcrição | Taharka | |||||||||||||||
| Tradução | Taharka | |||||||||||||||
| Nome de Sa-Rá | ||||||||||||||||
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| Hieroglifo |
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| Transliteração | Ḫw-Nfr-tm Rˁ | |||||||||||||||
| Transliteração | (ASCII) | khw-nfr-tm ra | ||||||||||||||
| Transcrição | Khwnefertemrá (ou Nefertemkhwrá) | |||||||||||||||
| Tradução | "Nefertum, o protetor de Rá." | |||||||||||||||
Bibliografia [editar]
- MYSLIWIEC, Karol - The Twilight of Ancient Egypt. Cornell University Press, 2000. ISBN 0801486300
| Precedido por Shabataka |
Faraó XXV dinastia |
Sucedido por Tanutamon |
Referências
- ↑ a b c d e f g h Donald Alexander Mackenzie, Egyptian Myth and Legend, Chapter XXVIII, Egypt and the Hebrew Monarch [em linha]
- ↑ Isaías 37:9











