Assassinos em série brasileiros

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Os assassinos em série brasileiros são brasileiros que cometeram em série mais de um homicídio confirmado. Por serem raros os casos de homicidas em série principalmente no Brasil, a maioria deles torna-se notório. Sendo o assassino em série brasileiro com o maior numero de vitimas fatais Pedro Rodrigues Filho, conhecido como "Pedrinho Matador" que encontra-se em quinto lugar mundial de maior numero de vitimas confirmadas, com 71 vitimas confirmadas e 100 confessadas no total. E sendo considerado o criminoso em série brasileiro mais recente Lazaro Barbosa com 7 vítimas fatais e outros 3 feridos.[1][2]

Os homicidas em série agem por diversos motivos, sendo os principais motivos entre os assassinos em série Brasileiros:[3]

  • Doenças mentais como a psicopatia ou esquizofrenia;
  • Doenças e impulsos sexuais que levam o criminoso á abusar sexualmente de sua vitima (ainda em vida ou após sua morte), estes são considerados também maníacos;
  • Convicções pessoais de justiça;
  • Dinheiro, neste caso, o criminoso sendo pago ou coagido á praticar estes crimes.

Lista[editar | editar código-fonte]

Nome Apelido Local de nascimento Locais dos crimes Perfil criminoso Vitimas confirmadas Tempo de atividade Condenação Status Ref.
Pedro Rodrigues Filho Pedrinho Matador Santa Rita do Sapucaí,

 Minas Gerais

Em diversas partes do território nacional Justiceiro 71 1967 a 2003 128 anos de prisão cumprindo apenas 42 anos de prisão Em liberdade [4]
Hélio José Muniz Filho Helinho Justiceiro Camaragibe,

 Pernambuco

Em todo estado do Pernambuco Justiceiro 60 Incerto 201 anos de preisão Morto, assassinado a golpes de armas brancas [5]
Florisvaldo de Oliveira Cabo Bruno Uchoa,  São Paulo Periferia de São Paulo Justiceiro 50 1980 a 1983 118 anos de prisão Morto, assassinado a tiros [6]
Francisco das Chagas Rodrigues de Brito Emasculador do Maranhão Caxias,

 Maranhão

4 municípios do estado do Maranhão Pedófilo 42 1989 a 2004 385 anos de prisão Preso [7]
Tiago Henrique Gomes da Rocha Maníaco de Goiânia Goiânia,

 Goiás

Goiânia e arredores Maníaco sexual 39 2011 a 2014 Aguardando condenação Preso [8]
Ramiro Matildes Siqueira Ramiro da Cartucheira Jaboticatubas,

 Minas Gerais

Interior de São Paulo Psicopata 15 1970-1980 135 anos de prisão Morto, em decorrência de um ataque cardíaco na prisão [9]
Fortunato Botton Neto Maníaco do Trianon São Paulo,

 São Paulo

Parque Trianon Maníaco sexual 13 1986 a 1989 8 anos de prisão Morto, em decorrência de uma broncopneumonia decorrente da AIDS [10]
Orlando Sabino Monstro de Capinópolis Arapongas,

 Paraná

Triangulo Mineiro Psicopata 12 1971 Internação psiquiatrica Morto, em decorrência de um infarto [11]
Laerte Patrocínio Orpinelli Maníaco da Bicicleta Araras,

 São Paulo

Interior de São Paulo Pedófilio 10 1990 a 2000 100 anos de prisão Morto, causas naturais não identificadas [12]
José Ramos, Catarina Palse e Carlos Claussner Assassinos da Rua do Arvoredo Porto Alegre,

 Rio Grande do Sul

 Hungria

 Alemanha

Porto Alegre Canibal 9 1863 e 1864 José Ramos condenado a prisão perpétua,

Catarina Palse condenada a 13 anos de prisão,

Carlos Claussner não foi julgado

Todos mortos [13]
Marcelo Costa de Andrade Vampiro de Niterói Rio de Janeiro,  Rio de Janeiro Redondezas de Itaboraí Pedofilio 8 1991 Internação psiquiatrica Em tratamento psiquiátrico [14]
José Paz Bezerra Monstro do Morumbi Alagoa Nova,

 Alagoas

Morumbi e Belém Psicopata 7 1970 a 1971 60 anos de prisão cumprindo apenas 30 anos de prisão Em liberdade [15]
Francisco de Assis Pereira Maníaco do Parque Guaraci,

 São Paulo

São Paulo Maníaco sexual 7 1997 a 1998 268 anos de prisão Preso [16]
Paulo Sérgio Guimarães da Silva Maníaco do Cassino Rio Grande,

 Rio Grande do Sul

Praia do Cassino Maníaco sexual 7 1998 184 anos de prisão Preso [17]
Lázaro Barbosa de Sousa Carrasco do Incra 9 Barra do Mendes,

Bahia Bahia

Distrito Federal Maniaco e pistoleiro 6 2021 Morto antes de uma condenação Morto, á tiros em confronto com a polícia [18]
José Vicente Matias Corumbá Firminópolis,

 Goiás

Maranhão e Goiás Maníaco sexual e canibal 6 1999 a 2005 23 anos de prisão Preso [19]
Febrônio Índio do Brasil Filho da luz Jequitinhonha,

 Minas Gerais

Rio de Janeiro Maníaco sexual, psicopata e participante de suposta seita religiosa 6 1927 Internação psiquiatrica Morto, após sofrer com um enfisema pulmonar [20]
Adimar Jesus da Silva Maníaco de Luziana Luziânia,

 Goiás

Luziânia Pedófilio 6 2009 a 2010 Morto antes de uma condenação Morto, após enforcamento na prisão [21]
Jonathan Lopes de Santana Maníaco da machadinha Mogi das cruzes,

 São Paulo

Mogi das cruzes Psicopata, esquizofrênico e participante de suposta ceita religiosa 6 2014 Internação psiquiátrica Em tratamento psiquiátrico [22]
Otávio Rodrigues de Oliveira Não possui Arcos,

 Minas Gerais

Arcos Criminoso de ódio (feminicidio) 5 2000 Morto antes de uma condenação Morto, após suicídio na prisão [23]
Sebastião Antônio de Oliveira Monstro de Bragança Incerto Bragança Paulista Maníaco sexual 5 1953 a 1963 Internação psiquiátrica Morto, após enforcamento na prisão [24]
Marcos Antunes Trigueiro Maníaco de Contagem Brasília de Minas,

 Minas Gerais

Contagem Maníaco sexual 5 2009 a 2010 170 anos de prisão Preso [25]
Luiz Baú Monstro de Erechim Itatiba do Sul,

 Rio Grande do Sul

Erechim e Itatiba do Sul Psicopata e esquizofrênico 5 1974 a 1980 Internação psiquiatrica Desaparecido [26]
Roneys Fon Firmino Gomes Maníaco da Torre Maringá,

 Paraná

Maringá Criminoso de ódio (contra prostitutas) 5 2001 a 2005 21 anos de prisão Preso [27]
João Acácio Pereira da Costa Bandido da Luz Vermelha Joinville,

 Santa Catarina

Em diversas partes do território nacional Mortes normalmente relacionadas a outros crimes (latrocínio por exemplo) 4 Por volta de 1967 351 anos de prisão Morto, assassinato a tiros com uma espingarda [28]
José Augusto do Amaral Preto Amaral Conquista,

 Minas Gerais

São Paulo Necrófilo 4 1927 Morto antes de uma condenação Morto, após sofrer de pneumonia [29]
Abraão José Bueno Enfermeiro da morte Rio de Janeiro,  Rio de Janeiro Rio de Janeiro Psicopata 4 2005 110 anos de prisão Preso [30]
Edson Izidoro Guimarães Anjo da morte Rio de Janeiro,  Rio de Janeiro Rio de Janeiro Psicopata e golpista 4 1999 76 anos de prisão Preso [31]
Anísio Ferreira de Sousa Emasculador de Altamira Altamira,

Pará Pará

Altamira Pedofilo 3 1989 a 1992 77 anos de prisão Preso [32]
Francisco da Costa Rocha Chico Picadinho Vila velha,

 Espírito Santo

São Paulo Psicopata 2 1966 e 1976 Internação psiquiatrica Em tratamento psiquiátrico [33]
Notas: não é considerado um psicopata um criminoso que não possui traços de psicopatia porem mata por ódio excessivo de certo grupo

Assassinos em série por estado[editar | editar código-fonte]

Estado Número de criminosos Soma de seus homicidios
 Minas Gerais 6 106
 São Paulo 5 86
 Goiás 3 51
 Rio Grande do Sul 3 21
 Rio de Janeiro 3 16
 Paraná 2 17
 Pernambuco 1 60
 Maranhão 1 42
 Alagoas 1 7
Bahia Bahia 1 6
Pará Pará 1 3
 Espírito Santo 1 2
Total 28 417

Criminosos notórios[editar | editar código-fonte]

Pedrinho Matador[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Pedrinho Matador
Pedro Filho em 1991

Pedro Rodrigues Filho conhecido popularmente pelo apelido "Pedrinho Matador" é o homicida brasileiro com o maior numero de vitimas confirmadas vinculadas ao seu nome, no total foram confirmadas 71 vitimas fatais entre elas seu pai. Foi condenado á 128 anos de prisão dos quais passou 42 anos presos, extrapolando o limite penal brasileiro de 30 anos, Pedro teve adicionado a sua pena mais 10 anos por crimes cometidos dentro da cadeia e outros dois anos no qual ficou preso de forma irregular, tendo em vista que o limite penal brasileiro é de 40 anos.

Seus crimes começaram aos 13 anos quando em uma discussão com um primo mais velho, Pedro jogou-o dentro de um moedor de cana, o mesmo sobreviveu por pouco com diversos ferimentos graves. Seu primeiro homicídio foi registrado em 1968, quando Pedro havia apenas 14 anos, o mesmo matou o vice-prefeito de Alfenas, Minas Gerais, com uma espingarda que pertencia ao seu avô, em frente à prefeitura da cidade, por ter demitido seu pai, um guarda escolar, na época acusado de roubar merenda. Depois matou um vigia, que supunha ser o verdadeiro ladrão.

Em seu modus operanti Pedro costumava utilizar de armas brancas como facas, porem também relatou ter matado 10 pessoas quebrando o pescoço de suas vitimas. Em seu crime mais chocante, Pedro matou seu pai dentro da cadeia, o mesmo fez isto pois anos antes havia prometido matar qualquer um que fizesse o mal a sua mãe, e ao descobrir que seu pai havia matado sua mãe com 21 golpes de facão, Pedro matou-o com 22 golpes como forma de representar uma "justiça" ao seu pai, em declarações Pedro falou sobre o caso:

Atualmente Pedro possui 67 anos e está livre após 42 anos preso, o mesmo considera um novo homem e se arrepende de seus crimes passados, o mesmo pede que seu apelido deixe de ser "Pedrinho Matador" e passe a ser "Pedrinho Ex-Matador" assim assumindo que seus crimes ficaram em seu passado. Atualmente ele mora e trabalha no interior do estado de São Paulo em fazendas.

Cabo Bruno[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Cabo Bruno
Cabo Bruno em entrevista para Rede Record

Florisvaldo de Oliveira, conhecido pelo nome de "Cabo Bruno", foi um ex-soldado da Polícia Militar do Estado de São Paulo, acusado de mais de cinquenta mortes na periferia de São Paulo durante os anos 1980, chegou a admitir essas mortes, mas depois negou-as em depoimento. O mesmo foi condenado á 118 anos de prisão pelos homicídios feitos enquanto ele trabalhava para o estado, tendo em vista que em diversos casos o mesmo não conseguia comprovar que os homicídios ocorreram em confronto entre a policia e bandidos.

Considerado um "justiceiro" Florisvaldo além de matar e torturar criminosos, por agir de maneira irregular, também vitimava inocentes moradores da periferia de São Paulo. Foi considerado o percussor da milícia em São Paulo tendo em vista que ele agia, quase sempre em suas folgas e seus principais "clientes" eram os comerciantes da região preocupados com que a violência atrapalhasse as vendas na região.

Condenado á 118 anos de prisão Florisvaldo ficou preso por 27 anos e foi liberto no ano de 2012, porem um mes após deixar a prisão Cabo Bruno foi morto com dezoito ou vinte tiros no bairro Quadra Coberta, em Pindamonhangaba, por volta das 23h30 de 26 de setembro de 2012. Ele retornava de um culto religioso no município de Aparecida acompanhado por parentes, que nada sofreram, e os disparos foram dados por dois homens. Segundo informações preliminares da Polícia Militar, dois homens chegaram a pé e atiraram somente contra ele, não tendo sido anunciado assalto, e que havia um carro próximo do local, possivelmente utilizado pelos atiradores na fuga.

Maníaco de Goiânia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Tiago Henrique Gomes da Rocha
Maníaco de Goiânia durante sua prisão

Tiago Henrique Gomes da Rocha conhecido pelo pseudônimo de "Maníaco de Goiânia", é um maníaco que, ao ser preso, confessou ter assassinado 39 pessoas, a maioria mulheres, entre os anos de 2011 e 2014, na cidade de Goiânia, Goiás. Das mulheres, duas seriam garotas de programa. Entre os homens, alguns seriam moradores de rua e homossexuais. A partir do final de 2013 passou a matar apenas mulheres, a maioria jovens, escolhidas aleatoriamente e pilotando uma motocicleta.

Após seus crimes, em 2014 Tiago foi preso e passou pelo interrogatório de oito delegados e durante os depoimentos, descreveu suas vítimas somente por números, "vítima número 1", "número 2", até chegar ao 39º assassinato. Dois dias depois de ser preso, tentou se matar, cortando os pulsos com o vidro de uma lâmpada quebrada, tendo sido socorrido, e os ferimentos considerados de pouca gravidade.

Em outubro de 2014, pouco antes de ser transferido para a penitenciária de Aparecida de Goiânia, Tiago passou por uma avaliação psicológica informal, que não fez parte do processo, que o definiu como tendo o perfil de um assassino em série, com um comportamento diferente dos psicopatas comuns, assim permanecendo preso em regime convencional tendo em vista que o mesmo teria traços de psicopatia porem era considerável imputável (que é responsável legalmente e pode ser julgado pelos atos praticados). Atualmente Tiago permanece aprisionado em Aparecida de Goiânia e está dês de 2016 sendo julgado pelos homicídios de suas vitimas, assim aguardando uma condenação final, cabendo recursos para seus processos.

Maníaco do Trianon[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Maníaco do Trianon

Fortunato Botton Neto popularmente conhecido pelo pseudônimo de Maníaco do Trianon era um garoto de programa que tinha como seu ponto principal de trabalho o Parque Trianon em São Paulo. De forma sádica Fortunato atraia seus clientes até uma área reservada do parque com a desculpa de ser um local mais discreto para o programa, e lá acabava por estuprar e matar seus clientes. Os crimes aconteceram entre os anos de 1986 e 1989, onde suas vitimas eram as mais diversas e variavam entre decorador, psiquiatra, diretor de teatro, professor... E suas idades variavam entre 30 e 60 anos.

Após investigações a policia armou uma emboscada para captura de Fortunato. Acontece que Fortunato tinha sérios problemas mentais que o faziam passar por "surtos". Quando fora deles, era uma pessoa normal e abertamente homossexual; ao entrar em um, se transformava em um monstro que abominava homossexuais e os culpava pelo surgimento da AIDS. Cada "surto" podia durar minutos, horas, dias ou semanas, explicando seus sumiços. O Maníaco do Trianon no total matou 13 pessoas entre 1986 e 1989, mas foi condenado por três dos sete crimes que confessou. Morreu no presídio de Taubaté em São Paulo em fevereiro de 1997, de broncopneumonia decorrente da AIDS, que adquiriu de uma de suas vítimas.

Assassinos da Rua do Arvoredo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Crimes da Rua do Arvoredo

Os assassinos da rua do Arvoredo foi um trio de homicidas que atuaram na cidade de Porto Alegre no Rio Grande do Sul durante os anos de 1863 e 1864, o grupo era composto por três criminosos, sendo eles:

  • José Ramos, brasileiro natural de Porto Alegre, considerado o líder e mandante dos homicídios, segundo investigações o mesmo que influenciava o canibalismo do restante do grupo. Havia um relacionamento amoroso com Catarina, outra criminosa do grupo.
  • Catarina Palse, húngara natural de Transilvânia, se mudou para o Brasil com 20 anos após um desastre familiar durante a Revolução húngara de 1848. O trabalho de Catarina era basicamente com sua beleza seduzir homens e guia-los para José.
  • Carlos Clausser, alemão, que possuía um açougue na atual Rua Riachuelo no centro de Porto Alegre, com a solidão, Carlos virará amigo do casal e disponibilizava seu comercio para os atos ilegais efetuados pelos mesmos.

A metodologia utilizada pelo trio era basicamente utilizar-se da beleza de Catarina para atrair possíveis vitimas para serem assassinados por José e logo após os corpos eram levados até o açougue de Carlos. No açougue de Carlos, os corpos eram degolados, esquartejados e descarnados e colocados em máquinas de linguiças misturados á carne de porco, inicialmente a carne era consumida apenas pelo trio, porem após um tempo houveram relatos de que a carne também seria vendida ao público geral no açougue. Foram confessados 9 assassinados, porem o numero certo das vitimas permanece desconhecido até os dias atuais.

Após o inicio das investigações e com medo das possíveis penas Carlos Clausser, se mudou para o país vizinho Uruguai onde nunca mais foi encontrado, assim não sendo julgado pela justiça brasileira. José Ramos foi inicialmente condenado á morte por enforcamento porem teve sua pena alterada para prisão perpétua até sua morte no hospital da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, em 1893, ele negava todas as acusações. Catarina Palse por contribuir com as investigações e por não ser ligada diretamente aos crimes, foi condenada á 13 anos de prisão por ser cúmplice dos crimes.

Maníaco do Parque[editar | editar código-fonte]

Área do museu da Policia Civil de São Paulo em homenagem a solução do caso
Ver artigo principal: Maníaco do Parque

Francisco de Assis Pereira também conhecido pelo pseudônimo Maníaco do Parque, é um assassino em série brasileiro. Francisco estuprou e matou, ao menos, sete mulheres, e tentou assassinar outras nove, em 1998, mas ele confessou 11 assassinatos, sendo condenado por crimes de estupro, estelionato, atentado violento ao pudor e homicídio. Seus crimes ocorreram no Parque do Estado, situado na região sul da capital do estado de São Paulo, Brasil. Nesse local, foram encontrados os corpos de suas vítimas.

O modus operanti do maníaco tratava-se de convencê-las era simples. Bastava falar aquilo que queriam ouvir. Francisco cobria todas de elogios, se identificava como caça-talentos de uma importante revista, oferecia um bom cachê, e convidava as moças para uma sessão de fotos num ambiente ecológico. Dizia que era uma oportunidade única, algo predestinado, que não poderia ser desperdiçado. Preso condenado a uma soma de 268 anos de prisão, Francisco permanece preso no estado de São Paulo.

Carrasco do Incra 9[editar | editar código-fonte]

Lázaro Barbosa de Sousa em 2018, quando havia sido preso
Ver artigo principal: Lázaro Barbosa de Sousa

Lázaro Barbosa de Sousa também conhecido como "Carrasco do Incra 9" ou "Indio", foi um criminoso que tornou-se notório no ano de 2021, já preso anteriormente em 2018, Lázaro havia cometido 2

assassinatos em seu estado natal na Bahia. Em 2021 após cometer o homicídio de uma família de 4 pessoas no Distrito Federal onde as suspeitas foram de que o mesmo havia sido contratado para cometer o assassinato da família, durante sua fuga ele protagonizou diversos sequestros e assaltos. Em um laudo psicológico anterior ao incidente em 2021, havia sido descrito como uma pessoa impulsiva, ansiosa e com "preocupações sexuais". Lázaro foi morto durante sua perseguição policial no Distrito Federal, assim o mesmo não foi julgado ou condenado por seus crimes.


Preto Amaral[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Preto Amaral
Preto Amaral em 1927

José Augusto do Amaral conhecido como Preto Amaral foi um filho de escravos beneficiado pela Lei Áurea, conhecido por ser o primeiro assassino em série brasileiro e pela falta de opção de trabalho, acabou se alistando ao exército e serviu em diversas cidades brasileiras, e até na Guerra de Canudos esteve. Desertou por diversas vezes em batalhões que serviu, seja no exército, ou na guarda policial e, por fim, acabou preso, por isso passando meses na cadeia.

Em 1926 cometeu o seu suposto primeiro crime. Foi acusado de estrangular e sodomizar um rapaz de 27 anos. O corpo foi encontrado nas imediações do Aeroporto Campo de Marte. Em alguns dos seus crimes ele cometia o ato de necrofilia nos corpos ainda quentes de suas vítimas. Depois desse, supostamente cometeu mais outros dois outros crimes iguais, e ainda uma tentativa de esganamento e atentado violento ao pudor, mas o rapaz que ele tentara esta investida conseguiu escapar da morte porque o "Preto" teria se assustado e o deixado no local, e em seguida foi até a delegacia denunciá-lo.

O mesmo foi preso, torturado pela polícia e acabou confessando os seus supostos crimes. Já era famoso em São Paulo antes mesmo da sua prisão, os jornais da época estampavam notícias sobre um assassino em série na cidade e o mesmo já tinha as alcunhas na mídia local de "O Monstro Negro" e "O Diabo Preto". Ainda na cadeia, por falta de higiene o mesmo acabou falecendo de tuberculose.

Referências

  1. «Brasil tem histórico de assassinos em série; relembre casos». CNN Brasil. Consultado em 21 de novembro de 2021 
  2. redação, Da. «7 serial killers brasileiros tão perigosos quanto Lázaro; conheça com detalhes». Sistema Costa Norte de Comunicação - Notícias do Litoral Paulista. Consultado em 21 de novembro de 2021 
  3. Marta, Taís; Mazzoni, Henata (junho de 2010). «Assassinos em série: uma análise legal e psicológica». Pensar - Revista de Ciências Jurídicas (1): 303–322. ISSN 2317-2150. doi:10.5020/2317-2150.2010.v15n1p303. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  4. «Época - EDG ARTIGO IMPRIMIR - O monstro do sistema». revistaepoca.globo.com. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  5. «Justiceiro nega assassinatos». web.archive.org. 15 de março de 2016. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  6. «G1 > Edição São Paulo - NOTÍCIAS - Arquivo G1: Cabo Bruno é capturado». g1.globo.com. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  7. «Continue lendo com acesso ilimitado.». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  8. «Vigilante que confessou 39 mortes diz que doava dinheiro roubado - Brasil». Estadão. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  9. «O bandido da cartucheira - GCN». GCN.NET.BR. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  10. Veiga Lima de Melo, Cilmara. «O caso do Maníaco Matador de Velhinhas». Consultado em 24 de novembro de 2021 
  11. «A história do Monstro de Capinópolis ganha livro - Portal de Araguari». web.archive.org. 14 de abril de 2017. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  12. «Andarilho da morte». ISTOÉ Independente. 2 de fevereiro de 2000. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  13. «Crimes da Rua do Arvoredo: as linguiças de carne humana». Justificando. 1 de junho de 2016. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  14. «Vampiro de Niterói: serial killer que matou 14 crianças quer deixar manicômio após 24 anos». www.bol.uol.com.br. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  15. «Serial Killer: Conheça a história e os crimes de dez serial killers que desafiaram autoridades». Terra. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  16. «Preso há 20 anos em SP, Maníaco do Parque deve ser solto em 2028». G1. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  17. «Polícia identifica maníaco da Praia do Cassino - Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: nacional». Jornal Diário do Grande ABC. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  18. «Chacina no DF: o que se sabe e o que falta saber sobre assassinato de família em Ceilândia». G1. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  19. «Serial killer 'Corumbá' tem julgamento marcado em Alcântara». G1. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  20. Malva, Pamela (14 de janeiro de 2021). «Tatuador e assassino em série: o insano caso de Febrônio Índio do Brasil». Aventuras na História. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  21. «GO: acusado de matar jovens em Luziânia chora e pede perdão». Terra. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  22. «Segurança é preso após decapitar moradores de rua em Mogi e Poá - São Paulo». Estadão. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  23. «Folha Online». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  24. «O Cruzeiro : Revista (RJ) - 1928 a 1985 - DocReader Web». memoria.bn.br. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  25. «Globominas.com :: Plantão - NOTÍCIAS - Latrocínio em Contagem pode aumentar ficha criminal de Marcos Antunes Trigueiro». web.archive.org. 20 de maio de 2013. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  26. «Diario da Tarde (PR) - 1899 a 1983 - DocReader Web». memoria.bn.br. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  27. PR, Do G1 (28 de julho de 2015). «Polícia Civil investiga ligação entre mortes de oito mulheres em Maringá». Norte e Noroeste. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  28. «Absolvido homem que matou "Bandido da Luz Vermelha" - Política». Estadão. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  29. «Nosso primeiro serial killer - Aventuras na História». web.archive.org. 3 de setembro de 2009. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  30. «Técnico em enfermagem condenado pela morte de crianças no RJ pede liberdade ao Supremo». Jusbrasil. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  31. «Município do Rio terá que indenizar viúva de vítima do enfermeiro da morte». Jusbrasil. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  32. «Médicos continuam presos após assassino em série assumir culpa». Fantástico. 18 de maio de 2014. Consultado em 24 de novembro de 2021 
  33. «Chico Picadinho guarda mulheres na mala». F5. 3 de setembro de 2014. Consultado em 24 de novembro de 2021