Freguesia do Ó

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Disambig grey.svg Nota: Se procura o bairro de mesmo nome, e que pertence a esse distrito, veja Freguesia do Ó (bairro de São Paulo).
Distrito paulistano da
Freguesia do Ó
Área 10,50 km²
População (28°) 138.101 hab. (2013)
Densidade 89,5 hab/ha
IDH 0,850 - elevado (50°)
Subprefeitura Freguesia do Ó/Brasilândia
Região Administrativa Noroeste
Área Geográfica 1 (Noroeste)
Distritos de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg

A Freguesia do Ó é um distrito localizado na região noroeste de São Paulo, que servia de caminho entre a cidade e a região de Campinas e Jundiaí, no interior do estado brasileiro de São Paulo. É conhecido por abrigar a escola de samba Sociedade Rosas de Ouro, heptacampeã do carnaval paulistano.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A denominação de "Freguesia" foi dada ao distrito a partir de um decreto da rainha de Portugal, Dona Maria I, em 15 de setembro de 1796, quando a Vila de São Paulo contava com apenas uma Freguesia - a da Sé. No regime do "Padroado", ao dividir a Freguesia da Sé em três partes, ficou assim constituida a Vila do São Paulo: Freguesia da Sé, Freguesia da Penha e Freguesia de Nossa Senhora do Ó.

A honraria foi a única que se manteve no nome oficial dentre os distritos paulistanos, e que foi concedida como uma forma de divisão do Episcopado, facilitando assim a vida dos fiéis moradores de regiões longínquas, que não mais precisariam se deslocar por horas para receberem amparo religioso. Os demais distritos, como o Brás, Penha e Santo Amaro, aos poucos deixaram de usá-lo nos nomes, e a Freguesia de Nossa Senhora do Ó passou a ser chamada simplesmente de "Freguesia do Ó".

História[editar | editar código-fonte]

A região da Freguesia do Ó foi povoada em 1580, quando o bandeirante Manuel Preto tomou posse do lugar com sua família e índios escravos. Seu primeiro nome Citeo do Jaragoá e suas terras incluíam o Pico do Jaraguá (onde se acreditava haver ouro), além das terras correspondentes aos atuais bairros de Pirituba e Limão.

Em 1610, Manuel Preto solicitou à sede da paróquia autorização para erguer uma capela em honra de Nossa Senhora do Ó, que deu nome ao lugar. Manuel e sua esposa, Águeda Rodrigues, após obterem despacho favorável em 29 de Setembro de 1615, ao requerimento de provisão que fizeram, pelo motivo de não poderem cumprir suas obrigações religiosas na Vila de São Paulo, juntamente com sua gente, iniciaram a construção da capela dedicada à virgem sob a denominação de Nossa Senhora da Esperança ou da Expectação[1].

Um século e meio depois, em 1796, foi inaugurada a nova igreja dedicada à Virgem do Ó, construída onde hoje se situa o "Largo da Matriz Velha", e se tornou Paróquia pelo alvará de constituição de 15 de Setembro de 1796, concedido pela Rainha de Portugal[2].

A cultura da cana-de-açúcar foi muito praticada na região, principalmente para a produção de aguardente. Inúmeros alambiques asseguravam a produção de fina cachaça, conhecida como caninha do Ó. Outras culturas de subsistência foram também praticadas, como café, mandioca, algodão, milho e legumes. Durante muitos anos, o bairro foi considerado como pertencente ao chamado "Cinturão Verde" da Capital Paulista. O plantio de cana-de-açúcar foi a principal atividade rural da região até a metade do século XX, antes da expansão da urbanização da cidade.

Na década de 50, o distrito foi conectado à cidade, com a construção da Ponte da Freguesia do Ó. Nos anos 80, a administração do prefeito Prestes Maia abriu as avenidas Inajar de Sousa e General Edgard Facó, e nelas, realizou a canalização dos rios Cabuçu e Verde (respectivamente).

No ano de 1996, criou-se a Associação Amigos do Ó, cujas conquistas incluem ter transformado um terreno abandonado em uma praça que leva o nome dessa associação. Em 2015, iniciou-se a construção da Estação Freguesia do Ó, parte da futura Linha 6 do metrô, na Vila Arcádia.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Atualmente, o distrito sofre um aumento do ataque especulativo de empresas construtoras. Um dos motivos se deve justamente à presença de terrenos descampados e casas velhas simples, de baixo valor comercial, em comparação a outros locais da cidade. Isto se deve em grande parte a retificação pela qual o Rio Tietê passou, durante a administração do prefeito Prestes Maia, com as obras que abriram as avenidas Inajar de Sousa e General Edgard Facó nos anos 80, e posteriormente.

Evolução demográfica do distrito da Freguesia do Ó [3]

Bairros[editar | editar código-fonte]

Além do bairro da Freguesia do Ó, o distrito é formado por outros 48 bairros, possuindo uma população de classe média e média-alta, além de alguns bolsões de pobreza. Em 2008, cerca de 4,5% dos domicílios encontravam-se em regiões de favelas.

Abaixo, segue a relação de bairros que terão estações da futura Linha 6 do Metrô de São Paulo:

Distritos limítrofes[editar | editar código-fonte]

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Paróquia de Nossa Senhora do Ó Pesquisa em 03/01/16
  2. Marcildo, Maria Luiza (1973). A Cidade de São Paulo: povoamento e população, 1750-1850 (São Paulo: Pioneira). 
  3. «Tabelas». Consultado em Junho de 2009.