Casa Verde (distrito de São Paulo)

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Distrito paulistano da
Casa Verde
Área 7,1 km²
População (65°) 75.687 hab. (2010)
Densidade 106,60 hab/ha
Renda média R$ 1.411.67
IDH 0,874 - elevado (36°)
Subprefeitura Casa Verde
Região Administrativa Nordeste
Área Geográfica 2 (Norte)
Distritos de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg

Casa Verde é um distrito localizado na Zona Norte de São Paulo, preponderantemente de classe média. Ponto de transição entre a região de Santana e da Freguesia do Ó, abriga em seus limites o Jardim São Bento, um dos bairros mais nobres da zona norte.[1]

Apesar de não possuir nenhuma estação de metrô em sua extensão, o distrito conta com fácil acesso a Estação Palmeiras-Barra Funda da linha 3-vermelha no distrito vizinho da Barra Funda, e com as estações Santana, Carandiru e Portuguesa-Tietê da linha 1-azul no distrito vizinho de Santana.

História[editar | editar código-fonte]

Conhecido anteriormente sob o nome de Vila Tietê, tornou-se distrito, separado de Santana, em 1928. Perdeu parte de seu território em 1964, para a constituição dos distritos de Limão e Cachoeirinha. Em 1986, toda a configuração de distritos e subdistritos da cidade de São Paulo foi alterada por lei municipal.

Casa Verde Baixa, bairro do distrito.

O velho sítio da Casa Verde, que já fora propriedade do aclamado "rei" Amador Bueno (em 1641 pelos espanhóis residentes em São Paulo) e que posteriormente passa ser propriedade do militar José Arouche de Toledo Rendon, descendente de Amador Bueno. Foi nessa época pelo que consta em documentos do arquivo histórico do municipio que a região acaba por ser conhecida popularmente como "sítio das moças da casa verde" e sítio da casa verde. Em 1842 João Maxwell Rudge torna-se proprietário da área da margem direita do Tietê; seus herdeiros em 1913 lotearam a área onde pretendiam criar o bairro como "Vila Tietê".

O empreendimento é bem-sucedido. O nome, no entanto, não resiste a força popular das histórias do sítio das moças da Casa Verde. O desenvolvimento é lento só acelerado no ritmo que os benefícios chegam no bairro (a construção da ponte de madeira, chegada do bonde, a luz elétrica, a construção da igreja, o distrito de paz...).

Em 1857, Toledo Rendon vendeu suas terras para Francisco Antonio Baruel, pai de um farmacêutico muito conhecido na cidade, que depois repassou uma parte ao tenente-coronel Fidélis Nepomuceno Prates. Finalmente, em 1882, elas acabaram nas mãos de João Maxwell Rudge, filho do inglês John Rudge, cujos herdeiros as lotearam em 1897 para criar um bairro com o nome de Vila Tietê. No entanto, a lembrança das “meninas da Casa Verde” foi mais forte.[2]

No distrito encontra-se parte da Avenida Engenheiro Caetano Álvares, nesta situa-se o Fórum Regional de Santana. Também abrigou em seu território os estúdios da extinta Rede Manchete, nos anos 1990. No distrito convivem duas escolas de samba, Morro da Casa Verde e Império de Casa Verde.

O Fórum Regional de Santana, na divisa entre a Casa Verde e o Limão
Evolução demográfica do distrito da Casa Verde [3]

Cronologia da Casa Verde[editar | editar código-fonte]

  • 1638 - sítio com um total de 200 alqueires, propriedade do "todo poderoso" Amador Bueno Ribeiro (provedor da capitânia, capitão mor, ouvidor, contador de fazenda real, juíz de orfãos) - e aclamado pelos espanhóis - aqui radicado em 1641 como "rei". Na época era cultivado na região trigo, cevado, vinha, produtos considerados tipicamente europeus.
  • 1794 - O tenente coronel José Arouche de Toledo Rendon envia ao seu irmão em Lisboa uma caixa de café produzido no sítio.
  • 1852 - O sítio passa para Francisco Antonio Baruel passando por diversos outros donos.
  • 1882 - João Maxwell Rudge torna-se proprietário do sítio.
  • 1913 - Os herdeiros de Maxwell Rudge decidem lotear o sítio. Em 21 de maio o 1º lote é vendido. Eles dão o nome de Vila Tietê que afinal não foi assimilado pela população continuando a ser conhecida como Casa Verde.
  • 1915 - Os irmãos Rudge constroem a ponte de madeira sobre o Rio Tietê.
  • 1922 - Chegada do bonde no bairro.
  • 1925 - Lançada pedra fundamental da Igreja S. João Evangelista.
  • 1927 - Lançada pedra fundamental da Paróquia N.S. das Dores.
  • 1928 - Lei nº 2335 de 28 de dezembro cria o distrito de paz da Casa Verde.
  • 1937 - Chegada da luz elétrica do bairro.
  • 1954 - A ponte de madeira é substituída pela atual de concreto.


Panorama do bairro da Casa Verde Baixa.

Distritos limítrofes[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. "Santana eleva padrão de lançamentos na zona norte de São Paulo". Folha Online. 25/10/2009 - 09h38. Consult. 3/12/2009. 
  2. "Histórico - Portal da Prefeitura da Cidade de São Paulo". www.prefeitura.sp.gov.br. Consult. 2015-12-22. 
  3. "Tabelas". Consult. Junho de 2009. 
Commons
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