Marsilac

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Distrito paulistano de
Marsilac
240px
Área 200 km²
População (96°) 10.180 hab. (2010)
Renda média R$ 12.447,04
IDH 0,701 - médio (96° último)
Subprefeitura Parelheiros
Região Administrativa Sul
Área Geográfica 6
Distritos de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg

Marsilac é um distrito localizado no extremo sul do município paulista de São Paulo, pertencente à subprefeitura de Parelheiros. Seu nome é uma homenagem ao engenheiro José Alfredo Marsilac, que desenvolveu diversas técnicas para a construção de estradas e túneis mesmo tendo perdido um total de 99% de sua visão por ter sido atingido por uma bomba na revolução de 1932.[1]

Além do bairro não oferecer nenhum tipo de lazer, como shopping, cinema, teatro municipal, entre outras fontes de diversão, o pequeno distrito teve um alto número de homicídios entre jovens de 14 á 29 anos, segundo dados de 2014. [2]

O bairro de Marsilac, no extremo sul da capital, é o que apresenta o maior número de homicídios[3] para cada 10 000 habitantes (4,95). A chance de ser morto ali é 43,30 vezes maior do que em Moema, na Zona Sul, que tem a menor incidência desse tipo de crime (0,114 para cada 10 000 habitantes). Marsilac é vencedora na maioria dos índices negativos, de acordo com o Mapa da Desigualdade da Rede Nossa São Paulo, e, entre eles, destaque para dois: 12% dos recém nascidos nascem abaixo do peso e aproximadamente 20, em cada 100 deles, nascem de mães menores de 19 anos.[4]

Comunicação na cidade[editar | editar código-fonte]

Marsilac não possui internet, quando os moradores precisam usar a internet, eles necessitam se dirigir até a base da policia militar ou a UBS (Unidade Básica de Saúde) da cidade. O bairro ainda sofre com a falta de linhas telefônicas, quando precisam fazer uma ligação, vão até o campinho, onde é considerado o local mais alto da cidade.[5]

Formação[editar | editar código-fonte]

A formação do distrito se deve especialmente à construção do Ramal Mairinque-Santos da Estrada de Ferro Sorocabana, inaugurado em 1935. Haviam três estações no distrito: a Rio de Campos, a Evangelista de Souza e a Engenheiro Marsilac. Esta última estação tinha o nome de Embura durante a sua construção, mas foi inaugurada em 1934 já com o nome de Engenheiro Marsilac, que viria a dar nome ao bairro do entorno e posteriormente ao próprio distrito, em homenagem a um dos engenheiros projetistas do ramal da ferrovia, José Alfredo Marsilac.

Até o ano de 1935 a região pertencia ao município de Santo Amaro, que foi anexado a São Paulo. A parte mais ao sudeste do distrito, o bairro de Evangelista de Souza, marcado pela Serra do Mar, pela Ferrovia Mairinque-Santos e pelo Rio Capivari, pertenceu até 1944 ao Município de São Vicente, sendo então transferido para o Distrito de Parelheiros, e passando a pertencer também à Capital paulista.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Limites

Localizado próximo à serra do Mar, quase totalmente rural, tem a maior área territorial do Município de São Paulo, equivalente à toda sua área central. Possui também a densidade populacional mais baixa de todos os distritos, sendo boa parte coberto por reservas da Mata Atlântica, dentro da Área de Proteção Ambiental Municipal do Capivari-Monos.

Aproximadamente 7 km do centrinho do bairro, os moradores contam com uma cachoeiras, aonde é possível a pratica de alguns esportes, com por exemplo: Boia Cross, stand up peddle, ducking, water ball. Ainda nos finais de semana, se pode agendar um horário para descer de tirolesa.[6]

Trata-se do distrito mais remoto da capital, localizado a cerca de 40 quilômetros do Centro e entre 20 e 30 quilômetros das praias do oceano Atlântico. Faz divisa com os municípios de São Vicente, Itanhaém e Embu-Guaçu , já na Baixada Santista. De seus limites localizados ao sul, é possível ter uma visão do o mar em alguns pontos. Abriga uma minúscula área do município que fica ao nível do mar, localizada no pequeno vale do Rio Capivari.

É o distrito mais pobre e com mais baixo índice de desenvolvimento humano do município de São Paulo.

Bairros[editar | editar código-fonte]

  • Capivari
  • Chácara Sanni
  • Embira
  • Evangelista de Sousa
  • Gramado
  • Jardim dos Eucaliptos

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

A área que compreende o distrito de Marsilac equivale a 1/8 de todo o território da capital de São Paulo e abriga cerca de 10 (dez) mil moradores, porém, mesmo com isso, o distrito do extremo Sul de São Paulo não conta com serviços básicos como calçamento e hospital, assim também como esgoto e água tratada, ou seja, os habitantes de lá ainda ingerem a água oriunda de poços artesianos e descartam seus esgotos em fossas, segundo dados registrados no final do ano de 2016, e, fora isso, encontra-se a mais de 60 quilômetros de distância do Centro da cidade. A não ser a área central do distrito, o resto todo é concebido como área rural e de resguardo ambiental. Os motivos aparantes para explicar tudo isso é que existem regras criadas para preservar o que é considerado como patrimônio da cidade, porém regras essas que acabam por impossibilitar que o distrito desenvolva-se e progrida até mesmo nos serviços básico necessários a sobrevivência de qualquer ser humano. Até mesmo os terrenos onde os moradores vivem não podem ser regularizados.[4]

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

Subprefeitura Parelheiros

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  1. «Police Neto  » Marsilac quer sair do isolamento». www.josepoliceneto.com.br. Consultado em 30 de abril de 2017 
  2. «Moradores de bairro 'esquecido' de SP viajam até 3 horas para se divertir». São Paulo. 21 de maio de 2015 
  3. «Marsilac tem mais mortes por homicídio em São Paulo, diz estudo - Notícias - Cotidiano». Cotidiano 
  4. a b «Isolados, moradores de Marsilac não têm acesso a serviços». cbn.globoradio.globo.com. Consultado em 1 de maio de 2017 
  5. «Marsilac, o bairro esquecido de São Paulo - São Paulo - iG». Último Segundo 
  6. SA, SAO PAULO TURISMO. «Cachoeira Marsilac | Ecoturismo». Ecoturismo