Jabaquara (distrito de São Paulo)

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Jabaquara
Vila Guarani.JPG
Área 14,1 km²
População (13°) 223.780 (2010) hab. (2010)
Densidade 150,71 hab/ha
Renda média R$ 9.000,00
IDH 0,909 - muito elevado (25°)
Subprefeitura Jabaquara
Região Administrativa Zona Centro-Sul
Área Geográfica 6 (Sul)
Distritos de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg
Centro de Exposições Imigrantes, atualmente São Paulo Expo

Jabaquara é um distrito do município de São Paulo, no Brasil, fundado em 1964. Localiza-se na zona centro-sul do município. Conta com duas estações de Metrô (Jabaquara[1] e Conceição[2]) e uma rodoviária.[3] Conta atualmente com mais de 220 000 habitantes.

Possui diversos registros históricos no cultivo de flores selvagens desde 1953, quando a Abaparia Capensis (tulipa-do-inverno) era sua principal fonte de renda.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

O nome do distrito tem sua origem no tupi e significa "toca da fuga", através da junção dos termos îababa (fuga) e kûara (toca). Provavelmente, uma alusão a antigos quilombos que deveriam existir na região[4].

História[editar | editar código-fonte]

O sítio da Ressaca foi construído no século XVIII e tombado no ano de 1972. Três anos depois, o projeto CURA (Comunidade Urbana de Recuperação Acelerada) transformou o Jabaquara em área-piloto, com a restauração iniciada em 1978 e retomada em 1986, após um incêndio. O local, alguns anos depois, passou a abrigar o Acervo da Memória e do Viver Afro-Brasileiro, que reúne objetos referentes à presença dos negros em São Paulo.

Até o início do século XVII, a região era ocupada apenas pelos viajantes que se dirigiam a Santo Amaro e à Borda do Campo. A partir dessa época, a região começou a ser procurada por fazendeiros e sitiantes que passaram a abrir estabelecimentos agrícolas e comerciais. Contudo, começou a popularizar-se apenas a partir do final do século XIX, quando a prefeitura decidiu instalar o parque do Jabaquara, utilizado para passeios e piqueniques.

Entre os anos de 1886 e 1913, circularam, pela região, os trens a vapor de uma pequena ferrovia que ligava a Vila Mariana a Santo Amaro e cujos trilhos foram implantados sobre uma via do antigo caminho do Carro (via de ligação entre São Paulo e Santo Amaro após atravessar os atuais distritos do Campo Belo e do Brooklin). Em 1906, a São Paulo Tramway, Light and Power Company implantou uma linha de bondes que passava ao largo da região, pois seguia em um trajeto que ia desde a rua Tutoia, na vila Mariana, até o centro de Santo Amaro.

O primeiro loteamento do Jabaquara aconteceu na vila Santa Catarina entre 1920 e 1921. Até o final da década de 1920, boa parte da região era escassamente povoada, com chácaras esparsas em meio a extensas superfícies não ocupadas. Uma região sem grande urbanização e com grandes características rurais até então.

O desenvolvimento e a urbanização vieram apenas no final da década de 1920, com a criação da Avenida Washington Luís, ligando a mais desenvolvida vila Mariana aos loteamentos suburbanos às margens das represas e, principalmente, com a inauguração do aeroporto de Congonhas em 1936.

A construção da Paróquia São Judas Tadeu em 1940, a pedido do arcebispo metropolitano dom José Gaspar Afonso e Silva, auxiliou na valorização das terras da região, que se beneficiaram com o desenvolvimento. Isso incentivou a abertura de loteamentos (Jardim Aeroporto, Vila Mascote, Vila Santa Catarina, Vila Parque Jabaquara), que, no entanto, permaneceram praticamente desocupados ou com apenas alguns núcleos isolados até a década de 1950.

Complexo empresarial do Banco Itaú

Outra valorização posterior veio em 1968, quando começaram as obras da Linha 1-Azul do metrô de São Paulo. Ficou determinado que a primeira estação da linha seria a estação Jabaquara, inaugurada junto com outras seis estações em 14 de Setembro de 1974. O distrito ainda abriga outra estação metroviária (Conceição), também pertencente à Linha 1-Azul. Três anos depois, em 2 de Maio de 1977, foi inaugurado o Terminal Rodoviário Intermunicipal Jabaquara, que, por sua localização ao sul da cidade, possui muitas linhas com destino ao litoral sul paulista.[3] Ambas as obras ajudaram no desenvolvimento populacional da região, que hoje conta com mais de 200 000 residentes. A parte comercial também foi desenvolvida e, atualmente, a região conta com, no mínimo, dois polos comerciais importantes: O Centro Empresarial do Aço e a sede do Banco Itaú.[5]

Localização geográfica[editar | editar código-fonte]

Classes Sociais[editar | editar código-fonte]

O distrito abriga todas as classes sociais, com predominância das classes média e média alta. Nos tempos atuais, é um distrito que vem se consolidando a cada ano, com grandes empreendimentos imobiliários voltados para a classe média e média alta, principalmente nos bairros de Vila Mascote, Cidade Vargas, Vila Guarani, Jardim Prudência e Vila Santa Catarina. Pelo fato de estar em localização privilegiada, conta com duas estações de metrô[1][2] e fica a poucos minutos do aeroporto de Congonhas. O distrito do Jabaquara também é vizinho de distritos consagrados da cidade de São Paulo, como Saúde e Campo Belo. Todavia, há uma grande presença de favelas em seu território, localizadas, em sua maioria, na região sul do distrito, na divisa com o distrito de Cidade Ademar e o município de Diadema. Tal como em outras favelas do Brasil e do estado de São Paulo, estas passam por graves problemas relacionados à criminalidade, urbanização precária e falta de infraestrutura, das quais decorrem grandes problemas como incêndios, criminosos ou não. Em julho de 2016, um incêndio atingiu a Favela Alba, atingindo e destruindo cerca de 40 casas e matando um jovem de 11 anos de idade. [2] Devido a tais problemas urbanos, prefeituras e governos locais têm incentivado programas de habitação popular, ainda que frequentemente os moradores de favelas reclamem acerca da morosidade dos mesmos. [3]

Dados oficiais[editar | editar código-fonte]

Dados e informações oficiais, segundo a prefeitura da cidade de São Paulo e o Censo Demográfico de 2000 feito pelo IBGE:

  • Área: 14,10 km²;
  • População: 214 199 habitantes;
  • Taxa de crescimento: 0,20%/ano
  • Densidade demográfica: 15,191 hab/km²
  • Zonas eleitorais: 1 : Jabaquara (320ª);
  • Índice de Vulnerabilidade Juvenil (IVJ): 54;
  • Grupos de vulnerabilidade: 4;
  • Participação da população de quinze a dezenove anos no total de jovens do município: 1,98;
  • População de jovens de quinze a dezenove anos: 19 633

Bens tombados[editar | editar código-fonte]

Órgãos e instituições[editar | editar código-fonte]

  • Centro de Culturas Negras do Jabaquara - Mãe Sylvia de Oxalá
  • Corpo de Bombeiros
  • 35º Distrito Policial do Jabaquara
  • 97º Distrito Policial Americanópolis
  • Tribunal Subprefeitura Eleitoral - Jabaquara
  • 369/SP Grupo Escoteiro do Ar Cruz de Malta Jabaquara
  • Escola Municipal de Ensino Fundamental Almirante Ary Parreiras
  • Escola Municipal de Ensino Fundamental Cacilda Becker
  • Escola Municipal de Ensino Fundamental Professor Nelson Pimentel Queiroz
  • Escola Municipal de Ensino Fundamental Armando de Arruda Pereira
  • Escola Municipal de Ensino Fundamental Marina Vieira de Carvalho Mesquita (DRE Santo Amaro)
  • Escola Estadual de Ensino Médio Dr. Carlos Augusto de Freitas Villalva Junior
  • Escola Estadual de Ensino Médio Professor Alberto Levy
  • Escola Estadual de Ensino Médio Rui Bloem
  • Escola Estadual Coronel Domingos Quirino Ferreira
  • Escola Estadual João Amos Comenius
  • Escola Estadual Ângelo Mendes de Almeida
  • Escola Estadual Professor Pedro Calil Padis
  • Escola Estadual de Primeiro Grau Professor Arthur Wolff Netto

Distritos limítrofes[editar | editar código-fonte]

Municípios limítrofes[editar | editar código-fonte]

Distritos Próximos[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Metrô de São Paulo. «Estação Jabaquara». Consultado em 5 de abril de 2019 
  2. a b Metrô de São Paulo. «Estação Conceição». Consultado em 5 de abril de 2019 
  3. a b Terminal Rodoviário do Jabaquara. «Rodoviária do Jabaquara». Consultado em 5 de abril de 2019 
  4. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo. Terceira edição. São Paulo: Global, 2005. p. 168
  5. EXAME. «Por dentro da sede do Itaú em São Paulo». Consultado em 5 de abril de 2019 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]