Tucuruvi

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Distrito paulistano do
Tucuruvi
Área 9,44 km²
População (59°) 88 566 hab. (2010)
Densidade 98,41 hab/ha
Renda média R$ 1 536,56
IDH 0,892 - elevado (29°)
Subprefeitura Santana/Tucuruvi
Região Administrativa Nordeste
Área Geográfica 2 (Norte)
Distritos de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg
Vista do distrito do Tucuruvi. Ao fundo e à esquerda, o distrito de Vila Guilherme e à direita, o distrito de Santana.
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Tucuruvi é um distrito situado na Zona Norte do município de São Paulo, no Brasil. É administrado pela Subprefeitura de Santana/Tucuruvi. O distrito é atendido pela Linha 1-Azul do metrô de São Paulo pelas estações Parada Inglesa e Tucuruvi. Destaca-se, no distrito, o bairro nobre do Jardim França.[1]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome "Tucuruvi" tem origem na língua tupi e significa "gafanhoto verde", através da junção dos termos tukura (gafanhoto) e oby (verde)[2]. O gafanhoto é a mascote da escola de samba Acadêmicos do Tucuruvi, localizada no distrito.

História[editar | editar código-fonte]

Vista do Tucuruvi através da Serra da Cantareira

Tucuruvi transformou-se em distrito em 1934. O distrito de paz de Tucuruvi, com uma área de 89 quilômetros quadrados, anteriormente denominado Cantareira, que foi desmembrado do distrito de Santana, pela Lei 2 104 de 29 de dezembro de 1925, foi instalado no bairro de Tremembé, sua primitiva sede, em 23 de março de 1926. O primitivo distrito da Cantareira passou oficialmente a denominar-se distrito do Tucuruvi, com sede no bairro Tremembé, passando depois para o bairro Tucuruvi.

Tucuruvi passou de direito a ser um distrito da região norte de São Paulo em 1934. Por entender ser injusta sua subordinação ao afastado e quase incógnito bairro Tremembé daquela época, João Gualberto de Almeida Pires, Manuel Gomes, Manoel Tomé Novaes e o capitão Ary Gomes empreenderam e levaram a cabo a transferência da sede do distrito. Com ela, veio a mudança de sua denominação para subdistrito de Tucuruvi, através do Decreto 6 618, de 21 de agosto de 1934. Em prédio próprio situado na avenida Tucuruvi, 47-A, foi instalado o juizado de paz, registro civil e tabelionato.

O primeiro casamento registrado foi o de Antônio Francisco Alves e Cesária de Abreu, no dia 1° de setembro de 1934. O juiz de Paz foi Manuel Pereira Gomes. O primeiro núcleo de povoamento da região foi criado em 1903, quando o inglês William Harding comprou terrenos na região. A área comprada e arredores formaram o bairro Parada Inglesa.[3]

O Sítio Pedregulho pertencia a Bento Ribeiro da Silva, que o vendeu a Mariano Antônio Pedro por 128 contos de réis. Esta propriedade passou para Ignácio Joaquim por 158 contos de réis. Ignácio a deixou como herança para seu filho Claudino Ignácio Joaquim. Em 1914, começou a nascer um bairro importante do Tucuruvi – a Vila Mazzei, quando Claudino Ignácio Joaquim vendeu o Sítio Lavrinhas - ex-Pedregulho - para o italiano Enrico Mazzei, que teve a ideia de fazer uma divisão em loteamentos dos 500 000 metros quadrados em lotes de dez por quarenta metros e dez por cinquenta metros, ocupados por pomares e jardins que aproveitavam o declive acentuado dessa região, vendendo-os em pequenas prestações.

Em terreno cedido pelos Mazzei, foi iniciada, em 1918, a construção da Igreja Menino Jesus, na atual avenida Mazzei. O distrito manteve aspectos rurais durante muito tempo. O Tramway Cantareira ligava o Centro até a Serra da Cantareira, desenvolvendo o distrito em torno de suas estações. Este trem era um dos únicos meios de transporte dos moradores do distrito até a década de 1960.[4]

Evolução demográfica do distrito do distrito do Tucuruvi [5]

Características[editar | editar código-fonte]

A estação terminal da Linha 1 do Metrô de São Paulo, na atual Estação Tucuruvi, ocupa um local bem próximo onde anteriormente foi ocupado pela estação do Trenzinho da Cantareira, em frente à colina do Tucuruvi, local do Palacete de Harding e primeiro núcleo habitacional do bairro. Além da Estação Tucuruvi, o distrito abriga a Estação Parada Inglesa. O distrito abriga a sede da Academia de Polícia Militar do Barro Branco, localizada na Invernada da Polícia Militar.

Distritos limítrofes[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Santana eleva padrão de lançamentos na zona norte de São Paulo». Folha Online. 25/10/2009 - 09h38. Consultado em 3/12/2009. 
  2. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. Terceira edição. São Paulo. Global. 2005. 463 p.
  3. «História do Bairro». AREPEN-SP. Consultado em 10/1/2010. 
  4. «Santana, seguindo os trilhos do trem». Prefeitura de São Paulo. Consultado em 10/1/2010. 
  5. «Tabelas». Consultado em Junho de 2009. 
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