Este é um artigo bom. Clique aqui para mais informações.

Ipanema (Minas Gerais)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Se procura outros significados de Ipanema, veja Ipanema.
Município de Ipanema
"Ipa"
Bandeira de Ipanema
Brasão de Ipanema
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 7 de setembro de 1912 (105 anos)
Fundação 30 de agosto de 1911[1]
Gentílico ipanemense
Prefeito(a) Walter Paulo de Oliveira (PP)
(2017–2020)
Localização
Localização de Ipanema
Localização de Ipanema em Minas Gerais
Ipanema está localizado em: Brasil
Ipanema
Localização de Ipanema no Brasil
19° 48' 03" S 41° 42' 46" O19° 48' 03" S 41° 42' 46" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Região
intermediária

Juiz de Fora IBGE/2017[2]

Região
imediata

Manhuaçu IBGE/2017[2]

Municípios limítrofes Conceição de Ipanema, Caratinga, Pocrane, Taparuba, Simonésia e Inhapim
Distância até a capital 350 km
Características geográficas
Área 456,641 km² [3]
População 19 736 hab. estatísticas IBGE/2017[4]
Densidade 43,22 hab./km²
Altitude 241.64 m
Clima tropical quente semiúmido Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,693 médio PNUD/2010[5]
PIB R$ 205 306 mil IBGE/2014[6]
PIB per capita R$ 10 627,72 IBGE/2014[6]
Página oficial

Ipanema é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Localiza-se no vale do rio Doce, a leste da capital do estado, distando desta cerca de 360 km. Ocupa uma área de 456,641 km², sendo que 2,6 km² estão em perímetro urbano, e sua população em 2017 era de 19 736 habitantes.

A sede tem uma temperatura média anual de 21,1 °C e na vegetação original do município predomina a Mata Atlântica. Com 78% da população vivendo na zona urbana, Ipanema contava, em 2009, com 13 estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,693, classificado como médio em relação à média nacional.

O desbravamento da região ocorreu no decorrer do século XIX, tendo os primeiros habitantes se afixado atraídos pelas terras férteis e propícias à agricultura, formando-se então um povoamento. Em 1880, é criado o distrito, subordinado a Caratinga, que foi emancipado em 1911 e instalado em 7 de setembro de 1912. Ao longo do século XX, a agricultura cede espaço à pecuária e ao setor de prestação de serviços na participação econômica municipal.

O artesanato e a presença de grupos musicais, teatrais e de dança configuram-se como algumas das principais manifestações culturais, juntamente com os eventos festivos tais como o Carnaval, as comemorações do aniversário da cidade e as celebrações tradicionais religiosas da Semana Santa e Corpus Christi. O turismo rural também se faz presente em Ipanema, com fazendas, trilhas e cachoeiras e propriedades rurais e escaladas e saltos em voo livre na Serra da Pipoca.

História[editar | editar código-fonte]

A área onde hoje está situado o município de Ipanema era ocupada originalmente pelos índios Aimorés. O primeiro forasteiro a adentrar a região teria sido José Pedro de Alcântara, por volta da década de 1840. Às margens de um rio, em uma figueira, encontrou-se mais tarde talhada a descrição "Até aqui chegou José Pedro". Na mesma ocasião, esteve presente Manoel Francisco de Paula Cunha, após o mesmo ter abandonado seu cargo na Guarda Nacional, refugiando-se da Guerra de Santa Luzia.[1] Bernardes Leão apossou-se de terras na localidade em 1851, disputando território com os índios, assim como Antônio José da Costa, que apoderou-se de um terreno de 5 hectares onde cultivou café e árvores frutíferas.[1]

O estabelecimento dos primeiros habitantes serviu como pretexto para a vinda de novos residentes, que encontravam recursos aptos à economia baseada na agricultura e na pecuária, culminando na formação de um povoamento, denominado Rio José Pedro, em honra à figueira talhada descrita acima. O vigário de Vermelho Novo, padre Maximiniamo, celebrou a primeira missa da localidade em 1872 e no ano seguinte foi construída a primeira capela, a mando do padre Sócrates Colare. Dado o desenvolvimento, pela lei provincial nº 2.657, de 4 de novembro de 1880, é criado o distrito, denominado Santo Antônio do Rio José Pedro e subordinado a Caratinga. Pelo decreto estadual nº 418, de 11 de março de 1891, o mesmo é transferido para Manhuaçu. A lei estadual nº 556, de 30 de agosto de 1911, no entanto, decreta a promoção à categoria de vila e então sua emancipação, instalando-se em 7 de setembro de 1912 com o nome de Rio José Pedro.[1]

O novo município sofreu uma série de alterações em sua formação administrativa. Ao ser criado, fora composto por cinco distritos, além da sede: São José da Ponte Nova, São Manuel do Mutum, São Sebastião do Ocidente (já existentes e pertencentes a Manhuaçu), Barra do Manhuaçu e Pocrane (recém criados). Pela lei nº 824, de 10 de abril de 1912, foram desmembrados São Manuel e São Sebastião do Ocidente para formar o município de São Manuel do Mutum (atual Mutum). Pela lei estadual nº 590, de 3 de setembro do mesmo ano, foi adquirido de Manhuaçu o distrito de Passagem do Manhuaçu e pela lei estadual nº 665, de 23 de agosto de 1916, é criado o distrito de Lajinha do Chalé. Rio José Pedro passa a denominar-se simplesmente José Pedro e o distrito de São José da Ponte Nova recebe o nome de Tuparuba pela lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923. Mediante a lei estadual nº 1.035, de 20 de setembro de 1928, o município recebe a denominação de Ipanema.[1]

Pela lei estadual nº 1.128, de 19 de outubro de 1929, o distrito de Lajinha do Chalé recebe o nome de Lajinha e São Domingos do Rio José Pedro passa a denominar-se Chalé, sendo ambos desmembrados para constituir o município de Lajinha pelo decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, mais tarde dando origem a Chalé.[1] Pelo decreto-lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Passagem passou a denominar-se Assaraí, sendo desmembrado, juntamente com Pocrane, para constituir o município de Pocrane pela lei nº 336, de 27 de dezembro de 1948. O mesmo decreto cria ainda o distrito de Conceição de Ipanema, emancipado pela lei nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953. Por fim, pela lei estadual nº 12.030, de 21 de dezembro de 1995, é emancipado o distrito de Taparuba, restando desde então apenas o Distrito-Sede.[1]

Geografia[editar | editar código-fonte]

A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 456,641 km², sendo que 2,66 km² constituem a zona urbana e os 453,981 km² restantes constituem a zona rural.[7] Situa-se a 19º48'03" de latitude sul e 41°42'47" de longitude oeste e está a uma distância de 356 quilômetros a leste da capital mineira. Seus municípios limítrofes são Inhapim, a norte; Caratinga, a leste; Simonésia, a sudoeste; Conceição de Ipanema, a sul; Taparuba, a leste; e Pocrane, a nordeste.[8]

De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística vigente desde 2017,[9] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Juiz de Fora e Imediata de Manhuaçu.[2] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião de Aimorés, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Vale do Rio Doce.[10]

Relevo, hidrografia e meio ambiente[editar | editar código-fonte]

O relevo do município de Ipanema é predominantemente ondulado. A altitude máxima encontra-se na Serra da Pipoca, que chega aos 955 metros, enquanto que a altitude mínima está no Rio José Pedro, com 295 metros. Já o ponto central da cidade está a 241,64 m.[8] A vegetação predominante é a Mata Atlântica, cujas reservas remanescentes ocupavam 5 902 hectares em 2011, ou 12,9% da área total municipal.[11] Parte da área do município faz parte do raio de abrangência da Reserva Particular do Patrimônio Natural Feliciano Miguel Abdala, sediada em Caratinga, onde é encontrado o muriqui-do-norte, que é o maior primata da América do Sul.[12][13]

O principal rio que passa por Ipanema é o Rio Manhuaçu, porém o território municipal é banhado por vários pequenos rios e córregos, sendo alguns deles o Rio José Pedro e o Córrego do Cobrador, fazendo parte da Bacia do Rio Doce.[8][14] O Rio José Pedro possui um considerável potencial hidrelétrica, comportando no município pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).[15] Por vezes, na estação das chuvas, os rios que cortam o município sofrem com a elevação de seus níveis, provocando enchentes em suas margens. A cidade foi uma das mais afetadas pelas enchentes de 1979,[16] que também atingiram vários municípios do leste mineiro banhados pelo Rio Doce e seus afluentes.[17]

Clima[editar | editar código-fonte]

Maiores acumulados de chuva em 24 horas
registrados em Ipanema por meses
Mês Acumulado Data Mês Acumulado Data
Janeiro 216,4 mm 26/01/1979 Julho 54,5 mm 20/07/1941
Fevereiro 213,2 mm 11/02/1981 Agosto 58,2 mm 12/08/1947
Março 126,4 mm 14/03/1982 Setembro 53,0 mm 29/09/1984
Abril 121,4 mm 12/04/2004 Outubro 109,3 mm 29/10/1949
Maio 84,1 mm 23/05/2005 Novembro 128,4 mm 12/11/1981
Junho 48,8 mm 13/06/2009 Dezembro 168,6 mm 15/12/2014
Fonte: Agência Nacional de Águas (ANA).[18][19]

O clima ipanemense é caracterizado, segundo o IBGE, como tropical sub-quente semiúmido (tipo Aw segundo Köppen),[20] tendo temperatura média anual de 21,1 °C com invernos secos e amenos e verões chuvosos e com temperaturas elevadas.[21][22] O mês mais quente, março, tem temperatura média de 23,6 °C, sendo a média máxima de 29,0 °C e a mínima de 18,2 °C. E o mês mais frio, julho, de 17,9 °C, sendo 24,5 °C e 11,3 °C as médias máxima e mínima, respectivamente. Outono e primavera são estações de transição.[23]

A precipitação média anual é de 1 184,8 mm, sendo junho o mês mais seco, quando ocorrem apenas 15,6 mm. Em dezembro, o mês mais chuvoso, a média fica em 207,1 mm.[23] Nos últimos anos, entretanto, os dias quentes e secos durante o inverno têm sido cada vez mais frequentes, não raro ultrapassando a marca dos 30 °C, especialmente entre julho e setembro. Em julho de 2011, por exemplo, a precipitação de chuva na cidade não passou dos 0 mm.[24] Durante a época das secas e em longos veranicos em pleno período chuvoso também são comuns registros de queimadas em morros e matagais, principalmente na zona rural da cidade, o que contribui com o desmatamento e com o lançamento de poluentes na atmosfera, prejudicando ainda a qualidade do ar.[25]

Segundo dados do Sistema de Monitoramento Agroclimático (Agritempo), coletados entre 2008 e 2014, a menor temperatura registrada em Ipanema foi de 9,6 ºC, ocorrida no dia 17 de agosto de 2010, enquanto que a maior foi de 37,8 ºC, observada em 31 de outubro de 2012.[26] De acordo com a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), desde 1941 o maior acumulado de chuva registrado em 24 horas em Ipanema foi de 216,4 mm, no dia 26 de janeiro de 1979.[16] Outros grandes acumulados foram de 213,2 mm, em 11 de fevereiro de 1981;[27] 168,6 mm, em 15 de dezembro de 2014;[28] e 164,0 mm, em 30 de janeiro de 1979.[16] Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o município é o 684º colocado no ranking de ocorrências de descargas elétricas no estado de Minas Gerais, com uma média anual de 1,9147 raios por quilômetro quadrado.[29]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
1970 20 624
1980 17 183 -16,7%
1991 18 228 6,1%
2000 16 286 -10,7%
2010 18 170 11,6%
Est. 2017 19 736 8,6%
Fonte: Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística
(IBGE)[4][30]

Em 2010, a população do município foi contada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 18 170 habitantes.[31] Segundo o censo daquele ano, 8 806 habitantes eram homens e 9 364 habitantes mulheres. Ainda segundo o mesmo censo, 14 200 habitantes viviam na zona urbana e 3 970 na zona rural.[31] Já segundo estatísticas divulgadas em 2017, a população municipal era de 19 736 habitantes.[4] O IBGE considera Ipanema como um centro de zona B, ou seja, a cidade exerce influência preponderante sobre um ou mais municípios próximos; neste caso, sobre Taparuba.[32] Da população total em 2010, 3 999 habitantes (22,01%) tinham menos de 15 anos de idade, 12 198 habitantes (67,13%) tinham de 15 a 64 anos e 1 973 pessoas (10,86%) possuíam mais de 65 anos, sendo que a esperança de vida ao nascer era de 75,9 anos e a taxa de fecundidade total por mulher era de 1,9.[33]

Em 2010, a população ipanemense era composta por 8 213 brancos (45,20%), 1 173 negros (6,46%), 72 amarelos (1,40%), 8 705 pardos (47,91%) e sete indígenas (0,04%).[34] Considerando-se a região de nascimento, 17 938 eram nascidos no Sudeste (98,72%), 119 no Nordeste (0,65%), 34 no Centro-Oeste (0,19%) e 41 no Sul (0,23%). 17 037 habitantes eram naturais do estado de Minas Gerais (93,77%) e, desse total, 11 848 eram nascidos em Ipanema (66,21%).[35] Entre os 1 133 naturais de outras unidades da federação, São Paulo era o estado com maior presença, com 465 pessoas (2,56%), seguido pelo Espírito Santo, com 286 residentes (1,57%), e pelo Rio de Janeiro, com 150 habitantes residentes no município (0,82%).[36]

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Ipanema é considerado médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), sendo que seu valor é de 0,693 (o 2105º maior do Brasil). A cidade possui a maioria dos indicadores próximos à média nacional segundo o PNUD. Considerando-se apenas o índice de educação o valor é de 0,586, o valor do índice de longevidade é de 0,848 e o de renda é de 0,670.[5] De 2000 a 2010, a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita de até meio salário mínimo reduziu em 43,9% e em 2010, 82,5% da população vivia acima da linha de pobreza, 11,7% encontrava-se na linha da pobreza e 5,7% estava abaixo[37] e o coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, era de 0,524, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor.[38] A participação dos 20% da população mais rica da cidade no rendimento total municipal era de 57,9%, ou seja, 15,6 vezes superior à dos 20% mais pobres, que era de 3,7%.[37]

De acordo com dados do censo de 2010 realizado pelo IBGE, a população de Ipanema está composta por: 12 266 católicos (67,51%), 4 324 evangélicos (23,80%), 16 espíritas (0,09%), 1 406 pessoas sem religião (7,74%) e os 0,86% restantes estavam distribuídos entre outras denominações cristãs.[39] A Paróquia Santo Antônio, subordinada à Diocese de Caratinga, está sediada em Ipanema e abrange ainda ao município de Taparuba, estando dividida em 31 comunidades católicas em 2013 e sendo sede da Forania de Ipanema,[40] que corresponde às paróquias de outras seis cidades (Conceição de Ipanema, Pocrane, Chalé, Santo Antônio do Manhuaçu, Mutum e Lajinha).[41]

Política e administração[editar | editar código-fonte]

A administração municipal se dá pelos Poderes Executivo e Legislativo. O Executivo é exercido pelo prefeito, auxiliado pelo seu gabinete de secretários. O atual prefeito é Walter Paulo de Oliveira, do Partido Progressista (PP), eleito nas eleições municipais de 2016 com 57,26% dos votos válidos e empossado em 1º de janeiro de 2017, ao lado de Mizim como vice-prefeito.[42] O Poder Legislativo, por sua vez, é constituído pela câmara municipal, composta por onze vereadores.[43] Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias).[44]

Em complementação ao processo Legislativo e ao trabalho das secretarias, existem também conselhos municipais em atividade, entre os quais dos direitos da criança e do adolescente, criado em 2002, tutelar (2002), direitos do idoso (2001), da pessoa com deficiência (2002) e de políticas para mulheres (2011).[45] Ipanema se rege por sua lei orgânica[46] e abriga uma comarca do Poder Judiciário estadual, de primeira entrância, tendo como termos os municípios de Conceição de Ipanema, Pocrane e Taparuba.[47] O município possuía, em março de 2017, 15 151 eleitores, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que representa 0,096% do eleitorado mineiro.[48]

Economia[editar | editar código-fonte]

No Produto Interno Bruto (PIB) de Ipanema, destacam-se a agropecuária e a área de prestação de serviços. De acordo com dados do IBGE, relativos a 2011, o PIB do município era de R$ 145 072 mil.[49] 6 663 mil eram de impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes e o PIB per capita era de R$ 7 920,93.[49] Em 2010, 60,89% da população maior de 18 anos era economicamente ativa, enquanto que a taxa de desocupação era de 6,71%.[33]

Salários juntamente com outras remunerações somavam 21 942 mil reais e o salário médio mensal de todo município era de 1,6 salários mínimos. Havia 539 unidades locais e 531 empresas atuantes.[50] Segundo o IBGE, 74,75% das residências sobreviviam com menos de salário mínimo mensal por morador (4 489 domicílios), 18,35% sobreviviam com entre um e três salários mínimos para cada pessoa (1 102 domicílios), 2,45% recebiam entre três e cinco salários (147 domicílios), 1,52% tinham rendimento mensal acima de cinco salários mínimos (91 domicílios) e 2,95% não tinham rendimento (177 domicílios).[51]

Setor primário
Produção de cana-de-açúcar, milho e mandioca (2012)[52]
Produto Área colhida (hectares) Produção (tonelada)
Cana-de-açúcar 395 27 650
Milho 1 000 3 000
Mandioca 30 300

Em 2011, a pecuária e a agricultura acrescentavam 16 955 mil reais na economia de Ipanema,[49] enquanto que em 2010, 25,93% da população economicamente ativa do município estava ocupada no setor.[33] Segundo o IBGE, em 2012 o município possuía um rebanho de 27 777 bovinos, 210 asininos, 759 equinos, 170 muares, 1 675 suínos e 16 775 aves, entre estas 5 430 galinhas e 11 345 galos, frangos e pintinhos.[53] Neste mesmo ano, a cidade produziu 13 495 mil litros de leite de 10 568 vacas, 38 mil dúzias de ovos de galinha e 360 quilos de mel de abelha.[53]

Na lavoura temporária, são produzidos principalmente a cana-de-açúcar (27 650 toneladas produzidas e 395 hectares cultivados), o milho (3 mil toneladas e mil hectares) e a mandioca (300 toneladas e 30 hectares), além do amendoim, do arroz e do feijão.[52] Já na lavoura permanente, destacam-se a banana (480 toneladas produzidas e 40 hectares cultivados), o café (411 toneladas e 373 hectares) e a laranja (300 toneladas e 15 hectares), além do coco-da-baía e da tangerina.[54]

Setores secundário e terciário

A indústria, em 2011, era o segundo setor mais relevante para a economia municipal. 20 302 reais do PIB municipal eram do valor adicionado bruto do setor secundário.[49] A produção industrial ainda é incipiente na cidade, mesmo que comece a dar sinais de aprimoramento, sendo resumida principalmente à confecção de artigos de vestuário, à produção de móveis, à fabricação de produtos alimentícios e à extração de madeira[8] e segundo o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), o município possui ainda reservas minerais de níquel.[8] Em 2012, de acordo com o IBGE, foram extraídos 543 metros cúbicos de madeira em lenha[55] e segundo estatísticas do ano de 2010, 0,72% dos trabalhadores de Ipanema estavam ocupados no setor industrial extrativo e 8,22% na indústria de transformação.[33]

Também em 2010, 9,0% da população ocupada estava empregada no setor de construção, 1,34% nos setores de utilidade pública, 15,31% no comércio e 37,44% no setor de serviços[33] e em 2011, 101 152 reais do PIB municipal eram do valor adicionado bruto do setor terciário.[49] Na Feira Livre do Produtor Rural, no Centro de Ipanema, são comercializados produtos cultivados e produzidos pelos pequenos produtores do município, como frutas, hortaliças e doces.[56]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Saúde e educação[editar | editar código-fonte]

Em 2009, o município possuía 13 estabelecimentos de saúde entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos, sendo sete públicos municipais e seis privados e nove deles integrantes do Sistema Único de Saúde (SUS).[57] Em 2012, 99,5% das crianças menores de 1 ano de idade estavam com a carteira de vacinação em dia.[58] Em 2011, foram registrados 245 nascidos vivos,[59] sendo que o índice de mortalidade infantil neste ano foi de 12,2 óbitos de crianças menores de cinco anos de idade a cada mil nascidos vivos.[58] Em 2010, 2,84% das mulheres de 10 a 17 anos tiveram filhos (todas acima dos 15 anos) e a taxa de atividade entre meninas de 10 a 14 anos era de 7,64%.[33] Do total de crianças menores de dois anos pesadas pelo Programa Saúde da Família em 2012, nenhuma apresentava desnutrição.[37]

Na área da educação, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) médio entre as escolas públicas de Ipanema era, no ano de 2011, de 5,6 (numa escala de avaliação que vai de nota 1 à 10), sendo que a nota obtida por alunos do 5º ano (antiga 4ª série) foi de 6,3 e do 9º ano (antiga 8ª série) foi de 4,9; o valor das escolas públicas de todo o Brasil era de 4,0.[60] Em 2010, 1,47% das crianças com faixa etária entre seis e quatorze anos não estavam cursando o ensino fundamental.[33] A taxa de conclusão, entre jovens de 15 a 17 anos, era de 41,1% e o percentual de alfabetização de jovens e adolescentes entre 15 e 24 anos era de 97,7%. A distorção idade-série entre alunos do ensino fundamental, ou seja, com com idade superior à recomendada, era de 4,3% para os anos iniciais e 12,4% nos anos finais e, no ensino médio, a defasagem chegava a 22,9%.[60] Dentre os habitantes de 18 anos ou mais, 38,70% tinham completado o ensino fundamental e 24,78% o ensino médio, sendo que a população tinha em média 9,97 anos esperados de estudo.[33]

Em 2010, de acordo com dados da amostra do censo demográfico, da população total, 4 518 habitantes frequentavam creches e/ou escolas. Desse total, 33 frequentavam creches, 400 estavam no ensino pré-escolar, 257 na classe de alfabetização, 85 na alfabetização de jovens e adultos, 2 426 no ensino fundamental, 676 no ensino médio, 166 na educação de jovens e adultos do ensino fundamental, 16 na educação de jovens e adultos do ensino médio, nove na especialização de nível superior e 316 em cursos superiores de graduação. 13 652 pessoas não frequentavam unidades escolares, sendo que 11 187 nunca haviam frequentado e 2 465 haviam frequentado alguma vez.[61] O município contava, em 2012, com 3 537 matrículas nas instituições de ensino da cidade e dentre as doze escolas que ofereciam ensino fundamental, nove pertenciam à rede pública municipal e doze à rede estadual. A única instituição que fornecia o ensino médio pertencia à rede pública estadual.[62] A cidade conta também com um pólo da Universidade Aberta do Brasil (UAB), vinculado à Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), atendendo a todos os municípios circunvizinhos.[63]

Educação de Ipanema em números (2012)[62]
Nível Matrículas Docentes Escolas (total)
Ensino pré-escolar 347 13 1
Ensino fundamental 2 527 128 12
Ensino médio 663 29 1

Habitação e serviços básicos[editar | editar código-fonte]

No ano de 2010, a cidade tinha 6 006 domicílios particulares permanentes. Desse total, 5 840 eram casas, 156 eram apartamentos, seis eram casas de vila ou em condomínios e quatro eram habitações em casa de cômodos ou cortiços. Do total de domicílios, 3 825 são imóveis próprios (3 804 já quitados e 21 em aquisição), 1 442 foram alugados, 721 foram cedidos (205 cedidos por empregador e 516 cedidos de outra forma) e 18 foram ocupados sob outra condição.[64] Parte dessas residências conta com água tratada, energia elétrica, esgoto, limpeza urbana, telefonia fixa e telefonia celular. 4 567 domicílios eram atendidos pela rede geral de abastecimento de água (76,04% do total); 5 947 (99,01%) possuíam banheiros para uso exclusivo das residências; 4 843 (80,63% deles) eram atendidos por algum tipo de serviço de coleta de lixo; e 5 937 (98,85%) possuíam abastecimento de energia elétrica.[64]

A criminalidade ainda é um problema presente em Ipanema. Entre 2009 e 2011, foram registrados dez homicídios (três em 2009, três em 2010 e quatro em 2011)[65] e 17 óbitos por acidentes de trânsito (nove em 2010, três em 2010 e cinco em 2011).[66] De 2006 a 2008, também foi registrada uma taxa de 11,2 suicídios a cada 100 mil habitantes, sendo o 136º colocado a nível estadual e o 1588º a nível nacional.[67] O código de área (DDD) de Ipanema é 33[68] e o Código de Endereçamento Postal (CEP) é 36950-000.[69] No dia 10 de novembro de 2008, o município passou a ser servido pela portabilidade, juntamente com outros municípios com o mesmo DDD. A portabilidade é um serviço que possibilita a troca da operadora sem a necessidade de se trocar o número do aparelho.[70] Em 1988, foi fundada a Rádio Ipanema, pertencente ao grupo José Dias de Assis, sendo uma das principais emissoras de rádio da região.[71]

A responsável pelo serviço de abastecimento de energia elétrica no município é a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Segundo a empresa, em 2003 havia 6 036 consumidores e foram consumidos 10 363 733 KWh de energia.[8] Já o serviço de abastecimento de água e coleta de esgoto da cidade é feito pela própria prefeitura,[8] sendo que em 2008 havia 4 198 unidades consumidoras e eram distribuídos em média 2 900 m³ de água tratada por dia.[72]

Transportes[editar | editar código-fonte]

A frota municipal no ano de 2012 era de 6 962 veículos, sendo 3 025 automóveis, 235 caminhões, 22 caminhões-trator, 506 caminhonetes, 99 caminhonetas, 30 micro-ônibus, 2 697 motocicletas, 208 motonetas, 30 ônibus, 10 utilitários e 100 classificados como outros tipos de veículo.[73] Ipanema possui acesso à rodovia federal BR-474, que conecta o município de Aimorés a Caratinga, interligando as regiões mineiras do médio Rio Doce, Vale do Aço e Zona da Mata; e às rodovias estaduais MG-108, que começa em Pocrane e termina em Manhumirim, e MG-111, que se inicia em Ipanema e termina em Antônio Prado de Minas, na divisa com o Rio de Janeiro, cruzando municípios como Manhuaçu, Caparaó e Carangola.[8][74][75] A cidade conta com um terminal rodoviário, com agências das viações Rio Doce, Bonitur, Caparaó, Itapemirim e Pássaro Verde.[76]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Instituições culturais[editar | editar código-fonte]

Ipanema conta com conselho municipal de cultura e conselho municipal de preservação do patrimônio, sendo ambos de caráter consultivo e deliberativo, paritários e criados em 2006.[77] Também há legislações municipais de proteção aos patrimônios culturais material e imaterial, ministradas por uma secretaria municipal exclusiva, que é o órgão gestor da cultura no município.[78] Dentre os espaços culturais, destaca-se a existência de uma biblioteca mantida pelo poder público municipal, teatros ou salas de espetáculos, estádios ou ginásios poliesportivos, clubes e associações recreativas, segundo o IBGE em 2005 e 2012.[79][80]

O Centro Cultural de Ipanema, mantido pela Secretaria Municipal de Cultura, oferece à população em geral aulas e oficinas de dança, música, teatro, desenho e pintura, sendo uma das mantenedoras da Banda Municipal. Ocasionalmente, a Secretaria desenvolve em outros pontos do município, inclusive em povoados rurais, projetos como o cinema itinerante, biblioteca itinerante, o Festival de Teatro e o Concurso de Dança.[81] O Museu Histórico e Cultural Jésus Schitini reúne fotografias e documentos que remontam a história municipal.[82] Há existência de equipes artísticas de teatro, dança, bandas musicais, corais, blocos carnavalescos e grupos de desenho e pintura, de acordo com o IBGE em 2012.[83] O artesanato também é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural ipanemense, sendo que, segundo o IBGE, a principal atividade artesanal desenvolvida no município é o bordado.[84]

Atrativos e eventos[editar | editar código-fonte]

Dentre os principais eventos realizados regularmente em Ipanema, que configuram-se como importantes atrativos, destacam-se o Carnaval da cidade, o IpaFolia, em fevereiro ou março, com desfiles dos blocos carnavalescos do município e espetáculos musicais com bandas regionais durante quatro dias de festas;[85] as celebrações da Semana Santa, em março ou abril; as celebrações do Corpus Christi, em maio ou junho;[86] as festas juninas, entre junho e julho, com apresentações de quadrilha, espetáculos musicais e barraquinhas com comidas típicas;[87] e as festividades do aniversário de emancipação política, que é comemorado em 7 de setembro, juntamente ao aniversário da Independência do Brasil, mas tem programação que envolve dias seguidos de espetáculos musicais e concursos.[88]

A Festa do Queijo, que é organizada pela prefeitura em parceria com a Cooperativa Agropecuária de Ipanema (Capil), envolve uma feira gastronômica de alimentos derivados do queijo e doce de leite, além de espetáculos musicais e distribuição de alimentos à população. O município se destacou durante a Festa do Queijo de 2014 com a produção do maior queijo minas padrão do país, segundo a RankBrasil, com um total de 1 770 kg, além do maior doce de leite, com 507 kg.[89] O Parque Natural Municipal Edmundo Kuhlmann Filho é um dos principais atrativos da cidade, contando com arborização, pista para caminhadas, viveiro de aves exóticas, playground e área de eventos.[90] As praças da Matriz, Coronel Calhau e Genuíno Magalhães também contam com áreas de lazer e para descansos.[91] Fora da cidade, o turismo rural se faz presente através de pesque-pagues, recantos, trilhas, fazendas e cachoeiras propícias a banhos situadas em propriedades rurais[92][93] e as elevações rochosas da Serra da Pipoca são frequentemente utilizadas para escaladas e saltos em voo livre.[94][95]

Feriados[editar | editar código-fonte]

Em Ipanema há quatro feriados municipais e oito feriados nacionais, além dos pontos facultativos. Os feriados municipais são o dia de Santo Antônio, padroeiro municipal, comemorado em 13 de junho; o Corpus Christi, que em 2017 é celebrado no dia 15 de junho; o aniversário de emancipação política, comemorado em 7 de setembro, juntamente ao dia da Independência do Brasil; e o dia da Imaculada Conceição, em 8 de dezembro.[47][96] De acordo com a lei federal nº 9.093, aprovada em 12 de setembro de 1995, os municípios podem ter no máximo quatro feriados municipais com âmbito religioso, já incluída a Sexta-Feira Santa.[97][98]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g Enciclopédia dos Municípios Brasileiros (2007). «Ipanema - Histórico» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 24 de maio de 2014 
  2. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 25 de setembro de 2017 
  3. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (15 de janeiro de 2013). «Área territorial oficial». Consultado em 9 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 9 de fevereiro de 2014 
  4. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (30 de agosto de 2017). «Estimativas da população residente no Brasil e unidades da federação com data de referência em 1º de julho de 2017» (PDF). Consultado em 25 de setembro de 2017 
  5. a b Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking IDH-M Municípios 2010». Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 4 de dezembro de 2013. Cópia arquivada em 4 de dezembro de 2013 
  6. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2014). «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2014». Consultado em 12 de abril de 2017. Cópia arquivada em 12 de abril de 2017 
  7. Embrapa Monitoramento por Satélite. «Minas Gerais». Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 6 de maio de 2011 
  8. a b c d e f g h Cidades.Net. «Ipanema - MG». Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 24 de maio de 2014 
  9. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 25 de setembro de 2017. Cópia arquivada em 25 de setembro de 2017 
  10. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1990). «Divisão regional do Brasil em mesorregiões e microrregiões geográficas» (PDF). Biblioteca IBGE. 1: 76–78. Consultado em 25 de setembro de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 25 de setembro de 2017 
  11. Fundação SOS Mata Atlântica (20 de agosto de 2012). «Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica» (PDF). p. 10. Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 24 de maio de 2014 
  12. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. «RPPN Feliciano Miguel Abdala». Consultado em 11 de julho de 2013. Cópia arquivada em 24 de maio de 2014 
  13. Clecius Campos (4 de maio de 2010). «Rota do Muriqui abriga maior primata das Américas». Acessa.com. Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 24 de maio de 2014 
  14. Prefeitura. «Guia da Cidade». Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 24 de maio de 2014 
  15. SPE Várzea Alegre Energia S.A (23 de junho de 2012). «Parecer único de compensação ambiental - PCH Várzea Alegre» (PDF). Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 24 de maio de 2014 
  16. a b c Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). «Chuvas - Médias Diárias – 01/1979». Agência Nacional de Águas (ANA). Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 24 de maio de 2014 
  17. Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) (12 de abril de 2009). «Relatório técnico da operação do sistema de alerta - período de dezembro de 2008 a abril de 2009» (PDF). Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada (PDF) em 11 de março de 2016 
  18. Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). «Monitoramento Hidrometeorológico - Municípios - Ipanema (Estação Ipanema)». Consultado em 7 de abril de 2015 
  19. Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). «Monitoramento Hidrometeorológico - Municípios - Ipanema (Estação Chalé)». Consultado em 24 de maio de 2014 
  20. World Map of the Köppen-Geiger climate classification. «World Map of the Köppen-Geiger climate classification». Institute for Veterinary Public Health. Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 24 de abril de 2011 
  21. Portal Brasil (6 de janeiro de 2010). «Clima». Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 2 de novembro de 2011 
  22. Biblioteca IBGE. «Brasil - Climas». Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 2 de novembro de 2011 
  23. a b c Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). «Climatologia de Ipanema - MG». Jornal do Tempo. Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 24 de maio de 2014 
  24. Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). «Chuvas - Médias Diárias – 07/2011». Agência Nacional de Águas (ANA). Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 24 de maio de 2014 
  25. Carlos Fernando Lemos (9 de fevereiro de 2008). «Relatório de queimadas no Brasil e no estado de Minas Gerais - ano base: 2007». Universidade Federal de Viçosa (UFV). Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 28 de março de 2014 
  26. Sistema de Monitoramento Agrometeorológico (Agritempo). «Dados Meteorológicos - Minas Gerais». Consultado em 22 de junho de 2014 
  27. Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). «Chuvas - Médias Diárias – 02/1981». Agência Nacional de Águas (ANA). Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 24 de maio de 2014 
  28. Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). «Chuvas - Médias Diárias – 12/2014». Agência Nacional de Águas (ANA). Consultado em 7 de abril de 2015. Cópia arquivada em 7 de abril de 2015 
  29. Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) (2010). «Ranking de Descargas Atmosféricas de Minas Gerais». Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Consultado em 24 de maio de 2014 
  30. Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) (2010). «Tabela 200 - População residente por sexo, situação e grupos de idade - Amostra - Características Gerais da População». Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 24 de maio de 2014 
  31. a b Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) (2010). «População residente por sexo, situação e grupos de idade - Amostra - Características Gerais da População». Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 24 de maio de 2014 
  32. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2007). «Regiões de influência das cidades 2007» (PDF). Ministério do Meio Ambiente. p. 60. Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 15 de maio de 2014 
  33. a b c d e f g h Atlas do Desenvolvimento Humano (2013). «Perfil - Ipanema, MG». Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 24 de maio de 2014 
  34. Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA)) (2010). «População de Ipanema por raça e cor». Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 24 de maio de 2014 
  35. Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) (2010). «Tabela 1505 - População residente, por naturalidade em relação ao município e à unidade da federação - Resultados Gerais da Amostra». Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 24 de maio de 2014 
  36. Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) (2010). «Tabela 631 - População residente, por sexo e lugar de nascimento». Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 24 de maio de 2014 
  37. a b c Portal ODM (2012). «1 - acabar com a fome e a miséria». Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 24 de maio de 2014 
  38. Portal ODM (2012). «Perfil municipal». Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 24 de maio de 2014 
  39. Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) (2010). «Tabela 2094 - População residente por cor ou raça e religião». Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 24 de maio de 2014 
  40. Diocese de Caratinga (3 de janeiro de 2013). «Paróquia Santo Antônio». Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 24 de maio de 2014 
  41. Diocese de Caratinga (3 de janeiro de 2013). «Paróquias por forania». Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 24 de maio de 2014 
  42. Eleições 2016 (2 de outubro de 2016). «Dr. Walter 11». Consultado em 12 de abril de 2017. Cópia arquivada em 12 de abril de 2017 
  43. Eleições 2012 (7 de outubro de 2012). «Candidatos a Vereador Ipanema/MG». Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 24 de maio de 2014 
  44. Flávio Henrique M. Lima (9 de fevereiro de 2006). «O Poder Público Municipal à frente da obrigação constitucional de criação do sistema de controle interno». JusVi. Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 6 de maio de 2012 
  45. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2011). «Conselhos municipais». Consultado em 12 de abril de 2017. Cópia arquivada em 12 de abril de 2017 
  46. Prefeitura (1º de outubro de 2004). «Lei nº 1.246/2004». Consultado em 12 de abril de 2017. Cópia arquivada em 12 de abril de 2017 
  47. a b Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) (21 de julho de 2013). «Relação das Comarcas» (PDF). Consultado em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 22 de julho de 2013 
  48. Tribunal Superior Eleitoral (TSE) (12 de abril de 2013). «Consulta Quantitativo». Consultado em 12 de abril de 2017 
  49. a b c d e Cidades@ - IBGE (2011). «Produto Interno Bruto dos Municípios». Consultado em 25 de maio de 2014 
  50. Cidades@ - IBGE (2011). «Estatísticas do Cadastro Central de Empresas». Consultado em 25 de maio de 2014 
  51. Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) (2010). «Domicílios particulares permanentes, por classes de rendimento nominal mensal domiciliar per capita». Consultado em 25 de maio de 2014. Cópia arquivada em 25 de maio de 2014 
  52. a b Cidades@ - IBGE (2012). «Lavoura Temporária 2012». Consultado em 25 de maio de 2014 
  53. a b Cidades@ - IBGE (2012). «Pecuária 2012». Consultado em 25 de maio de 2014 
  54. Cidades@ - IBGE (2012). «Lavoura Permanente 2012». Consultado em 25 de maio de 2014 
  55. Cidades@ - IBGE (2012). «Extração vegetal e silvicultura - 2012». Consultado em 25 de maio de 2014 
  56. Prefeitura. «Feira Livre do Produtor Rural». Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 26 de maio de 2014 
  57. Cidades@ - IBGE (2009). «Serviços de Saúde 2009». Consultado em 26 de maio de 2014 
  58. a b Portal ODM (2012). «4 - reduzir a mortalidade infantil». Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 26 de maio de 2014 
  59. Portal ODM (2012). «5 - melhorar a saúde das gestantes». Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 26 de maio de 2014 
  60. a b Portal ODM (2012). «2 - educação básica de qualidade para todos». Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 26 de maio de 2014 
  61. Cidades@ - IBGE (2010). «Censo Demográfico 2010: Resultados da Amostra - Educação». Consultado em 26 de maio de 2014 
  62. a b Cidades@ - IBGE (2012). «Ensino, matrículas, docentes e rede escolar 2012». Consultado em 26 de maio de 2014 
  63. Centro de Educação à Distância (CEAD). «Polo Ipanema». Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 26 de maio de 2014 
  64. a b Cidades@ - IBGE (2010). «Censo Demográfico 2010: Características da População e dos Domicílios: Resultados do Universo». Consultado em 26 de maio de 2014 
  65. Julio Jacobo Waiselfisz (19 de julho de 2013). «Número de homicídios 2009/2011 e taxas 2011 dos 1663 municípios com mais de 20.000 habitantes» (xls). Mapa da Violência. Consultado em 26 de maio de 2014 
  66. Julio Jacobo Waiselfisz (19 de julho de 2013). «Número de óbitos em acidentes de trânsito (2007/2011) e taxas (por 100 mil) para os municípios com mais de 20.000 habitantes em 2011» (xls). Mapa da Violência. Consultado em 26 de maio de 2014 
  67. Sangari (2011). «Número e taxas (em 100 mil) de suicídio nos municípios com 10.000 habitantes ou mais» (xls). Consultado em 26 de maio de 2014 
  68. Guia Mais. «DDD da Cidade». Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 16 de julho de 2012 
  69. Correios. «CEP de cidades brasileiras». Consultado em 26 de maio de 2014 
  70. Agencia Estado (7 de novembro de 2008). «Portabilidade numérica chega a mais 8 milhões na 2ªf». Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 15 de outubro de 2013 
  71. Rádio Ipanema (2 de outubro de 2013). «Rádio Ipanema AM 540». Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 26 de maio de 2014 
  72. Cidades@ - IBGE (2008). «Pesquisa Nacional de Saneamento Básico - 2008». Consultado em 26 de maio de 2014 
  73. Cidades@ - IBGE (2012). «Frota 2012». Consultado em 26 de maio de 2014 
  74. Departamento de Estradas de Rodagem (DER/MG). «Rodovias estaduais» (PDF). Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 26 de maio de 2014 
  75. Google Maps. Acessado em 26 de maio de 2014.
  76. Prefeitura. «Transporte». Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 26 de maio de 2014 
  77. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2012). «Conselho municipal de cultura e de preservação do patrimônio». Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 26 de maio de 2014 
  78. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2012). «Órgão gestor e legislação da cultura». Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 26 de maio de 2014 
  79. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2005). «Equipamentos culturais». Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 26 de maio de 2014 
  80. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2005). «Equipamentos culturais e meios de comunicação». Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 26 de maio de 2014 
  81. Prefeitura. «Secretaria Municipal de Cultura». Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 26 de maio de 2014 
  82. Prefeitura. «Museu Histórico e Cultural Jésus Schitini». Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 26 de maio de 2014 
  83. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2012). «Grupos artísticos». Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 26 de maio de 2014 
  84. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2012). «Principais atividades artesanais». Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 26 de maio de 2014 
  85. IpaNews (24 de janeiro de 2014). «Prefeitura divulga programação do Ipafolia 2014». Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 26 de maio de 2014 
  86. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2005). «Principais festas populares». Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 26 de maio de 2014 
  87. Prefeitura (4 de junho de 2009). «Escola Municipal Monsenhor Antônio realizará grande festa Junina esta semana». Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 26 de maio de 2014 
  88. Prefeitura (2 de setembro de 2013). «Expoagro 2013 começa nesta quarta-feira». Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 26 de maio de 2014 
  89. Jornal Diário do Aço (22 de junho de 2015). «Queijo gigante em Ipanema». Consultado em 22 de junho de 2015. Cópia arquivada em 22 de junho de 2015 
  90. Prefeitura. «Parque Natural Municipal Edmundo Kuhlmann Filho». Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 26 de maio de 2014 
  91. Prefeitura. «Roteiro Turístico». Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 26 de maio de 2014 
  92. Prefeitura. «Clube Recreativo Ipanemense». Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 26 de maio de 2014 
  93. Prefeitura. «Áreas de Lazer». Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 26 de maio de 2014 
  94. Prefeitura. «Serra da Pipoca». Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 26 de maio de 2014 
  95. Jacqueline Dutra de Carvalho (28 de março de 2014). «Dias 5 e 6 de abril, o céu de Ipanema ficará mais colorido». Portal Vila Nova. Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 26 de maio de 2014 
  96. Calendários e Feriados (18 de março de 2012). «Minas Gerais – Feriados Municipais». Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 14 de outubro de 2013 
  97. Sérgio Ferreira Pantaleão. «Carnaval - é ou não feriado? folga automática pode gerar alteração contratual». Guia Trabalhista. Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 22 de setembro de 2011 
  98. Guia Trabalhista. «Lei Nº 9.093, de 12 de setembro de 1995». Consultado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 22 de setembro de 2011 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikcionário Definições no Wikcionário
Wikisource Textos originais no Wikisource
Commons Categoria no Commons
Mapas