Rosinha Garotinho

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Rosinha Garotinho
Rosinha Garotinho
Prefeita de Campos dos Goytacazes
Período 1º de janeiro de 2009
a 1º de janeiro de 2017
Vice-prefeito Dr. Chicão
Antecessor(a) Alexandre Mocaiber
Sucessor(a) Rafael Diniz
60.º Governadora do Rio de Janeiro
Período 1º de janeiro de 2003
a 1º de janeiro de 2007
Vice-governador Luiz Paulo Conde
Antecessor(a) Benedita da Silva
Sucessor(a) Sérgio Cabral Filho
Primeira-dama do Rio de Janeiro
Período 1º de janeiro de 1999
a 6 de abril de 2002
Governador Anthony Garotinho
Antecessor(a) Célia Alencar
Sucessor(a) Antonio Pitanga
Dados pessoais
Nome completo Rosângela Barros Assed Matheus de Oliveira
Nascimento 6 de abril de 1962 (55 anos)
Itaperuna, RJ, Brasil
Primeiro-cavalheiro Anthony Garotinho (1981-presente)
Partido PDT (1985–2000)
PSB (2000–2004)
PMDB (2004–2009)
PR (2010–presente)
Religião Presbiterianismo
Profissão Radialista

Rosângela Barros Assed Matheus de Oliveira (Itaperuna, 6 de abril de 1963) é uma política, radialista e apresentadora de TV brasileira, casada com o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, e mãe da deputada federal Clarissa Garotinho.

Foi a primeira mulher a ser eleita governadora do estado do Rio de Janeiro. Eleita em 2002, sucessora de Benedita da Silva (PT), que estava exercendo o cargo devido à renúncia do então governador Anthony Garotinho, marido de Rosinha, que se afastou do cargo para concorrer à Presidência da República. Durante a campanha usou o nome Rosinha Garotinho, para ter sua imagem associada à do marido, que na época possuía mais de 80% de aprovação popular. Garotinho é o apelido que seu marido usa e que consequentemente ela utilizou, não sendo um sobrenome.[carece de fontes?]

Filha do ferroviário Gandur Assed e da professora primária Wilmar Barros Assed, nasceu em Itaperuna, tradicional reduto de descendentes de árabes. Moradora de Campos desde a juventude, Rosinha sempre foi apaixonada por peças teatrais. Atuou no teatro amador desde os quatro anos e foi até os 26. Aos dezesseis anos, durante o ensaio de uma peça, ela conheceu Garotinho, com quem se casou em 1981.[carece de fontes?]

Formou-se professora pelo Colégio Batista Fluminense e trabalhou como radialista em Campos, nas rádios Difusora, Continental, Cultura e Litoral.[carece de fontes?]

Durante o governo de seu marido foi secretária de Ação Social e Cidadania.[carece de fontes?]

Rosinha foi presa preventivamente em 22 de novembro de 2017 junto com seu marido Anthony Garotinho, após investigações relacionadas às delações da JBS.[1]

Governadora do Estado do Rio de Janeiro (2003-2007)[editar | editar código-fonte]

Como governadora, Rosinha homologou lei que instituía o ensino religioso nas escolas publicas, lei essa de iniciativa do deputado estadual Carlos Dias.

Durante seu governo a estação Cantagalo da Linha 1 do Metrô do Rio de Janeiro foi inaugurada. Recuperou a arquibancada do estádio do Maracanã.

Recuperou a pecuária leiteira do estado, intervindo na Parmalat para salvar empregos. Na área Social foi criado o programa Paif (Programa de Atendimento Integral à Família).

logo de sua gestão como governadora

No interior do estado, ajudou a criar um Polo da Cederj e um Polo Têxtil no município de Rio das Flores. Trouxe o Porto do Açu para São João da Barra. Realizou melhoras no saneamento e nas estradas no interior.

Reformou a ponte que liga Comendador Levy Gasparian (RJ) a Santana do Deserto (MG), a divisa Rio-Minas no interior do Estado.

Prefeita de Campos dos Goytacazes (2009-2017)[editar | editar código-fonte]

Entre as grandes cidades do estado, Campos foi a primeira em gestão fiscal, segundo índice da FIRJAN. Campos é a segunda cidade em investimentos relacionandos à infraestrutra, só perdendo para a capital Rio de Janeiro, Campos também tem o maior investimento per capita do sudeste. O principal desafio da prefeita é a educação, que apesar te ter melhorado em seu governo, ainda é a pior do estado. No dia 7 de outubro a prefeita foi reeleita com quase 70% dos votos válidos. Rosinha teve 11 minutos contra 19 dos seus 4 adversários no programa eleitoral, foi duramente atacada em debates, ganhou o candidato do PT, apoiado por Lula, Dilma, Cabral e Lindberg. Em pesquisa relizada em setembro de 2012 o governo da prefeita Rosinha foi aprovado por 77% dos campistas, segundo o IBOPE.

Em 24 de outubro de 2016, o TRE-RJ cassou o mandato de Rosinha e de seu vice-prefeito, Dr. Chicão, por uso da máquina pública para se reeleger em 2012, porém ainda estava em sede de recurso, portanto, ela pôde permanecer no cargo e, assim, conseguiu concluir o seu mandato como prefeita do município.

Prisão[editar | editar código-fonte]

No dia 22 de novembro de 2017, Rosinha Garotinho foi presa em uma ação da Polícia Federal, no âmbito da Operação Caixa D'Água, que investiga crimes eleitorais. No mesmo dia, também foi decretada a prisão de seu marido, Anthony Garotinho, e do presidente do Partido da República (PR), Antonio Carlos Rodrigues. A ação apura os crimes de corrupção, concussão, participação em organização criminosa e falsidade na prestação das contas eleitorais.[1] Inicialmente, Rosinha foi levada para o Presídio Nilza da Silva Santos, em Campos dos Goytacazes, mas por determinação do juiz Ralph Manhães, titular da 129ª Zona Eleitoral, ela foi transferida para a Cadeia Pública José Frederico Marques, na cidade do Rio de Janeiro.[2][3]

Em 29 de novembro, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) concedeu habeas corpus parcial para Rosinha Garotinho. A decisão determinou que ela deixasse a Cadeia Pública José Frederico Marques, mas que utilizasse tornozeleira eletrônica. Os desembargadores também optaram pelo recolhimento noturno e pela proibição de Rosinha de sair da cidade do Rio de Janeiro.[4] Quase um mês depois, no dia 22 de dezembro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, determinou a suspensão das medidas cautelares impostas à ex-governadora do Rio de Janeiro.[5]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Ela e Garotinho tiveram quatro filhos: Clarissa, Wladimir, Anthony e Clara. O casal ainda adotou outros cinco filhos: Aparecida, Altamir, Amanda, Wanderson e David.

A filha do casal, Clarissa Garotinho, foi eleita deputada estadual em 2010, e foi vereadora de 2009 a 2010 pela cidade do Rio de Janeiro. Rosinha assume publicamente a sua religião (presbiteriana), e tem nos evangélicos uma parte importante de sua base eleitoral.[carece de fontes?]

Referências

  1. a b «Anthony Garotinho e Rosinha Matheus são presos no RJ». G1. 22 de novembro de 2017. Consultado em 21 de dezembro de 2017 
  2. Monteiro, Suzy (22 de novembro de 2017). «Rosinha transferida para o Rio e Garotinho para Benfica». Folha1. Consultado em 31 de dezembro de 2017 
  3. Corrêa, Douglas (23 de novembro de 2017). «Ex-governadora Rosinha Garotinho passa a noite na cadeia pública de Benfica». Agência Brasil. Consultado em 31 de dezembro de 2017 
  4. «TRE manda soltar Rosinha e deixa Garotinho preso». O Globo. 29 de novembro de 2017. Consultado em 31 de dezembro de 2017 
  5. «Gilmar Mendes manda tirar tornozeleira de Rosinha Garotinho». Estadão. 22 de dezembro de 2017. Consultado em 31 de dezembro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Benedita da Silva
Governadora do Rio de Janeiro
20032007
Sucedido por
Sérgio Cabral Filho
Precedido por
Alexandre Mocaiber
Prefeita de Campos dos Goytacazes
20092017
Sucedido por
Rafael Diniz