Clarissa Garotinho

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Clarissa Garotinho
Deputada Federal pelo Rio de Janeiro
Período 1º de fevereiro de 2015
até atualidade
Secretária de Desenvolvimento, Emprego e Inovação do Rio de Janeiro
Período 1º de janeiro de 2017
até 12 de abril de 2018
Prefeito Marcelo Crivella
Deputada Estadual do Rio de Janeiro
Período 1º de fevereiro de 2011
até 31 de janeiro de 2015
Vereadora do Rio de Janeiro
Período 1º de janeiro de 2009
até 31 de janeiro de 2011
Dados pessoais
Nascimento 2 de julho de 1982 (37 anos)
Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro
Nacionalidade brasileira
Alma mater Faculdades Integradas Hélio Alonso
Partido PDT (1999–2001)
PSB (2001–2003)
PMDB (2003–2009)
PR (2009–2016)
PRB (2016–2018)
PROS (2018–presente)
Religião Evangélica presbiteriana[1]
Profissão Jornalista
Website clarissagarotinho.com.br

Clarissa Barros Assed Matheus de Oliveira, conhecida como Clarissa Garotinho, (Campos dos Goytacazes, 2 de julho de 1982), é uma jornalista e política brasileira, filiada ao Partido Republicano da Ordem Social (PROS). Atualmente exerce o cargo de deputada federal pelo estado do Rio de Janeiro. É filha dos políticos Anthony e Rosinha Garotinho e irmã do também deputado federal Wladimir Garotinho.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Clarissa cresceu em um ambiente político. Ainda criança, acompanhava os pais em reuniões e comícios. Mais tarde, quando era aluna de Jornalismo na Faculdades Integradas Hélio Alonso, entrou no movimento estudantil. Foi diretora da União Nacional dos Estudantes (UNE). Ao mesmo tempo, iniciava sua carreira de comunicadora na apresentação de programas na Rádio Melodia e na Rádio Manchete, além de colaborar com a Rádio Jovem Pan.

Clarissa começou a militar na política muito nova influenciada pelos pais. Seu 1º cargo político foi o de Presidente da PMDB Jovem, que ela assumiu em 2004. Elegeu-se Vereadora pela cidade do Rio de Janeiro em 2008. Após a saída de Garotinho do PMDB, em 2009, Clarissa, algum tempo depois, filiou-se ao PR, o que gerou-lhe um processo de cassação por infidelidade partidária.[2] No dia 4 de dezembro foi empossada como Coordenadora Nacional do PR Jovem.

Em agosto de 2010, foi absolvida da acusação de infidelidade, pois o TRE-RJ entendeu que ela vinha sofrendo perseguições dentro do PMDB, o que justificou, no entendimento do tribunal, sua saída do partido.[2]

Ainda em 2010, elegeu-se deputada estadual, cargo que assumiu em 1 de fevereiro de 2011.[3]

Em 2012 as famílias Garotinho e Maia se uniram em uma inesperada aliança, em prol de derrotar o então prefeito, Eduardo Paes que concorria a reeleição. A coligação "Um Rio Melhor Pros Cariocas" PR/DEM foi encabeçada por Rodrigo Maia, filho do ex-prefeito Cesar Maia e teve Clarissa como vice. A chapa causou surpresa, sendo amplamente debatida. Numa campanha polarizada entre o atual prefeito Eduardo Paes do PMDB e o deputado do PSOL Marcelo Freixo, obteve apenas 95.328 votos (3% dos votos válidos), e Eduardo Paes foi reeleito com mais de 2 milhões de votos (64% dos votos válidos).

Após eleger-se deputada federal em 2014 com 335.061 votos[4], chegou a ser cotada para ser a candidata do PSDB à Prefeitura do Rio em 2016. Em fins de 2015, anunciou sua gravidez do empresário Marcos Altive, de quem anunciou no início de 2016 estar noiva.[5]

No processo de julgamento da admissibilidade do processo de impeachment na Câmara dos Deputados, a deputada ausentou-se e alegou que sua gravidez a impedia de participar da votação.[6] A sua ausência significou um voto a favor da permanência de Dilma Rousseff.[7] A deputada poderia ter deixado seu suplente votar, como outros fizeram, mas preferiu ausentar-se para favorecer o governo petista. Coincidentemente, o pai da deputada, Anthony Garotinho, passou a semana anterior em negociações com a ex-presidente Dilma Roussef.[8][9][10]

Em 17 de novembro de 2016, a deputada entrou em evidência após dar um ataque histérico em frente às câmeras de televisão no momento em que o seu pai era transferido de ambulância até o Complexo Penitenciário de Gericinó, conhecido como presídio de Bangu.[11][12][13]

Em 21 de novembro de 2016, foi expulsa do PR, por ter votado contra a PEC 241, conhecida por PEC do Teto. O partido havia fechado questão pelo voto favorável e a deputada contrariou seu próprio partido na votação. Em 6 de dezembro de 2016, ela se filiou ao PRB a convite do prefeito eleito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella.[14][15] Dias depois, Clarissa foi anunciada como a nova titular da Secretaria de Desenvolvimento, Emprego e Inovação (SMDEI) do município do Rio de Janeiro.[16] No dia 22 de março de 2018, Clarissa Garotinho anunciou que iria filiar-se ao Partido Republicano da Ordem Social (PROS), partido pelo qual tentará a reeleição como deputada federal.[17]

Referências

  1. «Com 20% do eleitorado, evangélicos são disputados no Rio». Terra. 07 de junho de 2012. Consultado em 16 de janeiro de 2013  Verifique data em: |data= (ajuda)
  2. a b Band (23 de agosto de 2010). «TRE-RJ mantém mandato de Clarissa Garotinho». Consultado em 19 de janeiro de 2011 [ligação inativa]
  3. SRZD (5 de outubro de 2010). «Clarissa Garotinho diz que irá fiscalizar ações do governo do estado». Consultado em 26 de janeiro de 2011 
  4. «Clarissa Garotinho». Eleições 2014. Consultado em 21 de novembro de 2016 
  5. Extra (1 de janeiro de 2016). «Deputada Clarissa Garotinho está noiva». Consultado em 27 de janeiro de 2016 
  6. Magalhães, Vera (14 de abril de 2016). «Grávida, Clarissa Garotinho deve se ausentar de votação». Veja. Consultado em 2 de agosto de 2016 
  7. Noblat, Ricardo (15 de abril 2016). «Afinal, o governo ganha mais um voto contra o impeachment». O Globo. Consultado em 2 de agosto de 2016 
  8. Amado, Guilherme (15 de abril de 2016). «O porquê da súbita mudança de Clarissa Garotinho sobre o impeachment». O Globo. Consultado em 19 de novembro de 2016 
  9. Della Coletta, Ricardo (14 de abril de 2016). «Garotinho se reuniu com Berzoini no Planalto». Época. Consultado em 19 de novembro de 2016 
  10. Abreu Barbosa, Aluysio (15 de abril de 2016). «Garotinho negociou "venda do futuro" pelo voto de Clarissa no impeachment?». Folha da Manhã. Consultado em 19 de novembro de 2016 
  11. Castro, Juliana (17 de novembro de 2016). «Aos berros, Garotinho vai para complexo penitenciário de Bangu onde está Cabral». O Globo. Globo.com. Consultado em 19 de novembro de 2016 
  12. «Sob protesto e aos gritos, Garotinho é levado para complexo de Bangu». Correio Braziliense. 18 de novembro de 2016. Consultado em 19 de novembro de 2016 
  13. Rizério, Lara (18 de novembro de 2016). «Sob protestos e gritos da família, Garotinho é transferido para Complexo de Bangu». InfoMoney. Consultado em 19 de novembro de 2016 
  14. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome sempartido
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  16. «Marcelo Crivella divulga nomes de secretários da Prefeitura do Rio». G1. 20 de dezembro de 2016. Consultado em 23 de março de 2018 
  17. «Garotinho anuncia candidatura ao governo do Rio». Brasil 247. 23 de março de 2018. Consultado em 23 de março de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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