Modelo de organizações internacionais

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Um modelo de organizações internacionais é a simulação, geralmente anual com duração média de cinco dias, realizada por estudantes secundários ou universitários, de organismos das Nações Unidas ou de outras organizações internacionais, como a OEA, Organização dos Estados Americanos.

Conferências deste tipo ocorrem em diversos lugares, estimando-se que existam mais de 400 simulações por ano ao redor do mundo. Os modelos são uma alternativa para o aprendizado tradicional, unindo a prática com a teoria das relações internacionais (ou política internacional), ensinando práticas parlamentares e conceitos de civismo.

Pessoas famosas já participaram destes eventos durante sua vida acadêmica, como o ator estadunidense Samuel L. Jackson e a filha do ex-presidente Bill Clinton, Chelsea Clinton.

Sessão preliminar de uma conferência internacional na sede das Nações Unidas em Genebra, 2005

Conceito[editar | editar código-fonte]

Uma simulação de organizações internacionais busca ser academicamente rigorosa, sendo considerada como um laboratório das ciências sociais, especialmente relacionando-se com diplomacia, ciência política, política internacional e direito. Assim como os laboratórios das ciências exatas permitem aos estudantes presenciar, praticar, e experimentar as teorias e ideias, os modelos de organizações internacionais fazem o mesmo com as ciências sociais. Seus participantes são obrigados a lidar com resolução de conflitos e negociação por meios diplomáticos, exercendo a oratória e dinâmicas de grupo. É também uma oportunidade de estabelecer redes de contatos com outros participantes de outras localidades ou países e de formações acadêmicas variadas. Em sua maioria, os organizadores são oriundos dos cursos de relações internacionais e direito, embora também participem estudantes de economia, sociologia, jornalismo e de outras formações universitárias das mais variadas.

A maior parte destas simulações representam o funcionamento das Nações Unidas e seus organismos, como o Conselho de Segurança, a Assembleia Geral e/ou qualquer de suas seis comissões. Em alguns eventos, há um espaço reservado para a representação de outras organizações internacionais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA), ou mesmo para organizações não-governamentais ou entidades nacionais.

No entanto, também existem modelos específicos para outras organizações, como o MOAS - Model Organizations of American States, que é realizado anualmente em sistema trilíngüe (inglês, francês e espanhol) em local rotativo, com o apoio oficial por resolução da própria OEA.

Funcionamento[editar | editar código-fonte]

Votação plenária no ECOSOC do Model United Nations Baden-Württemberg 2004, Stuttgart, Alemanha

Os estudantes se organizam e executam as conferências exercendo variados papéis, desde Secretário Geral, a diretores de comitês, assistentes e delegados, que atuam como embaixadores na ONU.

Planejamento[editar | editar código-fonte]

Como em qualquer tipo de evento, o primeiro passo é o planejamento. Os estudantes organizadores irão debater quais serão os possíveis comitês de uma ou mais organizações a serem representados, e com isso escolher os tema a serem discorridos durante o modelo.

Os comitês são as arenas de debates, representando como exemplo o Conselho de Segurança, o Conselho de Tutela, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, a FAO, entre outros possíveis.

Os temas discutidos geralmente são aqueles abordados nas agendas oficiais dos fóruns internacionais sendo simulados. Como exemplos, podemos citar a questão palestina e o massacre de Darfur no Conselho de Segurança. Assim, os organizadores têm a possibilidade de aprofundar o assunto para posteriormente criar um manual a ser distribuído a todos os futuros participantes.

O segundo passo é buscar apoio institucional, desde universidades até empresas privadas. Com isso, é possível realizar convites à profissionais conceituados de áreas afins, como diplomatas e professores, para realizarem palestras no dia da abertura ou encerramento do modelo.

Com o apoio institucional encaminhado, se necessário, procura-se locais para materializar a realização do evento, e posteriormente dá-se início a divulgação para a inscrição de novos participantes nos meios acadêmicos.

Para discutir os temas abordados em cada comitê, os participantes inscritos precisam fazer uma pesquisa com relação ao posicionamento oficial dos países representados, possibilitando escrever os princípios de política externa a serem apresentados ao início das atividades. Além disto, a pesquisa precisa apreender a política interna, forma de governo e especificidades culturais, criando assim maior realismo na argumentação e justificativas do posicionamento das delegações.

Prática[editar | editar código-fonte]

Os cargos de Secretário Geral, diretores de comitês e assistentes geralmente são ocupados pelos organizadores do evento, e os demais participantes que se inscrevem, atuam como delegados de países.

Geralmente o Secretariado é dividido em "Administrativo" e "Acadêmico", sendo este responsável pela análise de projetos de comitês, recrutamento de diretores e pelo bom andamento das discussões durante as sessões dentro dos comitês; e aquele responsável por toda a parte administrativa do modelo, o que inclui patrocínios, a disponibilidade do lugar onde será realizado o evento, suporte "material" para os comitês (como cópias de documentos, água, etc).

Um bom Secretariado trabalha de forma integrada, garantindo o bom andamento e o sucesso do evento.

Assembleia Geral[editar | editar código-fonte]

Em alguns dos Modelos das Nações Unidas realiza-se a Assembleia Geral. Tanto no primeiro como último dia do encontro. É neste momento que a palestra de convidados é realizada. No último dia, os resultados obtidos em cada comitê é apresentado a todos.

Exemplo de documento de posição de delegação para um modelo de organização internacional

Delegações e comitês[editar | editar código-fonte]

As delegações criadas são habilitadas para exprimir as opiniões nos debates de países que estejam participando dos comitês reais das organizações internacionais do modelo em questão, podendo variar de tamanho, pois nem todos os países participam de todos os comitês. O Conselho de Segurança da ONU, por exemplo, possui quinze membros, sendo cinco permanentes, e os demais rotativos. Países grandes tendem a estar presentes nos debates a maioria das questões e, portanto, necessitam de delegações maiores. No modelo, alguns países dispõem de representação única, também chamada de delegação individual.

O posicionamento de cada país é entregue à mesa diretora dos comitês, e então escolhe-se qual será o primeiro tema a ser abordado. Neste momento, para defender seus objetivos os delegados formulam discursos, muitas vezes de improviso, sempre de acordo com os procedimentos parlamentares. Para isso, é necessária a prática do diálogo, da tomada de decisões em conjunto e o pensamento estratégico. A defesa de ideais diferentes em questões de política e externa, além da adoção de outras normas culturais para a argumentação, se transforma em uma oportunidade de compreender a visão de mundo do outro.

Ao final, os delegados se juntam para produzir uma resolução que atenda os padrões das Nações Unidas ou da organização em questão. Com a resolução acabada, ela é levada à votação no plenário competente, podendo ser aprovada ou não. Algumas vezes a resolução é aprovada no primeiro dia, mas muitas vezes o debate termina apenas no começo do segundo dia do encontro.

Histórico[editar | editar código-fonte]

As primeiras simulações de organismos internacionais datam da década de 1920, ainda pela Liga das Nações como Model League of Nations. Após o surgimento da ONU, tornou-se uma prática comum tanto em escolas secundaristas quanto em universidades, primeiramente nos Estados Unidos e Europa, gradualmente sendo adotado em outras regiões do mundo. Os primeiros modelos das Nações Unidas a surgir foram o National Model United Nations, em Nova Iorque, e o Harvard National Model United Nations, em Boston. Ambas têm antecedentes na década de 1920 como simulações da Liga das Nações.

O primeiro modelo das Nações Unidas realizado no Brasil foi o AMUN - Americas Model United Nations, organizado pelos alunos do curso de relações internacionais da Universidade de Brasília em 1998, na cidade de Brasília.

Outros modelos foram organizados em diversas localidades, a partir do momento em que os cursos de graduação em relações internacionais, criados em sua maioria na segunda metade da década de 1990, se firmavam no cenário acadêmico brasileiro.

Simulações no Brasil[editar | editar código-fonte]

Simulações Abertas[editar | editar código-fonte]

MINIONU[editar | editar código-fonte]

Modelo Intercolegial da Organização das Nações Unidas, desenvolvido pelos alunos da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), do curso de Relações Internacioanis, em Belo Horizonte, desde 2000.

O projeto MINIONU foi inicialmente desenvolvido para ampliar a cultura de modelos no Brasil e ensino médio, preparando seus participantes para o futuro. O primeiro MINIONU, realizado em 2000, teve como delegados mais de 200 estudantes da região metropolitana da cidade-sede, Belo Horizonte. No ano seguinte, devido ao sucesso do evento, mais de 500 estudantes participaram, de Minas Gerais, Brasília, Goiás, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

A realização da 11ª edição do Harvard World Model United Nations (HWMUN), promovido pela Universidade de Harvard (Estados Unidos) na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), contribuiu para o significativo aumento de delegados no ano de 2002. Em sua terceira edição, contando com 800 alunos de diversas localidades, o MINIONU foi considerado o maior modelo de organizações internacionais da América Latina.

Em 2003, a quarta edição do evento trouxe mais de 1000 estudantes, que simularam 17 comitês com sucesso. O índice se manteve em 2004, com o V MINIONU, quando novamente vieram alunos de diversos estados do Brasil, especialmente da Região Sudeste e Região Centro-Oeste.

O sexto MINIONU, em 2005, comemorando os 60 anos da Organização das Nações Unidas (ONU), merece destaque, com seus 20 comitês e seu grande número de delegados de Ensino Médio - 1200 no total, de todo o Brasil. Suas próximas edições, a sétima 2006 e oitava 2007, repetiram o imenso sucesso das anteriores, destacando-se pelo quantidade cada vez maior de escolas participantes.

Em 2008, com o IX MINIONU, a simulação se consagrou pela organização e pelos debates, participando 1000 estudantes de Ensino Médio, bem como 100 professores e 150 alunos do curso de Relações Internacionais na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).

Com sua décima edição, o MINIONU completou em 2009 uma década ininterrupta de simulações. Contou com o mesmo número de estudantes, professores e alunos do curso de Relações Internacionais do ano anterior, mas inovou com o cronograma, introduzindo seminários, debates em conjunto, e inclusive um comitê em língua inglesa. Em sua cerimônia de abertura, o MINIONU contou com a presença do ministro das Relações Exteriores do Brasil em exercício, Celso Amorim.

Em 2010, o MINIONU teve a sua décima primeira edição, com 15 comitês, dois deles em língua estrangeira (espanhol e inglês). Contou com a participação de diversos especialistas, contribuindo para a aproximação com a realidade e intensificando a experiência dos participantes.

Na sua décima segunda edição, o MINIONU inovou com três comitês em língua estrangeira (espanhol, inglês e francês), dessa forma, além de desenvolver as capacidades de diálogo, negociação e conciliação, os estudantes tiveram a oportunidade de exercitar a comunicação em língua estrangeira.

No 13° MINIONU, 2012, foram simulados 15 comitês, um deles conduzido em língua inglesa. Essa edição também contou com intervenções qualificadas de especialistas em todos os comitês, aumentando a proximidade com a realidade e tornando a simulação mais intensa para os delegados.

Em 2013, os alunos de relações internacionais conduzirão 18 comitês durante os quatro dias do evento, e a edição contará novamente com simulações em línguas francesa, inglesa e espanhola, além de uma equipe qualificada para as intervenções nos comitês.

TEMAS[editar | editar código-fonte]

Criado em 2005 por iniciativa dos estudantes de graduação em Relações Internacionais da PUC Minas. Todo ano possui uma temática central a qual todos os comitês estão relacionados e cuja participação é voltada para estudantes do ensino superior. Desde 2008, o modelo se tornou independente e, portanto, a organização se encontra separada da PUC.

UNISIM[editar | editar código-fonte]

Simulação Inter MUndi Natal, RN Organizada anualmente desde 2007 por estudantes do Centro Universitário do Rio Grande do Norte UNI-RN juntamente com alunos de outras instituições públicas e privadas. Atualmente é um projeto de extensão da UNI-RN aberto a outros participantes. Tem comitês voltados para os alunos da graduação e outro (Mini – UNISIM) para os alunos do ensino médio.

SIMUNA[editar | editar código-fonte]

A iniciativa de criar uma Simulação de Relações Internacionais em Uberlândia - MG partiu de alunos do Ensino Médio que, em 2008, em parceria com sua coordenação, criaram a SIMUNA - Simulação de Relações Internacionais do Colégio Nacional, como uma atividade de educação não-formal que une a teoria à prática e contribui para o desenvolvimento de competências intelectuais e sociais. A SIMUNA é um dos únicos eventos do gênero em Minas Gerais.

Durante quatro dias de atividades, o espaço interno do Colégio Nacional de Uberlândia é transformado em um ambiente diplomático, no qual os estudantes assumem o papel de embaixadores, diretores, governantes, jornalistas, entre outras profissões e cargos relacionados aos encontros internacionais, com o desafio de representar, com o máximo de veracidade, o seu país no debate sobre problemas ambientais, econômicos, sociais e políticos.

As simulações são consideradas verdadeiros laboratórios de ciências sociais, pois seus participantes lidam com a resolução de conflitos e negociação por meios diplomáticos, aprofundam seu conhecimento geopolítico, aproximando-se de situações reais. Durante sua atuação, os estudantes transcendem seus próprios valores para se colocarem no lugar daqueles que representam. É também uma excelente oportunidade para aperfeiçoamento de habilidades, como a oralidade e a pesquisa, e para estabelecer rede de contatos e fortalecer os vínculos.

AMUN[editar | editar código-fonte]

Foi o primeiro modelo de organizações internacionais criado no Brasil pelos alunos de graduação em Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) em 1998 em uma parceria com a University of Georgia. Em algumas edições, há ainda comitês históricos, para simular momentos marcantes da história, e comitês que simulam outros organismos internacionais não pertencentes ao sistema ONU.

BAMUN[editar | editar código-fonte]

  • BAmun - Belas Artes Model of United Nations, São Paulo - SP.

Modelo de simulação da Organização das Nações Unidas criado e organizado em 2007 pelos graduandos de Relações Internacionais do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo e aberto a todos os outros universitários e alunos do ensino médio.

Diplomata Jr.[editar | editar código-fonte]

Modelo organizado pelos estudantes de graduação em Relações Internacionais da Unesp-Franca como parte dos trabalhos desenvolvidos pelo Projeto Cidadão Mundial, realizado com escolas públicas de Franca, desde 2006.

Fórum FAAP[editar | editar código-fonte]

Modelo de Simulação das Nações Unidas, organizado por graduandos de diversos cursos da Fundação Armando Álvares Penteado, desde 2005. Primeiro Modelo de Simulação para estudantes do Ensino Médio no Estado de São Paulo. Em sua edição passada, em junho de 2010, discutiu em comitês do Conselho de Segurança das Nações Unidas, Organização Mundial do Comércio, Conselho de Direitos Humanos, Banco Mundial, entre outros.

FRINJ[editar | editar código-fonte]

  • FRINJ - Fórum de Relações Internacionais Juvenil, Nova Iguaçu - RJ.

É o primeiro e único Modelo de Simulação das Nações Unidas, organizado por professores e alunos da cidade de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Em sua terceira edição de 2011 ocorreu no Instituto de Educação Santo Antônio, nos dias 10, 17 e 24 de setembro. O III FRINJ teve três comitês: Conselho de Segurança das Nações Unidas: Reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, Conselho Econômico e Social das Nações Unidas: Medidas Socioeconômicas de Combate a Pirataria na Somália e Organização dos Estados Americanos Histórica: A situação do Haiti em 1991.

Fóruns[editar | editar código-fonte]

O Grupo de Estudos e Pesquisa em Organizações Internacionais é voltado para o estudo e realização de simulações de Organizações Internacionais, tais como ONU (Organização das Nações Unidas) e OEA (Organização dos Estados Americanos). Foi realizado em 2009 o I Fórum de Discussão Universitária e também o I Fórum de Discussão Estudantil, o qual envolveu alunos de Ensino Médio das redes pública e privada da cidade de Marília na representação de países e seus interesses em um cenário de debate multilateral. Nos anos seguintes, o grupo promoveu o II e o III Fórum de Discussão Universitária no primeiro semestre, e Estudantil, no segundo. Em 2012 o GEO se prepara para a IV edição dos Fóruns, com o tema geral Educação: Construindo hoje e edificando o amanhã. O grupo busca principalmente trabalhar com assuntos atuais de modo a permitir que os alunos do curso de Relações Internacionais e outros participantes tenham maior contato com a teoria e a prática de um profissional da área.

Global Classrooms[editar | editar código-fonte]

O primeiro modelo brasileiro apenas para alunos de Ensino Médio de escolas públicas de São Paulo. Criado pela Associação das Nações Unidas dos EUA (UNA-USA) mas realizado em São Paulo pela Associação das Nações Unidas - Brasil (ANUBRA). Participam como staff alunos de diversas universidades de São Paulo, capital e interior.

MIRIN[editar | editar código-fonte]

Modelo Intercolegial de Relações Internacionais, organizado pelos alunos de graduação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Destina-se à participação de alunos do Ensino Médio e teve sua primeira edição em 2004. Sua última edição, ocorrida em julho de 2012, contou com comitês sobre vários tópicos (comitês econômicos, sociais, humanitários, ambientais, políticos), incluindo um comitê para discussão interna entre organizações não governamentais (ONGs).

ModEM[editar | editar código-fonte]

Modelo de Simulação das Nações Unidas para Ensino Médio e Superior em Teresina. Sua primeira edição foi realizada pelo Grupo de Pesquisas e Estudos Internacionais (GPEI) do Centro de Ensino Unificado de Teresina (CEUT) em outubro de 2007.

MONU e MONU-EM[editar | editar código-fonte]

O MONU, Modelo da Organização das Nações Unidas, é organizado pelos alunos da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) desde 1999. Em 2007 realiza sua última edição e fracassa em ter continuidade sem vinculação institucional à PUC. Grupo de estudantes tentou a tornar (a simulação) autônoma, mas fracassou.

Com apoio da PUC-SP, em 2001 foi criado o MONU-EM, para estudantes secundaristas, e é realizado pelo Colégio Bandeirantes (localizado na cidade de São Paulo).

MUNDI[editar | editar código-fonte]


O MUNDI surgiu, em 2008, impulsionado por uma atividade ligada à disciplina de Teoria das Relações Internacionais I, ministrada pela Professora Doutora, titular do curso de Relações Internacionais da Universidade Estadual da Paraíba, Raquel Melo. Para a organização, cinco estudantes se apresentaram como voluntários. A partir de então, foram muitas reuniões e estudos sistemáticos para construir o Modelo Universitário de Diplomacia da UEPB.

No ano seguinte, precisamente em março de 2009, o MUNDI se concretizou. Algumas atividades antecederam o dia da simulação, a exemplo de palestras e reuniões com os participantes. O MUNDI 1 foi realizado no Hotel Village. A temática abrangeu a Intervenção Humanitária no Haiti, no comitê do Conselho de Segurança da ONU, além da cobertura do MUNDI news. O debate se estendeu durante todo o dia, mas nada foi decidido, graças ao poder de veto dos Estados Unidos e do Reino Unido.

Já na sua segunda edição, simulada também no Hotel Village, o MUNDI teve como organização simulada a OEA, sob o olhar jornalístico do MUNDI news. Ampliando sua agenda de discussões, a simulação trouxe para a discussão o polêmico caso de reintegração de Honduras à OEA e o Terrorismo Internacional, através dos Planos de Ação para a Cooperação Hemisférica.

O MUNDI 3 se ampliou. Foram simulados três comitês concomitantes: a OEA, o Conselho de Segurança e o MUNDI news. A terceira edição foi realizada na Estação Ciência, Cultura e Artes. A OEA teve como temática os planos de ação sobre Democracia, Corrupção e Direitos Humanos, já o Conselho de Segurança englobou a temática das ações multilaterais dos conflitos de quarta geração, analisando a estratégia de resolução de conflitos no Afeganistão e no Iraque.

No mesmo ano, realizou-se o MUNDI LAB, uma nova proposta do Modelo Universitário de Diplomacia: um laboratório para a primeira experiência em idioma estrangeiro do Modelo e, portanto, de caráter experimental. O comitê simulado foi a Conferência Rio+20, com o objetivo de promover discussões acerca do desenvolvimento de possíveis alternativas à energia nuclear no pós-Fukushima e um documento final, em formato de Declaração, como resultado.

O MUNDI 4, a última edição até agora, simulou novamente três comitês: Mundi News, ACNUR e G-20. As temáticas focavam a situação dos refugiados da primavera árabe e a crise econômica europeia. A inovação ficou por conta da interação entre os comitês, que compartilharam uma sessão, discutindo temáticas tangentes às duas áreas.

Em todas as edições, o MUNDI realizou a sua tradicional festa, denominada de “Festa do Fim do MUNDI”, com o objetivo de integrar os senhores delegados, jornalistas e a comissão organizadora.

Para a edição de 2013, que ocorrerá em Abril, a comissão organizadora do MUNDI preparou quatro comitês, são eles: o CII – Comitê de Imprensa Internacional, a OMI - Organização Marítima Internacional, a UNODC-(Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime) – Comissão de Narcóticos, e a ASEAN, que será em inglês.

Site: http://mundiuepb.com.br/

NUCSI-UCB[editar | editar código-fonte]

É o modelo realizado pelo Núcleo de Simulações e Pesquisas Internacionais da Universidade Católica de Brasília (UCB). Essa simulação foi fundada pelos alunos de Relações Internacionais Edimar Marcelo e Daniele de Paula, em 2002, com sua primeira edição aberta a outras instituições em 2004. É realizada anualmente, à luz da Semana Universitária da UCB.

NUMESP[editar | editar código-fonte]

  • NUMESP - Nações Unidas Modelo do Estado de São Paulo, São Paulo - SP.

O projeto visa simular reuniões de comitês, órgãos e conselhos da Organização das Nações Unidas (ONU), como o Conselho de Segurança, além de conferências do Grupo dos Oito. Foi implantado no ano de 2007, no município de Araras (SP), por Stephan Reichenberger, estudante de Relações Internacionais e Ciência Política da University of Westminster (Londres, Reino Unido).

Nos dias 2 e 3 de agosto de 2008, nas dependências do Centro Universitário Hermínio Ometto - UNIARARAS, foi realizada sua terceira edição, oportunidade na qual estudantes de diversas universidades do Estado de São Paulo (USP, PUC, FACAMP, Centro Universitário Anhanguera, entre outras) simularam uma reunião do Conselho de Segurança da ONU e discutiram o tema "Segurança Alimentar e Biocombustíveis".

ONU Jr.[editar | editar código-fonte]

Sendo uma simulação independente, o ONU Jr. Este modelo é um dos mais tradicionais do gênero no Brasil, acontecendo desde 2003, ano no qual contou com 120 delegados do estado do Rio de Janeiro apenas, simulando seis comitês, como o Conselho de Segurança das Nações Unidas e a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Em 2004, triplicou seu número de delegados, recebendo também "modeleiros" de São Paulo, Brasília e Belo Horizonte. Houve temas como os subsídios à agricultura na Organização Mundial do Comércio e a relação população-desenvolvimento na Conferência de Revisão do Cairo + 10.

Em sua terceira edição em 2005, a ONU Jr inovou com a parceria com a Fundação Konrad Adenauer, que ofereceria desde então a possibilidade a alunos da rede pública de ensino a oportunidade de participar do evento, através do Programa de Integração Social (PIS). Naquela edição participaram 315 delegados em 10 comitês, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) com a questão da AIDS e dois grupos de trabalho (metas de saúde e metas sociais) discutindo os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

No ano de 2006, a simulação manteve seu alto nível acadêmico em nove comitês, dentre eles o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), com a questão do tráfico de seres humanos, o Fórum Econômico Mundial, discutindo os BRICs e as energias alternativas, e ainda o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), debatendo as crianças refugiadas.

Na ONU Jr V, em 2007, participaram 320 "modeleiros" de todo o país, com o apoio do programa "Conversando com as Nações Unidas" e do UNIC-Rio, e com material do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Ocorreram debates em nove comitês, tais como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), sobre as missões de paz no Haiti, e o UNICEF, discutindo pornografia infantil.

A sexta edição da simulação de 2008 contou com o apoio da Fundação Konrad Adenauer, do Curso Clio, reconhecido por sua aprovação no processo seletivo do Instituto Rio Branco para a formação de diplomatas, e da UniLaSalle - RJ, com campus em Niterói, instituição de ensino católico fundada pelos "lassalistas", e com infra-estrutura e corpo docente sólidos. Novamente foram 9 comitês atuais, como o Conselho OTAN-Rússia, que discutiu a relação entre a Federação Russa e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a Organização dos Estados Americanos (OEA), debatendo as tensões militares entre nações sul-americanas e a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEC), que reconsiderou o uso do dólar para as negociações e o comércio do petróleo.

A sétima edição, a ONU Jr 2009, sofreu uma diminuição no número de participantes (261 delegados) e comitês, com oito temas debatidos. Os comitês que se destacaram foram o histórico do Pacto de Varsóvia em 1968, discutindo a questão do Partido Comunista da Tchecoslováquia, o United Nations Security Council (Conselho de Segurança, na língua inglesa), que contou com novas regras de debate diretamente do Global Model United Nations (1º GMUN) e uma "open agenda", e, finalmente, um revolucionário Comitê de Imprensa. Esta edição possuiu novamente o apoio da Fundação Konrad Adenauer, da UniLaSalle - RJ e da ActionAid. Esta última patrocinou os alunos do complexo da Cidade de Deus que participaram da simulação através do Programa de Integração Social (PIS). Para tornar o ambiente da simulação mais democrático e inclusivo, também criou-se o Programa Escola Pública (PEP), com isenção parcial da taxa de inscrição. Como atração principal da Confraternização deste ano, a participação de comediantes de stand-up de diversas companhias de stand-up comedy.

A edição da ONU Jr de 2010 contou com oito comitês sobre os mais diversos tópicos atuais e históricos, incluindo um comitê em língua estrangeira (inglês). Houve muitas confraternizações entre os delegados. Os comitês discutidos foram: Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA): Terrorismo Nuclear e o Tratado de Banimento de Materiais Físseis (FMCT),Conferência de Bandung: Novas diretrizes da desconolização e o não-alinhamento, Conselho Europeu (CE): A economia europeia no pós-crise, Cominform Soviético: A questão do titoísmo: afastamento pela Iugoslávia de um comunismo legitimamente marxista-leninista, bolchevique, Conselho de Segurança das Nações Unidas Histórico (CSH): O conflito Irã-Iraque (1987-1988): medidas para cessar-fogo e fim do conflito, Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN): Reforma do conceito estratégico e atuação da OTAN no mundo, United Nations Security Council (UNSC, em inglês): Middle East issues e Comitê de Imprensa: Cobertura jornalística dos comitês da VIII Onu Jr.

A edição da Onu Jr de 2011 contou com nove comitês: Conselho OTAN-Rússia - A atuação da OTAN na Líbia, Liga dos Estados Árabes (LEA) - A Liga frente às revoltas no mundo árabe, Conferência de Berlim 1884-85 - A partilha da África, Organização para Cooperação de Xangai (OCX) - Medidas de contraterrorismo e segurança regional, Conselho de Segurança Histórico - 1980 (CSH) - A intervenção soviética no Afeganistão, Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) - Novas diretrizes para a segurança nuclear após Fukushima, União Africana (UA) - A questão do Chifre da África (Etiópia, Eritreia e Somália), United Nations Security Council (UNSC) - The question concerning Somalia e o já tradicional Comitê de Imprensa

SANTA MUNDI[editar | editar código-fonte]

O Santa Mundi é uma simulação organizado por alunos do Colégio Santa Marcelina de BH que visa contribuir para o aprendizado de seus participantes, trazendo todos os benefícios dos MUN’s (Models of United Nations). Com inspiração em simulações espalhadas por todo o Brasil, o Santa Mundi possibilita aos delegados (participantes) o desenvolvimento da argumentação, da oratória, da concentração e do trabalho em grupo, através de diálogos e negociações.

SIMUN[editar | editar código-fonte]

O SIMUN (Simulação das Nações Unidas) nasceu como um modelo independente e despretensioso, criado por amigos em meados de 2005, no Rio de Janeiro. Sua primeira edição ocorreu entre 15 e 18 de junho de [[2006], no Colégio CEL/NorteShopping, diversificando a opção de simulações existentes então na cidade. Ao inovar aceitando a participação tanto de estudantes do Ensino Médio quanto de acadêmicos do Ensino Superior, o I SIMUN obteve grande êxito, o que viabilizou a organização de outras edições, todas realizadas no primeiro semestre de cada ano e em diferentes lugares. Atualmente, após o êxito organizacional de sua 5ª edição, sediada no Campus Gragoatá da UFF, o SIMUN caminha para mais um ano de crescimento, acreditando no lema de ser um modelo feito por amigos para amigos.

SiNUS[editar | editar código-fonte]

A SiNUS é o modelo para secundaristas da Universidade de Brasília criado em 2002 por alunos de Relações Internacionais. A SiNUS desde então se consolidou como uma das simulações para Ensino Médio mais prestigiadas do Brasil, com reconhecido valor acadêmico e excelência administrativa. A SiNUS é fortemente voltada para a simulação de organismos multilaterais, em especial, as Nações Unidas.

Em 2011 a SiNUS comemorou sua 10ª edição e programa um evento especial para marcar essa história de grande sucesso. A 10ª edição ocorreu de 20 a 24 de abril de 2011. Com mais de 600 participantes a SiNUS é um dos maiores eventos de simulação do Brasil e contou em 2011 com 17 comitês e Agência de Comunicação.

SINU[editar | editar código-fonte]

Organizado pelo Núcleo de Pesquisa e Extensão em Relações Internacionais (NURI) do Centro Universitário Jorge Amado, a simulação envolve alunos dos cursos de Relações Internacionais, História, Direito e Comunicação. Ocorre uma vez por ano, discutindo assuntos de relevância internacional, nos mesmos moldes das conferências da ONU. É um evento muito bem sucedido, único na Bahia, e que teve sua 1ª Edição em 2007, idealizado pela professora Indira Marrul.

SIEM[editar | editar código-fonte]

Organizado em São Paulo por alunos da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Universidade de São Paulo, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Universidade Federal de Minas Gerais, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Universidade Federal de Santa Catarina Fundação Armando Álvares Penteado, Faculdades Integradas Rio Branco, Centro Universitário Ibero-Americano e Instituto de Estudos Políticos de Paris. No Brasil, é a primeira simulação para secundaristas exclusivamente com comitês históricos.

SiONU[editar | editar código-fonte]

Realizado por estudantes da Universidade Estácio de Sá do Rio de Janeiro desde 2002, destina-se à participação de estudantes universitários. A SiONU já teve 11 edições, desde 2009 entrou para o Calendário Oficial do UNIC-Rio e é hoje a segunda maior simulação do país e maior do Rio de Janeiro para estudantes universitários.

SOI[editar | editar código-fonte]

  • SOI - Simulação de Organizações Internacionais, Natal, RN

Primeiro modelo do Norte-Nordeste brasileiro, organizado anualmente pelos estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em Natal, iniciado em 2001 como um projeto interno da própria universidade e posteriormente aberto a outros participantes.

Os estudantes de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), um dos pioneiros no desenvolvimento de Modelos, criaram, em 2001, a Simulação de Organizações Internacionais (SOI), seguindo os passos dos estudantes de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, que haviam criado o AMUN, o primeiro MUN do Brasil, três anos antes. A tendência se espalhou e o cenário de Modelos no Brasil se mostra bastante amplo e consolidado atualmente, contanto com simulações em diversas cidades, como por exemplo, o MUNDI, em João Pessoa; a SONU, em Fortaleza; o TEMAS, em Belo Horizonte; e o UFRGSMUN, em Porto Alegre.

A SOI foi desenvolvida em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Direito da UFRN, numa iniciativa pioneira em todo Norte-Nordeste. A Simulação de Organizações Internacionais já obteve grande sucesso junto aos universitários do Rio Grande do Norte e de outros estados do Brasil e vem despertando o interesse da sociedade natalense, aumentando o conhecimento sobre questões relevantes do mundo contemporâneo.

É importante ressaltar que a SOI, assim como os demais modelos de organizações internacionais, tem uma importante função político-pedagógica, na medida em que possibilitam a integração de estudantes em um ambiente de negociação – seja de consenso ou de conflito – em que poderão desenvolver suas habilidades de oratória, diálogo, disciplina, além de passar a melhor compreender os acontecimentos da nossa realidade e refletir sobre os rumos das sociedades.

A quarta edição da SOI, realizada em 2004, consolidou o evento no calendário local e projetou-o ainda mais em âmbito nacional, com delegações vindas de diversas cidades brasileiras, como Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, São Paulo, Recife, Fortaleza e Teresina, além dos estudantes das universidades locais, especialmente do curso de Direito da própria UFRN. Também nesse ano, a SOI passou a contemplar estudantes de Ensino Médio, que participaram como observadores dos debates nos comitês temáticos.

Em 2005, foi reforçada a participação desses estudantes, possibilitando a elaboração de um comitê especialmente voltado aos alunos do Ensino Médio. Em 2006, teve início o Comitê de Imprensa Internacional, direcionado aos alunos dos cursos de Comunicação Social, que atuaram como correspondentes internacionais, fazendo a cobertura jornalística dos comitês.

Em Outubro de 2010, a SOI comemorou dez anos de existência com uma participação entusiasmada de centenas de estudantes universitários e do Ensino Médio. O evento contou também com a vinda de delegações da SONU e do MUNDI, simulações com as quais a SOI desenvolveu uma grande proximidade ao longo dos últimos anos. Esse intercâmbio, que também acontece em nível municipal com a UNISIM e o FPOI, é importantíssimo para o fortalecimento conjunto das simulações na nossa região do país.

Na edição do ano seguinte, ocorrida em 2011, a SOI bateu recordes de público, tendo expandido o número de comitês para oito, a maior marca até então. As inscrições foram encerradas em apenas uma semana, mostrando o crescente interesse da comunidade para os assuntos debatidos no projeto.

Em 2012, a SOI bateu novamente o recorde de público, ultrapassando 400 participantes, que estavam distribuídos em nove comitês temáticos, a maioria deles inéditos na simulação. Além do aumento do número de comitês, a edição daquele ano inovou também ao contar com dois comitês para o Ensino Médio, sendo um deles histórico.

Durante todos esses anos, a SOI tem conseguido ampliar a sua produção acadêmica por meio da Revista Realidades e do livro Organizações Internacionais e Questões da Atualidade, além de contra com o Núcleo de Pesquisa em Direito Internacional – NPDI – coordenado pelo Prof. Dr. Jahyr-Philippe Bichara. Dessa forma, a SOI se afirma no âmbito acadêmico como um Programa de Ensino, Pesquisa e Extensão, englobando o tripé de filosofia universitária, tão visado atualmente.

SONU[editar | editar código-fonte]

  • SONU - Simulação da Organização das Nações Unidas, Fortaleza - CE

Primeiro modelo do Ceará, teve sua experiência inicial em 2004, quando estudantes do curso de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC) simularam a Comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Desde então, a SONU vem ocorrendo anualmente, em todo mês de setembro, crescendo em número de comitês simulados, de participantes - inclusive com a presença de alunos de outras instituições de ensino e de outras regiões do Brasil - e em relação à qualidade dos temas propostos e das discussões realizadas. Atualmente, além dos comitês destinados a universitários, há também sempre um dirigido para estudantes do Ensino Médio e o Comitê Internacional de Imprensa, sob responsabilidade exclusiva de acadêmicos de Jornalismo.

SiEM (Santa Catarina)[editar | editar código-fonte]

O SiEM UFSC é um projeto de extensão do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina. Foi idealizado em 2011 pelos próprios alunos da UFSC e hoje é uma das maiores simulações de organizações internacionais para o ensino médio do Brasil.

A primeira edição do SiEM ocorreu no dia 30 de abril de 2011. Contamos com a participação de mais de 165 alunos das escolas de Ensino Médio de Florianópolis, dentre elas: Energia, Autonomia, Aplicação, EIC, Catarinense, Bom Jesus. Os temas discutidos nas reuniões foram: Sanções ao Irã decorrentes do Programa Nuclear; Guerra das Malvinas; Combate ao Terrorismo; Pirataria na Somália; A posição da União Europeia sobre a crise Israel/Palestina; Salvaguardas ao Irã decorrentes do Programa Nuclear e possíveis Sanções; Doenças relacionadas às mudanças climáticas e o Tráfico de pessoas.

A segunda edição ocorreu nos dias 14 e 15 de abril de 2012. Nessa segunda edição contamos com a participação de mais de 200 alunos e 8 escolas: Energia, Autonomia, Aplicação, EIC, Catarinense, Escola da Ilha, Colégio da Lagoa e Colégio Militar. Nessa edição os alunos simularam uma reunião da COP15 – que aconteceu em dezembro de 2009 na Dinamarca – portanto, a questão das mudanças climáticas e redução de emissões de CO2. Os alunos também decidiram, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, sobre a imposição de sanções à Líbia, devido aos abusos civis cometidos. Já, na simulação da Assembleia Geral das Nações Unidas, foi discutida a questão da retirada do embargo comercial estadunidense a Cuba.

O terceiro SiEM aconteceu no dia 04 maio de 2013, essa edição contou com a participação de todos as escolas já envolvidas, além de novas escolas interessadas, contabilizando 320 alunos de 12 escolas: Energia, Autonomia, Aplicação, EIC, Catarinense, Escola da Ilha, Colégio da Lagoa, Colégio Militar, IFSC, Instituto Estadual de Educação e Colégio Geração. Nesse ano foram simuladas três reuniões: Assembleia Geral da ONU abordando a intervenção militar na Síria e a entrada de Taiwan como Estado-membro pleno da ONU; e o Conselho de Segurança da ONU discutindo o caso de Sakineh Ashtiani.

Simulações internas[editar | editar código-fonte]

SIMA[editar | editar código-fonte]

Completamente realizada por alunos do Colégio Magnum Agostiniano, a SIMA foi criada em 2007 pelos alunos Rodrigo Badaró e André Araújo. Em 2011, a simulação chegou a sua quinta edição, contando com comitês dos mais diversificados. Anualmente, a SIMA recebe alunos de diversos colégios de Belo Horizonte, convidados e prepara os alunos do próprio Magnum para as simulações externas. Atualmente ocorre no segundo semestre do ano e, conta com comitês nacionais, internacionais de diversos temas, a Agência de Comunicação (Imprensa) e a Comissão de Logística.

SIA[editar | editar código-fonte]

Realizada anualmente pelo Colégio Santo Agostinho, a Simulação Interna Agostiniana envolve mais de 200 alunos, do 9º ano à 3ª série do Ensino Médio, distribuídos em cinco comitês. Os alunos, durante três dias, entram em contato com as áreas de Relações Internacionais, Direito e Comunicação Social. O evento é coberto pela Agência de Comunicação, composto por alunos, que são responsáveis pela elaboração e diagramação do jornal diário O Diplomata e apresentação do telejornal CSA.

MOCS[editar | editar código-fonte]

Criado em 2011 pelos alunos do CEFET-MG Cairo Rodrigues, Douglas Diniz, Eduardo Gonçalves, Gabriel Machado, Gustavo Zicker e Pedro Silva, e até hoje coordenada pelos mesmos. Em 2011 contou com a presença de alunos dos mais diversos colégios de Belo Horizonte, contou com dois comitês (Conselho de Segurança Histórico e Conselho Europeu, além da Agência de Comunicação. Em 2012, em sua segunda edição, contou com quatro comitês e a imprensa, sendo um deles o primeiro comitê em inglês entre simulações internas em Belo Horizonte. No ano de 2013, foi realizada terceira edição do Modelo de Comitês Simulados do CEFET-MG, que ocorreu de 30 de Agosto a 1º de Setembro, dando continuidade a simulação criada em 2011 procurou colocar em pauta assuntos vitais na construção de um mundo cada vez mais plurilateral e dinâmico. Contou com cinco comitês, sendo eles: a UNCTAD, na qual os delegados definiram políticas de cooperação sul-sul e integração regional, o G20, que trouxe como discussão a corrupção, o Conselho de Paz e Segurança da União Africana, para reunião continental a fim de lidar com a Guerra do Mali, o SIP, em cargo da discussão da liberdade de imprensa na América Latina e, por fim, o MUNDI PRESS, Imprensa do MOCS III que noticiou os fatos marcantes ocorridos.

SiSA[editar | editar código-fonte]

Organizada somente por alunos do Colégio Santo Antônio, a SiSA terá sua primeira edição em 2013. A I SiSA contará com 3 comitês além do comitê de imprensa. O número estimado de delegados, alunos, ou não, do Colégio Santo Antônio é de 105 estudantes.

Loyola MUN[editar | editar código-fonte]

O LoyolaMUN é um projeto acadêmico, realizado pelos alunos do Ensino Médio do Colégio Loyola de Belo Horizonte. O projeto propõe o levantamento e discussão de temas internacionais por meio de simulação de conferências das Nações Unidas. Em 2012, o evento chegará a sua sexta edição e contará com cinco comitês e o tradicional comitê de Imprensa.

Jogo Cenecista das Nações Unidas[editar | editar código-fonte]

O Jogo Cenecista das Nações Unidas, realizado em Pouso Alegre, visa simular organismos internacionais da ONU. Conta com comitês como a Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas (CDH), o Conselho de Segurança das Nações Unidas (CS), o Comitê Economico-Social das Nações Unidas (Eco-Soc) entre outros, além da Imprensa. Conta anualmente com mais ou menos 55 delegações, é reconhecido pela ONU, tendo premiações para os melhores delegados de cada comitê. Os participantes são alunos do Colégio. No ano de 2011 foi realizado o Jogo de Número 5.

Núcleo de Simulações de Organismos Multilaterais - NUSOM[editar | editar código-fonte]

Criado por alunos da Universidade Estácio de Sá visa preparar alunos do ensino superior para as grandes simulações do gênero, tais como AMUN, TEMAS e SiONU. Em 2009, o NUSOM simulou o Conselho de Segurança das Nações Unidas, tendo em pauta a independência do Kosovo.

ONU Colegial[editar | editar código-fonte]

Promovida pelo Colégio Santo Inácio, no Rio de Janeiro, o modelo conta com a participação de alunos do 9º ano do Ensino Fundamental á 3ª Série do Ensino Médio. O evento faz parte da Semana Inaciana, uma das atividades mais tradicionais do Colégio.

SIJUDI[editar | editar código-fonte]

Organizada por alunos da Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tem uma proposta não só voltada para o público Relações Internacionais, mas também para alunos de Direito, oferecendo tribunais como opções de comitês.

PoliONU[editar | editar código-fonte]

Simulação interna do Colégio Poliedro organizada totalmente por alunos do Ensino Médio deste colégio. Destina-se a todos os alunos de Ensino Médio das escolas que utilizam o Sistema de Ensino Poliedro e, ainda na sua sétima edição, em 2012, é uma das maiores do mundo "de alunos do Médio para alunos do Médio". Ocorre anualmente durante o feriado santo de Corpus Christie na sede do Colégio Poliedro, em São José dos Campos. Sendo a maior simulação interna do Brasil e atingindo em sua ultima edição a incrivel marca de 400 participantes com 9 comitês, sendo dois deles simulados totalmente em ingles.

O PoliONU, tem como principal objetivo complementar o conhecimento adquirido em sala de aula, desenvolvendo em seus participantes características de liderança e ampliando a capacidade crítica dos estudantes para com a atual situação do mundo. Por conseguinte, o evento tem permanecido forte e vem auxiliando na construção de caráter de todos os seus integrantes.

Em sua oitava edição, o PoliONU novamente amplia o número de comitês, esperando atingir um público cada vez mais exigente. E com uma equipe organizadora extremamente experiente em simulações mundo afora, a oitava edição promete ser a maior e melhor desde a criação do evento. Fazendo sempre jus ao seu lema; 'Varias ideias um só mundo'; O PoliONU 2013 apresenta temas ainda mais interessantes, crises cada vez mais complicadas de serem resolvidas, intervenções e press releases e todo o demais aparato para fazer do PoliONU o melhor e mais famoso Modelo das Nações Unidas de todo o Mundo.

Histórico

A primeira edição do PoliONU aconteceu em 2006 e foi memorável. Com quatro dias de evento, contando com aproximadamente cem delegados e cinco comitês, fizemos história e inauguramos o principal modelo interno de simulação estudantil do Brasil. O índice de aprovação por parte dos organizadores, patrocinadores e participantes foi excelente e representou uma experiência única na vida de todos. Em sua segunda edição, o projeto já apresentou muitas melhoras. O PoliONU 2007 cresceu, manteve as qualidades vistas no evento do ano anterior (consagrado como a principal simulação interna do Brasil) e se aperfeiçoou, aumentando o número de comitês, trazendo temas cada vez mais atuais e ampliando o apoio aos participantes. Em sua terceira edição, o PoliONU 2008 contou com a participação de organizadores, delegados e aproximadamente duzentos e trinta alunos. A organização obteve um aumento significativo em relação ao número de participantes das edições anteriores. Foram representados cinco comitês e uma central de imprensa, sendo que esta foi integrada por alunos externos à organização. Cada comitê teve a representação de dois jornalistas que elaboraram durante o evento três edições de jornais. A organização contou com grande número de delegados de unidades parceiras, além de integrantes do Colégio Poliedro, envolvendo ainda mais participantes. Em quatro dias, buscamos soluções para problemas atuais como o terrorismo, o meio ambiente e os problemas econômicos; reescrevemos a história e, mais uma vez, terminamos o evento com sucesso. Na quarta edição, o PoliONU 2009 teve a participação de organizadores, delegados e de aproximadamente duzentos e trinta alunos. Em cinco comitês, foram discutidos temas de grande repercussão, como o lixo nuclear tratado no PNUMA e a prevenção de uma corrida armamentista no espaço, no AGNU. A presença da imprensa foi significativa, tanto quanto a ótima participação dos delegados presentes. Em 2010, a quinta edição do PoliONU se apresentou como um evento extremamente singular. O evento contou com aproximadamente 250 participantes, além de uma presença mais abrangente de escolas parceiras do Colégio Poliedro. Novamente, temas de extrema importância para a sociedade atual foram colocados em pauta nos seis comitês que contavam com o Conselho de Segurança, o Conselho de Segurança Histórico, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a Organização Mundial do Comércio, o Desarmamento e Segurança Internacional e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados. Na sua sexta edição, em 2011, o PoliONU atingiu um nível de excelência, sendo muito bem avaliado pelos participantes. Ampliou-se o número de comitês de discussão e contamos com uma enorme participação de escolas do sistema, vindas de diversas partes do país. A simulação contou com aproximadamente 320 participantes. Os alunos representaram jornalistas ou delegados nos seguintes comitês: Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU); Conselho de Segurança Histórico (CSH); Conselho Econômico e Social (ECOSOC); Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA); Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD); Assembleia Geral Histórica (AGH); Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

MISG-ONU[editar | editar código-fonte]

Modelo Interno de Simulação do Gracinha - ONU. Sua primeira edição ocorreu em 2006 na Escola Nossa Senhora das Graças. Sua 5ª edição foi em 2010.

MUNIBERO[editar | editar código-fonte]

O Modelo das Nações Unidas da Universidade Ibero-Americana de São Paulo é promovido pelos alunos da Unibero e realizado desde 2002 como simulação interna. Em 2006 passou a ter status de Model United Nations (MUN). Tem por objetivo mesclar a experiência de alunos do ensino superior e médio.

SPMUN[editar | editar código-fonte]

Modelo independente criado em 2009 por estudantes de ensino superior com vasta experiência em modelos. A Diretoria Executiva do SPMUN é formada por criadores e diretores de dezenas de outros modelos e simulações como TEMAS, SiAn, SiEM, Mini-ONU, entre outras. Sua primeira edição foi em 2010 no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo.

ÁBACOONU[editar | editar código-fonte]

Evento organizado pelo Colégio Ábaco e voltado a alunos de ensino médio. Teve sua primeira edição em 2009, com 60 delegados. Em 2011, a terceira edição contou a participação de 120 delegados, representando mais de 70 nações em quatro comitês de debates (PNUMA, UE, CS e ACNUR). Em 2012, ocorreu a quarta edição do ÁBACOONU, entre os dias 4 e 6 de maio. Aproximadamente 150 delegados defenderam nações e instituições internacionais em 4 comitês de debates: Conselho de Segurança, Corte Penal Internacional, Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação e Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime. Em 2013, ocorreu a quinta edição do evento, entre os dias 26 e 28 de abril. Aproximadamente 200 estudantes de ensino médio participaram de quatro comitês de debates: Alto Comissariado das Nações para Refugiados (ACNUR): Os refugiados e a guerra civil na Síria; Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF): Combate ao trabalho infantil no século XXI; Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU): O Tratado da Antártida; United Nations Security Council (UNSC): Arms trade treaty; Trata-se do único evento de simulação de organismos internacionais organizado no ABC paulista.

SILQ[editar | editar código-fonte]

Organizada por alunos do Colégio Luiz de Queiroz em Piracicaba, é composta por um plenário histórico e um atual, ambos, assistidos por comitês de imprensa.

SINEI - IESB[editar | editar código-fonte]

  • SINEI - IESB - Simulação de Negociações Internacionais, Brasília - DF

Organizado pela equipe do GNEGRI (Grupo de Negociações em Relações Internacionais) do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB), teve sua primeira edição em Outubro de 2006. É realizada anualmente e recebe delegados de Ensino Médio e Ensino Superior.

SiNUCES[editar | editar código-fonte]

  • SiNUCES - Simulação das Nações Unidas do Centro de Estudos e Simulações da UCG, Goiânia - GO

Simulação organizada pelos alunos de Relações Internacionais da UCG que fazem parte do CES. Ocorre anualmente desde 2007.

SIMULAÇÃO DA ONU DA FACULDADE ANGLO-AMERICANO[editar | editar código-fonte]

Simulação organizada pelo GPOI - Grupo de Pesquisa em Organizações Internacionais, mantido pelo LARI - Laboratório de Relações Internacionais da Faculdade Anglo-Americano, unidade Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil. O primeiro exercício ocorreu em 2012 e atualmente encontra-se em sua terceira edição.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]