Sally Ride
| Sally Ride | |
|---|---|
| Astronauta da NASA | |
| Nacionalidade | |
| Nascimento | 26 de maio de 1951 Los Angeles, EUA |
| Morte | 23 de julho de 2012 (61 anos) La Jolla, Califórnia |
| Tempo no espaço | 14d 07h 46m |
| Missões | STS-7, STS-41-G |
| Insígnia da missão |
|
| Aposentadoria | 1997 |
Sally Kristen Ride (Los Angeles, 26 de maio de 1951 – La Jolla, 23 de julho de 2012) foi uma astronauta dos Estados Unidos e a primeira mulher norte-americana a ir ao espaço, após as soviéticas Valentina Tereshkova (1963) e Svetlana Savitskaya (1982).
Índice |
História[editar]
Formada em Física e Inglês pela Universidade de Stanford, Ride foi uma das 8 mil mulheres que responderam a um anúncio da NASA, para selecionar o primeiro grupo de astronautas femininas do programa espacial norte-americano em 1978.1 Selecionada, com mais cinco mulheres - Anna Fisher, Judith Resnik, Kathryn Sullivan, Shannon Lucid e Rhea Seddon -, ela completou o curso de qualificação em 1979. Como parte de seu aprendizado, atuou como CAPCOM (o comunicador com a nave e a tripulação em voo direto de Houston) das segunda e terceira missões do ônibus espacial, e ajudou a desenvolver o braço robótico canadense, acoplado ao espaço de carga do ônibus espacial.2
Em 18 de junho de 1983, Ride entrou para a história como a primeira americana a subir ao espaço, como integrante da tripulação da Challenger, na missão STS-7, que colocou em órbita dois satélites de comunicação, realizou experimentos farmacêuticos e foram os primeiros tanto a colocar um satélite em sua órbita no espaço, quanto em recolher outro avariado para dentro do ônibus espacial.
Ao final de seu segundo vôo espacial no ano seguinte, missão STS-41-G também como tripulante da Challenger, Sally passou a acumular 343 horas de permanência no espaço. Ela treinava para uma terceira missão quando ocorreu o acidente que destruiu a Challenger, matou sua colega de turma pioneira Judith Resnik, paralisou o programa espacial americano por quase três anos e a impediu de voar mais uma vez.
Em 1987, após ter se tornado uma líder e exemplo para todas as mulheres americanas que desejavam ser astronautas e ser uma das investigadoras oficiais das causas do acidente, ela deixou a NASA para trabalhar em sua alma-mater, a Universidade de Stanford, lecionar física na Universidade da Califórnia. – UCLA, e dirigir o Instituto Espacial da Califórnia. Em 2003, ela foi convidade pela agência a fazer parte da equipe de investigação das causas da tragédia com a Columbia, tornando-se a única astronauta a participar das duas investigações.
Sally morreu em 23 de julho de 2012, por problemas decorridos de um câncer no pâncreas.3 Foi casada com o também astronauta Steven Hawley. De 1985 até seu falecimento, viveu com a Dra. Tam E. O'Shaughnessy, relacionamento revelado somente em seu obtuário e confirmado pela sua irmã.4
Ver também[editar]
Referências
- ↑ NASA. Dr. Sally Ride. NASA. Página visitada em October 7, 2007.
- ↑ NASA (1999). Sally Ride. NASA. Página visitada em October 7, 2007.
- ↑ Morre Sally Ride, primeira americana no espaço. O Globo. Página visitada em 24/07/2012.
- ↑ Sally Ride Revealed to Be Gay: Her Sister, on Ride's Life, Death, and Desires for Privacy (em inglês)
Bibliografia[editar]
- Ride, Sally; Okie, Susan. To Space and Back. New York: HarperTrophy, 1989. 96 pages p. ISBN 0-688-09112-1 ISBN 0-688-09112-1
- Ride, Sally; O'Shaughnessy, Tam E.;. The Mystery of Mars. [New York]: Crown, 1999. 48 pages p. ISBN 0-517-70971-6 ISBN 0-517-70971-6